sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

É CARNAVAL!



Por aqui recordamos um carnaval  em que Tv Globo deixou de transmitir o Carnaval carioca.


Foi em 1984. Há 30 anos.

A Globo quebrou uma tradição e decidiu não transmitir os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. 

E aí apareceu a também carioca TV Manchete exibindo os desfiles da Sapucaí e de maneira completamente diferente:  mais completa, analisando e explicando os desfiles.


 Ainda a emissora mostrava os preparativos da grande festa com pequenos programas Feras do Carnaval e Esquentando os Tamborins, exibidos ao longo da programação. Com direção de Maurício Sherman, e uma equipe de comentaristas, dentre eles Fernando Pamplona, Maria Augusta, Haroldo Lobo ancorados por Paulo Stein , as transmissões deram um show, chegaram ao primeiro lugar no Ibope, alcançando uma média de 70% na audiência.


Foi a primeira vez, em onze anos de existência, que o “Fantástico”, no domingo, perdia no Ibope, e desde então, a Globo nunca mais deixou de transmitir os desfiles das escolas de samba cariocas e  passou a  fazê-lo copiando os moldes da Manchete.  


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Sambodromo 30 anos...mais histórias


No Sambódromo apareceu um novo tipo de desfile:
o do carnaval de Paulo Barros 


Depois de caminhar pelos grupos de acesso do carnaval, o carnavalesco Paulo Barros em 2004, foi para a Unidos da Tijuca que apostou no seu talento para promover sua estreia no Grupo Especial.

Com o enredo "O Sonho da Criação e a Criação do Sonho: A Arte da Ciência No Tempo do Impossível", a escola era vista com desconfiança e fez um desfile surpreendente na Sapucaí, onde apareceram, pela primeira vez, as alegorias recheadas de coreografias. Fizeram a diferença. Destaque para o impactante carro do DNA, que foi o ponto alto dos desfiles daquele ano. A escola saiu da passsarela com gritos de "É Campeã!".

Os jurados não entenderam nada e deram à Tijuca o vice-campeonato.




Foto:  Reprodução Internet

O carnavalesco ficou três anos na Tijuca, saiu e voltou em 2010 com chave de ouro  conquistando seu primeiro título na elite do Carnaval, fato que se repetiu em 2012, com o surpreendente desfile das mágicas, com destaque para a incrível comissão de frente.  Uma verdadeira nova era no Carnaval ficou marcada com a criatividade de Paulo Barros.

 



 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Sambódromo completa 30 anos


 


 O Carnaval de 2014 marcará três décadas de história da Passarela do Samba, conhecida como Sambódromo.

Idealizada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o sambódromo mudou a história do Carnaval.

Os desfiles se modificaram, o formato foi alterado -  passou a ser dois dias de desfile -  e momentos marcantes do novo desfile surgiram nesse palco.

 Inaugurado em 1984,  foi o principal mentor da obra, o antropólogo Darcy Ribeiro, que nomeou  o projeto como "Sambódromo", termo  que pegou.

Com cerca de 700 m de comprimento, a Rua Marquês de Sapucaí passou por uma grande reforma para se transformar em Sambódromo.

A estreia foi com um supercampeonato.

Em 1984, as escolas foram divididas em dois dias de desfile. Em cada um, uma agremiação foi eleita a melhor. No sábado das campeãs, as melhores de cada dia e do acesso voltaram para a Sapucaí.

A Mangueira levou o enredo "Yes, Nós Temos Braguinha" e o carnavalesco Max Lopes fez história. Na área chamada de  praça da apoteose, no final, onde a escola deveria se dispersar e sair, a escola que era a última resolveu dar meia volta e reiniciar o desfile em sentido contrário.

Foi realmente uma apoteose!



Beth Carvalho aparece com Delegado e Mocinha
Foto:  Beth Santos / Agência O DIA - reprodução internet


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Cabeleira do Zezé, carnaval de 64, há 50 anos

Enquanto aguardamos o carnaval só em março - em um raro mês de fevereiro sem ele - passeamos por músicas que animaram, e ainda animam, a folia.

É o caso de Cabeleira do Zezé,  de João Roberto Kelly e Roberto Faissal.
 
Por incrível que pareça, este clássico carnavalesco foi inspirado nos... Beatles!

Eles ainda não tinham cabelo muito comprido, mas quando as revistas publicaram suas primeiras fotos, ainda em 63, foi um choque.

E ai de quem quisesse ter cabelo igual ao deles! Tanto que a moda, pelas bandas de cá, demorou a pegar.

João Roberto Kelly, rápido na sátira, não perdeu tempo e compôs esse que é um clássico das marchinhas de carnaval.

João Roberto Kelly e Roberto Faissal confiaram a gravação ao cantor Jorge Goulart, que a lançou em janeiro de 1964, pela gravadora Mocambo.




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

No carnaval carioca de 64...

50 anos de sucesso!

O carnaval de 1964 foi marcado pelo surpreendente sucesso do samba-coco “Bigorrilho”.
A composição é baseada em um tema folclórico, aproveitando também o verso “trepa Antônio, siri tá no pau”, do samba O malhador, de Pixinguinha, Donga e Mauro de Almeida, gravado por Bahiano em 1918.
 

Bigorrilho (samba-coco)
autores:  Sebastião Gomes, Paquito e Romeu Gentil
 Intérprete: Jorge Veiga



Lá em casa tinha um bigorrilho
Bigorrilho fazia mingau
Bigorrilho foi quem me ensinou
A tirar o cavaco do pau
Trepa Antônio
O siri tá no pau
Eu também sei tirar
O cavaco do pau

Dona Dadá, Dona Didi
Seu marido entrou aí
Ele tem que sair
Ele tem que sair
Ele tem que sair


 



domingo, 9 de fevereiro de 2014

O Rio de Janeiro que inspirou sucessos

Em 1954,
há 60 anos, surgiam no Rio de Janeiro dois grandes sucessos
para o cenário musical de sempre:

  • Tereza da praia , de  Antônio Carlos Jobim e Billy Blanco,
    gravação de Dick Farney e Lúcio Alves



  • Valsa de uma cidade, de Antônio Maria e Ismael Neto,
    gravação d´Os Cariocas

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Carnaval de 64...uma maravilha de cenário

Há 50 anos surgia uma maravilha de cenário, que um artista, num sonho genial, escolheu para o carnaval.

Desfile da Império Serrano em 1964
Jornal O Globo - reprodução

Era “Aquarela brasileira”, samba de Silas de Oliveira - o maior dos compositores do nosso carnaval - que o Império Serrano levava para a Candelária, palco dos desfiles de 1964.

Ainda não tinha transmissão da TV e o espetáculo ficava restrito aos espectadores do local.

A canção rendeu um quarto lugar para a verde e branco, mas garantiu o título no quesito “maior samba-enredo da história das escolas de samba”. 

O carnaval de 1964 foi vencido pela Portela.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

SEMPRE TOM JOBIM!



 A canção Wave,  de Tom Jobim em bela performance de  Vokal Xtravaganzza , em um concerto em Ljubljana, Slovenia.