sábado, 29 de janeiro de 2011

Relíquia Culinárias de Machado de Assis


Não há dúvidas de que além de poeta, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário, Machado de Assis também era gastrônomo.

A obra de Machado de Assis ganhou um outro olhar. O apurado em banquetes, confeitarias e cafés que moldaram o paladar da sociedade carioca, no período entre o segundo império e o início da República.

A socióloga Rosa Belluzzo após dois anos de pesquisas em toda a obra do autor,além de obras literárias e relatos de viajantes como Jean-Baptiste Debret, Carl Seidler, Adèle Toussant-Samson, Ina von Binzer, Daniel Kidder, Maria Graham e John Luccock escreve sobre o olhar na gastronomia – restaurantes, confeitarias, cardápios, iguarias e livros de receitas da época, tema tão presente em seus romances e crônicas. Fala da presença marcante da alimentação como mediadora das transformações, de uma etnografia do gosto na obra do maior nome da literatura nacional.

“Machado de Assis, relíquias culinárias” (Ed. Unesp), com prefácio de Carlos Lessa,  apresenta o bruxo do Cosme Velho como um crítico gastronômico ácido atento às mudanças na vida urbana carioca. Avesso aos estrangeirismos culinários, acompanha a tendência de publicação de livros de culinária como “Cozinheiro Nacional” e “Dicionário do Doce Brasileiro”. Critica a introdução do roast beef, do croquete, do sandwich e das bouchées de dames. Preferia os sabores da terra e as velhas tradições de seu país. Comentava com sarcasmo as influências francesas e inglesa nos hábitos da elite.

Quando o assunto era o resgate das tradições culinárias do Rio, Machado enaltecia com fervor o lançamento de mais um título brasileiro. Um ano antes do lançamento de “O Confeiteiro Popular”, o escritor publicou em 2 de junho na revista O Cruzeiro a seguinte crítica: “É fora de dúvida que a literatura confeitológica sentia necessidade de mais um livro em que fossem compediadas as novíssimas fórmulas inventadas pelo engenho humano para o fim de adoçar as amarguras deste vale de lágrimas”. No mesmo texto ele diz que “o princípio social do Rio de Janeiro é o doce de coco e a compota de marmelos”.

Rosa passeia por Machado pinçando evidências que comprovam que a alimentação é capaz de dar conta de fenômenos socioculturais. Durante os séculos XIX e XX, a então capital do Brasil passou por uma profunda evolução gastronômica. E tal mudança não passou despercebida ao boêmio e frequentador privilegiado da boa mesa.
O livro também reúne 25 receitas que compõe uma miscelânea da influência européia que tanto combateu o autor. Do croquete de carne ao bouillabaisse; dos pastéis de nata ao sorvete de pitanga. Não há dúvidas de que além de poeta, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário, o também bruxo do Cosme Velho era gastrônomo. Suas sobremesas preferidas eram cocada amarela e mãe-benta, chocolat à la creme ou bouchées des dames.

Nessa abordagem do cotidiano, a cozinha doméstica tradicional foi sacudida pela inovação, com jantares de cerimônia adornados com toalhas de linho bordadas e louças de faiança (forma de cerâmica branca). De acordo com a socióloga, era na sala de jantar onde repercutia a educação e o refinamento dos anfitriões. “Também afloraram, na capital brasileira, os restaurantes, acompanhando o projeto civilizador que acompanhou as transformações urbanas e sociais entre Segundo Império e da República”, explica.

A autora conclui que Machado de Assis reflete em sua obra o estado de espírito e uma virada na história do gosto da sociedade carioca do século XIX. “As suas crônicas e romances fornecem um reflexo da sensibilidade gastronômica e as mudanças de hábito”, completa. Da mesma forma que Machado era um entusiasta das publicações nacionais, é pertinente se alegrar com mais esta publicação por reconstruir a memória e a identidade alimentar no Brasil. Ao valorizar títulos como estes de Rosa, tem-se a oportunidade de preservar tradições, reconhecer tendências, inovar e consolidar a gastronomia local


Fonte:Pimenta Malagueta

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

RIO... A MELHOR CIDADE

Praia de Ipanema, o lindo desenho do calçadão e seus belos coqueiros

Mais uma vez o mundo se rende aos encantos cariocas.

Referência nos quatro cantos do planeta em design e estilo de vida, a conceituada revista inglesa Wallpaper elegeu o Rio de Janeiro a ‘Melhor Cidade de 2011’, desbancando Chicago (EUA), Hong Kong (China), Johannesburgo (África) e Oslo (Noruega). Os detalhes do prêmio — um dos mais cobiçados internacionalmente —, serão publicados na edição da revista de fevereiro.


Orgulhosos, os cariocas já celebram a conquista, enquanto governantes e empresários vislumbram a vinda de ainda mais turistas. Visitantes estrangeiros, por sua vez, não escondem o amor pela cidade.

Além de referências a moda, belezas arquitetônicas e naturais, e à simpatia dos moradores, o rigoroso júri da revista destacou a pacificação das comunidades como ponto positivo para eleger a cidade. Os projetos arrojados para a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, também foram reconhecidos pela publicação.

A Cidade Maravilhosa recebeu outra condecoração importante em 2007, quando o Cristo Redentor foi anunciado, em primeiro lugar, como uma das sete novas maravilhas do mundo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

FLAMENGO CAMPEÃO!


Flamengo comprova mais uma vez que é  celeiro de craques.

Belamente,
acaba de vencer a
COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL JUNIOR
com a garotada-craque.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

TITO MADI



Uma amiga do RIO QUE MORA NO MAR me mandou o seguinte recado:

  • Em visita ao Blog gostei muito de ouvir as 3 músicas,mas em pesquisa procurei a presença de Tito Madi  e há ausencia...sinto falta de suas músicas que marcaram momentos de minha vida...vc poderia atender-me???

Confesso que concordo que Tito Madi já deveria estar por aqui no blog. Pra mim, também uma das vozes mais gostosas de se ouvir e uma linha de composição ímpar.


Então, Maria do Carmo aí está.

Se formos listar vozes que marcaram os anos 50, lá estará a de Tito Madi. Conheci através do disco em 78 rpm, de 1957, contendo a valsa "Chove lá fora" e "Gauchinha bem- querer", de sua autoria, que tocava na radiola lá de casa, na minha infância.




Mais tarde, me apaixonei por Não Diga Não, Cansei de Ilusões, Ternura Antiga. Outra composição que adoro é Balanço Zona Sul, que  embalado pela Bossa-Nova, em 1966 , lançou no LP "Balanço zona sul e outros sucessos" com arranjos de Eumir Deodato.


Curta abaixo um vídeo com a gravação original. As imagens não estão boas, mas o som é sensacional!
E o piano de Eumir Deodato é um luxo à parte.






domingo, 23 de janeiro de 2011

Recordações de Domingo...Avenida Epitácio Pessoa...


Postal que mostra a avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa, em pista única, 
à altura da Rua Vinicius de Morais
-  à época Rua Montenegro -
praticamente só de casas.


A duplicação  da Avenida Epitácio Pessoa
ocorreu no final da década de 1960.

Atenção para o detalhe:
pequena "praia", com areia branca,
que ali existia.

Coisas de um Rio de outros tempos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

NOSSO PADROEIRO SÃO SEBASTIÃO...




 RIO DE SÃO SEBASTIÃO,
Acaba num instante com qualquer tristeza

RIO DE SÃO SEBASTIÃO,
um eterno se fazer amar

RIO DE SÃO SEBASTIÃO,
que é sol, é sal, é sul

RIO DE SÃO SEBASTIÃO,
que se faz alegre como a luz

NESSE RIO QUE MORA NO MAR, 
Com a licença de Menescal e Bôscoli,
com versos dos seus versos,
damos graças ao padroeiro!


SÃO SEBASTIÃO
ROGAI POR NÓS!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Solidariedade

A  simpatia da Banda de Ipanema nesse sábado se soma à solidariedade.

A partir das 10h, a Banda de Ipanema estará concentrada na Praça General Osório, em Ipanema, para recolher donativos que serão entregues às vítimas das chuvas na Região Serrana, que já deixou mais de 500 mortos.

Um ônibus estará estacionado na rua Jangadeiros para receber as doações da população, que pode levar itens como alimentos não-perecíveis, água mineral, colchonetes, produtos de limpeza e de higiene pessoal.

Tradicional bloco de carnaval de rua do Rio, a Banda de Ipanema participará da ação social, batizada de "Parada Solidária", até as 20h.

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Animais também são vítimas da tragédia!!!


Centenas de animais têm sido encontrados mortos, soterrados ou levados pela enxurrada. Entidades protetoras se empenham em campanhas para resgatá-los e arrecadar doações.

“O sítio onde abrigo cerca de 300 cães está ilhado. Muitos morreram, e o muro que sustenta os canis está ameaçado de cair”, conta Maria Elizabete Filpi, da ONG Estimação. Doações para o abrigo podem ser feitas no Banco Itaú (Ag. 6103, c/c 19918-5).

“Os bichos estão sem dono, sem comida e urrando de dor. Pedimos a quem encontrar um perambulando que cuide temporariamente dele e depois o entregue a uma ONG”, apela a protetora Débora Bastos.

No RIO, doações de ração e medicamentos podem ser feitas na Pet Store (R. Senador Vergueiro 177 Lj D, Flamengo)  e em outros endereços no link ao lado.

 PEDIMOS
para que você
 não ignore os animais nessa tragédia.
Eles precisam de você.
Afinal os animais não têm voz,
não votam
e não vão fazer reclamações públicas na mídia.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ipanema mais uma vez

Foto de 1966 - Reprodução

O lugar é o Castelinho, em Ipanema. 

O carro é um Chrysler 1958.

A garota é a  Hildegarde Angel quando jovem ainda.

Os garçons são...

" o Mário Furreca, o Amintas de Melo, o Bozó e o Capenguinha.
A pessoa sentada é o freguês Nonô de Barros
e ...atrás dele ...
a saudosa cozinheira Etelvina de Jesus."

Descrição precisa de um amigo que viveu e conviveu por ali.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ipanema com chuva

A Praia de Ipanema em 1950 em dias chuvosos como os de hoje.
Que nuvem preta, não?


sábado, 8 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um voo sobre o Rio de 1931

Reprodução_Internet

Em  1931 chegava ao Rio de Janeiro a esquadrilha  - Crossiera Atlantica - de Italo Balbio.
A Crociera Atlantica, foi um feito da aviação italiana, quando 11 hidroaviões Savioa Marchetti
(modelo de 30 toneladas e 12 motores ) viajaram da Italia até o Brasil.





Este hidroavião ganhou status de verdadeira lenda em sua época e seu último exemplar ainda existente em todo o mundo encontra-se hoje no Brasil, restaurado, e em exposição Museu Asas de um Sonho, da cidade de São Carlos, interior de São Paulo.




sábado, 1 de janeiro de 2011

Destaques de 2010

Muitas são as listas  sobre o ano que passou.

A nossa não se preocupou com super vendagens, faturamentos, mas sim com a qualidade do que foi produzido pela cidade. Como o tema RIO DE JANEIRO foi mostrado e tratado.

Assim, a todos, PARABÉNS !!!


E nosso selo
DESTAQUE RIO QUE MORA NO MAR 2010
a cada um





 1.  DESTAQUE RIO QUE MORA NO MAR 2010 LIVROS


  • ARTE AMBIENTE CIDADE,
    da museóloga Mariana Vazea e do arquiteto Roberto Ainbinder.

O livro cataloga 570 obras criadas desde o século XVIII.






ARABES NO RIO DE JANEIRO: UMA IDENTIDADE PLURALde Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto

Histórias surpreendentes sobre a chegada dos árabes no Brasil, o contexto de origem desses imigrantes, a ocupação espacial no Rio de Janeiro, bem como as atividades econômicas por eles exercidas na cidade. 





 2.  DESTAQUE RIO QUE MORA NO MAR 2010 SHOWS / DVD

  • Baile do Simonal
    Show  relembrando grandes sucessos de Wilson Simonal na interpretação de cantores da atualidade.  Aplausos para os sensacionais(!!!) arranjos de Max de Castro. As faixas de Simoninha cantando Tributo a Martin Luther King e Sandra de Sá cantando Balanço Zona Sul são de arrepiar!





  • Sou Eu - Diogo Nogueira ao vivo 

Gravado em julho no Vivo Rio,  mostra Diogo Nogueira  ao lado de convidados especialíssimos, bailarinos e músicos de primeira linha.








3.  DESTAQUE RIO QUE MORA NO MAR 2010  CDs


CD  - Declaração com Wanda Sá e Roberto Menescal 

Revisita o histórico LP “Wanda Vagamente” (1964), primeiro trabalho arranjado e produzido por Roberto Menescal e primeiro disco solo de Wanda Sá.


CD  - Samba Valente com Dora Vergueiro -

Dora Vergueiro como compositora e cantora em faixas saborosas, muito ritmo e arranjos sob medida.









4.  DESTAQUE RIO QUE MORA NO MAR 2010    FILME DOCUMENTÁRIO


 NO BALANÇO DE KELLY, de Andre Weller
 
Curta sobre o grande compositor carioca João Roberto Kelly,  suas histórias, suas músicas.




5.  DESTAQUE RIO QUE MORA NO MAR 2010  AÇÕES

  • Homenagem ao Rio no Dia do padroeiro, São Sebastião, no Aeroporto Tom Jobimcriação TAP e Infraero



  • Abraço do Cristo - em outubro de 2010
    criação Fernando Salis


6.  DESTAQUE RIO QUE MORA NO MAR 2010  RESTAURAÇÕES PELA CIDADE

  • Recuperação da Vegetação Nativa da Orla Carioca
  • Theatro Municipal
  • Cristo Redentor

7.  DESTAQUE RIO QUE MORA NO MAR 2010  PROGRAMAS DE TV


  • Programa Sarau - 80 anos do compositor Elton Medeiros - GloboNews

  • Programa Starte -   Entrevista com o compositor Nei Lopes, em sua casa em Seropédica - GloboNews


8.  DESTAQUE RIO QUE MORA NO MAR 2010  COMERCIAL


Comercial das Sandálias Havaianas, com o ator Marcos Palmeira em uma roda de samba, onde alguém da roda responde a uma "fala politicamente correta" com a palavra "tristeza", a roda se anima e canta " tristeza, por favor vai embora...". lindo samba, grande sucesso do carnaval de 66, de Haroldo Lobo (em parceria com Nilton de Souza, o Niltinho Tristeza) no ano de 2010, do seu centenário.  



9. DESTAQUE RIO QUE MORA NO MAR 2010  JORNALISMO 
  • Jornalistas Márcio Gomes e Ana Paula Araújo que deram um show de profissionalismo em horas de cobertura, em novembro, no episódio da retomada pelas forças de segurança dos complexos da Penha e do Alemão.
 
10.  DESTAQUE RIO QUE MORA NO MAR 2010  INTERNET



  •  o Jovem Renê e amigos do Complexo do Alemão
Renê Silva dos Santos, 17 anos(à direita na foto), adolescente do Complexo do Alemão que com seu twitter narrou  , em tempo real, informações sobre a invasão  e o cotidiano da favela durante a invasão das forças de segurança em novembro.


Sua iniciativa  - o jornal A Voz da Comunidade - conta com a ajuda dos amigos Jackson Alves, 13, Débora Mendes Lima, 11, e Igor Santos, 15.


DESTAQUE RIO QUE MORA NO MAR 2010  MENÇÃO HONROSA
  • a D. Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro.

Em 2010, d. Orani inovou.

Dono de um estilo diferenciado de seus antecessores, ele aceita de bom grado participar de festas populares , está conectado às redes de relacionamento mundiais (como Orkut, Facebook ) e mantém a rotina quase diária (incluindo os fins de semana) de celebrar missas nas mais variadas paróquias.


Levou a imagem peregrina de São Sebastião a percorrer a cidade por 10 dias, despertando a fé e a emoção em devotos e admiradores do Santo; participou da tradicional festa do aniversário da cidade  promovida na Rua da Carioca.

Após a pacificação do entorno, o Santuário da Penha recebeu,pela primeira vez, a Missa de Natal. A celebração foi por ele presidida .
No Santuário Cristo Redentor comemorou a virada do ano.  No alto do Corcovado, o Arcebispo Dom deu a benção e celebrou uma missa.


RIO QUE MORA NO MAR,
NA TERRA E NO CORAÇÃO
DE TODA ESSA GENTE,
QUE FEZ A CIDADE MAIS MARAVILHOSA!