segunda-feira, 28 de julho de 2014

A revista carioca “Sétimo Céu”

  “Sétimo Céu” surgiu no final da década de 50 e permaneceu em circulação até o início dos anos 90. 
Foi mais uma publicação da Editora Bloch e chegou para surpreender o mercado das Fotonovelas no Brasil. 

Com uma proposta inovadora, frente as demais revistas do gênero, produzia aqui mesmo no Brasil suas fotonovelas ao  invés de importar as produções italianas. 
No começo os atores eram desconhecidos, somente depois é que os cantores da Jovem Guarda e os artistas da televisão passaram a protagonizar as histórias e melodramas românticos.
E não podia faltar, como em toda boa fotonovela, um beijo no final. 
Com o Rei Roberto Carlos
Revista Sétimo Céu número 127, de agosto de 1966.
 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Arte urbana na Cidade Maravilhosa.

 Nos últimos tempos a cidade foi presenteada por instalações de arte.



  • do artista italiano Giancarlo Neri, na Praça Paris

 

  • do fotógrafo francês, que se identifica apenas como JR, nas fachadas de uma favela

 

  • do músico e produtor inglês Brian Eno, nos Arcos da Lapa

 

  • da artista plástica Cristina Pape, nos jardins do Museu da República




  • a Cow Parade pelas calçadas da cidade




 

Recentemente, durante a Copa do Mundo, os Ursos de Berlim, no Leme
 

terça-feira, 22 de julho de 2014

1969...



Quem lembra desse dia
e o que estava fazendo?




E as especulações corriam soltas...



Eram  as manchetes dos jornais cariocas
há 45 anos!

domingo, 20 de julho de 2014

outra propaganda carioca, antiga

Nos anos 1960,
a galeria da luz...







sexta-feira, 18 de julho de 2014

propaganda carioca, antiga


A mudança dos tempos é cíclica.
Hábitos, produtos e até profissões vão desaparecendo.
MIMEÓGRAFO?
Quantos nunca viram um!
A seu tempo foi um grande instrumento
facilitador de produzir cópias, provas, apostilas.

E não faz tanto tempo assim, veja o anúncio abaixo,
publicado em 1964, há 50 anos.

Reparem: até o número do telefone com apenas 6 dígitos.

Jurássico...




quinta-feira, 10 de julho de 2014

Ingressos da Final da Copa, no Rio

Na Copa do Mundo de 1950, 
um ingresso para a arquibancada ,
para o jogo da final da Copa do Mundo,
no Maracanã,
custou... trinta cruzeiros.


Ingresso para o jogo decisivo da Copa de 1950 entre Brasil e Uruguai no Maracanã

Agora, 60 anos depois, a  Ilha da Fantasia para  poucos
ofereceu ingressos a preços nada módicos.

Pra se ter uma ideia de valores, o salário mínimo em 1950 era de CR$ 380,00.
Ou seja, o ingresso em 1950 foi cerca de 10% do valor do salário.
O ingresso mais  barato, da atual final, custou cerca 50% do valor do salário mínimo vigente.





Mas quem preferiu lugares mais nobres...
desembolsou valores que compram apartamentos
 




quarta-feira, 9 de julho de 2014

Refletindo do jeito carioca...

Como carioca, a melhor maneira de encarar os acontecimentos é... refletindo com irreverência.

Então, vejamos:
  • um Manuel (Neuer) e um Joachim(Löw), alemães e juntos  não são piada.
     
  • Talvez só a filosofia alemã com Leibniz, Kant, Schopenhauer, Marx, Nietzsche, Arendt possa explicar o inexplicável .
    Afinal, a Alemanha tem sido uma fonte inesgotável de ideias.
  •   
  • Na terra do galo e da raposa, o time do Brasil teve um dia de cão: do pastor alemão.
  •   
  • Quiseram provar... danou-se...doce e gostoso, só o suíço, o belga.
    O chocolate alemão é muito amargo.
  •   
  • Estava escrito na data: DIA............. 8...................... 7+1
                                                MÊS.............julho................ 7

                                                ANO............2+0+1+4.......... 7


sábado, 5 de julho de 2014

Um encontro inusitado de dois cariocas

Aliás, um encontro de dois cariocas ...inspirado por um inglês:  Machado de Assis, Carlos Lyra e... Shakespeare



Machado de Assis escreveu
o lindo poema Quando ela fala,
em homenagem à sua amada Carolina.

Quando ela fala, parece
Que a voz da brisa se cala
Talvez um anjo emudece
Quando ela fala

Meu coração dolorido
As suas mágoas exala
E volta ao gozo perdido
Quando ela fala

Pudesse eu eternamente
Ao lado dela, escutá-la
Ouvir sua alma inocente
Quando ela fala

Minh'alma, já semimorta
Conseguira ao céu alçá-la
Porque o céu abre uma porta
Quando ela fala

Esse poema comprova  o contrário de muitas afirmações a respeito de Machado de Assis, de que seria um prosador puro. Esse poema é lírico, leve, gracioso como só um poeta poderia fazer. Quem não tem a vocação da poesia, não tem a singeleza própria de um poeta.

Machado , grande prosador, grande poeta! Ele publicou duzentos e setenta e oito poemas e quase 21 mil versos.

Em 1999, Carlos Lyra musicou o poema Quando ela fala.

A canção foi interpretada por sua filha Kay Lyra na cerimônia do translado dos restos mortais do escritor e de sua esposa Carolina para o Mausoléu da Academia Brasileira de Letras.


Onde está Shakespeare na história?

 Machado um apaixonado dele, se inspirou nos seus versos

“She speaks!/ O speak again, bright angel!”
da fala de Romeu,  em Romeu e Julieta , que escreve como epígrafe do poema Quando ela fala.

Versos do século XIV,
inspiram um poema no século XIX ,
que ganha melodia no século XX.

QUE PARCERIA!


Em tempo: e uma linda interpretação do Boca Livre, no século XXI!




quinta-feira, 3 de julho de 2014

Em tempos de Copa 2014...

... vale relembrar a maravilhosa Copa de 1970.

E por isso, lá vai uma crônica histórica do grande jornalista ARMANDO NOGUEIRA sobre a conquista da Copa do Mundo de 1970, no México, quando a seleção brasileira conquistou o tricampeonato e a Taça Jules Rimet. 

O texto está escrito na ortografia antiga.

"E as palavras, eu que vivo delas, onde estão? Onde estão as palavras para contar a vocês e a mim mesmo que Tostão está morrendo asfixiado nos braços da multidão em transe? Parece um linchamento: Tostão deitado na grama, cem mãos a saqueá-lo. Levam-lhe a camisa levam-lhe os calções. Sei que é total a alucinação nos quatro cantos do estádio, mas só tenho olhos para a cena insólita: há muito que arrancaram as chuteiras de Tostão. Só falta, agora, alguém tomar-lhe a sunga azul, derradeira peça sobre o corpo de um semi-deus.

Mas, felizmente, a cautela e o sangue-frio vencem sempre: venceram, com o Brasil, o Mundial de 70, e venceram, também, na hora em que o desvario pretendia deixar Tostão completamente nu aos olhos de cem mil espectadores e de setecentos milhões de telespectadores do mundo inteiro.

E lá se vai Tostão, correndo pelo campo afora, coberto de glórias, coberto de lágrimas, atropelado por uma pequena multidão. Essa gente, que está ali por amor, vai acabar sufocando Tostão. Se a polícia não entra em campo para protegê-lo, coitado dele. Coitado, também, de Pelé, pendurado em mil pescoços e com um sombrero imenso, nu da cintura para cima, carregado por todos os lados ao sabor da paixão coletiva. 

O campo do Azteca, nesse momento, é um manicômio: mexicanos e brasileiros, com bandeiras enormes, engalfinham-se num estranho esbanjamento de alegria.

Agora, quase não posso ver o campo lá embaixo: chove papel colorido em todo o estádio. Esse estádio que foi feito para uma festa de final: sua arquitetura põe o povo dentro do campo, criando um clima de intimidade que o futebol, aqui, no Azteca, toma emprestado à corrida de touros.

Cantemos, amigos, a fiesta brava, cantemos agora, mesmo em lágrimas, os derradeiros instantes do mais bonito Mundial que meus olhos jamais sonharam ver. Pela correção dos atletas, que jogaram trinta e duas partidas, sem uma só expulsão. Pelo respeito com que cerca de trezentos profissionais de futebol se enfrentaram, músculo a músculo, coração a coração, trocando camisas, trocando consolo, trocando destinos que hão de se encontrar, novamente, em Munique 74.

Choremos a alegria de uma campanha admirável em que o Brasil fez futebol de fantasia, fazendo amigos. Fazendo irmãos em todos os continentes.

Orgulha-me ver que o futebol, nossa vida, é o mais vibrante universo de paz que o homem é capaz de iluminar com uma bola, seu brinquedo fascinante. Trinta e duas batalhas, nenhuma baixa. Dezesseis países em luta ardente, durante vinte e um dias — ninguém morreu. Não há bandeiras de luto no mastro dos heróis do futebol.

Por isso, recebam, amanhã, os heróis do Mundial de 70 com a ternura que acolhe em casa os meninos que voltam do pátio, onde brincavam. Perdoem-me o arrebatamento que me faz sonegar-lhes a análise fria do jogo. Mas final é assim mesmo: as táticas cedem vez aos rasgos do coração. Tenho uma vida profissional cheia de finais e, em nenhuma delas, falou-se de estratégias. Final é sublimação, final é pirâmide humana atrás do gol a delirar com a cabeçada de Pelé, com o chute de Gérson e com o gesto bravo de Jairzinho, levando nas pernas a bola do terceiro gol. Final é antes do jogo, depois do jogo — nunca durante o jogo.

Que humanidade, senão a do esporte, seria capaz de construir, sobre a abstração de um gol, a cerimônia a que assisto, neste instante, querendo chorar, querendo gritar? Os campeões mundiais em volta olímpica, a beijar a tacinha, filha adotiva de todos nós, brasileiros? Ternamente, o capitão Carlos Alberto cola o corpinho dela no seu rosto fatigado: conquistou-a para sempre, conquistou-a por ti, adorável peladeiro do Aterro do Flamengo. A tacinha, agora, é tua, amiguinho, que mataste tantas aulas de junho para baixar, em espírito, no Jalisco de Guadalajara.

Sorve nela, amiguinho, a glória de Pelé, que tem a fragrância da nossa infância.

A taça de ouro é eternamente tua, amiguinho.

Até que os deuses do futebol inventem outra."

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BRAVO!

Saudades de Armando Nogueira!