terça-feira, 17 de outubro de 2017

Revisitando os festivais da MPB, no Rio


Teve um tempo
em que outubro
era tempo de festivais.

Esperávamos ansiosamente para ouvir novas canções pra nos embalar e torcer, e cantar.
Hoje, uma pena, esse tempo vai longe. Por isso vale remexer no baú e recordar.

Clique e (re)leia!

Outubro era tempo de festivais...
1º Festival Internacional Canção Popular Rio 1966 Lp Disco 3   
Imagem relacionada
Tuca, à esquerda, Nana Caymi no centro e Maísa, à direita





sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Dia Nacional da MPB


A MPB, 
nossa Música Popular Brasileira 
tem agora um dia oficial!


A data é 17 de outubro e a escolha é uma homenagem ao nascimento de Chiquinha Gonzaga,  a primeira compositora popular do Brasil.

Pra comemorar desde já, a canção carioca que é o retrato dessa época. De saudades dos tempos de paz, harmonia, belezas cuidadas; dos tempos em que se sabia ouvir, dos tempos em que se sabia ver e enxergar, dos tempos em que se sabia falar, uma canção de uma cidade, que como diz o poeta...o teu corpo inteiro precisa se regenerar ... e... ainda pode se salvar da cara dessa cidade de hoje.





segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Túnel Rebouças, carioca cinquentão!

A ligação entre a Zona Norte e a Zona Sul já era discutida desde a década de 20, quando o arquiteto francês Alfredo Agache desenhou o primeiro plano urbanístico da cidade. Na época, a única opção Norte-Sul existente era o túnel da Rua Alice (Rio Comprido-Laranjeiras), inaugurado ainda no Império, em 1887.

 O primeiro projeto do Túnel Rebouças ficou pronto em 1955, mas o túnel só começou a sair do papel em 1962, com Carlos Lacerda, então governador da Guanabara. Para sua construção, foram empregados 2.600 operários, sendo que 22 deles morreram, vítimas de explosões e desabamentos.

Túnel Rebouças em obras



O Túnel Rebouças foi inaugurado em 3 outubro de 1967 por Negrão de Lima, então governador da Guanabara. Na época, o túnel — que liga o Rio Comprido, na Zona Norte, ao Cosme Velho e à Lagoa, na Zona Sul — foi apresentado como alternativa para reduzir em nove quilômetros a distância entre as zonas Norte e Sul, sendo percorrida em apenas seis minutos.


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No dia da inauguração, cariocas fizeram fila para passarem pelo túnel.

As escavações do Rebouças, na gestão de Lacerda ficaram prontas após três anos do início das obras e uma solenidade comemorou o término da escavação das suas quatro galerias. Na abertura do túnel para os carros, ainda não havia sistema de ventilação instalado, a iluminação era precária e não era feito um controle sobre a quantidade de monóxido de carbono no local. Somente em 1968, um ano após a abertura, foi instalado o sistema de controle de poluição.

A princípio, somente carros podiam trafegar pelo túnel Rebouças. Apenas em 1976 foi permitido a uso da via por ônibus. As primeiras linhas que trafegaram pela obra foram 443 (Lins-Urca) e 473 (Triagem-Leme)

Por mês, são recolhidos, em média, quase quatro toneladas de lixo. Entre os achados, há documentos, chaves, celulares e material escolar. Até colchão já foi retirado das pistas.

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   Os nomes oficiais do túnel, André e Antônio Rebouças, são dos engenheiros abolicionistas, que ao lado de Machado de Assis, Cruz e Souza, José do Patrocínio, foram representantes da pequena classe média negra em ascensão no Segundo Reinado e vozes mais importantes em prol da abolição da escravatura. Netos de um alfaiate português e de uma escrava alforriada, os dois irmãos estão entre os primeiros negros a cursarem uma faculdade no país. Estudaram na antiga Escola Militar e na Escola Politécnica da UFRJ.

Mas histórias inusitadas também, pelo túnel, aconteceram e acontecem.

Os animais também não dão trégua aos controladores de trânsito do túnel. Os visitantes mais comuns são cachorros, mas porco, cabrito, cabra, bode, garça e até vaca já apareceram por lá. A vaca entrou pelo Cosme Velho e foi até o Rio Comprido, passou a mureta divisória e deu a volta pela outra galeria.

Se não fosse o flagrante das câmeras da CET-Rio, ninguém acreditaria que uma broca chegou a perfurar o teto do Rebouças em 19 de maio de 2015, provocando um grande vazamento (além, é claro, de congestionamento). O equipamento era de um morador da Rua Senador Lúcio Bittencourt, no Jardim Botânico, que resolveu furar um poço artesiano. Até hoje, o buraco permanece aberto.


Fonte: acervo O Globo
Fotos:internet




domingo, 8 de outubro de 2017

Saudades do Leblon !

Praia do Leblon, 1962, em frente à Rua Carlos Goes

Praia do Leblon, em 1962, em frente a Rua Carlos Gois.



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Aos mestres mais uma vez...

REMEXENDO NO BAÚ...

Achei esse texto que me deu saudades de grandes professores.
Nesse mês de outubro comemoramos seu dia.
A eles, mais uma vez, minha gratidão!
Vale (re)ler!



"Ao mestre, com carinho!



Nesse Dia do Mestre vem à recordação tantos professores com os quais convivemos e nos deram lições pra toda a vida.

Alguns marcaram pela simpatia, outros pela dedicação; há aqueles que pela rigidez se fizeram presentes, ou os pela delicadeza de gestos e atitudes; também os pelas brincadeiras, hummm... os pelas faltas e ausências; os mal humorados, ranhetas, sisudos e até os loucos. Incrível, mas existem. Tive um professor assim. De Química, no científico. Professor Angelo. Que de tão genial ele não conseguia se comunicar com os alunos. Falava pra dentro e sempre voltado para o quadro negro - que à época ainda não era verde -, de costas para os alunos. Escrevia fórmulas imensas que começavam em letras minúsculas acima e acabavam em garranchos na barra do quadro. E com uma rapidez feroz que ninguém conseguia acompanhar e deixava a turma às gargalhadas. E ele a olhar, sério, como se perguntasse de que estão rindo?

Mas a matemática foi a minha paixão. Sempre gostei. Desde os tempos da tabuada. O que para muitos afugentava, para mim era fascinante. E ainda é. Raiz quadrada, equação do segundo grau, logaritmos, pa, pg, mdc, mmc, regra de três, que universo delicioso. Sei que muitos devem estar me achando masoquista, mas com certeza números, suas combinações,quanta coisa na vida resolvemos através do raciocínio matemático. E quando percebemos isso, a Matemática deixa de ser bruxa.

Ela era a nota dez que fazia questão de carregar na caderneta todo o mês. Mas tive professores que contribuíram pra isso.

Professor Navarro foi um deles, nos tempos do ginásio, no São Marcos. Engenheiro de formação, entrava na sala de aula com a sua varinha de apontar o quadro, que era uma antena de carro. Metódico, organizava ma-te-ma-ti-ca-mente o quadro. Era tudo alinhado, retinho. Nas aulas de geometria fazia uma circunferência invejável, a mão livre, que todos aplaudíamos. E ele se orgulhava. Era uma festa a hora daquele círculo. Acho que, no fundo, tinha hora que torcíamos pra dar errado, pra dizer, tá vendo? não é tão fácil assim...Mas sempre dava certo. Ele era bamba.

Professor Navarro dava testes semanais sempre aos sábados e levava as notas na segunda, quando ía lendo e entregando, em ordem crescente. E gostava de receber a minha por último e o meu dez. Recentemente reencontrei alguns colegas e relembrando esses bons tempos me perguntaram: você ainda gosta de matemática?

No vestibular, lá no Curso Vetor da Tijuca, fui aluna de outro grande mestre de Matemática: professor Maurício Houaiss (irmão do Antônio Houaiss). O que um irmão era gênio no Português, ele era gênio na Matemática. A matéria era Álgebra II. Mais uma vez o quadro - que agora já era verde - todo organizadinho com aquelas equações imensas que finalizavam, geralmente, em um ou zero. A facilidade de explicar e transformar aquele emaranhado em algo tão simples. Era sensacional o desafio de dividir, multiplicar, elevar à potência, somar e chegar naquele número ínfimo. Maravilhoso. Em tempos de vestibular, poucas horas e muitas matérias, aprendi com o Professor Maurício uma lição que trago ao longo da vida. Ele sempre dizia quando suspirávamos cansados: descanse de uma matéria estudando outra.

Genial!

Até hoje quando alguma coisa está sobrecarregando, me lembro dele e desvio para outra atividade, outro foco. Grande raciocínio matemático!

Mas falei a palavra foco e me lembrei de outro grande mestre que tive. Em Fotografia, nos tempos de faculdade, tempos de ESDI. Ah! Roberto Maia... que aulas! Excelente fotógrafo nos ensinou não a arte de apertar botões e simplesmente fotografar, mas a arte de olhar. Olhar ao redor, olhar o outro, olhar o fato. E à medida que você exercita o olhar, sua dimensão de vida muda. E como! Naquele tempo eu nem tinha máquina. E aí meu pai comprou uma Pentax. Grande companheira de aventuras de imagens. Suas aulas eram bate-papos deliciosos que se transformavam em tarefas. Tempos que guardo em preto e branco e reavivam a memória. Tenho paixão por fotografia, graças a ele, e vivo clicando luzes, sombras, ângulos, perfis... inspirada nas lições de olhar de Roberto Maia.

O bom de tudo isso é que até hoje pratico e exercito um pouquinho de cada aula desses que me deram um arsenal de ideias e lições para a vida.

EM TEMPO: ah!...saudades dos meus tempos de Instituto de Educação! Da blusa branca, o colarinho engomado e a estrela na ponta da gola...