quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pelos bares do Rio de Janeiro...

... vemos a arte de Nilton Bravo.


Nos anos 50 e 60, foi o artista plástico mais presente no dia-a-dia do carioca.
Em cada botequim da esquina, tinha a arte de seus painéis coloridos, retratando imagens da cidade.


Nilton foi chamado pelo escritor Carlos Heitor Cony, de o Michelangelo dos botequins.
Seus murais nos bares são como o ovo cor-de-rosa ou a serragem próxima do balcão. Ítens da maior carioquice.

Na família Bravo, o talento veio de longe. Em 1885, Manoel Pinto Bravo, avô de Nilton, já se dedicava à pintura de painéis em restaurantes cariocas. A herança foi repassada para Lino Pinto Bravo, pai de Nilton, que foi o grande responsável pelo início de sua carreira.

Aos 13 anos, Nilton já ajudava o pai na pintura de murais e painéis em residências, igrejas e bares. Aliás, pai e filho, conta-se " trabalhavam ao mesmo tempo em uma curiosa parceria: o pai (que era canhoto) começava a pintura de um lado, o filho (destro) do outro e, geralmente, terminavam a obra juntos."


Depois disso, Nilton passou grande parte de sua vida pintando as paredes de bares do Rio de Janeiro. É um dos pintores mais vistos do país e suas obras estão espalhadas pelo mundo todo. Um curta-metragem sobre sua trajetória artística, produzido por Luiz Alphonsus, é exibido com freqüência no Museum of Modern Art, o MOMA, de Nova York.

Conhecido como a embaixada carioca em São Paulo, o bar Pirajá homenageia o Rio de Janeiro, exibindo com orgulho em uma de suas paredes, um mural assinado pelo mestre Nilton Bravo.
Nilton Bravo também participou na elaboração dos painéis no carnaval da escola de samba União da Ilha, de 1991, que desfilou com o excelente enredo De Bar em Bar, Didi, Um Poeta.

Alguns de seus painéis, como o da Praça da Harmonia, na Gamboa, foram tombados pela prefeitura, mas infelizmente muita coisa foi perdida do singular trabalho deste artista, por falta de preservação dos proprietários de botequins.
O carioca Nilton Pinto Bravo nasceu no dia 3 de março de 1937 e aqui morreu, há 4 anos atrás, praticamente esquecido, em setembro de 2005 (no dia 27).

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dia de lembrar Machado de Assis

Com 5 frases atualíssimas.
"Está morto: podemos elogiá-lo à vontade."
"Há coisas que melhor se dizem calando."
"A vaidade é um princípio de corrupção."
"As ocasiões fazem as revoluções."
Então...
"Ao vencedor as batatas!"
*************


Machado de Assis faleceu em 29 de setembro de 1908.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Forte de Copacabana...95 anos

Desde 1763, com a transferência da capital do Brasil, para a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, as fortificações de artilharia se tornaram necessárias para a defesa da Baía de Guanabara.

Uma delas, o Forte de Copacabana, começou sua história em 1908. Nesse ano foi iniciada sua instalação no promontório que separa as praias de Ipanema e Copacabana, na Ponta da Igrejinha, com uma área de cerca de 114.000 m2.

A execução da obra prolongou-se por 6 anos e 9 meses e teve mais de 2 mil operários civis. A forma do forte, em casamata, foi um desafio à engenharia militar, pelas condições do terreno, do mar, e agravada pelo tamanho e peso do armamento. O projeto incluía muralhas externas voltadas para o mar com 12 metros de espessura, onde os militares podiam enfrentar o inimigo durante semanas, isolados do exterior.

O armamento do forte foi fabricado pela Krupp, na Alemanha e trazido pela Marinha Brasileira. Guindastes elétricos de 80 toneladas foram necessários para desembarcar os canhões. Estes foram instalados em quatro cúpulas - encoraçadas e giratórias - construídas. Uma cúpula com dois canhões de 305 mm, com alcance máximo de 23 Km; outra, com dois canhões 190 mm, com máximo de 18 Km; e mais duas, com canhão de 75 mm cada, com alcance máximo de 7 Km.


O Canhão 305 mm em dois momentos: durante um tiro real( acima)
e nos dias atuais(abaixo)

Fotos e fonte:Forte de Copacabana

A energia elétrica necessária à iluminação, aos movimentos das armas e ao sistema de ventilação era fornecida por uma usina composta por dois grupos eletrogêneos construídos pela AEG, também alemã.

A 6ª Bateria Independente de Artilharia de Posição, vinda de Laguna, Santa Catarina foi quem ocupou o novo forte, à época, a mais moderna praça de guerra da América Latina.

O Forte de Copacabana foi inaugurado em 28 de setembro de 1914, pelo então Presidente da República Marechal Hermes da Fonseca.

Há 95 anos!

domingo, 27 de setembro de 2009

Recordações de Domingo

A Editora Vecchi foi fundada em 1913 e desde a década de 20 especializou-se em romances para mulheres.
Ela ficava à Rua do Resende, nº 144, no Centro do Rio de Janeiro.


Depois vieram, na década de 1940, os romances em quadrinhos precursores das fotonovelas, com o lançamento da revista Grande Hotel, em 1947. Na revista além de fotonovelas,eram publicados romances em fascículos.

Li muito. Quem também lembra?


capa da revista - reprodução
Foto da amiga do RIO QUE MORA NO MAR, Megaa Eugênia


*****

Essa foi contada pelo amigo do RIO QUE MORA NO MAR, Mauricio Leon.

"Nos anos 50 havia na rua Visconde Silva, em Botafogo, um museu particular, pertencente ao senhor Simões da Silva, um personagem que era uma lenda no bairro.

Vestia sempre terno escuro com polainas brancas, usava bengala e tinha os bigodes virados para cima.
A sua predileção pelas "domésticas" do bairro, diz a lenda, lhe deu tantos filhos bastardos, que para reuni-los era necessário tocar uma corneta do alto do Corcovado.

Após sua morte, seus filhos legítimos fizeram um grande leilão do acervo do seu museu , onde havia peças inusitadas - uma coleção de cabeças de índio reduzidas - e outras de grande valor, como uma escultura de Aleijadinho, que foi disputadíssima, na ocasião, entre a senhora Elizinha Moreira Salles e o Diretor do Patrimônio Histórico."


Mais uma história curiosa do nosso Rio.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vai uma Fanta aí?

Outra do baú do amigo Gil Ferreira.
Arpoador, surfistas, Morro Dois Irmãos ao fundo,
vendedor de carrocinhas na praia...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

É Primavera!

As flores pela cidade anunciam a nova estação!

O lírio e o Pão de Açúcar
Foto :Fabíola Gerbase - Reprodução
VIVA A PRIMAVERA!

domingo, 20 de setembro de 2009

Outros tempos de escolas

A PNAD 2008 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) nos dá conta que o brasileiro passa, em média, somente 7,1 anos na escola e que lê 4,7 livros por ano.

Hoje, infelizmente, a educação convive com o pouco investimento, a precariedade e falta de infra-estrutura.

Esses tempos nos trazem outros de escolas amorosas, que nos davam o prazer de estudar.

Assim, ontem, mais uma vez, em post, relembrei, meus bons tempos de feliz camaradagem, no Ginásio São Marcos.

Nessa semana que passou, no blog Coisa de Naval , o amigo do RIO QUE MORA NO MAR Gil Ferreira , escreveu lindamente dessa escola de outros tempos e a mesma tônica se repetiu, quando a amiga e parceira de trabalho Alda Rosa, me falou da comemoração do cinquentenário de sua formatura de ginásio, no Colégio Estadual Professor Clóvis Monteiro, e disse " para nós, que ali estudamos, foi um templo do saber."


O Colégio Estadual Professor Clóvis Monteiro funciona até hoje na Av. Democráticos, 271, em Higienópolis. E vale saborear um pouco de sua história através das palavras da Alda:


"Era um colégio público em que os professores não faltavam à toa, tudo funcionava a contento. Havia refeitório, lanche, aula de educação física e mestres maravilhosos. E uma modernidade arquitetônica: não tinha escadas, tinha rampas.
D. Maria Inês era uma verdadeira rainha, no porte e na linha dura. Professora de português sisuda, mas de uma cultura incrível, que ela passava como quem não quer nada, para aqueles adolescentes suburbanos de classe média baixa, mas de mente aberta para o novo. Foi assim que entramos no mundo de Eça de Queiroz, Alexandre Herculano, José de Alencar, Machado de Assis e muitos outros.
Nosso livro de cabeceira (ops), de carteira, era o Roteiro Literário do Brasil e Portugal, de Álvaro Lins e Aurélio Buarque de Holanda.
E ela cuidava de jogar em cima da gente, de vez em quando, coisas sofisticadas, quando nos fez encenar uma história de Hans Christian Andersen – “A Sereiazinha”, com música de Debussy –L’aprés-midi d’un Faune” e bonecos confeccionados em papier machê, pelos alunos. A gente ficava uma arara, com ela, por exigir tanto, mas no fim do curso foi a escolhida como paraninfa da turma.
Professor Abelardo emocionava-se quando alguém lia de maneira impecável uma passagem de sua disciplina, História, premiando o leitor com uma nota 10.
Padre Félix era o mestre de Latim e, entre outros ablativos, nos fez conhecer as maravilhosas fábulas de Fedro, a versão romana de “Esopo”.
Havia ainda o Astrogildo, de Ciências; D. Zuleide, de Geografia, D. Maria José Limoges, de Inglês (num final de ano ela me deu um livro com peças de Shakespeare); professor Jair, de Matemática; professor Oswaldo, de Francês, que colocava “La Vie en Rose” pra gente ouvir. E muitos outros tão bons quanto estes citados.

Alunas e Prof. Astrogildo - 1959


O Clovis Monteiro tinha ainda um terreno enorme, cheio de árvores, algum capim, ar fresco circulando e uns flamboyants escandalosamente lindos. Era um colégio ecologicamente correto e a gente não sabia.
Por tudo isso, nossa turma do ginásio, que se formou em 1959, foi privilegiada. Dela saíram professores, jornalista, designers, advogados (defensores públicos), publicitário, escritor, sociólogo, empresários e até um capitão de mar-e-guerra, entre outras profissões dignas.

Naquele tempo, no Clóvis Monteiro, a escola era risonha e franca! "

Missa de Formatura - Turma de 1959

Em tempo, fica um recado de Alda Rosa:
sábado próximo, muitos dessa turma saudosa se reúnem, mas falta encontrar Eunice Corrêa Santos, Maria Luiza Azevedo e Vera Lúcia Bittencourt. Quem souber notícias...
Contatos :
aldarosa1@oi.com.br

sábado, 19 de setembro de 2009

Uma certa dona Saúcha

O carro era um cadilac . Podia ser um Buick, talvez, já que naquela época, tudo que fosse "rabo de peixe" , a gente chamava de cadilac.

Ele tinha duas cores - verde e branco - e cheio de frisos metálicos. Ela vinha dirigindo, coisa rara lá pelos anos 50 e 60, estacionava e saltava com seu cabelo pretíssimo, sempre preso num coque banana horizontal - diferente dos usados, que eram verticais- ; seus vestidos rodados, suas unhas sempre com esmalte vermelho, seu colar de pérolas, seus " óculos-gatinho" com detalhes em strass e seu sapato alto, de salto e bico finos e, geralmente de verniz colorido. Até hoje quando vejo um sapato de salto, colorido, digo "olha um sapato de dona Saúcha". Sempre, quando criança, sonhei com um.

Assim, ela chegava diariamente ao São Marcos  - Ginásio São Marcos - e seguia pro seu gabinete, com seu visual imponente e de uma sobriedade clássica, ao mesmo tempo.

Vez por outra percorria as salas para ver, ou para dar algum recado e, imediatamente, todos levantávamos à sua presença. Hoje me lembro que fazíamos isso tão naturalmente, com admiração e respeito...

Ela nos ensinou essa elegância!


Elegância, aliás, que imprimia nas atividades escolares. O São Marcos além das aulas, oferecia aprendizados extras, como música, ballet, judô, artes, que ela reunia em apresentações especiais e de final de ano.

Nossa!

As apresentações no Theatro Municipal... Dona Saúcha organizava espetáculos lindos (por) para alunos, pais, parentes, convidados e lotava o teatro. 


Um deles, inesquecível.

Carlos Lacerda, acabara de se eleger governador, do então Estado da Guanabara, e sua filha Cristina, que estudava em uma das turmas do São Marcos, fazia parte do grupo de balé que dançaria o Danúbio Azul, um dos quadros da apresentação. Luzes apagadas, música começando, o cenário com luzes azuis, todas com tutus azuis compridos. Discretamente, entra -com o espetáculo já começado - no seu camarote, o governador. Em questão de segundos o público começou a bater palmas, no escuro. A apresentação teve de parar, as luzes se acenderam e o Municipal, lotado, de pé, explodiu em aplausos. Foi lindíssimo e emocionante. Saiu no jonal, entrou para a história.

A gente também ía à televisão, se apresentar, geralmente com a banda da aula de música, no programa O Mundo das Crianças, do Aérton Perlingeiro, às tardes, na Tv Tupi, na Urca. Íamos e voltávamos no ônibus do colégio. E era diversão garantida, principalmente na volta, já que tudo já tinha passado. Muita música e batucada. Aliás, de ônibus também visitamos as fábricas de gostosuras que tinham na cidade. Era um prêmio que dona Saúcha nos dava. Suspendia as aulas e lá íamos nós...Quantas vezes fomos à Kibon, à fábrica da Coca-Cola?

Além do conhecimento, da brincadeira, dona Saúcha foi pioneira e muitas vezes nos passou noções de cidadania. Quando, por exemplo, nos reuniu no pátio, após o Brasil ganhar a Copa de 62, para cantarmos a música- símbolo; pra vacinação anual, no próprio colégio, contra a polio, em tempo difíceis dessa doença; ou quando chamou Frei Clemente - seu entusiasmo era contagiante! - e d. Maria Lídia (Gomes de Mattos), que despontavam na área de formação pessoal, para nos dar aula.

Era uma mente aberta ao novo.

Certa vez, quando iniciei o ginásio, em meados de 63, achei do alto dos meu 12 anos que queria - quanta ousadia! - modernizar o unifome. Nos ginásios da cidade a saia era de dois ou quatro machos, e nossa saia era toda pregueada. Coisa pra criança, achava (vê se pode). Assim, comecei a falar na turma, mas ninguém tomava a iniciativa. Não desanimei. Um dia cheguei determinada. É hoje! Vou sozinha. Mas afinal, no intervalo da aula, acabou descendo o quarteto - eu, Norma, Márcia e Regina Maria - "você fala!" disseram, e de um fôlego só contei minha idéia e fiz o pedido pra mudança do uniforme. Ouvi a seguinte frase:
- Você pede a sua mãe, que é muito jeitosa, pra fazer croquis dos modelos e me traz aqui, que vou pensar.

Dois dias depois deixava os croquis com a dona Saúcha. Resultado? No ano seguinte o uniforme do ginásio estava mudado. A saia pregueada ficaria só para as meninas do primário e para as do ginasial, a saia passaria a ser a de quatro machos.

São muitas histórias. As do dever de férias, primeira comunhão no Outeiro da Glória, as missas no Dia de São Marcos, a entrega anual de medalhas, as cadernetas, as capas de prova, as aulas de educação física, a bandinha nas aulas de música, a academia de literatura, as guerras de bolinhas na Bic, o diário de lições ,os recados nos cadernos... ah! e dona Saúcha tinha o hábito de ver todos. E deixava bilhetinhos. De parabéns ou "puxões de orelha", pela bagunça, e colava estrelas de incentivo. Quantas! Todos queriam tê-las. Primeiro as vermelhas, depois as prateadas e por último, as douradas.

Co-bi-ça-dís-si-mas!

Com seu tom de voz calmo, baixo, delicado, mas objetivo, uma certa Cecília Lúcia (Bandeira de Melo), que virou Saúcha - apelido tão elegante quanto ela - imprimiu um ritmo preciso, moderno e formou uma constelação de estrelas, colando as suas de papel.

Tenho orgulho de ter sido uma delas.


Dona Saúcha , seu colar de pérolas, seu coque banana, seus óculos-gatinho,
entre alunos - 1957

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Confeitaria Colombo, 115 anos!


Hoje, 17 de setembro, comemoramos o aniversário de
umas das mais queridas casas cariocas: a Confeitaria Colombo,
local - de deliciosas recordações pessoais -
sobre o qual escrevi um livro, Confeitaria Colombo, junto com a amiga Alda Rosa.


Lá na Colombo nasceram e se firmaram tradições e inovações nos hábitos e costumes, ao longo dos tempos.

Assim, recordemos uma delas...
Na década de 40, a Confeitaria Colombo já era uma confeitaria madura no charme, na elegância e no requinte enquanto o modernismo nos hábitos de beber, vinha da América do Norte, causando surpresa: era a Coca-Cola, que chegava com seu sabor diferente e a recomendação de ser consumida gelada.

Naquela época não havia o hábito de se consumir nada gelado, pois as geladeiras antigas não produziam gelo e ainda se acreditava que alimentos gelados atacavam a garganta e provocavam gripes.

Segundo os antigos garçons da Colombo, foram as crianças as primeiras a se interessarem pelo novo refrigerante e assim a casa tradicional mostrou que também reconhecia a importância de se abrir para o novo, e, aos poucos, a garrafinha Mae West foi se colocando ao lado dos aparelhos de chá de porcelana e se tornando, também,“prata-da-casa”.
( trecho do livro)


PARABÉNS
CONFEITARIA COLOMBO!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Olha o tintureiro!

Mais uma foto do baú do amigo Gil Ferreira.
Reparem a elegância: camisa social, sapato de amarrar.


domingo, 13 de setembro de 2009

Ontem e Hoje

Dois momentos da Rua do Ouvidor .


No século XIX - Foto Marc Ferrez - reprodução


Nos dias atuais - Reprodução

Continua uma rua muito bonita e com os lindos prédios centenários.

sábado, 12 de setembro de 2009

Final de novela

Em tempos de capítulos finais de novela, bateu a recordação de um final de capítulo marcante na história da teledramaturgia brasileira.

Isso aconteceu na década de 60 e o final foi da novela O Direito de Nascer. Depois do sucesso que a história fez nos tempos do rádio, ela monopolizou a audiência também da TV.

Aqui no Rio a novela foi transmitida pela TV RIO, entre 1964 e 1965. O elenco com Nathália Timberg (sóror Helena da Caridade) , Amilton Fernandes (Albertinho Limonta) , Isaura Bruno (Mamãe Dolores), Elísio de Albuquerque (dom Rafael), Guy Lupi (Isabel Cristina), José Parisi (dom Jorge Luís) e Maria Luiza Castelli (Conceição), nos principais papéis, conquistou o público...
e até provocou um fato inusitado: o capítulo final encenado no Maracanãzinho. Quem lembra?
O fato arrebatou um Maracanãzinho superlotado, e a transmissão de lá, ao vivo, teve mais de um milhão e meio de espectadores, um número enorme para a época.

Infelizmente não existe mais nenhum capítulo da novela. Tudo foi apagado e o que restou foram apenas algumas imagens em filme.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Doces recordações

Nesse dia 9/9/09, além dos números, outra curiosidade: a foto abaixo.

Ela foi enviada por um amigo do RIO QUE MORA NO MAR, Gil Ferreira.



Reparem no detalhe dos elegantes sapatos bicolores e chapéu do vendedor de tring-ling ( era assim que se chamava no meu tempo). E a bandeira dos Salva-Vidas?

Pois é... nada mais é assim, nem mesmo o nome dos valorosos rapazes que salvam afogados, que agora são bombeiros e são denominados guarda-vidas e suas cores, hoje, são vermelha e amarela.
Imagens de outros tempos... doces recordações!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

7 de setembro

Há alguns anos no Rio começou uma tradição nesse Dia da Independência: a parada naval.



Foto: Marinha do Brasil - reprodução

Desde a Barra da Tijuca até o Leme, os navios podem ser avistados ao longo da orla, em especial da praia do Arpoador e do Forte de Copacabana, onde terão maior visibilidade pela proximidade de terra.


Nesse ano participarão do evento os Navios de Desembarque de Carros de Combate “Garcia D’Avila” e “Almirante Saboia”; Fragata “Constituição”; Corveta “Frontin”; Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta”; Submarinos “Timbira” e “Tikuna”; Navio Oceanográfico “Antares”; Navio-Faroleiro “Almirante Graça Aranha”; e Navio-Patrulha “Guajará”, totalizando 10 navios e aproximadamente 1.000 militares. Além disso, 6 aeronaves subordinadas à Força Aeronaval cruzarão os céus do Rio de Janeiro.

Todo o ano é lindo e nesse ano, com certeza, não será diferente.
Está quase começando! Deixa eu ir!

sábado, 5 de setembro de 2009

Aniversário da Ilha do Governador

Esse mês vamos comemorar outra Ilha da nossa cidade : a Ilha do Governador.
Com cerca de 40 quilômetros quadrados é o bairro mais antigo do Rio . Se a data do aniversário é consenso - dia 5 de setembro - a idade é controversa. Alguns moradores dizem que são 507 anos, pois a Ilha teria sido avistada em 1502 pela expedição de Américo Vespúcio, que nomeou os acidentes geográficos do litoral fluminense. Outros que ela completa 442, levando-se em contra a data que ela passou a pertencer ao Governador, que lhe deu nome, Salvador Correia de Sá .

De qualquer maneira, vamos comemorar
e dar um passeio por recordações
e curiosidades desse local tão carioca!
Os índios a chamaram de Paranapuã, Parnapuem, Parnapocu, Paranapicu, Parapecu, e os portugueses de Ilha do Gato, em alusão aos maracajás, felinos semelhantes à onça, bastante numerosos à época.
Aliás, no final da Ilha, no bairro do Bananal, existe a Pedra da Onça, que reproduz um maracajá e está ligada a uma lenda.
Pedra da Onça - Pintura de Leonidia Machado - reprodução

Conta essa lenda que uma índia da tribo ali localizada ia todos os dias, no fim da tarde, até a praia, com seu gato maracajá que criava desde filhote e lá ficava a mergulhar da pedra durante horas. Um dia, porém, a jovem índia mergulhou e não mais voltou, ficando o gato a esperá-la, olhando para o mar até não mais agüentar e morrer de fome, apesar da tentativa dos índios em retirá-lo do local. Essa lenda, não confirmada pelos historiadores, inspirou um grupo de moradores, na década de 1920, a erguer o monumento em homenagem à fidelidade do animal. O artista plástico Guttman Bicho projetou e esculpiu o maracajá,. Em 1965 a estátua original, já bem castigada pelo tempo, foi substituída por outra que lá está até hoje.
Lindo, não?
Verdade ou não, a lenda atravessou os tempos contada pelos moradores do local e a Pedra da Onça é um lugar mágico onde qualquer pessoa sente um impulso irresistível de sentar numa pedra e ficar observando o mar, como quem espera ver a jovem índia emergir das águas e assim acalmar o espírito do fiel gato maracajá que, com certeza, ainda ronda o local esperando sua dona voltar.

Na maior ilha da Baía de Guanabara
, "o Governador" Salvador Correia de Sá montou o primeiro engenho de açúcar da Guanabara e ela se tornou ocupada e explorada, incorporando-se à vida do Brasil português.

Em agosto de 1872
, segundo o recenseamento geral do Império, a população da Ilha do Governador era de 2.782 habitantes; em dezembro de 1890 já no primeiro recenseamento republicano, a população da Ilha do Governador era de 3.991 habitantes. Em 1900 o recenseamento já encontrou, na Ilha do Governador, 5.616 habitantes. A Ilha hoje, desdobrada em 14 bairros tem uma população de cerca de 500.000 habitantes.

Em 20 de junho de 1834
, o Decreto nº 5 constituiu a primeira escola masculina da Ilha do Governador e fixou o ordenado de professor em 350$000 (trezentos e cinqüenta mil réis) anuais. Que fortuna!

A ponte do Galeão foi inaugurada no dia 31 de janeiro de 1949. Finalmente acontecia a ligação da Ilha do Governador com o continente. Com 370 metros, ela figurou durante muitos anos como a ponte de maior extensão do mundo. Planejada desde o início do Século XX, essa ligação acarretou o crescimento da população e fez com que a Ilha do Governador perdesse, aos poucos, sua tranqüilidade típica.

No dia 1º de fevereiro de 1952
aconteceu a inauguração do antigo Aeroporto do Galeão, hoje terminal de cargas. Durante mais de duas décadas tornou-se o principal complexo aeroviário da cidade.
Nesse mesmo ano, houve o primeiro grande estardalhaço no aeroporto, quando uma legião de fãs esteve à espera da cantora cubana Maria Antonieta Pons - a Rainha da Rumba - que desembarcou à noite por lá.
Eu que já fui moradora da Ilha, em tempos mais calmos e bucólicos, comemoro com saudade aquele tempo, de uma Praia da Bica, onde muito banho de mar tomei , sua calçada cheia de palmeiras imperiais e que já foi a Copacabana da Zona Norte.



Praia da Bica - Pintura de Albano Agner de Carvalho ( 1899 – 1992 ) - reprodução

 
Hoje, infelizmente, a praia não tem mais balneabilidade . Pena!
Esse ano, também, na Ilha, se comemora os 90 anos do simpático e tradicional clube Jequiá Esporte Clube.

VIVAS À ILHA DO GOVERNADOR!
*************
Imagens das pinturas gentilmente cedidas por Jaime Moraes, do excelente fotolog sobre a Ilha do Governador.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Rio cidade mais feliz do planeta!

"Desde que Fred Astaire e Ginger Rogers apareceram no filme Voando para o Rio, em 1933, o mundo ficou fascinado com o Rio de Janeiro "

Revista Forbes - 2009 - The World's Happiest Cities

Eles constataram o que nós já sabíamos!...


...E o jornal carioca O DIA mais uma vez esbanjou criatividade na sua primeira página.



Sem carros como Times Square?

Em relação à Avenida Rio Branco sem carros, vale reproduzir a referência feita ontem à Times Square.



Lá é bom. Mas é área de lazer, como nossas avenidas litorâneas aos domingos, que inicialmente foram mal faladas e hoje adoradas.
Então, o projeto da Rio Branco pode também dar certo, se for bem planejado.
O fato é que o caos de hoje é péssimo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Polêmica à vista

A Prefeitura licitará parque ao longo da Avenida Rio Branco, onde não haverá mais carros.

O projeto de um grande parque urbano está sendo elaborado para ocupar o espaço de uma das principais avenidas da cidade: a centenária Rio Branco.

O projeto prevê que a avenida e parte de suas transversais, no trecho entre a Candelária e a Cinelândia, sejam transformadas num imenso calçadão de pedestres, com chafarizes, quiosques, arborização e mobiliário urbano especial.


O amigo do RIO QUE MORA NO MAR, Aristóteles Correa, direto de Miami diz que " a ideia de copiar o modelo de Times Square é excelente. Naquele trecho, em certas horas, todo o trânsito de veículos é vedado. Aparecem, então, músicos, dançarinos, sapateadores etc. As pessoas ficam sentadas em cadeiras ou em uma pequena arquibancada. Espero que esse interessante projeto não fique só no papel.

Na internet, no entanto, o projetó está gerando muita polêmica e discórdia.

Será que será bom?

O que você acha?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

FUNK patrimônio cultural ???

Nada mais lamentável que o projeto votado, por unanimidade ontem, na Assembleía Legislativa do Rio de Janeiro, que considera o FUNK, patrimônio cultural.
O equívoco é tão gritante ao instituir tal ato, a começar pelo nome do tal ritmo, que nem conseguiu se abrasileirar. É escrito e pronunciado como na sua lingua de origem.

Equiparar FUNK a SAMBA? O que é isso?
A origem e a trajetória do samba foram construídos junto com a história de um povo, de uma nação, com acontecimentos, lutas, raízes e tradições.

E o que é o Funk senão um ritmo estrangeiro, pra começar, que reúne uma aglomerado de pessoas em torno de notas sem melodia, que se repetem, e focado em letras de péssima qualidade, baixíssimo vocabulário e rimas chulas.

Além da agressão aos ouvidos com a falta de nível musical - não sei se esta será a palavra adequada já que aquilo não é canção - é uma agressão pela maneira como expõe, apela e incita a juventude, já que é a ela principalmente que se dirige, à violência, à exposição e exploração sexual, enaltecendo valores duvidosos de conduta e postura.

O que aconteceu ontem na Assembléia Legislativa, mais uma vez, foi a velha história do PÃO versus CIRCO. Ao contrário de votarem projetos para melhores condições de vida da população carente, das favelas e comunidades pobres, para assim seus habitantes se instruirem mais, lerem mais, absorverem mais conhecimentos e cultura, negaram esse PÃO e armaram o picadeiro para o CIRCO.

E o pior, foram aplaudidos por essa gente, que deles é massa de manobra, sempre, na sua intenção de deixar como está.

Foram aplaudidos por essa gente e sua ignorância mantida e preservada por legisladores populistas que não se interessam em alavancar a educação e a cultura dos menos favorecidos.

Foram aplaudidos por essa gente que achou grande coisa o que aconteceu e não entende que continua sendo manipulada e impedida de evoluir, e conhecer ,e saber coisas maiores e melhores para a sua vida.

Triste ver ontem aquela multidão nas escadarias da Assembléia Legislativa reivindicando através de falsos e interesseiros líderes, algo tão chulo.

Triste ver ontem legisladores se alinharem com tantas coisas ruins que estão por trás do pseudo ritmo.

Triste e Lamentável.

O RIO DE JANEIRO NÃO É ISSO.
O RIO DE JANEIRO NÃO MERECIA ISSO.

Pão de Açúcar

VISTA 360º...DESLUMBRANTE!

Use o Zoom e Abuse do Mouse para Subir, Descer, etc...


Clique
Aqui no RIO QUE MORA NO MAR enaltecemos o de bom na cidade, mas chamamos a atenção do que precisa consertado, corrigido e banido.

Você sabia desses absurdos que acontecem?

. Ipanema tem 138 tendas de barraqueiros na areia, o Arpoador tem 20 . Um ABSURDO!!!

. Na linda e aprazível Praça São Salvador, em Laranjeiras, tem venda de bebida, música com alto falante até a madrugada, funcionando IMPUNEMENTE!

. A placa da Rua Professora Francisca Piragibe, em Jacarepaguá, está com acento circunflexo no "ô". A professora, com certeza não ia gostar!



Não dá!
ALÔ, ALÔ PREFEITO!!!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Antigo Cine Olaria

Foto da década de 70 - reprodução
O número 1474 da Rua Uranos, mais conhecido como Cine Olaria, pode voltar a encantar em breve.

Há 13 anos fechado e servindo de depósito para o Grupo Severiano Ribeiro, o governo do estado estuda a compra do imóvel para transformá-lo no Centro Cultural Olaria, preservando a arquitetura do imóvel, construído em 1920.

O projeto prevê duas salas de projeção com 890 lugares, um museu digital sobre a região, restaurantes, bares e lojas e será opção cultural para o todo o subúrbio da Leopoldina.

DUAS CURIOSIDADES:

1. o cinema antes de chamar-se Olaria tinha o nome de Cine Santa Helena, e era de propriedade da família do cantor Caruso.

2. Há pouco estava sendo anunciado para venda no site ZAP , apenas como um local de 3200 m2, à bagatela de 2 milhões de reais.

O Zicartola não merecia

A amiga do RIO QUE MORA NO MAR, Helô do blog Rio em Disco, nos chama a atenção para a placa afixada no n° 53 da Rua da Carioca, antigo Zicartola: erros grosseiros de ortografia!


Para quem não se lembra, o Zicartola foi um restaurante de propriedade de Cartola e de sua mulher, Dona Zica. As reuniões que lá ocorriam marcaram de forma profunda a vida cultural do Rio de Janeiro, na música, no teatro, na poesia e nas idéias que eram discutidas.




Lamentável que a placa contenha erros tão grosseiros.

Valeu Helô!