terça-feira, 31 de janeiro de 2017

domingo, 29 de janeiro de 2017

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

MELHOR COMPOSIÇÃO DO CARNAVAL DE 1967, há 50 anos

No dia 27 de janeiro de 1967, há 50 anos,
 era anunciada  a 
MELHOR COMPOSIÇÃO
PARA O CARNAVAL DE 1967.




(recorte/jornal O GLOBO de 27/1/1967 )

... E Zé Keti ganhou essa saborosa crônica de Sérgio Bittencourt.





MÁSCARA NEGRA tornou-se não só a melhor daquele ano, mas se consolidou como uma das melhores músicas de carnaval todos os tempos.






quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Curtindo mais TOM JOBIM


Duas interpretações de tirar o fôlego.

Maria Bethânia cantando  EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ...




...e Bill Evans , tocando CHORA CORAÇÃO






domingo, 22 de janeiro de 2017

TOM JOBIM 90 ANOS


No próximo dia 25 de janeiro,
nosso maestro TOM JOBIM
 completaria 90 anos.

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Um dos maiores compositores do século XX na música popular brasileira e o pioneiro musical da nossa Bossa Nova, que até a data de hoje permanece no nosso coração e principalmente muito apreciada no exterior. 
Veja neste filme o verdadeiro encanto de suas letras e de uma musicalidade fantástica, vinda de sua eterna forma de tocar as melhores teclas.  
E aproveite pra recordar o nosso Rio de Janeiro de tempos atrás.




sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Padroeiro

São Sebastião ,
representante do espírito carioca,
g
ravado até no nome da cidade do Rio de Janeiro...
Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.


O povo carioca, independente da denominação religiosa,
se identifica com  São Sebastião:
enfrenta perigos e  enfrenta as batalhas dos dia a dia.
É 
parte do caráter do povo carioca.


A devoção ao santo chegou ao Rio de Janeiro por meio da realeza portuguesa. No século XVI, em Portugal, era grande a fama de São Sebastião com milagres de cura e de proteção em batalhas. A fé no santo começou a ser trazida para o Brasil pelas primeiras expedições dos colonizadores e por influência do rei Dom Sebastião de Avis, nascido também no dia 20 de janeiro, e batizado com este nome em homenagem ao santo.
Estácio de Sá, fundador do Rio de Janeiro, era um dos devotos de São Sebastião. Ele mandou construir uma capela em homenagem ao santo tão logo aportou na Baía da Guanabara. Ela foi erguida onde hoje é a Praia Vermelha. Dois anos após a fundação do Rio, em 1567, a capela serviu como túmulo ao próprio fundador da cidade.

A benção, SÃO SEBASTIÃO! 


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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A primeira mulher a usar o biquíni em terras brasileiras.

Em 1948, a modelo e estilista Miriam Etz,
 confeccionou uma roupa de praia lançada na França 
 e fazendo uso da novidade
foi à
...Praia do Arpoador. 

Anos 40: Em 1948, a alemã Miriam Etz foi a primeira mulher a vestir um biquíni no Brasil, na Praia do Diabo. Causou furor na época. Mal sabiam o que estava por virFoto: Reprodução
Alemã de nascimento, fugiu da sua terra natal no início da década de 1930 em virtude das perseguições nazistas aos judeus, passando a morar na Holanda e na Inglaterra por um tempo, até fixar residência no Brasil em 1936.

Filha de um professor da faculdade de Belas Artes, Erna Miriam Etz Kaufmann conheceu o marido em Londres. Pintor como ela casaram-se por lá e decidiram então vir ao Brasil, onde tinham alguns conhecidos. 


A adaptação da alemã Miriam Etz ao Brasil foi completa. Na sua casa comia-se arroz com feijão, sete meses após desembarcar no Rio, teve a primeira filha, deu-lhe o nome de Iracema - que ficou conhecida como Ira e se tornou musa do Arpoador nos anos 50 -  e fazia questão de falar português corretamente e por isso  acabou se tornando mais brasileira -e carioca- do que muitos que por aqui nasceram.

Num belo dia, Miriam quis ir à praia. Vestiu o traje de banho que ela mesma havia confeccionado e foi para o Arpoador. 

Causou um tremendo alvoroço. Chamou a atenção dos banhistas e por esta fato, é considerada a  
 a primeira mulher a usar o biquíni em terras brasileiras.




Morre a artista plástica Miriam Etz


Nos últimos tempos, morava em Nova Friburgo, pra onde foi depois de se aposentar, após seu tempo de alta executiva da Avon,
Desenvolveu uma técnica própria e especial de vários elementos para criar suas pinturas e aquarelas,  belíssimos trabalhos que apresentou em inúmeras exposições.

Viúva por 21 anos - ficou casada por mais de 50 anos com o publicitário e pintor Hans Etz - morreu aos 95 anos em 2010. Teve dois filhos, seis netos, e 12 bisnetos.



  


sábado, 14 de janeiro de 2017

Lua do Arpoador


Continuando nesse tempo de verão e praias
e falando do charmoso Arpoador.


Foi o Arpoador de 1953 a 63, o grande laboratório de costumes e comportamento da cidade e do Brasil. 


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Arpoador, anos 50

Famílias européias que vinham para o bucólico bairro misturavam seus filhos aos jovens nativos.


Os jovens da época liam autores europeus e americanos modernos, eram amigos dos intelectuais, misturavam-se com o pessoal da Bossa Nova, frequentavam os roteiros culturais da época como cinemas e cursos de teatro. As moças tinham um futuro profissional promissor, discutiam Existencialismo e Nouvelle Vague - movimento artístico do cinema francês que se insere no movimento contestatório próprio dos anos sessenta –, queriam estudar fora do país e não viam o casamento como única realização na vida (apoiadas na maioria das vezes por suas mães, de origem ou educação européia). Ao cultuar simultaneamente a beleza, o conhecimento e a autenticidade, essa geração atingiu a liberdade sexual sem culpa, revolucionando os meados dos anos 50 no Arpoador. 

As drogas não circulavam por ali ainda nesta época. Havia o conhecimento, mas o culto à saúde e à razão superava a curiosidade da experiência de substâncias que alteravam a mente.


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Arpoador, anos 60

Arpoador sempre acolheu várias turmas, sem que houvesse o predomínio de umas sobre as outras: o pessoal da Bossa Nova, os frequentadores de todos os dias, os esportistas. Mas com o tempo, início dos anos 60, o pessoal começou a migrar pra uns metros adiante. Em frente ao Castelinho. E aí surgiria um novo tempo. O das areias de... Ipanema.

Copacabana ainda não sabia, mas era o fim de seu reinado. 
A partir de 1962, a praia por excelência do Rio de Janeiro seria Ipanema.




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

ARPOADOR, segundo Drummond


Essa Crônica Carioca de Todos os Tempos, de 1963,
leva a assinatura de Carlos Drummond de Andrade,
e nesse tempo de verão e praias, tem tudo a ver.

Fala-nos do charmoso Arpoador.

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"Pediram-me que definisse o Arpoador. É aquele lugar dentro da Guanabara e fora do mundo, aonde não vamos quase nunca, e onde desejaríamos (obscuramente) viver. 
Viver sempre, para sempre, no Arpoador: sonho que não ousamos acalentar, de tal maneira aderimos à armadura urbana, e mal sabemos o que é cidade e o que é indivíduo. Ir ao Arpoador, de manhã, de tarde, é quanto nos permitimos. Mesmo assim, com que intenções. 
Há os namorados, que querem dar a seu namoro moldura atlântica, céu e onda por testemunhas. Julgam-se merecedores de acompanhamento sinfônico-paisagístico, e não percebem que o Arpoador, áspero e depurado na condição de rocha, está acima e além de namorados. 
Há os que vão pescar, ou pensam que Caiçaras de beira mantêm relações com o mar molhando os pés na poça limosa. Sem olhos para o que é visão e cosmovisão, ouvidos para o que conta o vento chegado de viagem, insetos na pele da natureza, depositam aqui e ali acessórios mofinos: sandálias, sanduíches, jornais. E enrolando e desenrolando monotonamente a linha, que acaba se partindo entre pedras, julgam estar no Arpoador, mas o Arpoador não está neles. 
Há os que seguem o rito pequeno- burguês de domingo e feriado, e misturam Arpoador a praia, peteca, sorvete, cineminha, ajantarado, Jóquei. Chegam, passam, e é como se nunca vissem o Arpoador, pois não o decifram. 
E os que procuram estar sós, roídos de dor moral ou desgosto de superfície, os que fazem do Arpoador berço para ninar angústia. Que entendem de solidão? O Arpoador é dos reinos mais povoados e movimentados da terra: espaço, luz e forma estão ali em contínua diversificação, criando-se e recriando-se com a mobilidade de arquitetura aérea. É solidão, sim, mas que diferente do comum estar só com as nossas pobrezas e limitações. 
Há também o que vai para se entregar, ser um com o Arpoador, mil-partido. O que, recebendo na cara a neblina da onda mais alta, sente o preço de dádiva a ninguém oferecida, e cujo destino é perder-se e repetir-se. O que não pede poesia nem consolo nem peixe nem cenário nem esquecimento, mas abarca e absorve o Arpoador em sua infinitude, apenas com se deixar levar e dissolver, ponto mínimo, imperceptível, na massa de ar, nuvem, brisa, penedo, sentimento imemorial de vida. 
Vi a tarde cair no Arpoador; não era bem isso, mas Arpoador e tarde se transfundindo, errando em extensão ilimitada. Rudes forças, poderosos silêncios coados no rumor, salinos murmúrios se iam juntando, compondo severa música, desfalecendo. Não irromperam cores espetaculares para turismo.  
O sol recolhia-se com dignidade. Laivos de prata-pérola amorteciam o verde da água. Neutra, a mancha das casas. Montanhas ganhavam leveza de pássaro, sumiam. Senti o balanço, a respiração, o concentrar-se da hora diferente de todas, porque se livrara do tempo, e a mim também me livrava.  
Assim é o Arpoador."

domingo, 8 de janeiro de 2017

Uma certa Noite dos Leopardos, há 30 anos


No final dos anos 80 - 1987 - surgiu, despretensiosamente,
no Teatro Serrador, no Centro da cidade,
um show erótico masculino, que se tornou uma febre nos anos 90:

 A NOITE DOS LEOPARDOS.

Nenhum texto alternativo automático disponível.
Eloína e os Leopardos, em 1987

Comandado pela transformista Eloína, com coreografia de Ciro Barcelos, ex-Dzi Croquetes, o espetáculo lançou a moda dos shows com rapazes musculosos e, digamos, desinibidos ,vestidos de personagens como marinheiro, bombeiro, policial e tal, que dançavam em performances ousadas individuais ou em grupos para um grand finale  de mini sungas de estamparia de leopardo e strip-tease masculino.

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Do Teatro Serrador foram para a lendária Galeria Alaska , depois para o Teatro de Bolso do Leblon e o estouro da Noite dos Leopardos -  o show inicialmente voltado ao público gay -   se deu pelo público feminino, que ganhou sessão exclusiva em dia da semana - com direito a gritos eufóricos e aplausos -   e sessões com pré-venda para despedidas de solteira.
Ao final do show sempre eram chamada(o)s e escolhida(o)s espectadoras/espectadores para coroar o melhor da noite, com direito a estar lado a lado, e , cositas más, com os musculosos.


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Galeria Alaska

Os leopardos  ficaram mais de 5 anos em cartaz apresentando mais de 400 rapazes, ao longo desse tempo, e criaram a moda carioca, que se espalhou pelo Brasil, dos chamados Clubes das Mulheres.



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Crônicas cariocas de Todos os Tempos...

Mais uma, nos lembrando de sabores de outros tempos.
Publicada em janeiro de 1997.
Há 20 anos!





recorte jornal O GLOBO/ 17.1.1997

Em tempo: esses sanduichinhos a que o jornalista se refere são os deliciosos  sanduiches de pão de miga, de origem argentina (parecido com o pão de forma nosso, porém sem a casca), tradicionais no cardápio  - de outrora - da Confeitaria Colombo.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

50 anos do Festival de Besteira do Stanislaw


recorte O GLOBO, 5/1/1967 - coluna Henrique Pongetti




Stanislaw Ponte Presta -  pseudônimo que o jornalista  Sergio Porto tomou emprestado à Oswald de Andrade (vide Memórias de Serafim Ponte Grande) -  afirmava ser difícil precisar o dia em que as besteiras começaram a assolar o Brasil.Nesse livro que virou uma série - três - ele contava histórias, como a abaixo, com seu grande filão: a irreverência.



"A mini-saia era lançada no Rio e execrada em Belo Horizonte, onde o Delegado de Costumes (inclusive costumes femininos), declarava aos jornais que prenderia o costureiro francês Pierre Cardin (bicharoca parisiense responsável pelo referido lançamento), caso aparecesse na capital mineira "para dar espetáculos obscenos, com seus vestidos decotados e saias curtas". E acrescentava furioso: "A tradição de moral e pudor dos mineiros será preservada sempre". Toda essa cocorocada iria influenciar um deputado estadual de lá— Lourival Pereira da Silva — que fez um discurso na Câmara sobre o tema "Ninguém levantará a saia da Mulher Mineira".