segunda-feira, 29 de junho de 2009

Hoje é dia de São Pedro.

Pra festejar a data, nada melhor que temperar o paladar. Assim lá vão três receitas, extraídas do Cozinheiro nacional, popular livro de receitas, utilizado no século XIX.


Canjica
Toma-se uma porção de milho, soca-se no pilão, pondo umas palhas dentro para clarear e limpar facilmente o farelo ou a casquinha que cobre o milho; depois de bem socado, assopra-se numa peneira para sair todo o farelo; depois de bem limpo, põe-se a cozer em uma panela com bastante água, para que coza bem, e serve-se.Algumas pessoas usam comê-la com açúcar, vinho e queijo ou manteiga.

Canjica cozida com amendoim
Toma-se uma porção de canjica, põe-se a cozer com amendoim socado, açúcar e bastante água; estando cozida, ajunta-se uma garrafa de leite, ferve-se mais um pouco e serve-se.

Canjica cozida com leite
Toma-se uma porção de canjica, e ferve-se em leite; estando cozida, ajuntam-se três colheres de manteiga de vaca, quatro de queijo ralado, ferve-se mais um pouco e serve-se.

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Novidade: Prefeito do Rio agora tem twitter e ‘Facebook’

Cobranças de promessas, questionamentos sobre obras e reajustes salariais, além de sugestões para a cidade. Tudo agora poderá ser respondido em tempo real pelo prefeito Eduardo Paes. A proposta é dele mesmo, que hoje lança um portal na Internet para noticiar informações sobre o governo e permitir conversas com a população numa sala específica de bate-papo, os chamados chats. A página eletrônica entra no ar às 14h no endereço (www.palaciodacidade.rio.rj.gov.br).

Para o morador denunciar problemas, a sugestão é acessar link que permite enviar fotos e vídeos. O portal do Palácio da Cidade também dá
acesso às páginas de relacionamento do prefeito no Twitter, Orkut,Facebook, Myspace e BCYou.

As conversas com o prefeito serão uma vez por mês.
(Fonte: O DIA online)


sábado, 27 de junho de 2009

Outra capa de jornal carioca dá banho de criatividade e inclusive ganha destaque internacional.

Foi a do jornal EXTRA de ontem, que o site de editores e fotógrafos dos Estados Unidos - blog Photo District News - elegeu como a melhor do mundo, na retratação da morte do cantor.



sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson



Ficou na história do morro SANTA MARTA .

Foi num domingo, 11 de fevereiro de 1996. Poderia ser mais um final de semana comum, se não fosse a presença do pop star mais famoso do mundo: MICHAEL JACKSON. Ele pisou em terras cariocas, e parou o Rio de Janeiro, em especial o Morro Santa Marta, escolhido para a gravação de um video clip, numa seleção que incluiu outras oito comunidades da Zona Sul carioca .

A preferência do diretor Spike Lee era por morros que tivessem vistas privilegiadas do Rio e que representassem bem os contrastes sociais da cidade. E o Santa Marta ganhou, pois tinha tudo isso por estar localizado aos pés do Cristo Redentor, ter uma bela vista - é o morro mais inclinado do Rio de Janeiro - e, também, de frente para os prédios luxuosos de Botafogo e Lagoa.

O pessoal da comunidade achou que era ‘pegadinha’, mas o astro apareceu, cantou e encantou.

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Em tempo: o jornal O DIA deu um show no design gráfico da capa de hoje.

Bonita, elegante à altura do grande astro,
ainda usou a frase perfeita: Michael sai de cena.
Parabéns ao jornal carioca!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Viva São João!

Você sabia que Carmen Miranda foi uma grande intérprete de clássicos das festas juninas?

Pois é... em 1933 gravou Chegou a hora da fogueira, de Lamartine Babo

Chegou a hora da fogueira
É noite de São João
O céu fica todo iluminado
Fica todo estrelado
Pintadinho de balão
Pensando na cabocla a noite
Também fica uma fogueira
Dentro do meu coração
Quando eu era pequenino
De pé no chão
Recortava papel fino
Pra fazer balão
E o balão ia subindo
Para o azul da imensidão
Hoje em dia meu destino
Não vive em paz
O balão de papel fino
Já não sobe mais
O balão da ilusão
Levou pedra e foi ao chão

e em 1935, a música Sonho de papel, de Carlos Braga e Alberto Ribeiro, ambas sucessos até hoje.

“O balão vai subindo
Vem caindo a garoa
O céu é tão lindo
E a noite é tão boa
São João, São João
Acende a fogueira meu coração...
Sonho de papel
A girar na escuridão
Soltei em seu louvou
No sonho multicor
Oh! Meu São João
Meu balão azul
Foi subindo devagar
O vento que soprou
Meu sonho carregou
Nem vai mais voltar”.

Vamos cantar e comemorar São João!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Voltei!

Recomeço este blog por um texto que muito me tocou. É do escritor Rubem Alves e foi publicado há 5 anos na Folha de São Paulo. Confesso que só agora eu li e gostaria de compartilhá-lo com vocês, a começar pelo lindo título: A COMPLICADA ARTE DE VER.
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões _é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto.
Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico.
Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda.
Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma
cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica deuma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma
pedra e vejo uma pedra".
Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a
janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.
Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinícius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa _garrafa, prato, facão_ era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas
ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas _e ajustamos a nossa ação.
O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.
Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente:
"A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".
Por isso _porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver_ eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...
Quantas vezes olhamos e não vemos! Quantas vezes não queremos ver! Quantas vezes não podemos ver!
É o mistério do nosso eu que faz dessa nossa janela um filtro de ilusão, proteção, curiosidade, sabedoria e sentimento.
Só vemos o que sentimos e é nosso interior quem dita, encaminhado pela harmonia do nosso ser.
Então... vamos nos harmonizar e vejamos coisas belas, positivas. Vamos vibrar, repercutir e sintonizar nas coisas e fatos positivos e fortalecer e gerar uma outra dinâmica.


O HOMEM DEPENDE DE SEU PENSAMENTO!
Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos. E assim melhorar nossa rua, nosso bairro, nossa cidade.

NÃO é sonho, É QUERER!