sábado, 31 de janeiro de 2009

Histórias da Marechal Floriano

A Avenida Marechal Floriano, a eterna Rua Larga, é a rua que foi aberta após a união da antiga Rua Estreita de São Joaquim e da Rua Larga de São Joaquim, no tempo de Pereira Passos. A Rua Estreita era a mais antiga, de meados do século XVII e as duas se encontravam diante da Igreja de São Joaquim.
Ela soma muitas histórias, através dos tempos. Crônicas de jornalistas, cenário para Lima Barreto, local de prédios históricos, comemorações importantes e de acontecimentos pitorescos e interessantes. Das pesquisas para um projeto, o Almanaque da Marechal, algumas pinceladas.
Nela existiu uma loja de utensílios domésticos muito popular, o Dragão, mais conhecido, como o Dragão da Rua Larga. Essa loja precursora dos programas patrocinados, mantinha um programa de rádio muito popular, o programa de Ademar Casé.
Um dos primeiros jingles do rádio - do tempo que ainda não tinha esse nome - foi feito para o Dragão, e foi Noel Rosa quem compôs, em parceria com Vadico. Foi a Marcha do Dragão, e ela dizia:
"Você é mais conhecidodo que níquel de tostãomas não pode ficarmais populardo que O Dragão."
Certa vez, nesse mesmo programa, do qual era contratado, Noel transformou um de seus improvisos sobre sua composição “De babado” em,
“Quando andei pela BahiaPesquei muito tubarãoMas pesquei um peixe um diaQue engoliu a embarcação,

Não era peixe, era o Dragão”. (breque)


A Rua Larga de São Joaquim
nas comemorações dos 5 anos da Proclamação da República.
Ao fundo a Igreja de São Joaquim, que foi demolida.
Foto Marc Ferrez


Amanhã tem mais.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009



Yamandu Costa pra deleite dos nossos ouvidos.

Clique e aproveite!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Mais Lagoa

A Lagoa nem sempre foi como é hoje.
Suas margens já foram um grande e tranquilo areal, depois ficou cercada de favelas, que não deixavam, à mostra, sua real beleza.
A favela da Praia do Pinto foi uma delas.

foto- Arquivo Nacional / reprodução

Considerada a maior favela horizontal de então, era formada por moradores que viviam no terreno da família Gomes de Mattos, correspondente à Chácara do Céu, na encosta do morro Dois Irmãos, por trás do Hotel Leblon.

Por volta de 1935, a Companhia de Terras do Leblon, de propriedade da família, loteou o terreno e transferiu os moradores para um sítio próximo à Lagoa e ao campo do Clube de Regatas do Flamengo, onde mais tarde também se juntaram migrantes nordestinos e tantas outras pessoas.

Com barracos de madeira e teto de zindo, sem higiene, conforto ou água, bichos soltos - porcos, galinhas - com dejetos correndo livremente por valas e sulcos cavados no solo do antigo areal, ali, na Praia do Pinto - anteriormente Praia do Zé do Pinto - a favela resistiu até 1969 quando, antes de sua remoção, desapareceu depois de um incêndio. No seu lugar foi erguido um conjunto de prédios, conhecido como Selva de Pedra, nome dado devido a uma novela da tv, à época de sua construção.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Continuando a falar da Lagoa


O terreno onde existiu a favela da Catacumba  - hoje parque  -  foi ocupado por uma chácara durante todo século XIX e sua proprietária, a Baronesa Rodrigo de Freitas, transferiu a posse das terras para seus escravos.

Mas a explicação do nome Catacumba tem origem em tempos ainda mais remotos: o local foi usado, pelos índios, como cemitério. Daí veio o nome Favela das Catacumbas, que depois perdeu os s.No entanto, nunca houve confirmação sobre possíveis esqueletos encontrados na região.

Por volta de 1925, o Estado dividiu a Chácara das Catacumbas em 32 lotes e os primeiros barracos da futura favela começaram a ser erguidos ainda nos anos 30. Mas a explosão demográfica só aconteceu mesmo na década de 40, com a chegada de uma leva de migrantes vindos, principalmente, do estado do Maranhão.

A Catacumba tinha 15 acessos e cerca de 1.500 barracos, a maioria de madeira. Não existia serviço de água potável na comunidade. Para os moradores, o dia começava cedo nas 15 bicas públicas que existiam já perto do asfalto.

Por ali passava o ônibus elétrico da linha 16, Largo do Machado-Ipanema, via Copacabana (circular), no começo da década de 1960. Segue, abaixo, mais uma vez a foto da coleção Marcelo Almirante .






Seus moradores foram removidos para o conjunto habitacional do subúrbio, Guaporé-Quitungo.

Duas curiosidades sobre a Lagoa:
. foi cenário de uma chachada:
Rico Ri à Toa, em1957, com Zé Trindade - e Violeta Ferraz, direção de Roberto Farias e música de Sivuca - como um motorista de táxi morador da Catacumba, que acha uma mala com milhões de cruzeiros e acaba mudando de vida. Só que não sabe que o dinheiro é de um assalto a banco.


. seria cenário de um projeto ousado:
em 1935, o arquiteto Lucio Costa sugeriu ao Ministro da Educação, Cultura e Saúde Pública, Gustavo Capanema, a construção da Universidade do Brasil na própria Lagoa, em prédios flutuantes.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Lagoa Rodrigo de Freitas em dois tempos

Com seus contornos verdes,
anterior às favelas e aos edifícios, depois da remoção.
Lindo espelho d´água .
Esse é o exato local em que existiu a favela da Catacumba.
À esquerda a curva do Calombo.
foto de Peter Fuss - anos 30


Lagoa, no tempo da favela da Praia do Pinto.
Atrás, à esquerda, o Clube Monte Líbano,
com seu janelão em arco .
Foto- agência Globo - 1960
Amanhã mais histórias dessa linda Lagoa.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Centro - Rio Antigo

Recebi ontem de um amigo do RIO QUE MORA NO MAR, Aristóteles Correa, um texto de saudades cariocas que resolvi reproduzir.

A imagem que selecionei para acompanhar o texto, bem ilustra o clima e a elegância.

"Quando criança, fui ao centro do Rio várias vezes com a minha mãe. Era costume as mulheres usarem chapéu e irem todas emperiquitadas. Muitas usavam luvas e chapéu. Os homens, como sempre, de terno. Lembro-me que existia o ônibus da Light, que fazia o percurso Clube Naval-Leme ( se não me engano era esse o itinerário). Não existia cobrador e a passagem era paga na entrada, colocando-se a moeda na caixa coletora ao lado do motorista. Esse motorista usava terno cinza, gravata preta e quepi. Era proibido viajar em pé. As poltronas, forradas de um tecido parecido com veludo."


Centro- Rio Antigo
Foto/Reprodução- Globo Online

Sobre o o ônibus da Light, que fazia o percurso Clube Naval-Leme , clique aqui , veja foto e recorde o post antigo, aqui do blog, de novembro de 2008.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Há 30 anos...

Nesse fim-de-semana começou o Campeonato Carioca.
E por falar em futebol, há 30 anos, acontecia uma comemoração memorável:
o terceiro tricampeonato da história do futebol do Flamengo.

Emocionante!

A trajetória começou em setembro, após torneios internacionais que o Rubro-Negro foi disputar, sendo campeão de um deles, na Espanha. Logo na estréia do Campeonato Carioca, a garotada, já comandada por Zico, mostrou força com um 6x0 sobre o São Cristóvão, logo depois um 5x0 contra o Campo Grande.
Foi campeão da Taça Guanabara(o primeiro turno) e no segundo turno, não perdeu nenhum jogo. A final do campeonato - contra o Vasco da Gama, pra variar - o Mengo venceu com um gol sensacional do zagueiro Rondinelli - Deus da Raça - de cabeça, no finalzinho do segundo tempo. De arrepiar!
Rondinelli levantando a taça

Na Foto: Rondinelli, Cantareli, Toninho Baiano, Nelson, Júnior e Merica.
Osni, Carpeggiani, Cláudio Adão, Zico e Adílio.

Época de ouro: foram 12 troféus levados para a Gávea, por um time muito especial. Atingiu a histórica marca de 52 jogos sem perder, recorde nacional de invencibilidade.

Uma campanha sensacional e inesquecível!

Prêmio Dardos

Surpresa e alegria!
Recebi uma indicação ao "Prêmio Dardos".

Selo - PRÊMIO DARDOS

Obrigada à Heloísa - blog Rio em Disco -, que fez a indicação.

Esse prêmio visa "reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. Em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras".

O premiado deve seguir as seguintes instruções:
- Exibir a imagem do selo em seu blog
- Linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação
- Escolher outros 15 blogs a quem entregar o PRÊMIO DARDOS
- Avisar aos escolhidos

Escolhi 6 blogs:
Rio em Disco -
Rio de Janeiro Metblogs
Good News
Origami, transformando papel em arte
Mais ou menos nostalgia
Séries é Aqui

Um abraço a todos e parabéns aos novos indicados!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Postos de Salvamento da Orla carioca

 POST DE 24/1/2009
ATUALIZADO EM  27/5/2017



Recebi um arquivo que tinha algumas fotos históricas dos postos de salvamento das praias, em diversas fases.
Vão aqui reproduzidas as fotos e acrescento, outras etapas, que contam mais dessa história.

Os primeiros postos de salvamento surgiram em 1917

Eram mastros que sustentavam pequenas plataformas onde permanecia um guarda-vida vigiando as pessoas que se banhavam. Nota-se, na foto, que a Avenida Atlântica era ainda a rua de serviço mandada abrir por Pereira Passos.

A segunda foto, acima, cerca de 1938, já mostra um posto de salvamento de concreto, embora dentro do mesmo espírito do anterior: um mastro. Vê-se uma Avenida Atlântica, vinte anos depois, já bastante ocupada por casarões.


A terceira foto, acima, mostra o terceiro modelo de posto de salvamento e que perdurou desde os anos 40 até a modernização da Avenida Atlântica, nos anos 1970, quando surge, então um novo modelo e que serve de padrão para toda a orla, desde então. Esse modelo dispunha de um bar, no térreo, e de um 'escritório' (com telefone) que se alcançava por uma escada lateral, banheiros e um chuveiro público sob o deque. Tinha, também, um relógio que podia ser visto da praia.

O número do posto, em vermelho, ficava grande e visível sobre a construção toda cinza e holofotes redondos e grandes, igualmente vermelhos, complementavam a lateral. A cor vermelha se relacionava com o Corpo de Bombeiros, que administravam os postos.

O projeto foi do arquiteto Sérgio Bernardes, mostrado nas fotos, abaixo.



Resultado de imagem para postos de salvamento do rio

Àquele tempo a orla era regulada pelas posturas municipais, que proibiam publicidade,ou qualquer imagens, desenhos, daí apenas a existência do número nos postos.
Estas posturas foram alteradas e os postos puderam ser mais coloridos e se transformar em outdoors da cidade.

Com o vandalismo os postos ganharam grades que o cercavam e passou a cobrar pelo uso dos sanitários e durante um tempo permitiu publicidade na faixa superior. Foram desenhos esportivos, que inseriram marcas de produtos, que se renovavam periodicamente.

Em 1992/93, o posto deu destaque à marca da Prefeitura e do Corpo de Bombeiros e a faixa superior da construção, definitivamente passou a ser usada como grande outdoor.


A partir de 2001, nova modificação no visual dos postos, mas desta feita cumprindo a lei das posturas municipais, que proibe publicidade na orla. Então a faixa passou a exibir fotos turísticas da cidade, com a nova padronização visual da Prefeitura - marca e cores.

Um novo padrão visual da orla carioca, o penúltimo, dos postos de salvamento ficou pronto entre 2007/2008. Renovou as fotos da faixa superior de todos os postos, até o Pontal, no Recreio, dentro da mesma padronização visual e gradeamento em onda.

Participei desse atual visual com o design da marca RIO CIDADE MARAVILHOSA, que é criação minha, e que era sobreposta em todos os postos, centralizada sobre a imagem. E o número do posto acompanhava o degradé das cores da marca.





A partir de 2010 os postos mantiveram a estrutura, foram reformados e mudaram as cores de identificação e posteriormente o gradeamento trocado por vidro e cobertura no deque.

Resultado de imagem para postos de salvamento do rio  Resultado de imagem para postos de salvamento do rio


Com o objetivo de melhor atender a população nas praias do Estado do Rio e oferecer condições de trabalho adequadas para os guarda-vidas, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ)  , a partir de 2016 deu início ao processo para construção novos postos de salvamento na orla carioca, além dos existentes, que seguem  padrões diferenciados para facilitar a visão do que ocorre nas águas, em madeira e materiais ecológicos, pintados de vermelho e amarelo. Já foram inaugurados postos, como estes, na Barra, Grumari e em Copacabana.

    Resultado de imagem para postos de salvamento do rio



sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

E assim nasceu um sucesso!

Essa história já é conhecida de muitos. Mas vale a pena repetir. É curiosa e marca o nascimento de um grande clássiso da MPB.

Carinhoso , música de 1917, de Pixinguinha (Alfredo da Rocha Viana) só ganhou letra em 1937, de Braguinha (Carlos Alberto Ferreira Braga). A melodia foi mantida inédita por mais de dez anos. Assim Pixinguinha justificou o fato, no depoimento que deu ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, em 1968 :

- " Eu fiz o 'Carinhoso' em 1917. Naquele tempo o pessoal nosso da música não admitia choro assim de duas partes (choro tinha que ter três partes). Então, eu fiz o "Carinhoso" e encostei. Tocar o 'Carinhoso' naquele meio! Eu não tocava....ninguém ia aceitar".

O jovem Pixinguinha, então com 20 anos, não se atrevia a contrariar o esquema adotado nos choros da época. No depoimento ele diz ainda que a música era uma polca lenta.

-"O andamento era o mesmo de hoje e eu classifiquei de polca ou polca vagarosa. Mais tarde mudei para chorinho".

"Carinhoso" foi gravado, apenas instrumentalmente, em 1928 pela orquestra Típica Pixinguinha-Donga. Sobre essa gravação, o crítico Cruz Cordeiro publicou o seguinte comentário na revista Phonoarte (nº 11, de 15.01.1929):

- "Parece que o nosso popular compositor anda sendo influenciado pelos ritmos e melodias do jazz. É o que temos notado, desde algum tempo e mais uma vez neste seu choro, cuja introdução é um verdadeiro fox-trot e que, no seu decorrer, apresenta combinações de música popular yankee. Não nos agradou".

Essa crítica se tornou polêmica e atravessa décadas como alvo de outras discussões. Leia mais sobre isso e a íntegra da crítica em http://www.revistaphonoarte.com/ .

Ainda sem letra, 'Carinhoso' teria mais duas gravações apenas instrumentais. Apesar das três gravações e execuções em programas de rádio e rodas de choro, continuava até meados dos anos trinta ignorado pelo grande público.

Em outubro de 1936, um acontecimento iria contribuir de forma acidental para uma completa mudança no curso de sua história.

Encenava-se naquele mês no Teatro Municipal do Rio de Janeiro o espetáculo "Parada das Maravilhas", promovido pela primeira dama, Darcy Vargas, em benefício da obra assistencial Pequena Cruzada.

Convidada a participar do evento, a atriz e cantora Heloísa Helena pediu a seu amigo Braguinha uma canção nova que marcasse sua presença no palco. Não possuindo nenhuma na ocasião, o compositor aceitou então a sugestão da amiga para que pusesse versos no choro "Carinhoso".

-"Procurei imediatamente o Pixinguinha que me mostrou a melodia num dancing (o Eldorado) onde estava atuando. No dia seguinte entreguei a letra a Heloísa, que muito satisfeita, me presenteou com uma gravata italiana".

Surgiu, assim, escrita às pressas. a letra de "Carinhoso", que se tornaria um clássico e recebeu mais de duzentas gravações, desde a primeira em 28 de maio de 1937, lançada em disco RCA Victor, cantada por Orlando Silva, o cantor das multidões .

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Edifício na Avenida Atlântica

foto - reprodução site Copacabana de Toledo
Muitos hão de olhar e perguntar:onde fica esse edifício na Avenida Atlântica?

Não fica mais. Mas já ficou: Avenida Atlântica esquina com Rua Constante Ramos. Edifício Guarujá, era seu nome e durante as décadas de 80 e 90 ficou abandonado e praticamente em ruínas.

Construído em 1927, tinha um grande recuo a fim de que não projetasse sombra na areia, de acordo com o Plano Agache. Com 10 andares, foi o maior prédio da orla por algum tempo, e pertencia a um dono só. Na área livre ,em frente ao edifício, havia um jardim, transformado em área edificante nos anos 60, surgindo, assim, outro prédio à sua frente.

Foi tombado, restaurado e hoje funciona como o South Beach Copacabana Residence Club, um flat. A entrada principal é na Rua Domingos Ferreira, onde, antes, eram os fundos. A frente virou um fundos para o prédio que se levantou , escurecendo e devassando as antigas janelas que tinham a bela vista da praia.

O edifício verde, na esquina da praia,
foi construído no antigo jardim do prédio e à frente dele.
Hoje, ao invés de sua antiga e simpática entrada,
existe a Pizzaria Capricciosa
Entrei pra ver os apartamentos e eles ficaram muitíssimos pequenos. Parecem mais umas pequenas suítes de navio. Mas os pisos e as escadas foram preservados, mas nem se nota, pois os halls ficaram mínimos privilegiando a divisão das acomodações. Os elevadores são modernos - caixas prateadas! - e micros, contrastando com os elementos antigos. Fizeram 10 apartamentos - se é que aquilo pode ter esse nome - por andar.
Um absurdo o que já se autorizou em edificação na cidade!
Como dizia minha avó: " por fora bela viola, por dentro, pão bolorento."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Design da marca Rio_3

Ficou faltando falar sobre a bandeira do Município do Rio de Janeiro.









Ela tem um retângulo branco com duas faixas diagonais azuis se entrecruzando, com o brasão da cidade, todo na cor vermelha, no centro, a cor da vida e da energia. A bandeira foi oficializada pelo decreto 1.190 de 8 de julho de 1908.
O seu desenho básico foi pouco modificado até os dias atuais, à exceção do período em que se tornou estado da Guanabara ( bons tempos!) de 1960 até 1975 (abaixo).



Em razão da fusão entre os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro em 1975 foi suprimida a estrela de prata, no alto, símbolo de unidade federativa, que existia no brasão da bandeira do estado, acima.


A partir de 1975 continuou o campo branco, com duas faixas azuis, postas em diagonal, constituídas de uma banda e uma barra (Cruz de Santo André), tendo sobre o seu cruzamento, na proporção de 1/6 (em sexto) do campo total, o Brasão em vermelho, destacando-se, em branco, a esfera armilar, e as três setas .


Além do significado padrão da Heráldica as cores também têm seu significado histórico.


O azul e o branco simbolizam a origem portuguesa da Cidade. São as cores tradicionais da monarquia portuguesa, adotadas desde a criação de Condado Portucalense, em 1097. Somente após a proclamação da República Portuguesa, em 5 de outubro de 1910, Portugal adotou as cores verde escuro e escarlate para a sua Bandeira.


O vermelho simboliza o sangue derramado por São Sebastião, Padroeiro da Cidade e o sangue derramado por Estácio de Sá, Fundador da Cidade e pelos nossos colonizadores em defesa do Rio de Janeiro.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Viva o nosso padroeiro!


Santo nosso padroeiro
Que aqui, mestre ligeiro,
venceu a batalha .
Libertou e ajudou,
na espada,
aos indios guerreiros
e mandou embora
os franceses de outrora.
Santo nosso!
Popular e amigo
que rege as terras de cá
Te elegemos, honrados,
CARIOCA DA GEMA,
por tudo que aqui nos dá.
E carregamos teu nome,
com orgulho verdadeiro,
e enchemos a boca pra dizer
Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Que é por você abençoada,
e te agradece ,honrada,
pela preferência e proteção.
E devota responde
em coro, e emocionada,
Viva São Sebastião!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Design da marca RIO_2

Cidades sempre foram representadas graficamente. Mas apenas por seus brasões e bandeiras, seguindo os rígidos princípios da Heráldica.


Esse é o brasão da Cidade do Rio de Janeiro.


Ele tem como características o escudo português, em campo azul, cor simbólica da Lealdade, a esfera armilar manuelina combinada com as três setas, que supliciaram São Sebastião, padroeiro da cidade, tudo em ouro, tendo ao centro o barrete frígio, símbolo do regime republicano.
Como lembrança da cidade como capital, em cima do escudo, a coroa mural de cinco torres, em ouro. Como suportes, dois golfinhos de prata, à direita e outro à esquerda, simbolizando a cidade marítima. O da direita com um ramo de louro, e o da esquerda com um ramo de carvalho, representando, respectivamente, a vitória e a força.





Mas esse não foi o primeiro brasão da cidade.
Desde a sua fundação em 1565 já foram seis brasões diferentes. O primeiro deles, abaixo, foi usado de 1565 até 1826.




sábado, 17 de janeiro de 2009

Design da marca RIO_1

A nova Prefeitura chegou e mudou o visual, abolindo o laranja e restabelecendo o uso do brasão, mas em novos padrões gráficos, onde sobressai o tom azul. Cabe, aqui, um pouquinho de história.



Essa linguagem de estabelecer uma marca, começa lá atrás com Aloísio Magalhães, na década de 70 e na gestão de Marcos Tamoio, na Prefeitura, quando o designer criou a primeira Identidade Visual de uma cidade, onde ela foi tratada como empresa ou instituição.
Ele criou a MARCA RIO e regras de aplicação que ganharam um livro, como manual de uso.
A obediência e aplicação corretas fizeram, durante anos, todos os dispositivos da Prefeitura funcionarem em total harmonia gráfica e objetividade.
Marca RIO, criada por Aloísio Magalhãs e suas aplicações
livro-manual da Identidade Visual

Além dos tons de azul, a Identidade Visual dava como opção o tom laranja, como combinação e destaque para aplicações como sinalização ou componente em outras marcas de empresas da Prefeitura, como a RIOTUR, a COMLURB, o RIOZOO.


Por essa época era Designer da RIOTUR e o setor desenvolveu as aplicações para a marca RIOTUR - cartazes, folhetos, convites, programas, etc - optando por não usar o azul e sim o laranja, amarelo alaranjado e nuances. Foi uma opção aprovada pelo Aloísio Magalhães - que supervisionava a imagem da Prefeitura como um todo - uma vez que o azul era um tom triste para o produto turístico que se vendia: o Rio. Afinal ele é ensolarado.


Mais tarde a marca mudou.


 A história continua amanhã.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Maysa

Em tempos de Maysa na TV, vale recordar que ela também despontou no Festival Internacional da Canção, o de 1966 - o mesmo vencido por Nana Caymmi, com a Tuca em segundo lugar - com a linda canção Dia das Rosas. ( não vi esses dias, não sei se foi essa passagem ao ar).


Tuca à esquerda, Nana no centro e Maysa(loura!) à direita.


Quer recordar? Clica AQUI e curta. Se quiser cantar junto, a letra vai abaixo.

Hoje é dia das rosas
que enfeitam formosas
amores se unindo
num lindo jardim
porque o berço da flor
vem do encanto de nós
que nascemos de nós
e vivemos de amor
ah! que tristeza viver sem amor
ah! que certeza do amor
nossas mãos, mãos tao sozinhas
nao sabem o que querem
porque nao procuram saber de voce
rogo em nome das flores
irmãs dos jardins
eu proclamo voce
a rainha de nós
e em todas as cores
voce foi capaz
de trazer pra essa gente
um mundo de paz

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Já que falei de Evie...

...vai aqui, também, pra recordar!
Ela foi considerada a mais linda canção, mas tirou o 2º lugar. Teve pra defendê-la outro vozeirão, o de Bill Medley, embalado no ritmo da atualidade de então, a balada soul.

A música representante dos Estados Unidos , de Jimmy Webb - clique aqui para baixar a versão Mp3 - , autor das lindas By The Time I Get to Phoenix, Wichita Lineman e MacArthur Park foi vaiada pelo público, ao saber que ela tirou à frente de Love is All.
Mais tarde a canção foi regravada, muito bem, por Johnny Mathis e tornou a fazer sucesso. Esta versão, inclusive, durante muito tempo foi prefixo da abertura do Jornal Hoje, da Rede Globo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Há 40 anos...

... O FIC - Festival Internacional da Canção era a sensação.
Em 1969, surgiu um vozeirão que encantou a multidão: Malcom Roberts, que defendia a música da Inglaterra.
Love is All foi um sucesso, mas eu, particularmente torci por Evie, com o Bill Medley.
Vamos rever?
Clique aqui veja, ouça e recorde!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Há 50 anos...


Lançado nos Estados Unidos em 1959, o LP foi gravado no Rio de Janeiro pelo engenheiro de som norte-americano Emory Cook, falecido em 2002. Com 17 faixas, o álbum mostrava a exuberância e a delicadeza do violão solo de Bonfá em 15 composições autorais, além das versões para Night and Day(Cole Porter) e Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso).

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Dicas de Verão_3

Nesse janeiro algumas opções organizadas pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

São DE GRAÇA e ótimas oportunidades para conhecer melhor a CIDADE MARAVILHOSA .
  1. Dia 21 de janeiro de 2008 - quarta-feira - 18 horas
    "OS TAMBORES E AS FLECHAS DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO - A RIQUEZA MUSICAL DE UMA CIDADE"
    Harmonias, dissonâncias e pulsares nos tons da alma carioca em certos versos e eternas canções.
    A homenagem ao Santo Padroeiro e sua "Sebastianópolis", a mais musical de todas as cidades.
    Execução das músicas e análise sobre o acervo.

local: Rua São Francisco Xavier, 524 - Auditório 11 - UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
informações e inscrições: roteirosgeorio@uol.com.br ou pelo telefone (21) 8871 -7238

2. Dia 22 de janeiro de 2009 – quinta-feira - 20:30horas
"
PASSEIO NOTURNO NO CENTRO DO RIO, A PÉ "
Encontro : no ADRO DA CATEDRAL PRESBITERIANA
(Confluência da Praça Tiradentes com as ruas da Carioca e Silva Jardim)

CATEDRAL PRESBITERIANA DO RIO DE JANEIRO
Foto tirada no passeio noturno - reprodução


ROTEIRO:
PRÉDIOS ILUMINADOS DA CATEDRAL PRESBITERIANA DO RIO DE JANEIRO (visita) E REAL GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA - IGREJA NOSSA SENHORA DA LAMPADOSA (E DA ÚLTIMA MISSA DE TIRADENTES) - AV. PASSOS - TERRITÓRIO DA "DASPU" - PRAÇA TIRADENTES DOS TEATROS SECULARES E DOS MODERNOS HOTÉIS - RUA DA CONSTITUIÇÃO - GOMES FREIRE DOS HOTÉIS DE ALTA ROTATIVIDADE - LAVRADIO DOS ANTIQUÁRIOS E CASAS DE SHOWS DE ILUMINAÇÃO MUTANTE - ESPLANADA DE SANTO ANTONIO - LARGO BRAGUINHA - MEM DE SÁ DOS SOBRADOS EXUBERANTES, SAMBA DE RAIZ, MARCHINHAS, MAMBO, FUNK, ROCK, TRAVESTIS E MITOLÓGICA MALANDRAGEM - SECULARES E SIMBÓLICOS ARCOS DA LAPA - RUA JOAQUIM SILVA - ESCADARIA SELARON - LARGO NELSON GONÇALVES - SALA CECÍLIA MEIRELES.

Informações e inscrições: roteirosgeorio@uol.com.br ou pelo telefone (21) 8871 -7238
(roteiro limitado a 60 participantes).

Com tempo chuvoso, a data será adiada.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Dicas de Verão

Dois musicais chegam para abrilhantar a temporada do verão carioca.


"Tom e Vinicius, o musical" conta a parceria entre Tom Jobim e Vinicius de Moraes . Com 26 músicas - das canções de Orfeu aos standards da bossa-nova - vemos também lembrados no musical Lila Bôscoli e Maria Lucia Proença, duas das nove mulheres com quem o poetinha se casou ao longo da vida, a amiga Elizeth Cardoso, Dolores Duran ,Frank Sinatra e as tantas histórias os envolvendo.

Com Marcelo Serrado capitaneando o elenco como Tom Jobim, o espetáculo está em cartaz no Teatro João Caetano.

**********

O outro é mais um musical que traz a marca de qualidade da dupla Charles Müeller e Claudio Botelho, e traz a sempre notável Marília Pera.
A peça "Gloriosa" inaugura uma nova sala - o Teatro Fashion Mall, no shopping de São Conrado - e conta a história real de Florence Foster Jenkins, cantora da Nova York dos anos 40, que não conseguia acertar uma nota e fez sucesso com isso. Apelidada de “diva do grito” ela lotava platéias.
O público que já viu, riu muito. Então...vamos conferir!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Exemplo que não pode!

O que todos nós cariocas QUEREMOS são medidas que nos tragam mais ordem, menos vale tudo ,camelôs, produtos piratas, ligações clandestinas e tudo que nos dê mais tranquilidade e liberdade para andar, passear pelas ruas da cidade.

Mas o que todos NÃO QUEREMOS é que essas medidas sejam feitas apenas como pegar uma vassoura, varrer e jogar fora.

PREFEITO Eduardo Paes!
Nem tudo que está na rua é lixo.
E
é como estão sendo tratados os animais.

A cena chocante do recolhimento de um menino e o "descarte" da sua cadelinha foi algo inominável. O choro do menino e a impossibilidade de ficar ao lado de sua companheira e os homens a enxotando.
O que é isso?



No seu mundo de abandono e falta de perspectiva muitos moradores de rua só encontram carinho e amizade daqueles que não pedem nada em troca: seus cães. Que ao seu lado ficam na chuva, na fome e em qualquer circunstância.
Não acho que rua seja moradia de ninguém, muito pelo contrário, mas não se pode simplesmente ignorar fatos e tentar solucionar sérios problemas com imediatismos que dão midia.

Recolhimento com responsabilidade significa RESPEITO.
E RESPEITO A TODOS, INCLUSIVE AOS ANIMAIS.

Aplausos ao senhor, Prefeito, que não está acomodado no marasmo dos gabinetes e está nas ruas . Mas por favor, vamos criar critérios para que não se repitam as cenas lamentáveis e de descaso, como as das fotos.

AUTORIDADE SIM, AUTORITARISMO, NÃO.
Cumprimento de leis e posturas municipais SIM , arbitrariedade, NÃO.
NÃO QUEREMOS que todos os cães de rua sejam banidos e sacrificados. Maltratados ou jogados não se sabe onde, nem como.
Isso seria ( ou está sendo?) INADMISSÍVEL!
Já estamos vendo nas TVs cenas demais de desrespeito e violência pelo mundo. O nosso Rio de Janeiro tão hospitaleiro, alegre e gentil, não precisa se somar a esta triste realidade, com imagens tão lamentáveis de falta de amor aos animais, seres indefesos.

Que as pessoas com a função dessa carga de ordem, continuem seu serviço, importante, com certeza. Mas também levem consigo uma carga de soluções e não outros problemas. Também levem consigo uma carga, principalmente de RESPEITO, SENSIBILIDADE E COMPAIXÃO.

Continuamos aguardando a resposta do paradeiro da cadela maltratada e enxotada!
Ontem falei de um exemplo carioca. O que está acontecendo é um exemplo que não pode.
Não é um exemplo com a cara do nosso Rio de Janeiro!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Exemplo carioca

Sempre que se inicia o ano, se espera que aconteça isso ou aquilo; se espera que façam isso ou aquilo; se espera que se mude isso ou aquilo. E assim nosso Rio, bonito, mas tão deixado pra lá, vai seguindo sua trajetória de maus tratos, de pouco caso de tantos, de nós mesmos e, infelizmente - e até - dos que chegam que jogam lixo impunemente pelas ruas, como canso de ver aqui pelas ruas da minha querida Ipanema.
Mas enquanto muitos só esperam há gente que faz, há o lugar que faz, como é o caso do Clube de Regatas do Flamengo - que agora, pelo visto, está se firmando, com grandes atitudes na sua real dimensão de nação , e que a jornalista Cora Ronai nos conta, em sua coluna de O Globo. É dela o trecho que reproduzo, abaixo, com alegria e admiração. PARABÉNS MENGO! Exemplo a ser seguido.
  • Vale ler ou reler

    "Como nem só de misérias vive o mundo, às vezes se encontram ótimas surpresas em lugares completamente inesperados. Passo sempre em frente ao Flamengo, ali na Lagoa, e tudo o que vejo é o muro vermelho e preto, ótimo fundo para fotos diversas. No outro dia, por insistência das minhas amigas Heliana e Bernadete, mudei a rotina e entrei. Eu conhecia o Flamengo do tempo em que meus filhos eram crianças: o clube sempre foi simpático, mas não podia ser mais caído.Pois mudou muito! Achei-o animado e bem cuidado. No terreno lá atrás onde havia um lixão tenebroso, com entulho e despejos de toda sorte, encontrei um viveiro de plantas vistoso, com horta e várias espécies de plantas ornamentais. O Braga, sócio que “assumiu” a área, me contou que a beleza do pequeno horto vai além do que se vê: meninos de comunidades carentes vêm sendo treinados como jardineiros, e alguns já conseguiram emprego fora do clube. No momento, sete garotos que antes faziam malabarismo no sinal estão lá, aprendendo, entre outras coisas, a importância das minhocas:— Nós criamos umas minhocas vermelhas da Califórnia que são um espetáculo, — disse o Braga, empolgado, me oferecendo uma rosa perfeita que crescia num pé logo ali. — São alimentadas com restos de comida.

Foto: Cora Ronai - reprodução do blog http://cora.blogspot.com/

Reciclamos tudo. Luiz Paulo Segond, vice-presidente do chamado Fla-Gávea, acrescentou que, para que se abrisse espaço para as plantas, foram retirados de lá 200 caminhões de lixo. Gostei dele, um engenheiro tranqüilo que administra o clube como qualquer bom condomínio deve ser administrado: com a ajuda dos sócios, cada qual na sua especialidade e de acordo com o seu tempo e disponibilidade. Mais tarde, enquanto tomava um café na Boca Maldita, puxei papo com uma senhora a meu lado. Sandra Valéria, mãe da Barbara Lima, uma beldade de 14 anos vice-campeã brasileira de 100m borboleta, conseguiu fazer uma salinha para que as crianças possam deixar suas mochilas enquanto treinam, e para que as mães possam passar o tempo enquanto esperam pelos filhos. Não precisou de muito para isso: apenas um pequeno espaço, meia dúzia de cadeiras, uma televisão. E, ingredientes principais, boa vontade e falta de burocracia. Há muitas idéias brotando por trás do muro que, hoje, olho com mais interesse. Quando os sócios se envolvem com um clube daquele tamanho e encontram estímulo para isso, há motivo para comemorar. Afinal, o que está acontecendo no Flamengo é, no fundo, um belo exercício de cidadania. (O Globo, Segundo Caderno, 8.1.2009)"

Em tempo: Gosto sempre do texto inteligente da jornalista Cora Ronai, suas dicas de informática, seu amor especial pelos bichos, com o qual muito me identifico.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Depois de muitos dias o sol, enfim, resolveu aparecer.
Mas as chuvas e o tempo murcho dos últimos dias não estão dando pra curtir águas claras, calmas e o belo horizonte visto do Arpoador.
Um verão atípico que está dando saudade da bela luminosidade como a de baixo, na foto, tirada no verão passado.

Dias que vão ficar na história: janeiro de 2009, de casaco e 22 º.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A rua no tradicional bairro do Leme, na Zona Sul do Rio, homenageia Gustavo Sampaio, herói brasileiro e oficial do Exército. Tenente cearense, participou da revolução de 1893 contra Floriano Peixoto. Destacado para comandar a Fortaleza de Lages foi ferido mortalmente, segundo alguns historiadores, por um tiro partido da Fortaleza de Villegaignon.

A Rua em 1915 - foto- autor desconhecido
Inicialmente a rua se chamava Rua Bernardo de Vasconcellos. Foi projetada em 1874 pela Empresa de Construções Civis e oficialmente inaugurada em 1894, quando recebeu trilhos de bonde da Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico. Em 1906, o Prefeito Pereira Passos a prolongou e ela ganhou uma estação de bondes nova e maior. Pelo Decreto municipal no. 1.165, de 31 de outubro de 1917, recebeu a denominação atual, aliás, transferida de outra rua do bairro para ela.