quinta-feira, 30 de abril de 2009

NÃO!


Cariocas ou os que amam essa cidade, é necessário mostrarmos nossa indignação.

Esse 1º de maio, dia do Trabalho, foi escolhido pelas autoridades municipais, estaduais e federais para ser a data da visita dos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) à maltratada cidade do Rio de Janeiro.

Aí as perguntas começam. Por que não um dia útil, qualquer um? Não é para ver o funcionamento da cidade? Ou não é para ver o real fluxo, o real movimento, a cidade como ela é?

Pois é... Com o mesmo discurso dos anos anteriores ao Pan de 2007, as autoridades vêm dizendo que as Olimpíadas de 2016 serão importantíssimas para o Rio, pelo legado que deixará para a cidade.

Eu acreditei naquela época e tenho certeza que você também. E o Rio de Janeiro foi se enchendo de obras que nada tinham a ver com a necessidade da população, verbas desviadas para isso e transporte, saneamento básico, saúde, limpeza urbana, escolas, educação, deixados de lado em um abandono ímpar.

O legado deixado pelo Pan para a população carioca não foi a melhoria do atendimento hospitalar, da qualidade das escolas ou da infra-estrutura de transportes coletivos. Foram equipamentos construídos em obras hiper-faturadas, construções sub ou inutilizadas. Alguém já passou recentemente pelos prédios onde foi a vila olímpica? E pelo complexo de piscinas a que deram o nome de Maria Lenk? Coitada não merecia uma homenagem tão pífia.

O Pan foi um mar de muitas e deslavadas mentiras. Lembram da linha 4 do metrô até a Barra? Continua no papel. E tantas outras promessas.

Agora começa toda a mímica de novo, com hospedagem vip no Copacabana Palace para a comitiva e mais a encenação de um novo engodo.
Queremos e precisamos de verbas para resolver problemas básicos e antigos da cidade, que ficam por aí e em segundo plano.

O Rio de Janeiro continua hospitaleiro, bonito e agradável, pois o astral e a força desse povo guerreiro trabalha pra isso, mas temos a certeza que merecemos mais. Aliás, MUITO MAIS!

A cidade quer um BASTA.

Por isso desta vez, cariocas, vamos dizer NÃO. Forte, em coro, com todas as letras e sem cor.

Nada de verde e amarelo. Essas cores merecem respeito.

A cidade do Rio de Janeiro merece respeito!


Olimpíadas
no Rio de Janeiro
em 2016,

NÃO!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nana Caymmi

Voz única, emoção, sentimento, grande musicalidade.
Tudo isso é simplesmente Nana Caymmi, que hoje aniversaria.
60 anos.

Filha do mestre Dorival, de quem herdou o belo timbre contralto, faz do bom gosto a veia do seu repertório, daí a qualidade ímpar de uma das grandes divas da nossa música.

Eu a ouvi pela primeira vez quando, interpretando a belíssima canção Saveiros, ganhou o Festival da Canção de 1966, na ocasião injustamente vaiada. Coisas de festival.

De lá pra cá tem sido só interpretação para encantar os ouvidos, como Se queres saber, Só louco, Mudanças dos Ventos, Lero do Bolero, vários outros incríveis boleros e canções.

capas de Lps/Cds

Parabéns à carioca Nana Caymmi!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Boas escolhas!

" As funções orgânicas do homem são tão perfeitas que,
ao nivel da Ciência atual, não se consegue entendê-las.
A partir dos alimentos, elas transformam
e produzem livremente os nutrientes necessários"
Assim sendo, o RIO QUE MORA NO MAR dá a dica dos produtos do mês que chega.
Em MAIO procure comer os produtos da época, que são:
  • abóbora
  • abobrinha
  • alface
  • batata
  • batata doce
  • beringela
  • cará
  • chuchu
  • coco
  • inhame
  • jiló
  • aipim
  • pepino
  • quiabo
  • rúcula
  • salsa
  • tomate
  • vagem
  • abacate
  • banana-prata
  • banana-maçã
  • goiaba
  • jaca
  • laranja-pera
  • limão
  • mamão
  • maracujá
  • tangerina
Nesse finalzinho de abril, muitos já estão aparecendo.
Vamos cada vez mais pensar no que comemos, para desenvolvermos saúde!

Curiosidade: Desde os primeiros anos do século XX e até os anos 40, Campo Grande , na zona oeste, foi considerada a grande região produtora de laranjas, o que lhe rendeu o nome de "Citrolândia". Até hoje, por lá, há zona de plantio, principalmente de coco, chuchu, aipim, batata doce e frutas.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Mais papo de cinema

Vamos comemorar os 50 anos de uma das maiores comédias de todos os tempos: Quanto Mais Quente Melhor, do diretor Billy Wilder, com o trio espetacular formado por Jack Lemmon, Tony Curtis e Marilyn Monroe. Filme pioneiro no tema homem se vestir de mulher, que gerou filhotes como Tootsie, dentre outros.

Vi esse filme anos depois, em 74, no seu relançamento e abertura do Cinema 2, no posto 6, à Rua Raul Pompéia, onde hoje funciona a badalada boate gay ,Le Boy.

Também com Tony Curtis, vale destacar a divertida trapalhada de Vinte quilos de confusão (40 pounds of trouble, título original), filme que assisti no cine São Luiz, em 1962, o belo cinema estilo art déco, que ficava no Largo do Machado. Lembro, na ocasião que tinha uma balança ao lado do bilheteiro e a criança que pesasse 20 quilos entrava de graça!
Frequentei muito o São Luiz, na minha infância quando morava no Flamengo, e lembro do imponente salão de entrada, sua escadaria em curva que dava acesso ao balcão.
O prédio, imperdoavelmente demolido, deu lugar a um edifício, onde na galeria ficam 4 salas de cinema, que levam o nome de São Luiz.

domingo, 26 de abril de 2009

2009...115 anos da minha Ipanema!

Em 26 de abril de 1894 tudo começava.


Visitar Ipanema é bom, mas nela viver é especial. Como um dia disse Carlos Lyra,
É mais que um pedaço
É um braço do Rio
Tão carioca
Que desemboca no mar,
Os índios tamoios foram os primeiros moradores desse local a que deram o nome de Y-panema - água imprestável, ruim para a pesca.

Mas foi um certo barão, o de Ipanema, José Antônio Moreira Filho, que ao herdar do pai, em 1886, um desvalorizado areal da Fazenda Copacabana, decidiu explorar a área, comercialmente, lançando, em 1894, um empreendimento imobiliário, com o coronel José da Silva, seu sócio. Com 19 ruas e duas praças, surgiu, então, o loteamento Villa Ipanema.

Algumas ruas tiveram seus nomes dados em homenagem à família do Barão , como a Alberto de Campos e a Montenegro - atual Vinícius de Moraes – seus genros .

Num primeiro momento, ninguém quis morar no local, considerado longe demais, pois até lá só era possível ir de canoa ou a pé. A partir da chegada dos bondes, o bairro chamou a atenção, o negócio deslanchou e o barão começou a vender suas terras, principalmente a imigrantes.

Em 1927, as ruas Vieira Souto, Maria Quitéria e Prudente de Morais foram iluminadas com luzes incandescentes, atraindo ainda mais a atenção para a região. A partir daí, não demorou a acontecer o boom do bairro: foram inaugurados colégios (como o Notre-Dame e o São Paulo) e construído o prédio Issa, o primeiro com dois pavimentos.

Criar modismos sempre foi a principal marca do bairro. Muito antes da Rose di Primo - a criadora da tanga - e da revolucionária Leila Diniz, ao desfilar sua barriga de grávida, já em 1915, a bailarina americana Isadora Duncan nadava nua em suas águas.

Na década de 30, a chegada dos grandes cinemas – Cine Ipanema, Cine Pirajá, o Pax e o Cine Astória e o surgimento dos bares Jangadeiros, Zeppelin e Berlim (depois Bar Lagoa), tornaram Ipanema uma das melhores opções para boemia e para o lazer. Vocação confirmada, no final dos anos 60, pela inauguração do Teatro de Bolso e a transferência da atual feira Hippie – Feira de Arte que ocorria no Museu de Arte Moderna (MAM),para a praça general Osório.

Nos anos 60, Ipanema virou objeto de exportação. Foi lá que a bossa-nova se estabeleceu e a Banda de Ipanema passou. As moças do Castelinho acabaram descobrindo que bom mesmo era dividir o maiô no meio, se lambuzar com Rayto de Sol, jogar frescobol na beira da água, catar tatuí na areia e acompanhar os meninos de cabelo comprido, que seguiam para surfar as ondas.

O Castelinho era uma construção, no Arpoador, em estilo mourisco feia pra dedéu – gíria ipanemense - construído em 1904 pelo cônsul da Suécia, Johan Edward Jansson, que acabou virando restaurante, um autêntico pé-sujo, onde o chope era mais barato, os pastéis mais crocantes e o papo muito mais animado. No Mau Cheiro, outro bar do Arpoador, a nata da intelectualidade se reunia para beber e discutir a política cultural do país.

No verão 68/69, diante de um pôr-do-sol daqueles, o jornalista Carlos Leonam não se conformou e disse: “Essa tarde merece uma salva de palmas!”. Imediatamente, o grupo em que estava na altura do Posto 9 - Glauber Rocha, Jô Soares, João Saldanha, entre outros - deu início aos aplausos. Repetido e consagrado, mais tarde, em comercial de TV.

A praia dos anos 70 viu as dunas do barato , o local de encontro da geração desbunde, e dos 80, nascer nas suas areias o Circo Voador e o jornalista Fernando Gabeira chocar o Posto 9 usando uma tanga de crochê da sua prima, a jornalista Leda Nagle.

Ipanema ainda teve verões marcantes como o da lata e o do apito. E se tornou o maior pólo de moda do Brasil, com lojas, que ficaram para a história como Bibba, Blu Blu, Lelé da Cuca , Yes Brazil, Ethel e Company.

Aí surgiu uma canção, inspirada numa moça que passava freqüentemente em frente ao Bar Veloso, na esquina da rua Montenegro e Prudente de Moraes. Ela encantou Tom Jobim e Vinícius de Moraes que estavam sempre no bar e surgiu Garota de Ipanema, música que ganhou o mundo. Quem era a garota? Heloísa Eneida Menezes Paes Pinto, que morava na rua Montenegro, nº 22 – próximo ao bar - e somente dois anos e meio depois, já com namorado, ficou sabendo que era a inspiração do sucesso. Quando se casou, Heloísa convidou Tom Jobim e sua esposa Thereza para serem padrinhos.

Essa província independente que influenciou hábitos e costumes, foi referência e unanimidade. Não há hoje, no Brasil, uma praia habitada que não tenha biquíni, surfe ou vendedor de sanduíche natural. Graças a Ipanema.

Hoje não tem mais tatuís . As dunas do Píer também não. Nem as empadas do Mau Cheiro, o bonde 12, nem a rua Montenegro, nem o Veloso. Nem a Churrascaria Carreta , a Sorveteria do Moraes e os cinemas de rua. Mas ainda estão em Ipanema a Casa Reis, a padaria Eldorado, a Chaika, o Honório e tantas outras novidades , que Ipanema inventa a cada dia, recriando suas esquinas, suas calçadas e sua praia.

Que continuam a ser, como nos versos de Tom Jobim, cenário de cinema...poema à beira-mar.

sábado, 25 de abril de 2009

Mais papo cinéfilo

Outro super astro faz aniversário: Al Pacino , hoje, 69 anos.

Inesquecível suas atuações em Sérpico, que vi no cine Ópera, que ficava na Praia de Botafogo. Cinema que abrigou a pré-estréia de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, em 16 de março de 1964, três dias após o comício da Central do Brasil com "uma platéia formada por mais do que simples pessoas, mas ilhas de idéias", como disse Arnaldo Jabor, referindo-se aos artistas e intelectuais de diversas gerações e tendências lá presentes.

Igualmente marcante a atuação de Al Pacino em Perfume de Mulher - bravo! - que assisti no cine Star Ipanema - antes Bruni Ipanema, da cadeia do cineasta Livio Bruni , em frente à Praça N.S. da Paz. Com o ar condicionado mais gelado na cidade - mesmo no verão era preciso levar casaco - tinha outra curiosidade que era a bilheteira. Ela sempre chegava, calmamente e no mínimo cinco minutos antes da primeira sessão começar. Estivesse a fila de qualquer tamanho. E geralmente estava dando voltas na calçada. A calma e má vontade da senhora, que nunca tinha troco, muitas vezes causou desentendimentos na entrada, pois o filme começava e ela ainda atendia a quem já estava ali fazia tempo.

Ópera e Star Ipanema, hoje, são filiais da Casa e Vídeo. Dois excelentes cinemas que a cidade perdeu.
Sérpico e Perfume de Mulher, outros clássicos para sempre!
******

EM TEMPO: Já está sendo enviado, por e-mail, a todos os cadastrados, o número 4 da série A FRANÇA É AQUI em homenagem ao Ano da França no Brasil. Quer receber, envie um e-mail para rioquemoranomar@oi.com.br.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Dois filmes memoráveis

Hoje é aniversário de duas atrizes de primeira grandeza: Shirley McLaine - 75 anos - e Barbra Streisand - 67 anos.

Shirley McLaine que estrelou "Minha Doce Gueixa ", ao lado de Yves Montand, que vi no Caruso Copacabana - nos anos 60 - lá no Posto 6, Av. Nossa Senhora de Copacabana, 1362. Inaugurado em 54, fechou as portas trinta anos depois, infelizmente, e se transformou em banco. O Caruso foi o cinema das melhores poltronas que o Rio já teve.

Barbra Streisand, além de atriz, dona da belíssima voz, que explodiu no mega sucesso " Funny Girl", ao lado de Omar Shariff, que vi no Roxy, também na Avenida Nossa Senhora de Copacabana , na esquina da Bolívar. Este cinema é dos poucos sobreviventes dos tradicionais cinemas da cidade, embora dividido atualmente em três.
People e My Man da trilha sonora do filme são clássicos, até hoje, que fazem bem aos nossos ouvidos, em tempos de tanta pobreza musical.

Uma curiosidade cruza as duas atrizes, já que a Columbia Pictures queria Shirley MacLaine como "Fanny Brice". Entretanto, o produtor Ray Stark, que tinha produzido a peça teatral insistiu para que Barbra Streisand repetisse na tela o papel que tinha desempenhado na Broadway.

Minha Doce Gueixa e Funny Girl estão na minha lista de clássicos para sempre.

terça-feira, 21 de abril de 2009

A Confeitaria Colombo e o alferes Tiradentes


Confeitaria Colombo em 1894
aquarela que pintei, baseada em relatos da época
e publicada no livro A Centenária Confeitaria Colombo ,
comemorativo da data, em 1994.

A famosa e mais que centenária confeitaria, antes da fama pelas delícias, teve seu local como palco de um marcante episódio da história.
A atual rua Gonçalves Dias no século XVIII se chamava rua dos Latoeiros ,porque ali se juntavam muitos oficiais desse ofício. Era rua estreita e torta, como a maioria das ruas do Rio de Janeiro à época, pois não foram traçadas com um prévio planejamento e surgiam de acordo com a necessidade da expansão.

Foi nessa rua dos Latoeiros, na casa de Domingos Fernandes, que o Alferes do Regimento de Dragões de Vila Rica, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, se escondia, quando foi preso pelo tenente Francisco Vidigal, em 10 de maio de 1789.

Mas o que tem a Confeitaria Colombo a ver com isso?

É que a casa de Domingos Fernandes foi demolida e, no seu terreno, construído o prédio onde se instalou a Confeitaria Colombo, em 1894.


domingo, 19 de abril de 2009

Emoções eu vivi!


19 de abril.Aniversário do Rei Roberto Carlos.

Faço parte de seu séquito, confesso, de súditos desde o início dos anos 60. Tempo de uma nova sonoridade que chegava, com um novo ritmo, melodia, rimas, que invadia nossos ouvidos e conquistava nossos corações.

Ao longo das décadas sua voz e repertório foram amadurecendo e nos deslumbrando até esse momento de comemoração maior dos 50 anos de sua carreira.

Roberto, apesar de ser de Cachoeiro de Itapemirim - " Cachoeiro, Cachoeiro, vim ao Rio de Janeiro p'ra voltar e não voltei! -construiu a sua morada real em terras cariocas, no bucólico bairro da Urca, onde até existe um bloco carnavalesco, o “Exalta Rei”, que passa pelas ruas do bairro e faz uma pausa estratégica em frente ao prédio onde ele mora. Reverência mais do que merecida.

Há trinta anos atrás, uma amiga querida - e que também trabalhávamos juntas na mesma empresa - me fez uma confidência: era amiga de infância do Roberto Carlos. Na vizinhança e ruas do subúrbio de Madureira tinha crescido o vínculo, a convivência que jamais se desfez. E naquele mês de abril, ela estava convidada para o show do Rei, em temporada no Canecão, exatamente no dia do seu aniversário.

De repente, não mais que de repente, ela me convidou e com um "plus" no convite: após o show vamos ao camarim falar com "ele", disse. Nossa! Parecia comercial de produto. Ele fazia aniversário e quem ganhava o presente era eu?

E naquela noite de 19 de abril lá fui eu, com o cuidado de não vestir marrom - ela até seguiu melhor o script, pois foi de azul - assistir, delirar e conhecer pessoalmente Roberto Carlos. Antes do show já era festa. Jovem Guarda presente, muitos vinham à mesa que estávamos, pois o irmão dela era - e é - músico da banda do Roberto, e os trazia para rever seu pai e sua irmã, companheiros do início de jornada. Até o Zico veio à mesa, pra minha surpresa e alegria. Confesso que meu coração rubro-negro ficou extasiado!

E o show começou...

Ano de grandes sucessos recém lançados , o desfile musical foi dos melhores. Esse show ficou conhecido como o show do palhaço. Um dos mais cultuados em sua carreira, da dupla Miele e Bôscoli. Roberto Carlos se vestia de palhaço num determinado momento do espetáculo, dizia um texto maravilhoso e interpretava a canção O Show já terminou. Antológico! Esse show teve sua estréia no Canecão, no Rio, em dezembro de 1978 e temporada encerrada em maio de 1979.

Mas nesse dia ainda teve um gran finale: um grande bolo com o Parabéns pra Você.

Com tudo isso, o melhor estava por vir.
A fila para o camarim era enorme, mas, quem diria (!), passamos à frente da Wanderléa e entramos.

Roberto me passou o porque de sua majestade. Falou comigo como se me conhecesse há tanto tempo quanto sua amiga de sempre, com descontração e simplicidade, e seu tratamento, no diminutivo, só multiplicou o carinho e atenção daquele instante. Pra sempre inesquecível. Pra sempre Roberto Carlos!

Vi vários outros shows do Rei. Com certeza, todos maravilhosos. Mas esse foi o primeiro e especial.
Emoções eu vivi!

Parabéns ao Rei!




sexta-feira, 17 de abril de 2009

KYUDŌSHIN


Um homem poderá compreender as coisas de certa maneira; uma outra pessoa poderá interpretar de outra.

As pessoas aprendem com palestras, aulas, lendo, etc, porém a melhor maneira de aprender as coisas mais importantes, é aprender de tudo em qualquer circunstância. É isso que se chama, de KYUDŌSHIN, isto é, um esforço incansável na procura do caminho verdadeiro ou sabedoria verdadeira.
Para melhor explicar essa palavra japonesa : KYU significa desejar, procurar. significa caminho, e SHIN significa coração.
Ou seja, o coração que deseja procurar o caminho certo.

O valor dos religiosos, seja de que religião for, depende do tamanho do seu KYUDŌSHIN. Quem tem KYUDŌSHIN desenvolve, quem não tem, não adianta ter o melhor mestre do mundo, que não vai para a frente; e quem tem KYUDŌSHIN pode ter o pior mestre que se desenvolve. Tudo o que vê, ouve, todas as suas faltas e tudo o que se passa em volta, é aprendizagem, aprimoramento.

Quem tem KYUDŌSHIN está alerta a todos os acontecimentos e como sempre tem o objetivo de se aprimorar, então todas as coisas que olha, ouve e lê, procura saber ligar com o seu aprimoramento e pensa o que vai aprender com o que está acontecendo. Encontrará mestres em todos os lugares e em todas as pessoas.

Para conseguir aprender qualquer coisa com facilidade, precisamos estar como famintos. Geralmente, escolhemos o que é mais gostoso e ficamos satisfeitos. Porém, não devemos escolher a comida, precisamos saber comer de tudo. Saber saborear todas as comidas, assim também as coisas agradáveis e desagradáveis (acontecimentos). Para isso, precisamos ficar com fome, para ter vontade de comer e dar valor ao que comemos. O difícil é a pessoa chegar a um estado de “fome espiritual”. Estando com a barriga cheia, mesmo querendo comer, não dá, porque não conseguiremos digerir.A natureza é sábia em sua função.

Pessoa que pensa que já sabe tudo, que é perfeita, significa que é igual a quem está empanturrado e que não consegue digerir. Quanto mais a pessoa se torna humilde e tem KYUDŌSHIN, mais rapidamente consegue digerir, pois está ansiosa por comer mais, não fica acomodada. O corpo material chega a um ponto em que a pessoa não precisa comer mais, porém o corpo espiritual não cansa. Deve crescer sempre e, para isso, deve ficar em “estado de fome”, para querer alimento espiritual.A presunção atrapalha a vinda de novos alimentos (conhecimentos) para nos fortalecer.

Quem tem KYUDŌSHIN pode falhar à vontade, não devendo ter medo de errar. Precisamos ter medo de não experimentar, de não praticar. Não devemos ter vergonha de tentar fazer. Primeiro, tendo objetivo, procurando fazer a coisa certa e tendo KYUDŌSHIN, se falhar, não se preocupe, haverá outra oportunidade. Mas se fugir da oportunidade para experimentar... ela não mais existirá.

Esse é mais ou menos o resumo de uma palestra que ouvi. Achei importante compartilhar.
O que tem a ver com o Rio de Janeiro? TUDO!
E até mais. Tem a ver com cada lugar e cada um de nós que faz esse lugar.
Tenhamos ESPÍRITO DE BUSCA. Tenhamos KYUDŌSHIN!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Voz

Hoje, dia 16 de abril é o DIA DA VOZ.

Isso me fez lembrar de uma carioca, do bairro do Flamengo, que se tornou símbolo: Iris Lettieri.
Mais conhecida como "a voz do aeroporto", pois desde 1976 é a locutora oficial do Aeroporto Internacional Tom Jobim, ela começou sua carreira no rádio, no final dos anos 50, na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, tendo posteriormente trabalhado também como locutora de telejornais em várias emissoras de TV. Destaque para seu trabalho na TV Excelsior, onde foi a primeira apresentadora de telejornal do país, no histórico Jornal de Vanguarda.
Seu timbre é inconfundível e peculiar e já foi assunto de várias reportagens. Em 1992, sua voz se tornou pivô de um incidente internacional: foiusada sem sua permissão. Pois é.... o conjunto musical americano Faith No More a incluiu na gravação da faixa Crack Hitler, do CD Angel Dust. E por isso, processado, claro!
Infelizmente, os anúncios sonoros nos aeroportos foram suspensos, o que vai nos privar da sua bela voz considerada a mais linda voz do planeta, numa enquete mundial promovida pela revista alemã Der Spiegel.

Ontem
capa de O Cruzeiro, nos anos 60

Hoje

Nesse Dia da Voz, parabéns à carioca Iris Lettieri!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Vai um cafezinho aí?

Presente em muitos momentos, ele se mistura, se destaca, inspira, dá o tom.
É quase um amigo inseparável.
Do que estou falando? Do café.
Nesse DIA MUNDIAL DO CAFÉ, vale o passeio pelo universo desse autêntico carioca.
Que tal um capuccino, ou um expresso, ou ainda uma média - como diria Noel Rosa, " que não seja requentada" ? Assim é o café. Vários sabores para variados paladares e exigências, feito com coador de pano, papel descartável ou em máquina.
O hábito de tomar café foi desenvolvido na cultura árabe, onde inclusive, em 1475, foi até promulgada uma lei permitindo à mulher pedir o divórcio, se o marido fosse incapaz de lhe prover uma quantidade diária dessa bebida.
Tão em moda por terras cariocas, as cafeterias surgiram em Meca, onde as primeiras tornaram-se famosas pelo luxo e encontros entre comerciantes e discussão de negócios.
"...Se foi através do Maranhão que o café entrou no Brasil,
foi a partir de sua chegada ao Rio de Janeiro
que a sua grande saga começou e se consolidou."
( "O Café na História, no Folclore e nas Belas Artes", de Basílio de Magalhães )
Hoje, onde se encontra o centro da cidade do Rio de Janeiro e locais como o Pão de Açúcar e o Corcovado foram áreas iniciais de plantio de café. A primeira estrada de ferro foi construída, ligando a serra até a estação de Campo de Santana, e mais tarde, os trilhos da ferrovia chegaram à beira dos trapiches da Saúde, através de um túnel cavado sob o Morro do Pinto, onde havia um intenso movimento portuário na Prainha,como se chamava o local onde ficava o porto do Rio de Janeiro. Aliás, ele foi durante décadas o principal porto de escoamento da produção brasileira de café. Sua importância cresceu em meados do século XIX com a "rápida expansão do comércio do café, oriundo das alturas do maciço da Tijuca ou dos portos do recôncavo".
De sabor a fonte de inspiração cultural, encontramos o café na pintura, na música, na literatura.
Desde o clássico erudito de Mozart - Cantata do Café - ao clássico popular de Roberto Carlos - Café da Manhã - , passando pelo óleo de Portinari, de 1935, o café até já afirmou sua importância como personagem.
Vejamos a passsagem de Dom Casmurro, do grande Machado de Assis:
"Se eu não olhasse para Ezequiel, é provável
que não estivesse aqui escrevendo este livro,
porque o meu primeiro ímpeto foi correr ao café e bebê-lo.
Cheguei a pegar na xícara, mas o pequeno beijava-me a mão,
como de costume, e a vista dele, como o gesto,
deu-me outro impulso que me custa dizer aqui;
mas vá lá, diga-se tudo. Chamem-me embora assassino;
não serei eu que os desdiga ou contradiga;
o meu segundo impulso foi criminoso.
Inclinei-me e perguntei a Ezequiel se já tomara café."
Através do café, Machado delineia as ações de Bentinho, narrador de Dom Casmurro. A partir do instante em que tem certeza da traição de Capitu e de que Ezequiel não é o seu filho, decide, em um primeiro momento, suicidar-se, tomando café envenenado. O segundo impulso de Bentinho, descartada a possibilidade de suicídio, foi o de matar Ezequiel, envenenando-o.
"Dêem-me café; eu quero escrever! ".
Essas foram as últimas palavras do Príncipe dos poetas, o grande carioca Olavo Bilac, antes de falecer,segundo a manchete do jornal A Rua, publicado em 1918.
Tudo isso é o café. Sabor, aroma, companheiro, que relebramos aqui nesse dia a ele dedicado.

Pois é...

Ontem Às 9: 47h entrava no ar , aqui no RIO QUE MORA NO MAR , o post sobre a curiosa história do Hino Nacional Brasileiro.



Quase 12 horas depois a mesma história era contada no Jornal Nacional, da Globo.



Pois é...o blog cria...mas tem gente que... copia.
Que feio!


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Uma espera de 91 anos que valeu a pena!

Em 1831, Dom Pedro anunciou que abdicava o trono de Imperador do Brasil para seu filho e voltaria a Portugal. Foi a oportunidade que o músico Francisco Manuel da Silva estava esperando para apresentar a sua composição. E com um verso do desembargador Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, o hino foi cantado pela primeira vez no dia 13 de abril de 1831, na festa de despedida de Dom Pedro I.
Assim, o hino existiu com o nome de "Hino 7 de Abril", data do anúncio da abdicação, por muito tempo. No entanto, a letra de Ovídio Saraiva - considerada ofensiva pelos portugueses, onde foram chamados até de "monstros" - foi esquecida em pouco tempo. E só a música de Francisco Manuel da Silva foi sendo executada em todas as solenidades públicas, a partir de 1837.

Para comemorar a coroação de Dom Pedro II, em 1841, o hino recebeu novos versos, de um autor desconhecido, e por determinação de Dom Pedro II, passou a melodia - sem letra - ser considerada o Hino do Império e ser tocada em solenidades


E o Brasil continuava a ter um hino sem letra.

Após a Proclamação da República, em 1889, o governo provisório resolveu fazer um concurso para escolher um novo hino, com o espírito republicano. A partir de um poema escolhido, de Medeiros e Albuquerque, publicado no jornal Diário do Comércio do Rio de Janeiro em 26 de novembro de 1889 - o do verso "Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós" - vários maestros se dispuseram a musicá-lo.


Houve julgamento de 29 composições para a letra - em 4 de janeiro de 1890 - e quatro selecionadas. No dia 15 de janeiro, numa audição em homenagem a Deodoro, no Teatro Santana, o marechal jogou uma ducha de água fria na escolha e disse: "Prefiro o velho", se referindo ao hino antigo.

Mas insistiram e cinco dias depois, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, com banda marcial e coro sob a regência do maestro Carlos de Mesquita as músicas finalistas chegavam à audição para escolha final. As 4 composições eram de: Antonio Francisco Braga, Jerônimo de Queirós, Alberto Nepomuceno e Leopoldo Miguez. O mais aplaudido foi o do maestro Leopoldo Miguez, que também foi escolhido pela Comissão Julgadora.


Mas o presidente Deodoro não se deu por vencido e após deixar o camarote oficial, voltou em seguida, quando o ministro do Interior, Aristides Lobo, leu seu decreto que conserva a música de Francisco Manuel da Silva como hino nacional. A orquestra tocou a música e a platéia delirou. O hino, sem letra, continuaria a ser o oficial.

Como prêmio de consolação, a obra de Medeiros e Albuquerque e de Leopoldo Miguez ficou como o Hino da Proclamação da República.


E a letra?

Enfim, em 1909 surgiu o poema de Joaquim Osório Duque Estrada, não oficialmente, e que ainda levaria vários anos e mais 11 modificações para se tornar a letra oficial do hino nacional, só declarada pelo presidente Epitácio Pessoa, no dia 6 de setembro de 1922, na véspera das comemorações do Centenário da Independência . Duque Estrada ganhou 5 contos de réis pela letra e como Francisco Manoel já tinha morrido, em 1865, o maestro Alberto Nepomuceno foi chamado para fazer as adaptações na música.


Finalmente, depois de 91 anos, o Hino Nacional estava pronto!

A letra do Hino Nacional compõe-se de duas partes, cada uma com vinte e cinco versos, assim distribuídos: doze decassílabos, sete tetrassílabos, dois heptassílabos, dois hendecassílabos e dois trissílabos.
Outra curiosidade é a dos substantivos, adjetivos e verbos relacionados a brilho e luz: sol, raios, Cruzeiro, luz, florão, sol; fúlgidos, vívido, límpido, esplêndido, iluminado, estrelado; brilhou, resplandece, fulguras.

Dia 13 de abril, DIA DO HINO NACIONAL BRASILEIRO.

Belo hino. Ouçamos e cantemos sempre!


domingo, 12 de abril de 2009

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Paul McCartney


No dia 10 de abril de 1970, há 39 anos, Paul McCartney comunicava o fim dos Beatles, deixando órfã uma legião de fãs do quarteto de Liverpool.

Mas, também num mês de abril, no dia 21, vinte anos depois, em 1990, Paul McCartney se apresentava, no Maracanã no Rio de Janeiro, para deleite de um público estimado em 184.000 espectadores, estabelecendo novo recorde para apresentação de artista solo, ao vivo, em show único.
E parece que vai ter bis por aí, desta vez junto com Ringo.

Tomara! Aguardemos!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Seja feliz e faça os outros felizes



Uma sugestão do amigo do blog, Eraldo, o ótimo texto de Antonio Maria, que diz " é um retorno a um Rio já esquecido, e, principalmente, a alguma coisa em nós mesmos que já esquecemos."



"O homem sente estranho prazer inconsciente em dar as notícias tristes. E, inconscientemente, só gosta de dar as notícias realmente tristes que, quanto mais tristes, mais lhe satisfazem. 
No Brasil e, especialmente, no Rio de Janeiro (onde tudo acontece além da conta), o Homem ultrapassou o prazer inconsciente de dar as notícias desagradáveis, para atingir o gozo em cada vez que consegue fazer alguém muito infeliz. 
A simples explicação do fenômeno talvez não convença o leitor de que estamos falando a sério. Desçamos, portanto, a alguns exemplos. 
Primeiro: É com certa dificuldade, vencendo vários limites e impedimentos seus, que você consegue fazer qualquer confissão mais agradável a alguém. Pense em quantas vezes você teve que discutir com você mesmo, para dizer que a gravata do seu amigo era bonita. Conseguiu dizer, sim, mas depois de se considerar mesquinho por não ter dito antes, na frase descuidada que lhe veio do coração à boca. 
Segundo: Pense em quantas vezes você disse a alguém que a gravata não lhe ia bem. A gravata aqui vale todas as coisas que você considera e elogia. Pense ainda na hipocrisia dos vários preâmbulos e rodeios que já fez para censurar – uma gravata: “Você me desculpe, mas”...”Você não me leve a mal, mas”... E sempre esta detestável e mais hipócrita das preparações: “Eu vou lhe falar com toda minha franqueza.” Tenho horror a quem me diz franquezas de bar. Na realidade, só existe uma franqueza, que é a do amor. 
Não é possível curar a humanidade de sua eterna má vontade. Mas, ao menos aqui no Rio de Janeiro, assim como se fazem as semanas “da Asa”e “do Trânsito”, podia-se organizar a “Semana da Felicidade”. O comércio varejista não entraria (como nos dias do Papai e da Mamãe) com a sua propaganda ostensiva de rádios e televisores. Não haveria presente na “Semana da Felicidade” para não corromper a constante felicidade, que se estaria oferecendo. Apenas as pessoas, durante sete dias, só iriam dizer coisas agradáveis umas às outras. 
Nesta altura é preciso dar uma explicação necessária. Dizer coisas agradáveis não seria dizer a Maria que ela é bonita, quando ela é feia; nem a Pedro que ele está mais magro, quando Pedro está visivelmente mais gordo. Não. Sem grande esforço, encontrar-se-á, em cada pessoa, dez valores elogiáveis. E, quando não houver um só, conte-se uma história qualquer, que faça bem. Conte-se, por exemplo, como foi o amanhecer. Como ficou o céu, com os laivos vermelhos do amanhecer. Como estava o mar, na primeira luz sobre seu brilho baço do amanhecer. Ou se fale de um trecho de canção, da ária ou de um tema tocado pro Milles Davies. Do piano de Garner, seu ritmo comparável ao improviso da Fitzgerald e da Vaugham. Ou, com patriotismo, do sax-tenor de Cipó ou do trombones, do irmão Maciel mais novo. Conte-se bem uma cidade inesperada de sua viagem. Como eram as montanhas ou a cor da planície. As pessoas, seus olhos e suas blusas. 
Na criação da “Semana da Felicidade”, não sei para quem deva apelar. Não sei a que governo transmitir a ideia. Federal ou Municipal. Ou a que Departamento de Turismo. Não. O apelo tem que ser feito a cada um dos meus possíveis leitores e por cada um transmitido às pessoas de sua sociedade. 
Quanto a mim, devo dizer que vivo, permanentemente, em semana de felicidade. Quando não posso fazer alguém feliz, com uma confissão ou uma história, não digo nada. Em troca, peço que não me tirem a alegria. Que não deem notícias, sobre mim e sobre os outros, que, de leve, possam arranhar minha naturalidade feliz. E, de um modo especial, não me digam franquezas."

Do livro Seja feliz e faça os outros felizes, seleção e organização de crônicas de Antônio Maria (1921-1964) feita por Joaquim Ferreira dos Santos.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Você sabia?

Alguém sabe quantos bairros o Rio de Janeiro tem oficialmente?

Cinquenta...menos...cem...mais de cem?

Pois bem, o Rio de Janeiro tem hoje, oficialmente, 160 bairros.

Alguns bem antigos, outros mais recentes desmembrados dos originais. O mais novo é o bairro de Gericinó, criado pela Lei nº 3.852 de 23.11.2004.

A maioria desses bairros consta do Decreto nº 3.158, de 23.7.1981, e depois do Decreto nº 5.280, de 23.8.1985. Outros atos legais - decretos e leis - posteriores criaram novos bairros, que resultaram no total atual.


São eles:

Abolição
Acari
Água Santa
Alto da Boa Vista
Anchieta
Andaraí
Anil
Bancários
Bangu
Barra da Tijuca
Barra de Guaratiba
Barros Filho
Benfica
Bento Ribeiro
Bonsucesso
Botafogo
Braz de Pina
Cachambi
Cacuia
Caju
Camorim
Campinho
Campo dos Afonsos
Campo Grande
Cascadura
Catete
Catumbi
Cavalcanti
Centro
Cidade de Deus
Cidade Nova
Cidade Universitária
Cocotá
Coelho Neto
Colégio
Complexo do Alemão
Copacabana
Cordovil
Cosme Velho
Cosmos
Costa Barros
Curicica
Del Castilho
Deodoro
Encantado
Engenheiro Leal
Engenho da Rainha
Engenho de Dentro
Engenho Novo
Estácio
Flamengo
Freguesia (Ilha do Governador)
Freguesia (Jacarepaguá)
Galeão
Gamboa
Gardênia Azul
Gávea
Gericinó
Glória
Grajaú
Grumari
Guadalupe
Guaratiba
Higienópolis
Honório Gurgel
Humaitá
Inhaúma
Inhoaíba
Ipanema
Irajá
Itanhangá
Jacaré
Jacarepaguá
Jacarezinho
Jardim América
Jardim Botânico
Jardim Carioca
Jardim Guanabara
Jardim Sulacap
Joá
Lagoa
Laranjeiras
Leblon
Leme
Lins de Vasconcelos
Madureira
Mangueira
Manguinhos
Magalhães Bastos
Maracanã
Maré
Marechal Hermes
Maria da Graça
Méier
Moneró
Olaria
Oswaldo Cruz
Paciência
Padre Miguel
Paquetá
Parada de Lucas
Parque Anchieta
Parque Colúmbia
Pavuna
Pechincha
Pedra de Guaratiba
Penha Circular
Penha
Piedade
Pilares
Pitangueiras
Portuguesa
Praça da Bandeira
Praça Seca
Praia da Bandeira
Quintino Bocaiúva
Ramos
Realengo
Recreio dos Bandeirantes
Riachuelo
Ribeira
Ricardo de Albuquerque
Rio Comprido
Rocha Miranda
Rocha
Rocinha
Sampaio
Santa Cruz
Santa Teresa
Santíssimo
Santo Cristo
São Conrado
São Cristóvão (Bairro Imperial de S.Cristóvão)
São Francisco Xavier
Saúde
Senador Camará
Senador Vasconcelos
Sepetiba
Tanque
Taquara
Tauá
Tijuca
Todos os Santos
Tomás Coelho
Turiaçú
Urca
Vargem Grande
Vargem Pequena
Vasco da Gama
Vaz Lobo
Vicente de Carvalho
Vidigal
Vigário Geral
Vila da Penha
Vila Isabel
Vila Kosmos
Vila Militar
Vila Valqueire
Vista Alegre
Zumbi
"Breve relato sobre a Formação das Divisões Administrativas na Cidade do Rio de Janeiro - Período de 1961 a 2006", de Adriano Alem, do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, da Secretaria Municipal de Urbanismo, é sem dúvida, uma preciosa fonte de informações sobre a história das Regiões Administrativas do ponto de vista legal.

domingo, 5 de abril de 2009

Há 60 anos!



No Largo do Machado, em 1949, o ponto final da linha 102, Saenz Pena - Largo do Machado, em frente à Igreja da Glória.

Curioso notar a moda feminina com as saias rodadas abaixo dos joelhos, os cabelos sempre curtos e a presença constante dos paletós no figurino masculino. Um visual bem severo, típico do pós guerra.

sábado, 4 de abril de 2009

Há 100 anos

O bairro da Glória em 1909, através da imagem dos marujos da Esquadra Americana, que visitou a cidade no início do século XX.
Clique para ampliar.
Reprodução do site www. greatwhitefleet.info

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Voltei!


Não vou falar hoje das terras cariocas, mas de um outro belo cantinho , que me é muito especial e que de lá estou voltando. Também fica no estado do Rio de Janeiro e é minha querida Búzios!

Saudades!

Orla Bardot , que margeia toda a Praia da Armação

Escultura de Brigite Bardot, na orla em sua homenagem.
Belo trabalho da artista plástica Christina Motta.


Búzios tem uma história de amor com Brigite Bardot, afinal foi ela quem revelou a cidade ao mundo, quando de sua estada, por ali, nos anos 60.

Ao fundo como era a Armação: areia e barcos de pescadores

Brigitte visitou Armação dos Búzios duas vezes: na primeira, chegou no dia 15 de janeiro de 1964, trazida pelo fotógrafo francês-carioca Denis Albanèse , amigo de seu namorado Bob Zaguri, e na segunda, passou o Natal na casa do casal Estela e Ramon Avellaneda - onde hoje é a Pousada do Sol, na Rua das Pedras.

Com Bob Zaguri

Na praia, de biquini, em meio aos pescadores

Para a atriz que vivia o auge da fama , a estada na aldeia de pescadores, que naquela época não tinha água encanada, luz ou telefone, lhe deu a liberdade de curtir o balneário e seus moradores, sem o assédio da imprensa. Ali ela encontrou o paraíso, que já não podia desfrutar nem em Saint- Tropez.

Assim, a orla construída e inaugurada pela Prefeitura de Búzios, no ano 2000, com seu nome, e sua escultura em tamanho natural, ratificam, muito bem, a ligação para sempre da atriz com o lindo balneário.