segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Edifício Central...


... durante sua construção,
em 1960.



Fachada voltada para o Largo da Carioca.
Foto/ Reprodução



domingo, 20 de maio de 2012

Avenida Presidente Vargas


Essa é a Avenida Presidente Vargas, em 1942.

Ainda em fase de acabamento e com a maioria das edificações antigas, 
que iriam ceder espaço aos arranha-céus atuais, 
a nova avenida era muito imponente para a época.
Ao fundo, o relógio da Central do Brasil.

Há 70 anos!




quinta-feira, 17 de maio de 2012

Garota de Ipanema, o filme


 capa do LP



Uma raridade de 45 anos!


 “Garota de Ipanema”, o filme, de 1967, de Leon Hirszman (1937-1987), é um dos filmes brasileiros mais esquecidos da história.  Também pouca gente menciona que o co-roteirista do filme foi ninguém menos do que Glauber Rocha, ícone do movimento Cinema Novo.

O filme não existe em DVD e nem ganhou lançamento em fita VHS lá pelos anos 80. Inspirada na canção mais celebrada de Antonio Carlos Jobim e das mais gravadas no mundo, o filme surpreendeu, pois nada trazia dos versos famosos da letra de Vinicius de Moraes.
Nada a ver com a canção inspirada na garota adolescente da vida real, Helô Pinheiro. A garota do filme é um personagem fictício, a jovem Márcia, de 17 anos, papel da atriz então iniciante Márcia Rodrigues. O roteiro ainda tem um crédito para Vinicius de Moraes ,que aparece na tela , ao lado de Eduardo Coutinho.
“Garota de Ipanema” – o filme é mais um retrato social de pais e filhos no Rio de Janeiro dos anos 60. Um elenco de nomes famosos em pequenos papéis. O jornalista João Saldanha, por exemplo, faz o pai da garota de Ipanema. Nas imagens do vídeo abaixo, você pode vê-lo entrando no Fusca estacionado numa rua do bairro.
No filme, quem também aparece é o jovenzinho Chico Buarque. E ele canta uma composição que ficou famosa: “Noite dos Mascarados”. Aliás, a trilha sonora é um achado: há até um rock com letra de Vinicius de Moraes cantado por... Ronnie Von


Eis o set-list da trilha original de “Garota de Ipanema”, com base no LP de vinil. Quem se lembra?
Lado A
“Noite dos Namorados” – Chico Buarque e Elis Regina
“Lamento do Morro” – Nara Leão
“Surf Board” – Jobim (instrumental)
“Ela é Carioca” – Tamba trio
“Poema dos Olhos da Amada” – Vinicius de Moraes
“A Queda” – Jobim (instrumental)


Lado B
“Tema de abertura” – Jobim e Vinicius
“Por você” – Ronnie Von
“Chorinho” – Chico Buarque
“Ária para se Morrer de Amor” – Baden Powell
“Rancho das Namoradas’ – Ari Barroso
“Tema da desilusão” – Jobim e Vinicius



Uma delícia, ver o início do filme e um passeio pelo Rio, do final dos anos 60.





terça-feira, 15 de maio de 2012

Esperando pelo bonde no Tabuleiro da Baiana


Essa foto nos leva a um passeio...  

Tabuleiro da Baiana, o bonde 2, Laranjeiras,
a moda feminina dos vestidos de cintura marcada com saias rodadas,
a sandália rasteirinha, o sapato Chanel.

Ah!... a bolsa balaio.

A moda masculina das calças largas, de pregas na cintura, camisas de pano de manga curta, 
os clássicos óculos Rayban, de estilo militar, usados pelo senhor de terno.

Não dá para ignorar a elegância do motorneiro e seu quepe!

Outros tempos.




sábado, 12 de maio de 2012

A casa rosa da Avenida Atlântica em Copacabana



A casa quando ainda era o Consulado da Áustria
Foto:reprodução/internet

"Ela nem é tão bonita assim, mas pertence à realeza carioca e está sendo cortejada por dezenas de pretendentes — alguns estrangeiros. Ninguém parece se importar muito com o dote: para tomar posse de uma das últimas casas da Princesinha do Mar, na orla de Copacabana, será preciso desembolsar, no mínimo, R$ 29,8 milhões, valor exigido, como mostrou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, pela República da Áustria, dona do imóvel de dois andares, instalado num terreno de cerca de mil metros quadrados na Avenida Atlântica. Após a negociação, nada de final feliz: a casa, na altura do Posto 6, será demolida para dar lugar a um prédio de alto luxo ou a um hotel cinco estrelas. Com isso, restará apenas mais uma casa em frente ao mar de Copacabana. Tombada, ela está protegida da especulação imobiliária. Em Ipanema e Leblon, ainda restam quatro casas e um clube. 
O destino da casa rosa onde funcionou o Consulado da Áustria até 2009 já está traçado: no dia 16 de agosto, termina a primeira rodada da negociação. A Sivbeg, agente imobiliário que representa a Áustria, receberá as propostas encaminhadas à Jones Lang LaSalle Hotels, empresa responsável pela intermediação do negócio. Depois de analisadas as condições de pagamento dos interessados, serão selecionados alguns para uma segunda rodada de negociações, onde o preço final oferecido vai ter papel decisivo na hora de se bater o martelo. 
O negócio milionário, uma espécie de leilão, é cercado de sigilo. Todos os interessados são obrigados a fazer um acordo de confidencialidade:
— Quem der mais, vai levar. Fizemos três avaliações para se chegar ao valor mínimo de R$ 29,8 milhões. A área permite a construção de prédios residenciais e hotéis. Acreditamos que a rede hoteleira seja a maior interessada porque o potencial construtivo para estes empreendimentos é maior — diz Roberta Oncken, vice-presidente da LaSalle. — Já recebemos mais de uma dezena de interessados. O endereço é muito disputado.
 
A Secretaria de Urbanismo diz que o gabarito da área depende de vários fatores: se o prédio a ser erguido vai ficar grudado na divisa dos vizinhos, ou não, se vai fazer sombra na praia, entre outras variáveis. Especula-se no mercado que possa ser erguido no terreno um prédio de até 13 andares. O mesmo vale no caso de hotéis.
— Nem passamos nada sobre o gabarito para os interessados. Vai ser preciso apresentar o projeto à prefeitura para depois saber exatamente o que é possível ou não — diz Roberta.
Especialista no mercado imobiliário, Rubem Vasconcelos diz que nenhuma construtora deve ficar desanimada diante do valor pedido. Segundo cálculos dele, é viável fazer um prédio de sete andares, com apartamentos de 375 metros quadrados cada. Se cada um for vendido por R$ 12 milhões, o negócio terá valido a pena:
— O edifício teria que ser de alto luxo. O metro quadrado sairia a R$ 30 mil. É alto para a Avenida Atlântica, mas bem menor do que o da Delfim Moreira, que pode chegar a R$ 70 mil.
 
Em Copacabana, vizinhos do imóvel que será derrubado estão divididos.
— Poderiam fazer um centro cultural, um teatro. Ela é tão bonita, é uma pena que vá ser posta abaixo — diz Inês Barbosa.
Já Adriana Barbosa defende o fim da casa da Áustria:
— Está feia, abandonada. Ficava mais bonito um prédio de luxo.
 
Uma casa de pedra, na altura da Rua Santa Clara, será a única a resistir na Avenida Atlântica. 
Em Ipanema, além da casa onde funciona o Centro de Cultura Laura Alvim, há o Country Club e duas casas na esquina da Farme de Amoedo. Numa delas, funciona o restaurante Vieira Souto, que guarda em quadros histórias da construção. Quem visita o imóvel pode descobrir que dois amigos ingleses, identificados apenas como Mister Roger e Mister Bailey, ergueram casas geminadas em 1938. Em 1951, a família da médica Sylvia da Silveira Mello passou a morar na casa 234. Um depoimento dela está na parede do restaurante. Alguns trechos mostram como o bairro era diferente: “Na época, Ipanema só tinha três prédios”. Depois, outra passagem saborosa: “Eu ia com meus amigos à praia e tinha um código com a casa. Usava toalhas sobre a barraca para pedir refrigerante, sanduíches ou cerveja. Vendedor só tinha de refresco de limão, biscoito de polvilho e pirulito”.
A casa ao lado, de outra família, virou um galpão abandonado. Sócio do restaurante, André Vasconcelos, diz que a especulação é menor porque o imóvel é tombado.
 
No Leblon, o médico Marcos Polônia, morador da última casa da Delfim Moreira, diz que sequer consegue andar em paz pelo bairro, tamanha a quantidade de propostas que recebe. Perguntado se não venderia o imóvel por R$ 30 milhões, como a casa da Áustria, ele ri:
— Me ofereceram R$ 60 milhões. Mas vou sair daqui para quê? Não mesmo!"

(fonte GloboOnline)



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Esse Rio que eu amo, parte 2



Vale ouvir a canção do filme, na versão original.
Destaque para as vozes de Lana Bittencourt e Haroldo de Almeida








segunda-feira, 7 de maio de 2012

ESSE RIO QUE EU AMO, o filme







Cartazes do filme

Esse Rio que Eu Amo foi exibido há 50 anos.

O filme da Atlântida, em outra linha, sem nada a ter com chanchada, foi dirigido por Carlos Hugo Christensen e com roteiro e diálogos de Millôr Fernandes.

Era dividido em quatro contos: Balbino, O homem do mar e O milhar seco de Orígenes Lessa, A Morte da Porta-Estandarte de Aníbal Machado e Noite de almirante, de Machado de Assis. As histórias melodramáticas  mostram,como pano de fundo, o carnaval carioca.

No Episódio 1 participaram, dentre outros, Jardel FilhoOdete Lara, Ciro Monteiro, Diana Morel;
No Episódio 2 , Wilson Grey, Waldir Maia;
No Episódio 3, Osvaldo Louzada, Lana Bittencourt, GRES Acadêmicos do Salgueiro;
No Episódio 4,  Tônia Carrero, Agildo Ribeiro, Monah Delacy, Daniel Filho, Hugo Carvan, Milton Rodrigues;


A canção do filme foi a Sinfonia do Rio de Janeiro, de  Tom Jobim e Billy Blanco, com arranjo musical de Lírio Panicalli, responsável também pelos arranjos de toda a  trilha do filme, que contou com as vozes de Lana Bittencourt, Normando, Ciro Monteiro e...Roberto Carlos.


Foi lançado, à época, um LP registrando as músicas, que se tornaram sucessos.


capa


contracapa

Em tempo: eu assisti no Roxy!



A SUPER LUA NO RIO

No sábado, a natureza nos presenteou com o fenômeno da Super Lua.

Três flagrantes  nos céus do Rio.


No Corcovado...





Na Maré...


Fotos: Vitor Caivano/ Globo Online




No Arpoador...



Foto: André Tenebaum



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sabores Cariocas

Um pesquisa antiga do RIO QUE MORA NO MAR, antes do blog, quando era distribuído por e-mail , agora descobri no youtube, como um filme. Alguém copiou e botou por lá. Mas está incompleto. Mas vale aos que não conheciam, pra curtir algumas delícias cariocas.

Coisas da internet.







terça-feira, 1 de maio de 2012

Outra loja carioca de outros tempos...A Exposição


A popular loja da girafa no Largo da Carioca esquina com a Rua Uruguaiana foi a primeira a incentivar o crediário: "Basta ser um rapaz direito para ter crédito na Exposição". 

Ela se destacava num Largo da Carioca sem o calçadão de hoje.



Inicialmente essa loja esteve , localizada na Avenida Rio Branco, entre Rua São José e Assembléia, mas um grande incêndio nos anos 50 a destruiu e hoje, no local da loja,existe uma praça, a continuação da Avenida Nilo Peçanha e o Edifício De Paoli.


A EXPOSIÇÃO foi fundada pelo cearense Lauro de Souza Carvalho, cujo filho anos mais tarde abriu a DUCAL - que por aqui falamos outro dia -  com outros sócios.