sábado, 31 de outubro de 2009

O Rio e seu feitiço

Muitos por aqui resolveram aderir ao estrangeirismo e comemoram hoje uma coisa que nada tem a ver com a nossa tradição. O Halloween.

Pois é... nesse clima preferimos ficar com um feitiço de cá. O Feitiço da Vila, a canção de Noel Rosa, composta em 1934 para homenagear seu bairro, Vila Isabel.

Nesse tempo, Noel e Wilson Batista, outro grande compositor de samba carioca, estavam envolvidos em uma polêmica musical das melhores. Mas vamos falar disso outro dia.

Polêmicas à parte, com Feitiço da Vila, Noel Rosa trata o samba como um feitiço, que contagia os que ouvem. Um feitiço decente que prende a gente. Noel também afasta o samba do significado e da relação que se fazia à cultura e religiosidade afro-brasileira, afirmando ser o feitiço sem farofa, sem vela e sem vintém.

Noel fala de boca cheia do bairro onde nasceu ,do samba que por lá é feito, tão poderoso que até faz a lua, nascer mais cedo, e,
deixa a modéstia de lado, e com grande orgulho se diz Eu sou da Vila.

Belo feitiço. Feitiço carioca, sem bruxas, e com muito talento.

Ouça aqui a música na voz da divina Elizeth Cardoso.

Viva Noel Rosa!

Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.

Lá, em Vila Isabel,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.

A vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome de princesa
Transformou o samba
Num feitiço decente
Que prende a gente
O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
"Sol, pelo amor de Deus,
não vem agora
que as morenas
vão logo embora"
Eu sei tudo o que faço
sei por onde passo
paixao nao me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
Eu sou da Vila!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A elegância de outros tempos


Anúncios enviados gentilmente por Alexandre Oelsner, neto de um dos fundadores da Sao Joao Batista Modas.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O que já foi um dia

Os episódios lamentáveis e recentes expuseram um morro carioca, da zona norte da cidade, que um dia foi uma bela região: o Morro dos Macacos, em Vila Isabel.
A primeira favela teria ali se iniciado em 1921.

A ocupação começou através de guardas florestais e trabalhadores da Prefeitura que traziam para morar no morro seus familiares, amigos e conhecidos, pois se diziam donos dos terrenos. Essa história de dono do morro, como se vê, é antiga.

Esses guardas não deixavam qualquer pessoa fazer barraco por ali. Aí os não conhecidos procuravam locais mais no alto para os guardas não verem. Quando eles viam já tinha gente lá dentro, tinha criança dormindo e acabavam deixando ficar. E assim, muitos foram ficando.

As primeiras habitações eram feitas de estuque. Habitantes mais velhos, pioneiros do morro dizem que para obterem água tinham que encher muitas latas, que buscavam na Borda do Mato( Andaraí), na fábrica de água sanitária e no Corpo de Bombeiros, no Grajaú. A luz era obtida com lampiões e lamparinas.
O tempo, a amplidão da área , a falta de fiscalização fizeram o crescimento desordenado.

Na realidade o Morro dos Macacos fazia parte de uma antiga fazenda, a Fazenda do Macaco, que pertenceu inicialmente aos jesuítas, e por lá uma plantação de cana-de-açúcar. Mais tarde foi confiscada pelo Marques de Pombal em favor da família real. Com isso,
D. Pedro I, por ser um adorador da natureza, passou a visitá-la regularmente.
Após a morte de sua esposa Dona Leopoldina em 1826, D. Pedro I casou-se outra vez em 1829, dando a fazenda para sua nova esposa, Amélia de Beauharnais.
No entanto, quando ele voltou para Portugal, as terras ficaram abandonadas. Somente com a retificação do Rio Joana, em 1870, é que o interesse volta-se novamente para a fazenda.

A partir daí, devido ao crescente estímulo de ocupação da área, é feito um levantamento cartográfico, que indica a Rua do Macaco, atual 28 de Setembro, como via principal de acesso à fazenda.
As terras da Fazenda do Macaco só tiveram novo dono em 1872, quando o Barão de Drummond as comprou da Imperatriz Amélia I do Brasil, Duquesa de Bragança, já então viúva de D. PedroI ( falecido em 1834).
A antiga fazendo era muito grande e começava numa localidade chamada de Pantanal, bem em frente ao famoso Morro da Mangueira, e só terminava no que hoje é o bairro de Engenho Novo.

A Fazenda do Macaco foi subdivida em vários bairros, urbanizados, mas esqueceram do Morro dos Macacos. Infelizmente.

Em tempo: a fazenda dos Macacos, dizem relatos, abrigava muitos macacos, daí seu nome.

domingo, 25 de outubro de 2009

1969...que ano musical!


...Eu vou voltar aos velhos tempos de mim, vestir de novo o meu casaco marrom ...

É o que vou fazer pra passear um pouco por esses saborosos tempos, nesse domingo.

Foi o ano de Taiguara. HOJE. Que composição! Um clássico para sempre!

Roberto
e Erasmo Carlos com grande safra com As curvas da estrada de Santos, As flores do jardim da nossa casa, Eu disse Adeus, Sentado à beira do caminho.

Tempos de País Tropical e o grande Wilson Simonal, pela primeira vez, fazendo multidões cantarem com ele; o swing de hoje das composições de MarcosValle já surgindo, em Mustang Cor de Sangue, parceria com irmão Paulo SérgioValle, após a temporada forte de Viola Enluarada do ano anterior.

Que Maravilha,
de Jorge Ben- nos tempos em que não tinha o jor- em parceria com Toquinho.

Tempos, também, da pilantragem... da Brazuca, de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar com Juliana, Samarina, Meia Volta (Ana Cristina) ...

Um ano de grandes festivais. O universitário - no auditório da Tupi, na Urca, com final no Teatro João Caetano - que não só trouxeram à tona novas vozes e novos compositores, mas também consolidaram talentos.

Tempos dos então desconhecidos Aldir Blanc (Escola de Medicina e Cirurgia), Ruy Maurity (Psicologia da PUC), César Costa Filho (Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas), Luiz Gonzaga Nascimento Jr. (Economia da faculdade Cândido Mendes), entre outros.

A reboque de O Trem, de Gonzaguinha - vaiada quando venceu - vieram a vibrante ( e para a qual eu torci!) Mirante, de Cesar Costa Filho e Ronaldo Monteiro de Souza, de Esquina em Esquina, Cesar Costa Filho e Aldir Blanc, cantada por Clara Nunes; Mundo Novo,Vida Nova - outra de Gonzaguinha - na interpretação belíssima de Claudete Soares, Nada sei de eterno, de Aldir Blanc com Sílvio Silva Júnior, que contou com a voz de Taiguara, campeão do ano anterior com a linda Helena, Helena, Helena.

capa do Lp do II Festival Universitário da Música Brasileira,
em 1969, na Tv Tupi do Rio de Janeiro

Tempo do FIC, Festival Internacional da Canção, no Maracanãzinho, com o prêmio Galo de Ouro, desenhado por Ziraldo e confeccionado pela joalheria H. Stern. Da abertura, composição do maestro Erlon Chaves ... o festival da canção popular, traz as canções para o mundo cantar... quem sabe a letra? - que vinha após a marcante contagem regressiva e a frase imortalizada por Hilton Gomes, apresentador oficial do FIC: “Cinco... quatro... três... dois... um, boa sorte, maestro!”.

Ouvimos "Visão geral", de César Costa Filho, Ruy Maurity e Ronaldo Monteiro de Souza, com César Costa Filho e Grupo 004, cantando ; "Minha Marisa" , de Fred Falcão e Paulinho Tapajós, com os Golden Boys.
A doçura da voz de Evinha... Cantiga por Luciana, grande campeã.

O que 35 mil espectadores exigiam, aconteceu na noite de encerramento do IV FIC, de 69: Wilson Simonal, o presidente do júri, fez o seu tão esperado show. Dominando a platéia e fascinando os convidados estrangeiros. Henri Mancini chegou a subir na cadeira !


Pois é... fico pensando...
que tal inspirados em mais um verso da música Casaco Marrom,
de Paulinho Tapajós e Edmundo Souto,
do ano da graça de 1969,
cada um tomar a mão da alegria e sair...
nesse domingo?

sábado, 24 de outubro de 2009

Ah!...o Arpoador

Lá... onde as pedras se encontram com o mar, na curva entre Copacabana e Ipanema nem precisa estar um dia ensolarado para estar lindo. Também com frio e chuva se mantém deslumbrante. E mágico, dizem muitos.

Lá... onde até a urbanidade teve licença de se chegar.


Lá ...de onde se vê o por de sol mais bonito.



Pic-nic nas pedras do Arpoador, anos 20. Ao fundo apenas uma construção.


Foto da Pedra do Arpoador, nos anos 50 e as antigas construções que foram derrubadas
e deram lugar aos edifícios da orla -
Lenny Queiroz - Reprodução/Internet

Das pedras do Arpoador, nos dias atuais, o calçadão e os edifícios da orla


O incomparável por do sol
Foto: Celo Santos - Reprodução/Internet

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dóris Monteiro

Há 60 anos, em 1949, ela se apresentou , pela primeira vez, aos quinze anos. Foi num 31 de outubro no programa de calouros Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde interpretou Bolero, de uma cantora francesa. E não parou mais.

Nesse tempo ainda era Adelina Dóris Monteiro.

Sua voz suave, afinada e elegante a colocava num diapasão diferente dos padrões da época .

Cantou na boate do Copacabana Palace Hotel e fez sua primeira gravação, em 78rpm, pela Todamérica, interpretando Se você se importasse , de Peterpan, que foi também o primeiro sucesso de muitos, nos tantos anos de carreira.

Uma das músicas mais marcantes de seu repertório foi gravada em 1956, Mocinho Bonito , de Billy Blanco.

Emprestou sua imagem de sucesso a anúncios da época, como o sabonete Cinta Azul.




Dóris Monteiro atuou no cinema. Destaque para os filmes Agulha no palheiro de 1953, onde cantou a música com o mesmo nome, e no super clássico da Atlântida De vento em popa , direção de Carlos Manga ,de 1957, onde interpreta Lucy e canta seus grandes sucessos Do, Ré, Mi e Mocinho Bonito.

Hoje é seu aniversário.
Parabéns do blog!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Nota importante

O jogador Ronaldo, ex- Fenômeno, acabou de dizer em entrevista que não existe mais o seu amor pelo time do Flamengo e o que disse anteriormente - que queria encerrar sua carreira no Flamengo, seu time do coração -não estava mais valendo. Ou seja: que encerrará sua carreira no mais recente time do coração, o Corinthians.

A Nação Rubro-Negra não ía querer isso. Mesmo se ele quisesse.

Despedir-se com nosso manto sagrado não é pra qualquer um.
A história registra, e bem, que só os grandes tiveram e terão esse privilégio.

Um 'causo' carioca


Um marido traído, entrou na Justiça carioca acusando o amante de sua mulher de calúnia e ofensa à honra, pedindo indenização por danos morais.
O que ele não esperava era o despacho do juiz Paulo Mello Feijó, do 1º Juizado Especial Cível do Tribunal de Justiça do Rio.
Na sua sentença, o juiz, que citou clássicos da literatura, como "Madame Bovary", de Gustave Flaubert, comparou o homem e a mulher de meia idade e os motivos de cada um para trair, dizendo que, em muitos casos, o marido relapso leva a esposa a buscar a felicidade em braços de outros.


Segundo escreveu o juiz na sentença(*)

"alguns homens, no início da 'meia idade', já não tão viris, o corpo não mais respondendo de imediato ao comando cerebral/hormonal e o hábito de querer a mulher 'plugada' 24hs, começam a descarregar sobre elas suas frustrações, apontando celulite, chamando-as de gordas (pecado mortal) e deixando-lhes toda a culpa pelo seu pobre desempenho sexual".
Este comportamento choca-se, segundo o juiz, com os anseios das mulheres na fase pré-menopausa, que
"desejam sexo com maior frequência, melhor qualidade e mais carinho - que não dure alguns minutos apenas".
Diante do descompasso, o juiz concluiu que as esposas têm dois caminhos: ou ficam deprimidas ou
"buscam o prazer em outros olhos, outros braços, outros beijos (...) e traem de coração".

Nesses casos, o pensamento é, segundo o juiz:
"Meu marido não me quer, não me deseja, me acha uma 'baranga' - (azar dele!) mas o meu amante me olha com desejo, me quer - eu sou um bom violino, há que se ter um bom músico para me fazer mostrar toda a música que sou capaz de oferecer!!!!".

Depois que a traição é consumada,
"um dia o marido relapso descobre que outro teve a sua mulher e quer matá-lo - ou seja, aquele que tirou sua dignidade de marido, de posseiro e o transformou num solene corno!", diz o magistrado.
No caso que chegou ao juiz, o marido, um policial federal, descobriu que a mulher o traía e resolveu, então, telefonar para o amante dela cobrando explicações. Ele teria feito ameaças ao rival, que, amedrontado, o denunciou à corregedoria da PF.
A polícia não manteve segredo do processo administrativo e o agente teria virado alvo de deboche dos colegas. Por isso, entrou com o pedido de danos morais.

O juiz não se comoveu. Diante das provas nos autos de que o policial perdoou a mulher, julgou improcedente o pedido de indenização.
Essa é a história de um marido traído que levou um puxão de orelha de um juiz.
(*)Reprodução do site G1

sábado, 17 de outubro de 2009

Carioca adora horário de verão

Claro que o efeito dos primeiros dias alteram o metabolismo, mas convenhamos, horário de verão no Rio é muito bom!

Voltar pra casa do trabalho ainda com dia claro, com aquela sensação de ter saído mais cedo, tempo pra pegar o comércio ainda aberto e para alguns ainda ver o por do sol no Dois Irmãos.

No alto verão, oito horas da noite ainda é dia e ficar na praia "durante a noite", caminhar pela Lagoa sem pressa, dizer boa noite com o sol ainda no céu é delicioso.

O horário de verão no Rio vale a pena! Aqui, a gente o aproveita. E, claro, economiza energia do país e gasta a nossa.

Que ele , mais uma vez, seja muito bem vindo!


Então, uma música que é a cara do verão carioca, Nós e o Mar, mais uma de Menescal e Bôscoli.

Clique e curta!

Em tempo: não esqueça de adiantar seu relógio à meia-noite!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Viva a Padroeira!

No início do mês estive em Aparecida, no Santuário Nacional.
E tirei essa foto . Que a sua imagem abençoe e proteja a todos!




*********

Aliás, aqui no Rio, na Ilha do Governador, existe a PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA , na Estrada Governador Chagas Freitas, 520, no bairro da Portuguesa.

Inaugurada em 1998, sua construção é toda em concreto, tijolos e alumínio, de arquitetura moderna, mas inspirada nas formas da arte cristã primitivas, com um  altar mór com pinturas que reproduzem o Rio Itaguaçu, em São Paulo, onde três pescadores acharam a imagem da santa em 1717.

No altar, a escultura da pomba do Divino Espírito Santo em relevo, e a imagem de Nossa Senhora Aparecida, réplica perfeita da que se encontra na Basílica Nacional, em São Paulo.


Foto/ Fotolog Ilhahoje- Reprodução

domingo, 11 de outubro de 2009

Recordações de Domingo

Há 50 anos, em 1959, na reta final das chanchadas era lançado mais um de seus clássicos:
o Homem do Sputnik





Mesmo sem os tradicionias números musicais, é uma divertida comédia - sob a sempre genial batuta do diretor Carlos Manga - que fala da "guerra-fria", com a crítica ao imperialismo norte-americano.

Através das peripécias de um homem simples que pensa que o satélite russo Sputnik caiu no telhado do galinheiro de sua casa ,e das perseguições por espiões de todos os tipos, damos boas gargalhadas até que a verdade venha à tona.

Com elenco primoroso- Oscarito, Cyll Farney ( também o produtor) , Zezé Macedo, Alberto Perez , Neide Aparecida , Hamilton Ferreira , Luis Gilberto Tozzi, Fregolente , Heloísa Helena , Grijó Sobrinho , Abel Pêra , Labanca, César Viola , Tutuca , Riva Blanche , Nestor de Montemar -teve ainda dois coadjuvantes especiais: Jô Soares, em sua primeira aparição no cinema e que nos créditos aparece como Joe , vivendo um espião americano; e Norma Benguell , então com 24 anos, uma clone de Brigite Bardot, em plena "era BB".


Eu já vi várias vezes. E você? Imperdível!

sábado, 10 de outubro de 2009

Dez anos sem Zezé Macedo...

Carlito de saia foi o apelido que recebeu de Oscarito e Grande Otelo, companheiros de impagáveis cenas de humor. De um tempo em que antes das tão aguardadas chanchadas da Atlântida, víamos notícias filmadas da semana, nas Atualidades Atlântida eos melhores do futebol no Canal 100 .
Zezé Macedo fez parte da troupe divertida que povoou minha infância, pois não perdia uma chanchada. Era quase sempre a arrumadeira, a camareira atrapalhada. Lembro, em especial, de uma cena do filme "De vento em popa", em que ela faz uma ricaça - das poucas vezes em que largou o companheiro espanador - e canta trechos de ópera com letras inventadas, junto com Oscarito. Sensacional!

No mesmo filme, em outra cena, com Heloisa HelenaFotos: reprodução/ internet


Zezé Macedo estreou no cinema em 1954, na fita "O Petróleo é Nosso",de Watson Macedo, atuou em quase cem filmes, e é, com certeza, um dos maiores mitos do cinema nacional.
A partir dos anos 80 viveu , na tv, as divertidíssimas " Biscoito" e "Dona Bela", essa na Escolinha do Professor Raimundo, onde repetia o o bordão "ele só pensa naquilo".

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Diz um ditado que primavera chuvosa, verão seco.
Então...o verão no Rio, promete!

Lá fora está chovendo, como diz a canção.

E como!


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Calçadão em estilo carioca, em Miami.



Demorou 20 anos para ser completado o calçadão desenhado por Roberto Burle Marx - estilo dos calçadões cariocas da orla - para cobrir doze quarteirões da Biscayne Boulevard, no Centro de Miami.

O resultado ficou lindo, conforme atesta a foto acima.

Não faltou motivação – a indicação do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 – para os brasileiros comparecerem à inauguração, que teve samba e capoeira.

O calçadão corre nas duas calçadas e no centro do boulevard por 12 quadras, da rua 2 Nordeste à rua 13 Nordeste, passando em frente à American Airlines Arena, estádio do time de basquete Miami Heat.


Fonte: blog Leia Junto(from USA)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009


Enviado pela amiga do RIO QUE MORA NO MAR, Marilene Dabus,
o vídeo do encontro musical sensacional, que conhecia do meu CD:

Miltinho e Ed Motta interpretando Luis Reis e Haroldo Barbosa.

video

domingo, 4 de outubro de 2009

Viva São Franciso de Assis!

O Rio de Janeiro também tem sua Paróquia de São Francisco de Assis. Ela fica no bairro do Rio Comprido, à Rua Caetano Martins, 42 e sua história começou há quase 65 anos atrás.

Paróquia de São Francisco de Assis - década de 40
" No dia 01 de janeiro de 1945 o Cardeal Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara, por decreto, criou 15 novas paróquias. Entre elas, a que viria ser mais tarde a Paróquia São Francisco de Assis da Estrela.
Há mais de 60 anos atrás o que é a Paróquia de São Francisco pertencia parte à Paróquia de Nossa Senhora da Salette, no Catumbi, parte à Paróquia Espírito Santo, no Estácio, parte a Paróquia de Santa Teresa. Quando foi criada, pensou-se o nome de São Pedro de Alcântara e nada existia no local para abrigar a futura Matriz.
Com a chegada dos Frades Menores Conventuais, oriundos da América do Norte, em 1946, sua Eminência não só concordou de cede-lhes a nova jurisdição como também em trocar-lhe o nome, dedicando a já criada paróquia a São Francisco de Assis.
Visitando o bairro, ladeado por morros, os Frades Americanos, hospedados na Casa dos Saletinos, no Catumbi, concluíram ser a Rua Caetano Martins, 42, o melhor local para a edificação de um templo provisório. A propriedade foi comprada e em menos de dois anos a
capelinha estava edificada.
No dia 02 de agosto de 1947 sua Eminência, o Cardeal Jaime de Barros Câmara consagrou e inaugurou a Paróquia de São Francisco de Assis da Estrela, agradecendo a Deus pela presença dos Frades Norte Americanos recém-chegados dos Estados Unidos para uma missão desafiadora junto aos morros locais. Era urgente fazer chegar a Palavra de Deus aquele povo que se aglomerava nas encostas, fugindo do interior para ganhar a vida na cidade grande.

O primeiro Pároco provisionado foi Frei André Ehlinger,OFMConv, em 31 de julho de 1947 e até 2005, a paróquia já teve a graça de ser administrada por 17 párocos, ajudando a escrever a história missionária desta Comunidade Paroquial.

Pelo pedido do Capítulo Provincial de 18 de junho de 1945, o Reverendíssimo Padre Provincial, Frei Daniel Lutz, OFMCOnv., acompanhado por Pe. Cirilo Orendac, OFMConv., vieram ao Brasil. Chegara, ao Rio de Janeiro no dia 23 de dezembro de 1945 em busca de missões ou outro trabalho de característica missionária. Hospedaram-se com os Padres Missionários da Salette, cujo Superior era Norte-Americano, Pe. Amos Francis Connor. Foram ter com o Sr. Em. Cardeal James de Barros Câmara, que os recebeu gentilmente e ofereceu uma nova Paróquia no Bairro do Rio Comprido. Aceitaram. Encontraram o terreno dos Carusos com um prédio espaçoso na Rua Caetano Martins, 42, o que serviria muito bem aos fins da Paróquia.
Custou Cr$750.000,00. O Conselho aprovou. Também foi decidido comprar a casa vizinha, número 48. Os Padres regressaram aos USA deixando o Pe. Connor para fazer os negócios. Constituiu-se a Associação Franciscanos Menores Conventuais para fazer os negócios. No dia 05 de setembro de 1946, Pe. Daniel, com 74 anos de idade, voltou ao Brasil com mais três frades para tomar posse e começar os trabalhos. Hospedaram-se com os Padres da Salette até os moradores deixarem a casa, o que sucedeu no dia 05 de janeiro de 1947. Os três padres foram: Pe. André, professor e bibliotecário no Seminário maior, com 37 anos; Pe. Bernardino, Coadjutor da Paróquia Santa Maria em Montreal, Canadá, com 33 anos e Pe. Herman Siebert, com 27 anos, professor no Ginásio de Trenton. Os três eram norte-americanos da Província da Imaculada."
( fonte: Paróquia de São Francisco do Rio de Janeiro)

Paróquia de São Francisco do Rio de Janeiro, nos dias atuais
*************

Hoje, também acontece a reinauguração do Parcão da Lagoa, o simpático parque BOM PRA CACHORRO - e pros que os amam também! - , lá na Lagoa, com campanha de adoção do Abrigo da Serra e Benção de São Francisco de Assis às 10:00 as 16:00 horas.

O Parcão da Lagoa Rodrigo de Freitas fica em frente ao Corte do Cantagalo .

No local também serão recebidas doações, haverá um bazar beneficente, venda de camisetas e adoção de animais.

IMPORTANTE!
Todos os animais disponíveis para Adoção são Dóceis, Saudáveis, Castrados, Vacinados e Vermifugados. Estão esperando por uma Família que possa lhes dar uma vida digna e muito amor!
Com certeza eles saberão retribuir com seu amor, sua fidelidade, amizade e companheirismo sem igual.


A Adoção é feita mediante entrevista e com a aceitação do Termo de Adoção, visando a Posse Responsável.

sábado, 3 de outubro de 2009

O Cantor das Multidões

Hoje é dia de recordar e celebrar Orlando Silva .

Nascido num dia 3 de outubro, esse carioca de Engenho de Dentro, tornou sua voz personalíssima e característica de um tempo.

Clique na imagem abaixo e veja o vídeo.


Nele, além da interpretação, interessante depoimento de Orlando Silva dado ao programa Ensaio, da TV Cultura, nos anos 70, sobre a verdadeira história da canção Carinhoso, seu grande sucesso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A TV de outro tempo

Hoje é o aniversário de Norma Blum. 70 anos.

A atriz carioca ingressou na TV Tupi e a partir de 1954, passou a integrar o quadro fixo de atores da emissora, tendo participado da maioria dos programas da época, como o Teatro de Comédia, comandado por Maurício Sherman, o Grande Teatro Tupi, dirigido por Sérgio Britto e Fernando Torres e o Teatrinho Trol, de Fábio Sabag.
Ah!... teatrinho Trol... que povoou minha infância.

Ah!... teatrinho Trol... de bruxas e princesas, castelos e florestas encantadas de papel e papelão, brumas de gelo seco e neve... de sabão, contando óperas e boas histórias do teatro e da literatura mundial.

Por quantas princesas e heroínas, interpretadas por Norma Blum, eu torci!

Durante uma cena no Teatrinho Trol, Norma Blum.
Detalhe: a sempre querida Bruxa, Zilka Salaberry

Parabéns e vivas a Norma Blum!

Quem é ...nas ruas do Rio


É a praça onde, outrora, ficava o Palácio Monroe, demolido em 1974, próxima à Cinelância e ao Obelisco.
A visão aérea, abaixo, a localiza e dá bem sua dimensão.


Mas o monumento a Mahatma Gandhi - em bronze e de autoria do escultor hindu Sankho Chanduri - é anterior à praça e foi inaugurado neste local , há 60 anos, em 1949, após sua morte em 1948.

Fotos_ Reprodução/internet

"O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não."

A frase de Mahatma Gandhi , que nasceu nesse dia 2 de outubro, há 140 anos, ainda hoje nos serve de grande alerta.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Pra ver e rever...

Esse show de criatividade e talento foi criado na década de 50 e na "munheca".
Clique na imagem abaixo e se delicie!