sábado, 29 de agosto de 2015

Por onde anda Dóris Monteiro?

Em setembro de 1955,  saía no jornal...































Então, vamos lá ouvir EU E MEU CORAÇÃO, com Dóris Monteiro.



A carioca Dóris Monteiro, anda esquecida pela midia. Mas o RIO QUE MORA NO MAR a relembra e sua bela voz e interpretação.

VIVAS A DÓRIS MONTEIRO!



terça-feira, 25 de agosto de 2015

O mais importante e refinado nigthclub da cidade do Rio... parte final...3



Concluindo a publicação de Ibrahim Sued, em agosto de 1955...







Em reportagem assinada pelo saudoso jornalista, Joel Silveira, na revista Manchete, temos


Depois de presenciar da janela do seu apartamento, a morte do jornalista Raul Martins, atirando-se do andar de cima, do 11º; depois o francês Pierre André; o cantor Warren Hayes, repetirem o gesto desesperado, Dantinhas confessou ao repórter: “Pensei então escrever algumas linhas, uma espécie de despedida a parentes e amigos mais próximos e atiradas pelas janelas”. Mas, o nosso herói foi resoluto, mostrando coragem e sangue frio, vestindo terno novo e ainda colocando na gravata um alfinete de pérola. Ele mesmo relata como se salvou milagrosamente das chamas, umedecendo um lençol, amarrando-o fortemente a um braço de ferro da veneziana e lançando-o para o lado de fora. “Cheio de angústia, vi que o pano não alcançava a ponta da Magirus. Gritei ao bombeiro que estava no último degrau da escada pedindo que ele me jogasse uma corda e, só depois de cinco tentativas, consegui segurá-la. Escorreguei então por ela, lentamente, até alcançar a ponta da escada e, logo depois inacreditavelmente vivo, o chão. O pesadelo, que já durava duas horas (dois séculos!), parecia, enfim, tinha terminado”.


Dantinhas é filho do saudoso advogado e jurista Heráclito Ribeiro Dantas, sobrinho do jornalista Orlando Ribeiro Dantas, fundador e proprietário do “Diário de Notícias”. Era homem da noite, conhecido “causier” e frequentador dos locais mais requintados da gastronomia carioca. 


Joel Silveira autor da reportagem, outra grande figura da boemia daqueles áureos tempos, foi definido pelo poeta Manuel Bandeira como o anti-João do Rio, no estilo, mas, “apesar disso, ou por isso mesmo, maciamente perfurante como uma punhalada que só dói quando a ferida esfria”. 


domingo, 23 de agosto de 2015

O mais importante e refinado nigthclub da cidade do Rio... parte 2


Continuando a publicação de Ibrahim Sued, em agosto de 1955...




Uma curiosidade:

A presença do esqueleto do hotel famoso, tirando a beleza da entrada de Copacabana, fez com que a Prefeitura cuidasse logo da sua remoção. Seria a primeira implosão no país. A imprensa falava nisso a todo instante. 


Foi marcada para as 20:00h de um sábado — não se sabe, até hoje, o autor da brilhante idéia de fazer uma implosão à noite. Centenas e centenas de pessoas se plantaram ali, para assistir ao espetáculo até então inédito. 

Na hora marcada, um locutor oficial da prefeitura fez a contagem regressiva: dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro — a multidão, nesse exato momento, pôs as mãos no ouvido —, três... — Bummmmmm!!

 O que foi? Explodiram as dinamites antes de chegar ao zero! 

Tremenda poeira, tremendo susto. Quando a poeira desceu... nada havia acontecido. O esqueleto continuava de pé. Foi uma decepção geral. O locutor comunicou que a próxima explosão seria a instantes. O tempo passou. Por volta de uma da manhã, o mesmo locutor informou que estava suspensa a operação.
Tinha sido como a queima de fogos de fim de ano. Aos poucos, as pessoas foram embora.


 Às cinco horas, outra tremenda explosão se ouviu. Sem avisar, a prefeitura implodira o prédio. Implodira-o, sem que houvesse nenhum registro fotográfico, dessa que foi a primeira implosão no Brasil. 

Pior: tinham mandado abrir todas as janelas, antes das 20:00h, para evitar que a explosão prevista naquela hora quebrasse os vidros, com o deslocamento do ar. Como havia sido suspensa, os moradores fecharam as janelas e foram dormir tranqüilos. Resultado: a maior quebra de vidros da história da cidade.


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O mais importante e refinado nigthclub da cidade do Rio

Apesar de pequena em tamanho físico, a casa do Barão Von Stuckart, austríaco, na Avenida Princesa Isabel, no Leme, apresentava a excelente orquestra de negros importados nos Estados Unidos e , como outra marca registrada, o piano suave de  SACHA RUBIN que sempre saudava a chegada dos habitués  com a canção preferida de cada um deles: SOLITUDE para JACINTO DE THORMES, INVITATION para LOURDES CATÃO, NEVER LET ME GO para BEKI KLABIN.



A cantora Linda Batista e o cantor Jorge Goulart


Lourdes e Álvaro Catão

Funcionou a partir de 1946, logo tornou-se ponto obrigatório das personalidades da época sendo frequentado  por  políticos e expoente do high society, como TERESA E DIDU SOUSA CAMPOS, LILI E HORÁCIO CARVALHO, OS MAYRINK VEIGA.

Até em 1955, quando os SUPER CONSTELLATION inauguravam uma linha para Nova York, que iguaria fez mais sucesso a bordo? 
Foi uma entrada, BITOCK DE VOLAILLE, do VOGUE.
Mas, no domingo  14 DE AGOSTO DE 1955, há 60 anos, à tarde, a  BOATE VOGUE pegou fogo. Dois homens, em desespero, atiraram-se do prédio onde funcionava a boate. 


O INCÊNDIO DO EDIFÍCIO ONDE FUNCIONAVA A VOGUE COMOVEU A CIDADE.

O jornalista Ibrahim Sued frequentador da Vogue, após o fim da boate registrou, em dez partes, em sua coluna, em 1955, pedaços interessantes de sua história, sob o título  PARA OS BIÓGRAFOS DO VOGUE. 

Começaremos, por aqui, a recordar essas interessantes curiosidades.





Continua nos próximos posts...

sábado, 15 de agosto de 2015

Hoje, dia 15 de agosto   
é dia de Nossa Senhora da Glória.
Houve um tempo que essa data mobilizava a cidade com seus festejos e era motivo de grande alegria, como nos conta o historiador CHARLES JULIUS DUNLOP,  em Crônicas, fatos , gente e coisas da nossa história.  

"A tradicional festa de Nossa Senhora da Glória, que se realiza, anualmente, a 15 de agosto, foi um dos grandes divertimentos dos nossos antepassados, constituindo intenso motivo de alegria popular.
Nos últimos anos do vice-reinado, a ela compareciam os vice-reis, os mais altos dignitários da igreja, autoridades, os protetores da irmandade e tudo quanto havia, entre nós, de mais chique e mais elegante.
De 1808 em diante, com o desenvolvimento que tomou o Rio de Janeiro, pela residência efetiva de dom João VI e elevação do Brasil a Reino Unido, a poética igrejinha de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, como todas as instituições da cidade, teve um movimento extraordinário, aviventando o esplendor das festas da padroeira.
No tempo de dom Pedro I e de dom Pedro II, então, esses festejos, com suas romarias e leilões de prendas, atingiram ao auge do seu esplendor, passando o dia da Glória a constituir um dos acontecimentos maiores do ano.
Desde o amanhecer, repicavam os sinos do velho templo, cheio de adoráveis reminiscências, e milhares de devotos e penitentes, levando promessas e empunhando velas de cera enfeitadas de flores de pano e de vistosas fitas, subiam contritos a ladeira.
Por volta das 10 horas, surgia a banda de música dos barbeiros. Seu diretor – informa Melo Morais Filho – era um certo Dutra, mestre de barbeiros na rua da Alfândega, que a ensaiava e fardava para as mais ruidosas funções. Todas as figuras eram negros escravos. Seus uniformes não primavam pela elegância nem pela qualidade: trajavam jaqueta de brim branco, calça preta, chapéu branco alto e andavam descalços. Os que não sabiam de cor a partitura, liam-na pregada a alfinetes nas costas do companheiro da frente, que servia de estante.
Os quarteirões da Glória e do Catete, a essa hora, já formigavam de gente. Bandeiras e galhardetes, colchas de damasco, globos e outros preparos da esplêndida iluminação completavam o pitoresco do sítio, que se animava para os suntuosos festejos. Das carruagens intermitentes saltavam da boléia os criados de libré, descobrindo-se à descida dos altos personagens do clero, das grandes damas da Corte, dos embaixadores, da nobreza, que se dirigiam para o outeiro. De intervalo a intervalo, girândolas e foguetes varavam o ar, estourando prolongadamente. Vendedores ambulantes, com tabuleiros cobertos de panos brancos rendados, tentavam o poviléucom as suas bugigangas ou com quindins e bom-bocados. Nos coretos, executava-se o Hino Nacional. Oficiais e soldados da Guarda Nacional e da tropa de linha destacavam-se dentre o povo, e os batedores do piquete do imperador relampeavam de perto as espadas, abrindo caminho. E suas majestades e altezas, com o seu séquito opulento, apeavam, encaminhando-se rampa acima, subindo os degraus de mármore do gracioso adro, e desaparecendo em breve no profundo da igreja, cujo aspecto era deslumbrante. Terminada a cerimônia religiosa, mesmo depois da retirada da família imperial, a igreja, o largo pátio e a esplanada da ladeira permaneciam apinhados de pessoas.
À noite, sem perder a característica de pompa verdadeiramente real, a festa da Glória interessava mais diretamente ao povo. As luminárias, o templo todo armado e circulado exteriormente de luzes em globos e arandelas, a iluminação da frente de todas as casas da redondeza, os barcos refletindo n’água as luzes de proa, as tocatas de violão, as danças e os leilões de prendas alegravam toda aquela gente que tinha fé e se divertia.
Seguia-se a indefectível queima de caprichosos fogos de artifício em terra e no mar, e o clarão das águas destacava na amurada do cais e na extensão da rua aquela enorme massa de povo, agrupando-se aqui e ali para melhor apreciar o surpreendente espetáculo.
Terminados os fogos, dispersava-se, a pouco e pouco, a multidão, feliz e alegre. Os pomposos bailes nos aristocráticos solares e palacetes das redondezas, no entanto, entravam pela noite até alta madrugada.
Segundo Machado de Assis, a festa da Glória era a Penha elegante, do vestido escorrido, da comenda e do claque; a Penha era a Glória da rosca no chapéu, garrafão ao lado, ramo verde na carruagem e turca no cérebro (cuca cheia)."

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O Rio e o dia da televisão

Nesse 11 de agosto, dia de Santa Clara, a padroeira da televisão... 

...um passeio pelas imagens de programas que nos encantaram.



  
seriado PAPAI SABE TUDO                          programa JOVEM GUARDA

  
infantil VESPERAL TROL                                         programa NOITE DE GALA


programa TIMES SQUARE

  
seriado DR KILDARE                                seriado BEN CASEY


seriado O HOMEM DE VIRGINIA


novela O DIREITO DE NASCER


UMA TV DE OUTROS TEMPOS!



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Há 60 anos, no Rio...

... a cidade chorava a morte de CARMEM MIRANDA.


Em 5 de agosto de 1955, aos 46 anos de idade, Carmem Miranda foi vítima de um copalso cardíaco. Seu corpo foi trazido para o Brasil no dia 12 e velado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo sepultado no cemitério São João Batista.

Mais de quinhentas mil pessoas acompanharam, chorando, os funerais da querida cantora popular, enquanto cantavam (em surdina) os seus maiores sucessos. 

A última foto



Várias personalidades do mundo político, social e cultural se manifestaram diante do acontecimento. 

Jorge Guinle: 

"Nossa dívida para com ela nunca poderá ser saldada" 

Embaixador Negrão de Lima: 

    "Foi, a seu modo, uma admirável e efetivíssima embaixatriz do Brasil"

 Almirante: 

    "Foi por querer cantar a música brasileira que ela morreu"

 Assis Valente: 

    "Carmem Miranda foi minha obsessão"

 Ary Barroso: 

    "Fiquei surdo, mudo, cego, paralítico de emoção"

 Mário Reis: 

    "Não creio que Carmem tenha morrido"

 André Filho:

    "As pessoas que honram e ficam consagradas na música popular, não morrem. Ficam para sempre". 

Vale reler a crônica, abaixo, publicada em 12/8/1955


( 1a. página, jornal O GLOBO)