sábado, 26 de fevereiro de 2011

No Carnaval de 81 só deu Lalá

Continuando o passeio pelos carnavais...

....há 30 anos atrás, em 1981, era um tempo em que os desfiles das escolas de samba se davam em um único dia . Os primórdios da Marquês de Sapucaí , ainda somente uma rua interditada - anterior ao Sambódromo - como passarela dos desfiles, que se fechava,  e arquibancadas, camarotes de madeira eram montados, e tapadeiras de separação com a rua.

Eram 14 escolas desfilando. Ufa! Começaram em torno das 20:00 horas de domingo e ...pasmem!... terminaram às duas horas da tarde de segunda-feira. Uma verdadeira maratona.
Saímos de lá, mesmo depois de 18 horas, suados, extasiados, felizes. Quem viu há de concordar comigo.



Foi um grande desfile. Tempos de uma Sapucaí que era invadida através das horas, o povo afunilava a passarela e os carros tinham difícil manobra.

Foi em 1981, que aos gritos de É campeã! a Imperatriz Leopoldinense  - sob um sol escaldante da manhã  -  se consagrou com o seu lindo Tra-lá-lá. Lamartine Babo contado e cantado através do enredo do genial Arlindo Rodrigues, que conquistava o bi.

Neste palco iluminado...Só dá lalá ...



Recordo que quando passou esse trenzinho me emocionei. Ficou difícil cantar . Engasguei. O desfile nessa altura era aplaudido seguidamente, fato raríssimo que não se repetiu igual.

A letra pra recordar...
Neste palco iluminado
Só dá lalá
És presente imortal
Só dá lalá   (bis)
Nossa escola se encanta
O povão se agiganta
É dono do carnaval
Lá lá lalá Lamartine
Lá lá lalá Lamartine
Em teu cabelo não nega
Um grande amor se apega
Musa divinal
Eu vou embora
Vou no trem da alegria
Ser feliz um dia
Todo dia é dia  (bis)
Linda morena
Com serpentinas enrolando foliões
Dominós e colombinas
Envolvendo corações
Quem dera
Que a vida fosse assim
Sonhar, sorrir
Cantar, sambar
E nunca mais ter fim

O Carnaval de 81 marcou, também, a despedida da voz de Roberto Ribeiro - o grande inovador na maneira de cantar e incentivar os componentes -  como puxador da Império Serrano. Ao contrário dos dias atuais, nunca mais puxou samba de escola alguma, pois seu coração era imperiano. Outros tempos.

Os sucessos da música de Carnaval dos anos 80 tiveram uma característica peculiar: passaram a sair apenas da televisão.
Assim aconteceu com a marcha Balancê, de João de Barro e Alberto Ribeiro, de 1937 -   música  gravada  no meio de ano por Gal Costa em 1980  -  uma das mais cantadas no Carnaval de 1981. Outro exemplo, se deu com a grande popularidade de Chacrinha, que somou-se à parceria do experiente compositor João Roberto Kelly , transformando a marcha Maria Sapatão no maior sucesso do Carnaval de 1981.

O Baile de Gala Oficial da Cidade - que se destacava por presenças vips -  não era mais no Municipal. Em 1981 aconteceu  no Canecão, onde ficou até 84.
  


Aliás nesse baile, aconteceu uma presença misteriosa em um dos camarotes.
Zum, zum, zum rolando lá dentro fomos tentar identificar quem era em um dos camarotes.
Qual foi nossa surpresa? Era o Rei Roberto Carlos, à época casado com Miriam Rios, ambos com os rostos cobertos pelas fantasias. Na saída, seguranças formando um cordão. Um frisson!

 Muitos não acreditaram quando contamos, mas a Revista Manchete fez o registro e confirmou  nossa história.


Outros bailes também foram sensação.

O Baile do Regine´s...
Para os mais novos, na década de 80, no subsolo do extinto Hotel Méridien, no Leme, funcionava a filial carioca da mundialmente famosa boite parisiense REGINE´S, que tinha Régine Choukroun, sua proprietária. O seu baile de carnaval era disputado por vips e considerado um dos mais chics da época.

À esquerda, Régine , de cartola e plumas, ao lado de Pelé

 
Baile das Atrizes, no Hotel Glória...

Nas fotos da revista Fatos&Fotos,acima, o humorista Costinha, Nick Nicola com Lilian Fernandes, Alcione Mazzeo, à esquerda e, à direita, o ator Walmor Chagas entre atriz Lidia Brondi, “Rainha das Atrizes” no carnaval carioca de 1980, que passou a coroa para a nova “soberana” de 1981: a atriz Joana Fomm.




O Baile do Monte Líbano,  onde os holofotes estiveram voltados para o casal Xuxa e Pelé.




Uma curiosidade do Carnaval de 1981 
Nesse ano apareceu uma inovação no samba que é destaque até hoje:mulher à frente das baterias.
Adele Fátima foi pioneira. Como a primeira mulher à frente das baterias, comandou com com personalidade os ritmistas da Mocidade Independente de Padre Miguel.
O posto de rainha de bateria só foi criado alguns anos depois.




terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Fazendo xixi na rua

É este o primeiro registro iconográfico de um mau hábito :
fazer xixi na rua, onde bem lhe aprouver.

Aquarela de Jean Baptiste Debret

Com efeito, não são poucos os viajantes que se referem à sujeira das ruas do Centro do Rio no início do século XIX. As casas não tinham banheiros. No máximo, uma “casinha” no quintal, cuja fossa era limpa à noite por um escravo, o qual recolhia o conteúdo em tonéis de barro e depois conduzia esse “cabungo” na cabeça até a praia ou terreno baldio mais próximo, onde era feito o despejo. Como, freqüentemente, esse tonel vazava e tingia o infeliz de malcheirosas manchas, o povo apelidava esses pobres escravos de “tigres”.

A urina, por sua vez, era despejada das janelas das casas em urinóis, em plena rua. Uma lei de 1776 obrigava apenas ao arremessante a bradar antes a advertência: “água vai!”.

Quanto ao povo, este se desobrigava em qualquer lugar. Não existiam pudores ou restrições. Afinal de contas, eram poucas as mulheres que saíam às ruas e, quando saíam, era aos domingos, e sempre acompanhadas de seus maridos ou pais. Nas ruas do Rio, no dia-a-dia de 1800, somente homens e escravos perambulavam. Para piorar a situação, o mau exemplo vinha de cima. Vinha do próprio Rei!

D. João VI comia muito, muito e mal. Diabético e doente, nem por isso se continha à mesa, devorando, por vezes, de quatro a seis frangos por refeição. Quando o Rei partia do Palácio de São Cristóvão em direção ao Centro, em sua carruagem não poderiam faltar um urinol, penico e os respectivos criados responsáveis pela sua higiene. No trajeto, a carruagem parava ao menos duas vezes. Quando era a vez do Rei “obrar”, a carruagem estancava, um criado montava o “trono” portátil e a guarda cercava Sua Majestade, impedindo os curiosos de ali passar. D. João sofria de flatulência, soltando gazes em todas as ocasiões, solenes ou não. Coitado do criado que esboçasse um riso ou gracejo. Seria cortado do serviço no Paço!

Vieira Fazenda, historiador carioca, relata o caso duma procissão de Corpus Christi em que o Rei arriscou um flato e este veio “acompanhado”; o que obrigou D. João a correr para uma casa na Rua Direita (atual Primeiro de Março), atrás de um “trono”. D. Pedro I herdou esse problema. A diarréia histórica mais famosa que conhecemos é a que acometeu o Príncipe, às margens do Riacho Ipiranga, em São Paulo , a 7 de setembro de 1822. Os historiadores citam que a viagem se retardara muito porque D. Pedro tinha de “...se apear do cavalo de meia em meia hora para obrar”. Estava nessa situação quando o correio Paulo Bregaro lhe entregou as cartas do Conselho de Estado, que pediam nossa Independência. D. Pedro se conteve como pôde, reuniu a guarda, informou-os da situação e deu o famoso brado que nos libertou de Portugal.

Em 1824, D. Pedro I assistia a uma parada dos soldados mercenários alemães na Fortaleza da Praia Vermelha, quando pediu desculpa aos oficiais, se agachou perto dum muro e “obrou” na frente dos embasbacados militares. Um desses militares alemães escreveu um diário onde relata que, quando ainda jovem, o Príncipe D. Pedro costumava urinar do alto da varanda do Palácio de São Cristóvão nos soldados que passavam embaixo. Nas cartas que enviou à sua amante, Marquesa de Santos, D. Pedro cita por várias vezes seus problemas gástricos. Numa missiva do Imperador datada de 13 de dezembro de 1827, existente no acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, ele conta que “...Cheguei à casa, tomei a tisana (remédio) e obrei até agora cinco vezes e muito.” Noutra carta, esta sem data, mas igualmente da coleção do IHGB, ele conta que “...Eu não passei muito bem... ...depois obrei e agora estou perfeitamente bom...” Nem todas as cartas de D. Pedro eram assim. Numa delas, datável de julho de 1826, ele até escreveu no envelope um poema à sua amada:

“Este lindo passarinho canta,”
“brinca, pica e fura,”
“mas quando torna a repicar,”
“é mais doce a pica dura.”

A Marquesa era até informada dos problemas coprológicos das filhas do Imperador. Na carta datada de 23 de setembro de 1827, da coleção Caio de Mello Franco, D. Pedro relatava que a filha de ambos, Duquesa de Goiás, “...tomou um purgante de óleo de mamona, com que obrou três vezes e deitou uma lombriga.”

Afinal, no meio dessa literatura “tão romântica”, D. Pedro pediu perdão à sua Marquesa pelos assuntos tão particulares assim relatados, justificando-se, na carta de 13 de dezembro de 1827, de que nele “A fruta é fina, posto que a casca seja grossa”.



Fonte: Milton Teixeira, historiador

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Google escolhe desenho de uma carioca!

O desenho vencedor com a logomarca do Google  - Doodle 4 - feito por crianças de até 15 anos com o tema "O Brasil do Futuro" foi da carioca Maria Luiza Carneiro de Faria, de 10 anos, da turma 53 do 5º ano do Colégio Santo Inácio.



Foto: Danilo Motta / Agência O Dia


Junto com o desenho, ela teve que enviar um texto que traduzisse a imagem:
"No Futuro do Brasil eu espero sucesso nas olimpíadas e na copa também, espero muito desenvolvimento, muito progresso sem esquecer da natureza que no Brasil é tão linda e tão importante para todo o mundo"

O desenho ficará exposto na página inicial do Google durante toda a quarta-feira, dia 16 de fevereiro.








Endereço: Av. Vieira Souto... continuando

Início dos anos 50/ Postal /reprodução
Avenida Vieira Souto à altura do atual Posto 10


Dizem que pode existir outro endereço tão charmoso quanto.

Mas a "rua da praia de Ipanema" já definiram como a que " tem um estilo único de vida, que mistura descontração e status, grifes com chinelos de borracha, vidros blindados e água-de-coco".

Na avenida Vieira Souto tudo é superlativo. Um apartamento  para a eterna e esplêndida vista da praia, e as Ilhas Cagarras mar adentro,custa entre 3  e 30 milhões de reais e taxa de condomínio,  média, de 4 000 reais.
A Vieira Souto,  uma homenagem ao engenheiro que projetou as ruas quando o bairro foi urbanizado, no fim do século XIX, começou a nascer quando a saturação de Copacabana levou a expansão imobiliária ao que era, até então, um pacato bairro de praia.

Vieira Souto, anos 30
Foto Internet/ reprodução

As construções originais da mais cara avenida do país foram casas e depois pequenos prédios de no máximo quatro andares, onde durante anos apenas dois edifícios destoavam : o Castelinho, o casarão neomourisco do cônsul sueco Johan Edward Jansson, inaugurado em 1904, e o JK, moderno prédio de cinco andares cujo tríplex serviu de residência ao presidente Juscelino Kubitschek e sua família pouco antes de Brasília.

Castelinho

Hoje dominam  os prédios de fachadas envidraçadas. São 800 cobiçados endereços de gente tradicional  e, também, de emergentes,  e o calçadão da praia  mistura  famosos,  ipanemenses das paralelas e transversais do bairro, forasteiros que vem de longe em busca do sol e do corpo saudável, nas caminhadas e corridas ao longo de seus 2,2 quilômetros.

Recentemente o último terreno da Vieira Souto - esquina com a Epitácio Pessoa - onde funcionou durante décadas o lendário Postinho (de gasolina) também ganhou um prédio. E colado à calçada, o projeto de restauração devolveu a vegetação nativa.
Mas a tradição, na avenida, também permanece.  Lá está o palacete da família  de Álvaro Alvim, apesar da reforma ter desfigurado sua arquitetura original.



Casa da família Alvim, sua arquitetura original


Também, nos seus 12 mil metros quadrados de área verde,  o Rio de Janeiro Country Club desde 1916, que começou com um grupo de ingleses e americanos,  funcionários da Light e da Botanical Gardens, e que por sua causa, a Light levou a linha do bonde, em 1922, pelo bairro até perto do Jardim de Alá, região que mais tarde ficou conhecida como Bar 20.


Vista áerea do terreno do clube nos anos 20
e suas quadras de tênis.
Foto internet/ reprodução

A curiosidade é que a nobre avenida nunca foi o endereço do clube, pois a praia ali  em frente, à época, era tida como ruim para o banho de mar. Daí ,o endereço registrado Rua Prudente de Morais nº 1597, que se manteve. O clube que começou com vinte e poucos sócios - e não chegou aos mil -  é exclusivo e conservador. Ainda submete os candidatos a sócios, a uma avaliação. Quem não se encaixa, leva bola preta – que, aliás, é um cubo e não uma bola.

Coisas da avenida mais charmosa da cidade.



domingo, 13 de fevereiro de 2011

Endereço: Avenida Vieira Souto, Ipanema

A foto acima é do início dos anos 70,
mostrando uma mansão do começo do século XX, 
na Avenida Vieira Souto.
Ficava no terreno que hoje é ocupado pelo edifício Cap Ferrat,
 entre as ruas Garcia D´Ávila e a Anibal de Mendonça

Edifício Cap Ferrat


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Última casa da praia do Leblon

Sandra Villela Polônia mora na Avenida Delfim Moreira, 558, em frente à praia do Leblon desde que nasceu, quando o lugar era um “bairro de pescadores”, como ela mesma define. Algumas décadas depois, a região é a mais valorizada do Rio, mas Sandra e sua família resistem a seguidas ofertas milionárias pelas casas geminadas de dois andares, construídas pelo avô na década de 1930. São as últimas casas da praia do Leblon, cobiçadas por incorporadores para construir um prédio.
“Dinheiro não compra tudo. Não compra paz, tranquilidade”, afirmou. “Para quê vender a casa? Apartamento nós já temos. Comprar um apartamento de luxo, com o condomínio altíssimo? Não vou morar lá. Meus filhos queriam morar em um apartamento: arrumei um de quatro quartos no Leblon, suíte, vaga na garagem, mas eles ficaram de orelha em pé. Disseram: ‘Ah, a casinha é melhor’. Não têm vizinhos, de dar satisfação a ninguém...”, disse a médica Sandra, casada com Marcos Antonio Lima Polônia, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.
A construção é simples e não particularmente bela nem grande. Espremidas entre dois prédios, entre as ruas João Lira e José Linhares, as casas brancas e de janelas marrons formam um conjunto só, à primeira vista, embora tenham duas portas de entrada e duas garagens.
O terreno é de 326 m2, mas com a especulação imobiliária, dois especialistas de grandes incorporadoras – que pediram para não ser identificados – estimaram entre R$ 50 mil e R$ 60 mil o valor do m2 naquele trecho da Avenida Delfim Moreira. Isso equivaleria a um montante entre R$ 15 milhões e R$ 19,5 milhões pela área, que poderia ser usada para a construção de um edifício de até cinco andares mais cobertura, um apartamento por piso, de acordo com o gabarito autorizado ali.
Um dos profissionais do mercado imobiliário se surpreendeu ao descobrir que a casa não estava sob restrições de demolição da APAC (Área de Proteção do Ambiente Cultural), medida da Prefeitura do Rio para preservar conjuntos urbanos representativos de diversas fases de ocupação da cidade. No mercado, a casa é tida como "Invendável".
A casa foi construída originalmente nos anos 1930 pelo avô de Sandra, um mineiro de Juiz de Fora que comprou o terreno no então areal do Leblon, fez a casa e depois voltou para a terra natal. Foi uma das primeiras do bairro, diz Sandra. “Ficamos, e o progresso chegando”, diz.

O imóvel, que conserva por fora a aparência original, fica a maior parte do tempo com as janelas fechadas, para evitar a entrada da maresia. As casas funcionam como um elo de ligação da família e serve de lar para três gerações. “Papai não quer vender. Ele e mamãe [filha do construtor] também não querem sair da casa. Somos de uma família mineira, reservada. Chegamos antes do ‘progresso’ do Leblon, quando ainda era um bairro de pescadores. Moro na casa desde que nasci e continuo morando”, afirmou.

Para os moradores do lugar privilegiado, o pior momento desse “progresso” aconteceu nos anos 1970, quando houve obras nos terrenos laterais, por anos seguidos. “Entrava muita barata e rato na casa.”

Satisfeita de ter vista para a praia no bairro nobre do Rio, Sandra preferiria que a casa fosse invisível. “Finge que passou ali e não viu a casa... Que a árvore estava na frente e a escondeu. Queremos ficar em paz, sem ninguém aborrecendo e não ficar em foco”, disse, ao repórter.
FONTE: Rafael Gomide, UltimoSegundo/IG

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

COLEGIO ANGLO-AMERICANO, na Praia de Botafogo.

A cidade tem uma história rica de colégios que marcaram.
Já falei aqui do GINÁSIO SÃO MARCOS, tradicional colégio que existiu no bairro do Flamengo.

Hoje o espaço é do ANGLO AMERICANO, no bairro de Botafogo.


A curiosidade desta foto, de 1949
do fotógrafo alemão Kurt Klagsbrunn ,
 é que mostra o povo fazendo fila,
que passa pela porta do colégio
 - palacete atrás dos pinheiros -  
para entrar na Loja SEARS ROEBUCK,
pouco adiante, na mesma calçada,
que estava sendo inaugurada.

Este colégio começou do idealismo da professora inglesa Marguerite Coney  que veio para o Rio para lecionar na "Graded School", que não aceitava crianças brasileiras. Como este fato a desagradava, fundou seu próprio colégio, em 1919, no prédio alugado à Light, na Praia de Botafogo nº 482.

Em 1929 Miss Coney transferiu seu colégio para o nº 374 da Praia de Botafogo, antigo palacete do Barão de Alegrete, onde até 1927 estivera o Colégio Aldridge, para meninas.


Foto: reprodução Internet


Durante a 2º Guerra Mundial, com a a nacionalização, por decreto, das instituições estrangeiras por Getúlio Vargas,  o British American School muda seu nome para Colégio Anglo-Americano e a direção passa para o Dr. Frederico Ribeiro.

As décadas de 50 e 60 foram gloriosas para o Anglo-Americano, na prática esportiva, destacando-se, principalmente, nos “Jogos da Primavera”. A piscina do Anglo ficava no fundo do terreno , onde a garotada fazia aulas de natação e trampolim. O Anglo era considerado o colégio dos esportes. Tinha tambem um ginásio maravilhoso.

O colégio ali funcionou   até 1974, quando o estabelecimento de ensino  fechou as portas  e se transferiu para a Rua General Severiano, em um casarão, ex-convento arrendado.

O palacete foi vendido , colocado abaixo, criminosamente, se perdendo um pedaço da memória carioca. Ali existe um prédio todo em vidro fumé, que foi à época de sua construção, apelidado de Idi Amim.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ainda falando de praias...

Ultimamente, as praias  da Zona Sul carioca estão precisando de uma reflexão para sua utilização.

Na trilha de que tudo hoje em dia só é bom se é MEGA, as praias, infelizmente, entraram nesse roldão.

Outrora nas areias abríamos nossas cadeiras, enterrávamos nossas barracas. Agora não dá mais. A quantidade MEGA de barraqueiros invade o espaço público da areia e o transforma em privado. Abrindo uma MEGA quantidade de barracas e cadeiras vermelhas - doadas por uma cervejaria e tornadas cor padrão determinada pela Prefeitura (??!!??) - , mas que ali ficam vazias, ocupando espaço, sem deixá-lo pra você, até serem alugadas. E vai reclamar?  É a  onda de guarda-sóis e cadeiras na cor vermelha que impera.

Que tenham cadeiras para alugar, mas que fiquem fechadas e só abertas quando do aluguel. Mas eu não poder me sentar e ocupar meu espaço poque ali tem um máfia, é demais.




Pra se ter uma idéia e  não parecer uma reclamação vazia é só fazer as contas. São 30 guarda-sóis, 60 cadeiras, duas caixas de isotérmicos e uma tenda para cada um dos 897 barraqueiros cadastrados da Zona Sul ao Recreio.
Além de não termos espaço na areia da praia do bairro que moramos, também somos obrigados a conviver com o MEGA lixo jogado impunemente na praia, naturalmente pela multidão que vem  - será que estou errada  e isso é natural? -  e que não é comprometida com aquele espaço, pois ali não mora. Parece deixar o recado: vim, vou embora e o resto que se dane .

É um MEGA problema que as autoridades precisam equacionar se não quiserem destruir a meia dúzia de praias que restaram das dezenas que outrora existiram. E esse outrora tem apenas 40 anos e não 40 séculos.
Tempo que a população não só se multiplicou, mas infelizmente cresceu em MEGA falta de educação, MEGA falta de respeito, MEGA falta de civilidade.


Também, a falta de criatividade dos governantes tem provocado problemas quando se fala em eventos.

Acharam - e achar é uma coisa triste - que sempre para mostrar a cidade, para divertir a cidade, e  para faturar, claro a melhor solução é a triste figura do MEGAEVENTO.

MEGA multidão, MEGA falta de educação, MEGA engarrafamento, MEGA falta de transporte, MEGA insegurança, MEGA sujeira, enfim um MEGA caos, que autoridades, bem longe dos locais, nunca presenciam e não sentem na pele.

A cidade do Rio de Janeiro não é MEGA.

A cidade do Rio de Janeiro é pequena, subdividida em pequenas terras. É só ver o mapa. Até parece que os xerifes que autorizam  essas MEGA bagunças não estudaram Geografia. Ou não visitam ou conhecem o espaço para que foram eleitos para governar. É a total  incapacidade de enxergar um estado de coisas muito óbvio.

Por que não pulverizar festas por toda a cidade? Por que só na orla? Por que só na Zona Sul, que é a  menor região da cidade?

É preciso ter limites.

Os últimos eventos na Zona Sul não deixaram boas recordações aos moradores. No Natal, o show de Roberto Carlos na Praia de Copacabana impediu famílias de se encontrarem, porque as vias foram interditadas para carros. Em abril, culto religioso reuniu 1 milhão de fiéis na orla de Botafogo e provocou engarrafamento em 13 bairros. Há dois anos atrás o desfile de um bloco na avenida Atlântica, uma semana após o Carnaval, produziu caos igual. A avenida Atlântica não é para o porte desse bloco nem pra nada gigante. É apenas uma avenida litorânea. É só enxergar. Depois do caos transferiram o desfile. Mas aí...
Outras regiões do Rio podem e precisam de grandes eventos.  Devem ter o privilégio de receber grandes astros também. Por que não?

Os problemas gerados na orla da cidade por causa dos grandes e sucessivos eventos causam danos ao meio ambiente e ao mobiliário urbano. A quantidade de lixo , o xixi na areia e nas ruas , é um fato lamentável. Simplesmente ignoram a orla marítima, que é uma área de preservação ambiental.  
O MEGA evento acaba, mas o MEGA lixo - sempre ele! -  jogado impunemente na praia e nas ruas, e, o MEGA cheiro de urina ficam. Sem falar que a MEGA urina infiltra e contamina a areia na areia, podendo ser fonte de doenças. Aliás, o espelho de areia, outrora clarinho, hoje já é escuro. Mas parece que ninguém vê nada disso.

É a MEGA cegueira interesseira. De quem vem e não respeita  e de quem autoriza tamanha desproporção, com olhos apenas para o MEGA faturamente apesar de.

É demais.  Principalmente se levado em conta o valor do IPTU.
Paga-se e não se tem direito. Só o dever de pagar.

O Rio de Janeiro é lindo, mas assim já começou a não aguentar.

MEGA LAMENTÁVEL!


domingo, 6 de fevereiro de 2011

Recordações de Domingo...praias cariocas


Houve um tempo, no Rio, de muitas praias. As pessoas frequentavam as próximas às suas casas.

Tinha praia no subúrbio, no Centro, ao redor da Baía de Guanabara  antes do túnel, e, acreditem, os mais novos, que eram todas ótimas e limpas.





praia de Ramos - 1957

praia de Botafogo - 1963

praia do Flamengo - anos 50


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ANIVERSÁRIO DA GRANDE DAMA CLEMENTINA DE JESUS



Com uma linda apresentação do grande Hermínio Belo de Carvalho

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os dez melhores bares do RIO, segundo os ingleses

O jornal inglês "The Guardian",elegeu os dez melhores bares do RIO, destacando que uma das melhores características da gastronomia da cidade é a quantidade de estabelecimentos "de bairros" - como eles chamaram na reportagem - cujo serviço não varia de acordo com a temporada turística e onde é possível beber e comer da cultura local.

Na ordem proposta pelos ingleses, então, lá vão os dez eleitos e os comentários:
Bar Brasil, Lapa:  "Um retrato de como era a cidade em meados do século passado, quando o Rio era a capital de um Brasil em crescimento e a Lapa, seu coração cultural e intelectual".

Bar Brasil  - reprodução da internet
Azul Marinho, Arpoador, Ipanema: "Um pouco mais caro que outros bares citados, mas é difícil imaginar um pôr do sol mais memorável".
Jobi, Leblon: "Uma instituição carioca desde 1956, com o status quase oficial de ter o melhor chope da cidade".
Bracarense, Leblon: "Há um sentimento de happy-hour e uma multidão indecente, de clientes do pós-trabalho ou pós-praia, todos parando rapidamente para uma chope gelado no caminho de casa".

Bar do Mineiro, Santa Teresa: "Uma caipirinha impecável, e o bar também serve uma batida de gengibre, aparentemente afrodisíaca".

Armazém São Thiago (Bar do Gomez), Santa Teresa: "É um boteco em sua essência: a localização é perfeita, numa movimentada e pitoresca esquina de rua de paralelepípedos; o teto alto, as fotografias antigas e as bugigangas nas paredes passam uma sensação de atemporalidade".

Bar Urca, Urca: "Pegue uma cerveja gelada e alguns salgadinhos da seleção da enorme bancada, atravesse a rua, sente na mureta e aprecie os pescadores, a Baía de Guanabara e o Cristo Redentor".

Cervantes, Copacabana: "Notívagos se reabastecem com os mais suculentos e saborosos sanduíches que você já comeu".

Bar Lagoa, Lagoa: "Só não espere a eficiência germânica - uma antiga piada local diz que os garçons resmungões e indolentes são parte do 'charme' do Lagoa".

Braseiro de Gávea, Gávea: "A tradicional feira do Baixo Gávea, aos domingos, garante o grande movimento do bar desde o momento em que abre as portas, e as noites de segunda-feira são tradicionalmente as noites em que os jovens e os jovens de coração se aglomeram na Gávea".
QUE TAL???