terça-feira, 30 de setembro de 2008

resposta do Onde é , onde é...4

A maioria dos e-mails que recebi, acertou em cheio: é o Boulevard 28 de Setembro !
A foto postada é de 1873.


O Boulevard 28 de Setembro é um tradicional logradouro e principal eixo do bairro de Vila Isabel, na zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

A história de Vila Isabel começa com a antiga fazenda dos Macacos - 1565 - ano da fundação da cidade do Rio de Janeiro. Nessa época, devido à valorização do comércio de açúcar aliado à liberação da entrada de escravos no Brasil, os jesuítas que ocupavam a região começaram a fundar engenhos para a extração de açúcar de canaviais, como a Fazenda dos Macacos.
No entanto, com a confiscação dos bens da Companhia de Jesus, por parte da Coroa Portuguesa, essa ficou abandonada até 1822 onde, devido à proclamação de Independência do Brasil a fazenda passa a pertencer ao Império Brasileiro e, por ser um adorador da natureza, D. Pedro I passa a visitá-la regularmente.

Após a morte de sua esposa Dona Leopoldina em 1826, D. Pedro I casa-se novamente em 1829 e dá a fazenda para sua nova esposa, Amélia de Beauharnais, duquesa de Leuchtenberg. Mas anos mais tarde, com sua partida em 1831, a fazenda fica novamente abandonada.

Somente em 1870 com a retificação do Rio Joana é que o interesse retorna à região. Nessa época é feito um levantamento cartográfico, que indica a Rua do Macaco - atual 28 de Setembro - como via principal de acesso à fazenda.

No ano seguinte, João Batista Viana Drummond, empresário progressista, ao perceber que estava diante de uma área com potencial de desenvolvimento comercial, solicita à Corte a instalação de uma linha carril ligando a Fazenda dos Macacos ao centro da cidade, e mais tarde, a compra da Fazenda, para nela dar início ao que viria a se tornar o primeiro bairro planejado da cidade do Rio de Janeiro: Vila Isabel.

Em novembro de 1873, a Companhia Arquitetônica, já fundada no Rio de Janeiro, obteve os direitos de propriedade transferidos por Drummond, a fim de possibilitar a urbanização da área, decidindo que o novo bairro ostentaria uma aparência moderna como a de Paris.

cartão postal do início do século XX

E assim surgiu o Boulevard 28 de Setembro - com o nome "Boulevard" , claro, por apresentar o estilo francês: uma larga avenida, arborizada no centro por todo seu trajeto - , no lugar da antiga rua dos Macacos,indo da rua São Francisco Xavier e acabando na antiga Praça 7 de março, em homenagem à data de instalação do gabinete do Visconde do Rio, em 7 de março de 1871. A Praça 7 de março é a atual Praça Barão de Drummond.

No início do século XX, as suas árvores estavam sempre floridas no canteiro central, e era ladeado por chácaras com cercas-vivas. Em 1909 recebeu iluminação e bondes elétricos.

Muito do estilo francês de sua arquitetura é mantido, mas há, infelizmente, um total abandono do que faz referência às vilas operárias da época de D. Pedro I.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Há cem anos

Há cem anos ele saiu da cena da vida ...
... e nos deixou um rico legado
que redescobrimos a cada dia.

  • Inspirado em ‘Hamlet’, de Shakespeare,
    Machado inovou com o narrador que dialoga com o leitor

    “O maior defeito deste livro és tu, leitor”.
    ( Machado de Assis, em Memórias Póstumas de Brás Cubas)
  • Machado se ocupou da loucura em suas obras
    (‘O Alienista’ - 1882 - ou em ‘Quincas Borba’ - 1891 - , por exemplo)
  • Já que rir em público não era de bom tom, machado usava de uma fina ironia.
    “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos”.
    (‘Memórias Póstumas de Brás Cubas )

Muito mais no site oficial de Machado de Assis.
Clique na imagem acima e se delicie!

domingo, 28 de setembro de 2008

Onde é, onde é...4


Que rua é essa?
Essa é a última da série, com fotos.
A próxima série vai ser para adivinhar através de charadas.

Vamos ver quem é craque?
A resposta do Onde é... 4 sai semana que vem!

sábado, 27 de setembro de 2008

Um cantinho que é a cara do Rio!

Um cantinho de música, simpatia e bom papo.
É a TOCA DO VINÍCIUS, em Ipanema,
que hoje completa 15 anos.

Carlos Alberto e o interior da Toca do Vinícius - foto/site Fecomercio

Nascida da idéia de um carioca apaixonado pela cidade, Carlos Alberto Afonso, surgiu essa livraria. Mas dirão os que não conhecem: livrarias temos muitas. Direi eu, como a TOCA, não.
Apesar da música ser sua especialidade - vale o registro importante: música brasileira de qualidade! - e, talvez daí seu diferencial, seu charme, ela é mais que uma livraria. É ponto de vendas e bom papo; de boa música e de informação; museu e boas idéias; shows inesquecíveis e ponto de intelectuais e artistas e, muito, um local pra se celebrar, sempre, o poetinha VINÍCIUS, que para as gerações que com ele não cruzaram, é uma figura longe, quiçá - nesses tempos de memória curta - apenas uma placa de rua.

Com certeza a importância da TOCA é que é um local onde se celebra a memória carioca.

Parabéns Carlos Alberto Afonso, Natalina, pela luta, a gentileza, as idéias, a paixão, a dedicação.
TOCA DO VINÍCIUS, Rua Vinícius de Moraes nº129.
Um cantinho que é a cara do Rio!
E se você não conhece, não sabe o que está perdendo.

VIVA A TOCA DO VINÍCIUS!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Machado de Assis virou lenda no bairro do Cosme Velho. É conhecido até pelo apelido de Bruxo do Cosme Velho. No entanto, não se sabe ao certo a origem desse apelido.


Famoso chalé à rua Cosme Velho, nº 18, onde morou a partir de 1883, hoje inexistente.

Uma das possibilidades é que tenha surgido a partir do poema A um Bruxo, com Amor, de Carlos Drummond de Andrade em ‘A Vida Passada a Limpo’ (1959).

A um bruxo, com amor
Em certa casa da Rua Cosme Velho
(que se abre no vazio)venho visitar-te; e me recebes
na sala trajestada com simplicidade
onde pensamentos idos e vividos
perdem o amarelo
de novo interrogando o céu e a noite.


Outros leram da vida um capítulo, tu leste o livro inteiro.
Daí esse cansaço nos gestos e, filtrada,
uma luz que não vem de parte alguma
pois todos os castiçais estão apagados.

Contas a meia voz
maneiras de amar e de compor os ministérios
e deitá-los abaixo, entre malinas
e bruxelas.
Conheces a fundo
a geologia moral dos Lobo Neves
e essa espécie de olhos derramados
que não foram feitos para ciumentos.

E ficas mirando o ratinho meio cadáver
com a polida, minuciosa curiosidadede quem saboreia por tabela
o prazer de Fortunato, vivisseccionista amador.
Olhas para a guerra, o murro, a facada
como para uma simples quebra da monotonia universal
e tens no rosto antigo
uma expressão a que não acho nome certo
(das sensações do mundo a mais sutil):
volúpia do aborrecimento?
ou, grande lascivo, do nada?

O vento que rola do Silvestre leva o diálogo,
e o mesmo som do relógio, lento, igual e seco,
tal um pigarro que parece vir do tempo da Stoltz e do gabinete Paraná,
mostra que os homens morreram.
A terra está nua deles.
Contudo, em longe recanto,
a ramagem começa a sussurar alguma coisa
que não se estende logo
a parece a canção das manhãs novas.
Bem a distingo, ronda clara:
É Flora,
com olhos dotados de um mover particular
ente mavioso e pensativo;
Marcela, a rir com expressão cândida (e outra coisa);
Virgília,
cujos olhos dão a sensação singular de luz úmida;
Mariana, que os tem redondos e namorados;
e Sancha, de olhos intimativos;
e os grandes, de Capitu, abertos como a vaga do mar lá fora,
o mar que fala a mesma linguagem
obscura e nova de D. Severina
e das chinelinhas de alcova de Conceição.
A todas decifrastes íris e braços
e delas disseste a razão última e refolhada
moça, flor mulher flor
canção de mulher nova...
E ao pé dessa música dissimulas (ou insinuas, quem sabe)
o turvo grunhir dos porcos, troça concentrada e filosófica
entre loucos que riem de ser loucos
e os que vão à Rua da Misericórdia e não a encontram.
O eflúvio da manhã,
quem o pede ao crepúsculo da tarde?
Uma presença, o clarineta,
vai pé ante pé procurar o remédio,
mas haverá remédio para existir
senão existir?
E, para os dias mais ásperos, além
da cocaína moral dos bons livros?
Que crime cometemos além de viver
e porventura o de amar
não se sabe a quem, mas amar?

Todos os cemitérios se parecem,
e não pousas em nenhum deles, mas onde a dúvida
apalpa o mármore da verdade, a descobrir
a fenda necessária;
onde o diabo joga dama com o destino,
estás sempre aí, bruxo alusivo e zombeteiro,
que resolves em mim tantos enigmas.

Um som remoto e brando
rompe em meio a embriões e ruínas,
eternas exéquias e aleluias eternas,
e chega ao despistamento de teu pencenê.
O estribeiro Oblivion
bate à porta e chama ao espetáculo
promovido para divertir o planeta Saturno.
Dás volta à chave,
envolves-te na capa,
e qual novo Ariel, sem mais resposta,
sais pela janela, dissolves-te no ar.

A outra possibilidade é que Drummond tivesse popularizado o apelido, que teve origem no objeto que está no acervo da Academia Brasileira de Letras: um braseiro. Como Machado gostava de queimar suas cartas e colocava o caldeirão do lado de fora, os vizinhos o chamariam de bruxo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Júlia, uma carioca esquecida

Júlia Lopes de Almeida é um nome que ainda não teve a atenção merecida para sua obra. Romancista e dramaturga que se projetou no início do século XX, foi esquecida pela crítica , que a ela reservou um papel secundário.

Nascida há quase 150 anos - 24 de setembro de 1862 -na então Província do Rio de Janeiro, desde cedo mostrou forte inclinação pelas letras, embora no seu tempo de moça não fosse de bom-tom, nem do agrado dos pais, uma mulher dedicar-se à literatura (numa entrevista concedida a João do Rio entre 1904 e 1905, confessou que adorava fazer versos, mas os fazia às escondidas).

D. Júlia foi colaboradora por vários anos da revista A Semana, editada por seu marido - da qual foi grande colaboradora - no Rio de Janeiro e teve uma vasta produção literária. Foram mais de 40 volumes abrangendo romances, contos, literatura infantil, teatro, jornalismo - com uma coluna no jornal O País, durante mais de 30 anos - , crônicas e textos didáticos, obra essa não reconhecida para sua inclusão na Academia Brasileira de Letras, da qual ficou excluída por ser do sexo feminino, apesar de ter participado das reuniões de sua formação.

Autora inovadora, conseguiu levantar e discutir pontos de suma importância para a mulher de sua época, questionando o modo como viviam, através de sua pena, numa época em que esse instrumento era essencialmente masculino.

O Rio de Janeiro homenageou, modestamente, sua escritora com um um busto em bronze sobre pedestal de granito, no Passeio Público. Infelizmente ele foi furtado em janeiro 2004 e só restam fotos da homenagem.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A escandalosa amante

Há rumores de que Machado de Assis não teria sido tão fiel assim à sua amada Carolina, com quem viveu por quase 35 anos, até a morte dela, em 1904.

É o que garante o jornalista e escritor Ubiratan Machado, autor do ‘Dicionário de Machado de Assis’ (a ser lançado em novembro pela Academia Brasileira de Letras), a respeito desse fato “quase desconhecido da vida de Machado”.

Durante os anos de 1882-83, pouco depois de escrever ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’, na fase mais angustiada de sua vida, ele teve uma amante,garante Ubiratan. E explica: “Era uma atriz portuguesa, Inês Gomes, mais velha do que ele, conhecida por seu escasso talento e seus enormes pés.

O jornal de escândalos ‘O Corsário’ caiu de cipoada em cima dele. Parece que essa foi a única vez que ele pulou a cerca. O que não se sabe é como Carolina reagiu a essa aventura galante do marido”, brinca Ubiratan.

C a r l o s He i t o r Cony também botou lenha na fogueira: em 1999, reacendeu a polêmica envolvendo Machado. Segundo ele, Mário de Alencar, filho do romancista José de Alencar e de Georgiana Cochrane, seria filho de Machado. Além de amigo, José de Alencar é patrono da cadeira do autor na Academia Brasileira de Letras. Cony citou crônica do escritor Humberto de Campos.

“J. de A. (supostamente José de Alencar) jamais sofreu de epilepsia. Machado de Assis morreu dessa moléstia. Como explicar, pois, a epilepsia de M. de A. (que seria Mário de Alencar)?”, escreveu Humberto, para completar: “Mergulhei no oceano desse mistério, tateantes as mãos do meu pensamento. ‘Dom Casmurro’ não será uma história verdadeira? Aquele amigo que trai o amigo, aquele filho que fica de uns amores clandestinos, não seriam páginas de uma autobiografia?”.

Reprodução de Machado de Assis, 100 anos de memória - jornal O DIA on line

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Resultado do "Onde é" nº 3

Ninguém acertou.

Os vários e-mails insistiram na Rua Miguel Couto. Mas o detalhe, que escapou, é que ela fica à esquerda. E a rua da foto, à direita.

Essa construção fica na esquina da Avenida Central e a antiga Rua do Chile, que após as transformações no urbanismo da cidade, diminuiu e hoje é pequena e tem o nome de Rua da Ajuda.
Outro ponto de vista pra tirar dúvidas, onde se vê,
à esquerda ,o antigo Hotel Avenida.


Vamos aproveitar que hoje está um lindo sol de primavera!
Pra curtir, um belo flamboyant na Lagoa, com o Cristo ao fundo.
Viva o Rio de Janeiro!



segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Primavera


Veja e ouça Primavera nas vozes de Djavan
e Olivia Bygton.
A letra, pra acompanhar :
O meu amor sozinho
É assim como um jardim sem flor
Só queria poder ir dizer a ela
Como é triste se sentir saudade
É que eu gosto tanto dela
Que é capaz dela gostar de mim
E acontece que eu estou mais longe dela
Que da estrela a reluzir na tarde
Estrela eu lhe diria
Desce à Terra, o amor existe
E a poesia só espera ver
Nascer a primavera
Para não morrer
Não há amor sozinho
É juntinho que ele fica bom
Eu queria dar lhe todo o meu carinho
Eu queria ter felicidade
É que o meu amor é tanto
Um encanto que não tem mais fim
E no entanto ela nem sabe
Que isso existe
E é tão triste se sentir saudade
Amor eu lhe direi
Amor que eu tanto procurei
Ah! quem me dera eu pudesse ser
A tua primavera
E depois morrer
E depois morrer
A resposta do quiz sai amanhã.

sábado, 20 de setembro de 2008

Onde é, onde é...3


Mais uma! Quem sabe onde é?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Apesar do dia da árvore ser comemorado, no Brasil, no dia 21 de setembro, data que marca a entrada da primavera, devemos ter em mente que TODO DIA É DIA DA ÁRVORE!

Daí que desde já saudamos, com respeito, nossa companheira, com uma crônica do mestre Artur da Távola

" Chamo a sua atenção para os fícus -ficus microcarpa- de nosso Rio de Janeiro, árvore recatada, silenciosa, folha pequena, sem o charme da flor, da categoria de seres que prodigalizam amor em sadio anonimato; quanta gente nem sabe que árvore é o fícus!...
Mas ele existe, há séculos, e o Rio guarda alguns dentre os belos e vetustos exemplares de fícus. É árvore de vestes monacais. Despiu-se de vaidades mundanas. Existe para pássaros e sombra, produzindo, porém, para apreciadores especiais, a maior das delícias: as suas bolinhas portadoras das sementes (quase sempre caídas sobre o cimento da cidade grande). São pequenos figos, de onde advém o nome latino "fícus". Eles propiciam a deliciosa sensação de ir pisando as bolinhas que estalam ao peso do corpo, saborosa sensação de pisar crocante.
Mas se o amigo leitor ou doce leitora gostou do fícus e sua missão de servir e sombrear silente, após vê-los um a um pela Rua São Clemente ou Praia de Botafogo, Avenida Rui Barbosa e Praia do Flamengo, nesta, ao chegar na esquina da Rua Silveira Martins, olhe para o ângulo final do Palácio do Catete e que confina com a citada rua, ao lado do Hotel Novo Mundo. Ali esplende outra junção notável de fícus, responsável por visual denso, forte, generoso, prova da beleza introvertida desta árvore, benfeitoria anônima do Rio.
E, se por acaso for tão doido quanto o cronista e capaz de tanto amar o fícus caladão, saia, então, do bairro e vá para o lugar onde, em silêncio, estão os fícus mais severos e belos do mundo: a Praça da República, o Campo de Santana. Lá imperam, republicanos e centenários, fícus sublimes. Vetustos sacerdotes! Repare-lhes o tronco torcido pelas angústias do viver. Medite sobre as copas descomunais, prodigalizando ajuda, a despeito das dores e desilusões da casca de seu tronco. Consulte a si mesmo, sobre o significado daqueles
zilhões de minúsculas folhas lustrosas, alheias a espalhafato. Descobrirá, então, a lição de vida desse monge vegetal. "

Crônica extraída do livro virtual Rio, um olhar de amor. Faça download gratuito do e-book no site E-BOOKS MAYTÊ.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008



Nesse setembro de campanhas políticas, vale lembrar o sempre atual texto
de Rui Barbosa,
que escolheu a cidade do Rio de Janeiro como seu lar.


SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia, pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez no julgamento da verdade,
a negligência com a família, célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação com o 'eu' feliz a qualquer custo,
buscando a tal 'felicidade' em caminhos eivados
de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido,
a tantos 'floreios' para justificar actos criminosos,
a tanta relutância em esquecer
a antiga posição de sempre 'contestar',
voltar atrás e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti, povo deste mundo!

'De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto'

No agradável palacete à rua São Clemente, em Botafogo, construído em 1850 - hoje fundação-, Rui Barbosa tinha hábitos muito simples: adorava além de ler, cultivar rosas e dar festas, pois queria ver em torno dele " gente moça e alegre".
Seus salões foram dos mais famosos e concorridos, no Rio da belle époque.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

1968

Muito já se falou do aspecto político de 68.
Que tal um outro olhar ? Tão interessante, quanto.

No ano de 1968, ainda éramos Guanabara.

SAUDADES DA GUANABARA
!
(aliás título de um belo samba de Moacyr Luz e Aldir Blanc)

O governador, Negrão de Lima.
Ainda existia o Solar da Fossa, o bar Veloso,
o Calabouço, o Castelinho.
O concurso de miss despertava frisson.

O Miss Brasil 1968 foi um dos mais disputados.
A Miss Beleza Internacional foi
Maria da Glória Carvalho, a Miss Guanabara .

  • Maria da Glória Carvalho, na capa da revista MANCHETE, quando venceu o Miss Guanabara

    Em 1968, surgem dois sucessos:
    o Corcel e o Opala ,
    que passaram a desfilar pelas ruas do Rio de Janeiro.



    Veruskha, Twiggy, mini-saia, gola roulé, óculos grandes, moda unissex e hippie. Surgem as butiques com sua grifes. Explodia a mo­da psicodélica, trazendo cores gritantes para as roupas. O vestido tubinho imperava; os biquinis eram retos e baixos. Os cabelos, mantidos lisos com a famosa “touca”, mas nas festas, ainda reinavam os coques com gomos e vírgulas, com muito laquê. O uso da meia-peruca estava bem presente.

    Na maquiagem há uma explosão de cores nas sombras, delineadores e rímel.


    Assim se fazia touca. Quanto sacrifício!!!!!!!!


    O filme do ano: Romeu e Julieta, de Zefirelli, atraiu filas imensas em todos os cinemas.



    Outros sucessos de 68
    A primeira noite de um homem, Bonnie and Clyde e
    Ao Mestre com Carinho.





    Vivíamos de ouvido colado na Rádio Tamoio, AM já com jeito de FM.

    Quem não se lembra do Discos Estrelinhas - o disco que começa a brilhar - , ou Música na Passarela, que tocava as canções a serem votadas e apresentava, em ordem decrescente, as dez vencedoras do dia.
    Todas as músicas eram escolhidas por suas cores, e eles inventavam cada cor!
    Música ciclâmen, lembram?

    Mas também despontava a Rádio Mundial e o genial Big Boy, com sua linguagem inovadora.


    Big Boy

    O botão do rádio ficava pra lá e pra cá. Tamoio, Mundial.
    As duas estações eram uma ao lado da outra.

    Nelas, em 68, ouvíamos músicas como
    Hey Jude (Beatles) , Viola Enluarada( Marcos Vale), MacArthur Park( Richard Harris), Mrs. Robinson(Simon & Garfunkel), The Fool On The Hill (Sergio Mendes & Brasil '66), To Sir With Love - Lulu, Lonely - The Lovin' Spoonful, Love Is Blue - Paul Mauriat, dentre outras.



    A Jovem Guarda entrava em decadência, mas Roberto Carlos brilhava cada vez mais como estrela - seria o vencedor do Festival de San Remo, na Itália -, e logo não se vincularia a qualquer grupo específico. Gravou nesse ano o disco em que, definitivamente, o Rei deixava de ser um rebelde sem causa, para marcar seu nome definitivamente entre os grandes da música brasileira. O Lp tinha canções eternas como “Se você pensa” e “As canções que você fez pra mim".

    Os festivais de música eram palco de torcidas apaixonadas, e lá surgiram muitos dos grandes nomes da MPB de hoje.

    Eles nos trouxeram Andança - de Paulinho Tapajós e Edmundo Souto, sucesso de Beth Carvalho e Golden Boys-, Helena, Helena, Helena - de Alberto Land, sucesso de Taiguara) , Sabiá - de Tom Jobim e Chico Buarque, sucesso de Cynara & Cybele. Aliás, Chico e Tom foram vaiados porque sua Sabiá foi escolhida pelo júri do FIC, em detrimento da engajada Pra não dizer que não falei de flores, de Geraldo Vandré - 2º lugar .

    O público não percebeu o quão engajada e sutil é a letra de Sabiá.

    Tom, Cynara e Cybele e Chico, no palco do Maracãnazinho
    Timidamente as novelas começavam a entrar nos lares, através da televisão.
    O grande sucesso foi Antonio Maria, de Gerado Vietri, na Tv Tupi,
    protagonizada por Sergio Cardoso e Araci Balabanian .



    Na iniciante Tv Globo, eram os tempos de Glória Magadan, e seus dramalhões mexicanos.

    1968 nos deixou mais pobres, do humor inteligente do carioca Sergio Porto, e também do pernambucano Manuel Bandeira, que se intitulava " carioca de coração" e que de sua janela via, diariamente, a Baía de Guanabara, paisagem que "adorava apreciar".

    Ah, 1968!
    Eu me perco nos teus passos...e me encontro na canção...
    (verso de Modinha, sucesso de 1968, de Sergio Bittencourt)

    terça-feira, 16 de setembro de 2008

    O galã das chanchadas


    Carioca do mês de setembro, Cyll Farney foi o galã das chanchadas da Atlântida e arrancou gritinhos do sexo feminino, que também suspirava pelo par romântico mais querido do cinema brasileiro: Cyll Farney e Eliana.

    foto: site memorial da fama
    Atuou em mais de 30 filmes, muitos ao lado de Oscarito, Grande Otelo, José Lewgoy. Sucessos como Aí vem o Barão(1951) e Nem Sansão , Nem Dalila ( 1954) se tornaram clássicos imperdíveis de se ver-rever- até hoje.
    Seu primeiro filme foi em 1947, ao lado de Marlene - Um Beijo Roubado, de Leo Marten - em que tocava bateria ao lado do irmão Dick Farney, também estreante. O título original era Noites em Copacabana, mas foi vetado pela censura, o que atrasou a estréia.

    A fama de galã impediu que Cyll Farney desse grandes saltos em sua carreira. Ele contava que, no fim dos anos 50, quando também trabalhava como produtor da Atlântida, recebeu um roteiro internacional que o escolhia para um papel em que deveria se vestir de mulher. Ele o recusou, e igualmente o cachê de US$ 5 mil, pois não ficaria bem para sua condição de galã.

    Anos depois, o roteiro transformou-se na clássica comédia Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder.

    Certa vez em uma entrevista disse:"Eu me arrependi de não ter feito aquele filme... eu faria o papel do Tony Curtis e o Oscarito o de Jack Lemmon".

    segunda-feira, 15 de setembro de 2008

    Pra ouvir e curtir!



    O carioca João Roberto Kelly esse ano completa 70 anos idade e 50 dedicados à música. Compositor, pianista, produtor e apresentador de shows, reúne parte de sua grandiosa obra - que foi gravada por grandes nomes da música brasileira, como Elza Soares, Elis Regina, Dalva de Oliveira, Jorge Goulart, Emilinha Borba, Emilio Santiago,... - em livro.

    Estamos mais acostumados a lembrar de suas marchinhas de carnaval , mas aqui vamos lembrar da bela Mistura .

    Pra começar, muito bem, a semana!

    domingo, 14 de setembro de 2008

    Histórias de sabores de um Rio de outros tempos.

    Resultado!
    Acertou quem disse Avenida Presidente Vargas esquina com Praça da República!
    E a foto é de 1958.


    Faço um destaque para o grande luminoso da foto,
    da Gordura de Côco Cristal.

    Gordura de côco era ingrediente básico dos quitutes caseiros. Vinda após a banha, uma gordura de porco, era um banha alternativa, vegetal. Por muito tempo condenada , a gordura de côco - seu óleo extra virgem - hoje volta à tona, porquanto a descoberta que seus elementos naturais fazem muito bem à saúde e é melhor que os óleos tradicionais mais usados, como o da soja - que é transgênica; da canola - que ninguém sabe que planta é essa - ??? - ou milho, cheio de pesticida.

    A Gordura de Côco Cristal era fabricada pela UFE, União Fabril Exportadora, fundada em 1922, no Rio de Janeiro, e ainda existente . Hoje é a mais antiga fábrica de sabão do Brasil e seu produto mais tradicional é o famoso "Sabão Portuguez".



    A UFE tem uma grande ligação com a cidade . Na década de 50 foi pioneira em ações promocionais nos meios de comunicação , marcando presença no rádio, onde patrocinou o programa “A felicidade bate a sua porta”, na Rádio Nacional ; e na televisão, onde esteve no primeiro programa da “A Praça é Nossa” , da TV RIO, de Manoel de Nóbrega.

    Suas concorrentes:
    • Gordura de Côco Carioca, produto da Cia. Carioca Industrial, empresa pioneira no mercado de óleos vegetais, de propriedade de Raymundo Ottoni de Castro Maya, empresário bem-sucedido, incentivador dos esportes, pioneiro da preocupação ecológica, editor de livros, colecionador, fundador de museus e sociedades culturais e defensor do patrimônio histórico, artístico e natural.

    foto: anos 60/ revista Receitas Tia Maria - fotolog Ana Lúcia
    • Gordura de Coco Du Norte que era um produto da Indústria de Comércio Dunorte, do Grupo Moraes, do empresário José Basto Correia, conhecido como Zequinha, feita no bairro da Ribeira, na Ilha do Governador, em um grande terreno, ao lado do complexo da Shell. Após 1968, com a morte de Zequinha, aos 46 anos, e a entrada da gordura sintética no mercado - criada pelos americanos - a empresa começou a perder clientes importantes e faliu.
    FOTO AÉREA DO TERRENO ONDE FUNCIONAVAA GORDURA DE COCO DUNORTE, NA RIBEIRA, ILHA DO GOVERNADOR.
    À ESQUERDA, SEPARADA POR COQUEIROS, PARTE DO COMPLEXO DA SHELL
    foto: Golfinho on line


    Histórias de sabores de um Rio de outros tempos.

    sexta-feira, 12 de setembro de 2008

    De novo, onde é, onde é?





    Vamos, ver quem está afiado e sabe onde é.

    quinta-feira, 11 de setembro de 2008

    Canção RIO

    O título RIO QUE MORA NO MAR é um dos versos, que adoro, da linda canção RIO, de Menescal e Bôscoli.

    Uma lembrança do amigo do blog, Olef, me inspirou, fui pesquisar e juntei a outras lembranças para falar dessa canção.
    Ela guarda duas curiosidades.

    Em 1962, havia um programa na TV RIO, canal 13, apresentado pela cantora Marlene, exibido todas as terças-feiras, às 21h15m e patrocinado pelas Casas Garson, especializada em eletrodomésticos. O programa era o “Garson garante o espetáculo”.

    Um dos quadros desse programa era o “O compositor e eu”, onde Marlene recebia, a cada semana, um compositor. Foi numa dessas apresentações que ela, junto com Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal apresentaram, pela primeira vez, a música RIO .

    Outro fato curioso relacionado a essa música, quem conta é Luiz Carlos Miele, em uma de suas tantas histórias . Certa vez, o Bôscoli disse a Caetano Veloso que gostaria de ter escrito seu verso " ...Caminhando contra o vento/ Sem lenço e sem documento...", que o achava fantástico. Caetano, respondeu que nem chegava perto daquele que ele escreveu, que era tudo. Simples e genial. Qual verso? " É sol, é sal, é sul..." .

    Então... recordemos a letra!

    Rio que mora no mar
    Sorrio pro meu Rio que tem no seu mar
    Lindas flores que nascem morenas
    Em jardins de sol
    Rio serras de veludo
    Sorrio pro meu Rio que sorri de tudo
    Que é dourado quase todo o dia
    E alegre como a luz Rio é mar,
    Eterno se fazer amar
    O meu Rio é lua
    Amiga branca e nua
    É sol, é sal, é sul
    São mãos se descobrindo em tanto azul
    Por isso é que meu Rio da mulher beleza
    Acaba num instante com qualquer tristeza
    Meu Rio que não dorme porque não se cansa
    Meu Rio que balança
    sorrio, sorrio, sorrio, sorrio, sorrio

    terça-feira, 9 de setembro de 2008

    Eis a resposta...


    A foto do post de ontem é
    da curva da Lagoa, em frente ao parque da Catacumba,
    atual Parque Carlos Lacerda.


    Vista Ontem

    Vista Hoje

    A favela foi removida pelo Governador Carlos Lacerda - graças a Deus! - e no seu lugar hoje existe o mais importante parque de esculturas ao ar livre existente na cidade. São 31 esculturas dispostas sobre o relevo natural do terreno, com paisagismo de espécies ornamentais.


    As esculturas podem ser observadas de perto, percorrendo-se os vários caminhos do parque, e, em cada uma delas, placas com suas identificações.


    Além disso, uma trilha conduz ao alto do morro.

    A trilha que leva ao pico de Sacopã - 134 metros acima do nível do mar - proporciona uma vista da Lagoa Rodrigo de Freitas por um ângulo completamente diferente e lindo de contemplar.
    ***********************
    Notícias de hoje:
    LARGO FERNANDO TORRES!
    A Prefeitura do Rio nominará o Largo na confluência das ruas Almirante Sadock de Sá e Alberto Campos, em Ipanema, como Largo Fernando Torres (Ator). O Decreto será publicado no Diário Oficial de amanhã, quinta-feira. Merecido!

    Clique abaixo e conheça as fotos do Largo Fernando Torres.

    ONDE É, ONDE É?

    Garimpando imagens, achei essa foto.



    E resolvi fazer a brincadeira de adivinhação(*).

    Ela é da década de 60. Alguém sabe onde é?

    Aguardo respostas!!!

    Vamos ver quem conhece o RIO.


    (*)Em tempo:
    Este post foi " inspirado" no blog Bairros.com ,do Globo.
    INSPIRAÇÃO COM CITAÇÃO DA FONTE!

    segunda-feira, 8 de setembro de 2008

    Ontem, a Rua Vinícius de Moraes parou outra vez

    Momento do show
    Ontem à noite, a Rua Vinícius de Moraes parou outra vez, como sempre acontece com todos os eventos organizados pela TOCA DO VINÍCIUS.

    Ontem, foi mais um domingo de cultura e boa música, em Ipanema.

    Em um tributo a Sylvia Telles, fomos brindados pela bela voz de Claudia Telles.
    Que cantora!
    Possuo alguns de seus CDs, mas nunca a vi cantar pessoalmente. Confesso que é muito melhor. Se isso é possível.
    Com sua voz precisa, muito ritmo e bossa foram quase duas horas de uma cantora PERSONALÍSSIMA.

    Ainda tivemos o privilégio de ouvir uma linda valsa inédita de Baden Powel e Paulo Cesar Pinheiro, Valsa das Flores. De arrepiar!

    Claudia Telles deixou suas mãos para o projeto Calçada da Fama de Ipanema - foi a 71ª mão gravada.

    De parabéns a TOCA DO VINÍCIUS, mais uma vez, sempre dando cultura e carinho a todos os cariocas.

    Aliás, a TOCA está completando 15 anos. Mas essa história já é assunto pra outro destaque, e muito especial.

    Aguardem!

    domingo, 7 de setembro de 2008

    O 7 de setembro e duas avenidas cariocas.


    João do Rio a definiu como "esse grande Sabá arquitetônico de dois quilômetros", por onde passa "o Rio inteiro, o Rio anônimo e o Rio conhecido".
    Ah, Avenida Central!
    O corte ousado, no urbanismo da cidade, de mar a mar, que transformou a vida carioca, com a demolição de 590 edificações.
    Curiosamente foi inaugurada duas vezes, a primeira delas em 7 de setembro de 1904, ao final das demolições e em 15 de novembro de 1905, para celebrar o final das suas construções.

    A Avenida Central em dois tempos:
    Obras para a Avenida Central / Foto: autor desconhecido
    Foto de Augusto Malta
    No início do século, após inaugurada.
    Intercessão da Av Rio Branco com a hoje denominada Rua da Ajuda, antes Rua do Chile.
    A Rua do Chile desapareceu em sua maior parte com a abertura da nova Avenida.
    *****
    Desde os tempos de D. João VI já se pensava em construir um canal navegável ligando o mar ao Rocio Pequeno, atual Praça Onze de Junho. O canal teria como objetivo secar um enorme pântano existente próximo da Cidade Nova, que era um foco de doenças, mosquitos e exalações desagradáveis. Mas só em 1857, foi iniciada a construção do Canal do Mangue, que foi a maior obra de saneamento do Rio de Janeiro, na época do Império, contratada ao Barão de Mauá.
    No Governo de Henrique de Toledo Dodsworth, como prefeito do Distrito Federal, a idéia de prolongar a Avenida do Mangue até o Cais dos Mineiros, atual Arsenal da Marinha, foi posta em prática e foi aberta a Avenida Presidente Vargas,
    para a qual foram demolidos 525 prédios e desapareceram velhas ruas.

    Assim nasceu a Avenida Presidente Vargas em 7 de setembro de 1944.


    A Presidente Vargas em contrução. Foto: autor desconhecido

    Um postal raro, dia de parada militar, provavelmente 1949.
    À direita, a praça da República e à esquerda o chamado Ministério da Guerra, na época.
    Foto: Rio Passado

    sábado, 6 de setembro de 2008

    Re: Placa de rua!

    O prefeito respondeu com e-mail abaixo:


    • Original Message -----
      From:
      Cesar Maia
      To:
      Rio que mora no mar
      Cc:
      Macieira
      Sent: Saturday, September 06, 2008 4:14 PM
      Subject: Re: Placa de rua!

    MACIEIRA;
    Peço orientar a empresa sobre quem foi nosso Conselheiro do Imperio.
    CM

    E o secretário Ricardo Macieira também respondeu com o seguinte e-mail :

    • ----- Original Message -----
      From:
      Ricardo Macieira
      To:
      Cesar Maia; Rio que mora no mar
      Sent: Saturday, September 06, 2008 2:24 PM
      Subject: Re: Placa de rua!

    Caro Prefeito ,
    A orientação será dada.
    RM

    VAMOS AGUARDAR, ANSIOSAMENTE!!!

    sexta-feira, 5 de setembro de 2008

    Alô, alô Prefeito!


    Há muito defendo o que sempre chamei de "quem é quem nas ruas do Rio", inclusive motivo de projeto de livro.

    Recentemente a Prefeitura da cidade começou a trocar as placas, inserindo tal informação. Antes tarde do que nunca!

    No entanto, já há algum tempo um fato me intriga: as placas da rua Conselheiro Lafayette, em Copacabana - em todas as suas esquinas - , não constam quem foi Conselheiro Lafayette (simplificado para Lafaiete).

    Curioso é que as placas das outras ruas que fazem esquina com ela, têm lá quem foi "Francisco Sá" , "Júlio de Castilho", por exemplo, duas de suas esquinas. Mas o Conselheiro, coitado, não.

    Aí vai para o sr. Prefeito, um breve resumo de quem foi o ilustre Conselheiro, para que ele peça ao " pessoal das placas" para refazê-las. Dr. Lafayette merece!


    Lafayette Rodrigues Pereira foi advogado, jornalista, jurista, orador, político, diplomata e conselheiro de Estado, senador, jurisconsultor e estadista brasileiro. Mineiro, veio morar no Rio de Janeiro e exerceu a advocacia até 1910.

    É um dos nomes mais importantes da história da jurisprudência no Brasil.

    Foi autor de Direitos de Família (1869) e Direito das Cousas (1877), livros considerados muito importantes na história do direito brasileiro, e que deram consistência ao seu exercício.

    Além de lidar com textos jurídicos, envolveu-se também em uma polêmica literária histórica, ao defender a obra de Machado de Assis das críticas injustas - o tempo provou - de Silvio Romero. Considerada uma das primeiras análises consagradoras do romancista, Vindiciae - livro que reuniu os artigos publicados dessa defesa - garantiu a eleição de Lafayette para ocupar a vaga de Machado de Assis, Cadeira n. 23, na Academia Brasileira de Letras.

    Foi eleito em 1º de maio de 1909 e tomou posse por carta, lida e registrada na Ata de uma sessão, num mês de setembro, há quase 100 anos, no dia 3 de setembro de 1910.

    Morreu no Rio de Janeiro em 29 de janeiro de 1917 .

    É muita coisa para uma placa estar em branco!

    quinta-feira, 4 de setembro de 2008

    Enfim, o tombamento!

    O Cine Palácio, no Passeio Público, hoje, 4 de setembro, foi tombado. UFA!

    DIZ O ARTIGO:
    • Art. 1º - Fica tombado provisoriamente, nos termos do Art. 5º da Lei 166, de 27 de maio de 1980, o imóvel onde funcionam os Cinemas Palácio 1 e 2, situado na Rua do Passeio nº 38 e 40, no Centro do Rio de Janeiro.



    O Palácio foi o primeiro cinema carioca a exibir um filme sonoro, na década de 20. Construído em 1906 com projeto do arquiteto Adolfo Morales de los Rios, teve no seu projeto a fachada em estilo neomourisco, que foi posteriormente coberta com laminados de alumínio. Na reforma de 2004, foi descoberta a beleza da fachada, retiradas as lâminas e reformada no estilo original.

    quarta-feira, 3 de setembro de 2008

    Calçadas Musicais em Vila Isabel

    O RIO QUE MORA NO MAR retirou esse post do ar por reproduzir da internet uma foto ilustrando a matéria.
    O autor da foto, ao vê-la aqui no blog , não deu autorização para a reprodução e exigiu a retirada da imagem.
    Respeitamos sua vontade, seus direitos autorais e pedimos desculpas pelo transtorno.
    Quem quiser conhecer a foto, ela está em no flick do autor: Claudio Lara

    terça-feira, 2 de setembro de 2008

    Nova edição na rede


    O "Rio que mora no mar..." , edição de setembro, foi enviado hoje. Se você ainda não recebe e quer passar a receber, é só se cadastrar pelo e-mail rioquemoranomar@oi.com.br .


    O tema é CONFEITARIA COLOMBO, em homenagem ao seu aniversário de inauguração, nesse mês.


    Só pra deixar água na boca, uma de suas receitas centenárias. Quem se habilita?



    RIVADÁVIA
    Ingredientes (1 unidade)

    INGREDIENTES


    6 ovos ( gemas e claras separadas)
    100 gramas de açúcar
    200 gramas de farinha de trigo peneirada

    1 pitada de sal
    200 gramas de doce de leite pastoso
    200 gramas de fondant



    MODO DE FAZER:

    Colocar as claras na batedeira, juntar a pitada de sal e bater até começar a
    crescer. Juntar o açúcar as poucos batendo sempre até as claras ficarem em
    neve, depois as gemas aos poucos e bater até ficar um creme
    esbranquiçado.Tirar da batedeira e juntar a farinha de trigo e misturar bem
    até ficar uma massa homogênea.
    Cobrir uma assadeira com papel manteiga. Colocar a massa em um saco de
    confeitar de bico liso e fazer círculos de aproximadamente 12 cm de
    diâmetro.
    Levar ao forno médio (160 graus) até ficar douradinho. Deixar os discos
    esfriarem e depois cortá-los com ajuda de um cortado de 12 cm de diâmetro
    ( a massa achata um pouco quando assa).
    Colocar uma camada de doce de leite sobre um disco e cobrir com um
    outro, sobre este colocar outra camada de doce de leite e cobrir com mais
    um disco ( são 3 discos e 2 camadas de doce de leite).
    Alisar bem todos os cantos com uma espátula e cubra tudo com o fondant
    derretido. Deixar em local ventilado até secar um pouco.

    segunda-feira, 1 de setembro de 2008

    Setembro chegou!

    E com ele a paisagem do Rio muda.

    É outro sol, é outra luz e as árvores se modificam, florescem.

    Nesse mês em que se comemora o dia da árvore, vamos começar falando da AMENDOEIRA.

    É uma das espécies mais presentes na cidade, da Zona Oeste à Zona Sul. Passando pelo Centro, Zona Norte e subúrbios.

    Durante o outono e o inverno, suas folhas caem e tingem a paisagem carioca com tons amarelos, vermelhos e alaranjados, marcando seu reinado na cidade e criando verdadeiros tapetes de folhas no chão.


    Isso, no entanto, causou a proibição de seu plantio na cidade na década de 1990.

    Mas não tem importância, elas são muitas e, historicamente importantes, pois são uma das principais testemunhas do nosso desenvolvimento urbano. No Passeio Público há um exemplar com mais de 150 anos.

    Repare na sua rua, onde você trabalha. É só olhar. Lá está uma AMENDOEIRA. Elas abrigam, sempre, muitos pássaros e seus ninhos e suas copas nos dão uma deliciosa sombra.

    Curtam! Uma árvore que é a cara do Rio!