sábado, 1 de setembro de 2018

Em setembro de 1968 no Rio , uma certa Helena que arrebatou o Brasil

HÁ 50 ANOS...

Organizado pela TV TUPI, em  setembro de 1968, aconteceu o 1° Festival Universitário da Música Popular Brasileira, produzido por Paulo Pontes e Oduvaldo Vianna Filho, com direção de Maurício Shermann e produção musical de Lúcio Alves.

O festival revelou pra nossa MPB nomes como Gonzaguinha, Ivan Lins, Taiguara...

...e um nome de mulher: Helena.


Helena, Helena, Helena, a linda composição de Alberto Land, com belo arranjo do maestro Gaya, na personalíssima interpretação de Taiguara, arrebatou a platéia e os corações. Forte, pura poesia e belíssima.


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas e violão
Taiguara e Alberto Land
Foto- internet, reprodução


Os 5 ganhadores do Festival, foram:

1) Helena, Helena, Helena (Alberto Land) - intérprete: Taiguara
2) Vida breve (I. Ribeiro/N.J. Larica) - intérprete: Claudette Soares
3) Meu Tamborim (César Costa Filho/Ronaldo Monteiro de Souza) -  intérprete: Beth Carvalho
4) Um Novo Rumo (Waldemar Correa//Ivan Lins) - intérprete: Cyro Monteiro


A linda letra...


"Talvez um dia

Por descuido ou fantasia
Helena, Helena, Helena
Nos meus braços debruçou
Foi por encanto, ou desencanto
Ou até mesmo por meu canto
Por meu pranto
Ou foi por sexo
Ou viu em mim o seu reflexo
Ou quem sabe uma aventura
Até mesmo uma procura
Pra encontrar um grande amor



Mas hoje eu sei que um dia
Por faltar telefonema
Helena, Helena, Helena
Nos meus braços pernoitou
Foi por acaso, por um caso
Ou até mesmo por costume
Pra sentir o meu perfume
Dar amor por um programa
Dar seu corpo num programa
Hoje vai e nem me chama
Um adeus é o que deixou



Talvez um dia, por esperança
Ou ser criança
Deixei Helena, Helena
Com seus braços me guiar
Fui sem destino, tão menino
E hoje eu vejo o desatino
Estou perdido numa estrada
Peço ajuda a quem passa
Tanto amor pra dar de graça
Todo mundo acha graça
Deste fim que me levou



Maria Helena
E seus homens de renome
Entre eles fez seu nome
E entre eles se elevou
Foi sem amor, foi sem pudor
Mas hoje entendo o jeito desses
Pra salvar seus interesses
Dar seu corpo custa nada
E com o ar de apaixonada
Em suas rodas elevadas
Seu destino assegurou



Talvez um dia
Por desejo de poesia
Helena, Helena, Helena
Talvez queira dar a mão
Talvez tão tarde, até em vão
Quem sabe eu tenha um rumo à vista
Ou quem sabe eu nem exista
Ofereço este meu canto a qualquer preço
A qualquer pranto
Não quero amor, não se discute
Eu procuro quem me escute"


Pra ouvir, curtir ou recordar!





Alberto Land aos 57 anos, em 2002, guiava o próprio carro quando foi fechado, na esquina das ruas Raul Pompéia e Souza Lima, em Copacabana, por um carro roubado na zona sul. O ocupante do carro desceu do veículo e executou Land com tiros no pescoço e na cabeça. O crime foi considerado passional.


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