quinta-feira, 27 de junho de 2013

O AMOR É O MEU PAÍS!


O carioca IVAN LINS, aniversariante desse mês de junho, compôs  - em parceria com Ronaldo Monteiro de Souza - para o V Festival Internacional da Canção (FIC) a linda " O amor é o meu país", classificada em 2° lugar.

Tudo a ver com o momento atual, recordo, aqui, aquele dia no Macaranãzinho , onde nos emocionamos.

A linda letra nos diz

Eu queria, eu queria, eu queria
Um segundo lá no fundo de você
Eu queria, me perdera, me perdoa
Por que eu ando à toa
Sem chegar
Tão mais longe se torna o cais
Lindo é voltar
É difícil o meu caminhar
Mas vou tentar
Não importa qual seja a dor
Nem as pedras que eu vou pisar
Não me importo se é pra chegar
Eu sei, eu sei
De você fiz o meu País
Vestindo festa e final feliz
Eu vi, eu vi
O amor é o meu País
E sim, eu vi
O amor é o meu País



Vale a pena curtir a canção em dois momentos:

  • (Re)ver o momento no FIC e, depois o lindo arranjo atual para orquestra.






O AMOR É O MEU PAÍS!


terça-feira, 25 de junho de 2013

Junho, Olavo Bilac

O carioca Olavo Bilac foi um poeta revolucionário e persistente que largou duas faculdades para fazer algo que realmente gostava: a escrita.  E como escrevia!

Esse mês de junho foi sua inspiração para o poema JUNHO.

Pintura de Militão dos Santos
reprodução - internet


 Coro de crianças:

Passem os meses desfilando!
Venha cada um por sua vez!
Dancemos todos, escutando
O que nos conta cada mês!

Junho:

Em chamas alviçareiras,
Ardem, crepitam fogueiras...
— E os balões de São João
Vão luzir, entre as neblinas,
Como estrelas pequeninas,
Entre as outras, na amplidão.
Não há casinha modesta
Que não se atavie, em festa,
Nestas noites, a brilhar:
Não se recordam tristezas...
Estalam bichas chinesas,
Estouram foguetes no ar.
Fogos alegres, pistolas,
Bombas! ao som das violas,
Ardei! cantai! crepitai!
Num largo e claro sorriso,
Seja a terra um paraíso!
Folgai, crianças, folgai!

Coro de crianças:

Aí vem Julho, o mês do frio...
Vamos os corpos aquecer,
Acelerando o rodopio...
— Pode outro mês aparecer!


sábado, 22 de junho de 2013

VIVA SÃO JOÃO!


Em 1963, há 50 anos, era lançado um compacto, mais um da coleção DISQUINHOS.




A Coleção Disquinho foi lançada  em 1960, em compactos, discos de vinil ...coloridos.

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Cada disco trazia uma história cheia de músicas e interpretadas pelo Teatro Disquinho, com a narração de Sônia Barreto. As músicas eram compostas e adaptadas por João de Barro, o Braguinha e orquestradas por Radamés Gnattali.

VIVA SÃO JOÃO vinha com famosas cantigas de festas juninas, de Lamartine Babo, João de Barro, Alberto Ribeiro, Assis Valente, Oswaldo Santiago e Benedito Lacerda.

 

A interpretação  é  pelo conjunto vocal feminino conhecido por “Trio Madrigal”  (Edda Cardoso, Magda Marialba, e Margarida Oliveira)


e “Trio Melodia” (Paulo Tapajós, Albertinho Fortuna e Nuno Roland), Vero e Seu Conjunto que era executado pelo próprio Radamés, com o pseudônimo de Vero, como assinava os seus trabalhos.


Ficha Técnica:
Arranjos de: Radamés Gnattali, faixa 1 e
Chiquinho do Acordeon, faixa 2


Orquestração de:
Radamés Gnattali

Cantos:
Trio Melodia & Trio Madrigal com Vero e Seu Conjunto

Ilustração de:
Joselito


Lado A: Cantigas de São João (Lamartine Babo – João de Barro – Alberto Ribeiro – Assis Valente – Oswaldo Santiago – Benedito Lacerda) cantam Trio Melodia,Trio Madrigal com Vero e Seu Conjunto
http://daniellathompson.com/Photos/Aracy_Discs/Radames.sextet.jpg
Lado B:
Quadrilha dos Bonecos (Radamés Gnattali e Chiquinho)
 cantam Trio Melodia, Trio Madrigal com Vero e Seu Conjunto




UMA DELÍCIA DE OUVIR!



quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dzi Croquettes novamente no Rio

No início da violenta década de 1970, 13 homens subiram ao palco munidos de ideias revolucionárias e um lema: “Só o amor constrói”.

Eram os Dzi Croquettes.


O grupo era formado por Lennie Dale, Wagner Ribeiro, Cláudio Gaya, Cláudio Tovar, Ciro Barcelos, Reginaldo de Poli, Bayard Tonelli, Rogério de Poli, Paulo Bacellar, Benedictus Lacerda, Carlinhos Machado, Eloy Simões e Américo Issa -  cenógrafo e iluminador do grupo - que viviam juntos, formando uma comunidade.

Com performances de homens com barba cultivada e pernas cabeludas, que contrastavam com sapatos de salto alto e roupas femininas, o grupo se tornou um enorme mito na cena teatral brasileira e parisiense nos anos 70.

O grupo que, apesar de ter influenciado o cenário artístico nacional e internacional, ficou meio esquecido durante 30 anos, mas ressurge em livro e mostra,  no Teatro Glauce Rocha, ambos batizados de ‘Dzi Croquettes — Te Contei?’.

Somente quatro dos Dzi originais, estão vivos.

Mas um novo espetáculo também vem à cena: ‘Dzi Croquettes em Bandália’, com novas danças, elenco e assuntos atuais, que faz nova temporada no Glauce Rocha a partir do dia 29.

Dzi Croquettes também se transformou em um documentário premiado mundo afora, com direção de Tatiana Issa e Raphael Alvarez , em 2009, com Marília Pera, Cláudia Raia, Liza Minnelli, entre outros. 

Vale a pena assistir!


terça-feira, 11 de junho de 2013

Rio de Janeiro em 1963, há 50 anos

No Rio de Janeiro de 1963, há 50 anos atrás, a cidade vivia outros ares.
Era o Estado da Guanabara.


Novidades na arquitetura e no urbanismo, com o novo aterro do Flamengo em construção, novos prédios surgindo, traçando uma nova paisagem.

Andávamos em bondes e muitos faziam ponto no Tabuleiro da Baiana.

A música, produtos, novidades, davam um novo ar.

A Nestlé, em março de 1963, lançava  na Seleções (Reader´s Digest ) o anúncio do Leite Ninho, o recomendado para a família e começava a formar uma legião de consumidores do leite em pó.


A Miss Guanabara -  que chegou a Miss Brasil Mundo -   foi uma das "veras", Vera Lúcia Maia, filha da cantora Nora Nei.

O Flamengo foi campeão de terra e mar!

Segundo Nélson Rodrigues, um dos maiores cronistas esportivos da história, 

"os vivos saíram de suas casas e os mortos de suas tumbas, para assistir ao maior Fla x Flu de todos os tempos".

 As palavras, escritas em sua coluna no Jornal O Globo, descreveram bem o sentimento das quase 200 mil pessoas presentes ao Maracanã naquela decisão de Campeonato Carioca.
Em 15 de dezembro de 1963, no encontro do returno entre Fluminense e Flamengo, o estádio acolheu o maior público já verificado em jogos entre dois clubes no mundo -  as bilheterias registraram 177.656 pagantes -  para verem  Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Geraldo e Oswaldo vencerem, ( apesar do 0x0 ), Castilho, Carlos Alberto Torres, Procópio, Dari e Altair. Oldair e Joaquinzinho, Edinho, Manoel, Evaldo e Escurinho. 
A primeira-dama era Maria Tereza Goulart, que desfilava, pela cidade, sua elegância.

O luxo era ter um ... AERO WILLYS!

Leni Andrade já nos mostrava seu bom gosto musical e sua bossa nas suas gravações de Samba do Avião (Tom Jobim), A Morte de Um Deus de Sal (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli), Baiãozinho (Eumir Deodato). Formado por Antonio Adolfo, o argentino "Cacho" e Nelson, o Trio 3D foi um dos pioneiros a testar a fantástica mistura entre bossa nova, samba e jazz,  para a época um marco na sofisticação e criatividade. O Rei Roberto Carlos já trilhava sua majestade. Os Cariocas lançavam, em disco, O Telefone e Ela é Carioca.

Na política, o parlamentarismo caía, a Lei de Diretrizes e Bases dava o caminho.

 A garotada se divertia com as ingênuas trapalhadas do Bolinha e da Luluzinha e as fotonovelas -  ah... Grand Hotel!... - faziam os corações se derreterem nas melosas aventuras românticas em quadrinhos.

Algumas coisas que formavam a paisagem e o dia a dia da cidade do Rio há meio século.

PARECE QUE FOI ONTEM!
















     

 

   

   







sexta-feira, 7 de junho de 2013

Audioteca no Rio envia livro de graça

Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros). E corre o risco de acabar.




São livros que alcançam cegos e deficientes visuais (inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada), de forma totalmente gratuita. Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde 

  • literatura em geral,
  • textos religiosos, 
  • textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral. 
etc

 São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3. 

Catálogo  AQUI

Se você conhece algum cego ou deficiente visual, fale desse trabalho, DIVULGUE!!!
Para ter acesso ao  acervo não precisa ser morador do Rio de Janeiro:
  •  basta se associar na sede, que fica situada à Rua Primeiro de Março, 125 – Centro. RJ.
  • a outra opção  - foi uma alternativa que se criou, face à dificuldade de locomoção dos deficientes na nossa cidade - é solicitar o livro pelo telefone, escolhendo o título pelo site, e será enviado gratuitamente pelos Correios.


    A nossa maior preocupação reside no fato que, apesar do governo estar ajudando imensamente, é preciso apresentar resultados. Precisamos atingir um número significativo de associados, que realmente contemplem o trabalho, senão ele irá se extinguir e os deficientes não poderão desfrutar da magia da leitura.

    Só quem tem o prazer na leitura, sabe dizer que é impossível imaginar o mundo sem os livros... 
     
    Eles enviam para as pessoas de graça, sem nenhum custo.
    É um belo trabalho!

    Vamos divulgar! 
    Audioteca Sal e Luz
    Rua Primeiro de Março, 125- 7º Andar. Centro - RJ. CEP 20010-000 Fone: (21) 2233-8007
    Horário de atendimento:
    08:00 às 16:00 horas http://audioteca.org.br/noticias.htm




domingo, 2 de junho de 2013

MARACANÃ

 Em tempos de inauguração de um novo Maracanã, vale passear pela sua antiga arquitetura.

Conhecido pelo nome do pequeno rio que corre em frente e que também dá nome ao bairro de sua localização, o Maracanã  foi construído para sediar a Copa do Mundo de 1950. 

Em 1947 a prefeitura do Rio de Janeiro abriu concorrência pública para o projeto arquitetônico do estádio. O projeto vencedor foi de autoria da equipe de arquitetos formada por Waldir Ramos, Raphael Galvão, Miguel Feldman, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro. 

Os arquitetos Miguel Feldman e Antônio D. Carneiro
diante da maquete do Maracanã, em 16/6/1949  
foto  -  coleção de Branca Feldman  


A sua construção teve início dia 2 de agosto de 1948, na administração do prefeito Ângelo Mendes de Morais. Trabalharam na obra gigantesca 1.500 homens, e nos meses finais este número elevou-se para 3.500. O engenheiro que iniciou os trabalhos foi o Dr. Paulo Pinheiro Guedes.
 
A Copa do Mundo de 1950 foi realizada com as obras  não concluídas. A rigor, estas só terminaram em 1965. 




Estádio Municipal 1950 R1 

 Dia da inauguração do Maracanã em 1950

O estádio pertencia ao município do Rio de Janeiro e por isso o projeto que transitou na Câmara de Vereadores para a sua construção foi de autoria de Ary Barroso,o  famoso compositor e locutor esportivo, que era vereador naquela época. 

Para a administração do Maracanã, foi criada a Administração dos Estádios do Maracanã, que depois passou a se chamar Administração dos Estádios da Guanabara (ADEG) e depois Superintendência dos Estádios do Rio de Janeiro (SUDERJ).

A Arquitetura

O formato do estádio era oval, medindo 317 metros no eixo maior e 279 metros no menor. Sua altura máxima era de 32 metros. A distância entre o centro do campo e o espectador mais afastado era de 126 metros. 

 


Fotos da obra em 1949

O gramado tinha 110 metros de comprimento por 75 de largura. Era circundado por um fosso de 3 metros de largura e profundidade, com bordas em desnível. O acesso ao gramado era feito por intermédio de 4 túneis subterrâneos.
A parte destinada ao público era, originalmente, constituída por três lances:

  •  a geral, que costumava acomodar até 30 mil espectadores de pé; 
  • o segundo lance, com 30 mil cadeiras e 300 camarotes com 5 lugares cada; 
  • no terceiro lance, situado sobre as cadeiras,  as arquibancadas, originalmente com capacidade para 100 mil espectadores sentados. 
Na parte central do eixo menor, lado da sombra, ficavam a Tribuna de Imprensa, a Tribuna Desportiva e as Cadeiras Especiais, incluindo as Cadeiras Perpétuas. Logo abaixo destas estavam as cabines refrigeradas de emissoras de rádio e televisão. 

O estádio era dotado de uma marquise que cobria parcialmente as arquibancadas em toda a sua circunferência. Refletores a vapor de mercúrio estavam instalados sobre a marquise, ao longo das duas laterais do campo. 

A altura do estádio correspondia ao de um edifício de seis andares.

 O acesso do público às arquibancadas se dava por duas gigantescas rampas nas extremidades opostas do eixo menor do estádio. Cada rampa se desdobrava em duas, desembocando nos anéis que circundavam as arquibancadas na altura do terceiro e do sexto andar. Podia-se chegar às Cadeiras Especiais e Tribunas pelos elevadores.