sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Há 200 anos, touradas no Rio



Há 200 anos, em 1818, a pintura de Franz Josef Frühbeck, registra a existência de uma praça de touros no Rio de Janeiro.





Campo de Santana com uma grande arena para touradas.



Pois é... as touradas cariocas existiram! E já foram extremamente populares por aqui.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Panfleto da grande tourada em comemoração ao aniversário de D. Pedro II, 
no "Largo dos Curros" , nome  anterior do Campo de Santana.

As primeiras touradas do Brasil aconteceram no século XVII e sempre seguiam datas importantes para a coroa, como feriados ou quando um monarca casava ou nascia. Por serem populares na Espanha e em Portugal, se popularizaram aqui conforme os europeus foram se instalando no país.

Esses eventos começaram a ganhar força quando a capital veio para o Rio de Janeiro. e tudo começou em São Cristóvão. Mas os principais palcos das touradas eram o Campo do Santana e a Arena dos Touros,  na Rua Ipiranga, em Laranjeiras.

A imagem pode conter: campo de beisebol e multidão
1905 , "Arena dos Touros" da Rua Ipiranga, em Laranjeiras


O público nas touradas chegavam a 10 000 pessoas, que se divertiam com fogos de artifício, música, dança e muita bebida. É importante destacar que naquela época a população da cidade não chegava a 50 000 pessoas.

Em 1808, após a chegada da corte real portuguesa ao Brasil, as touradas tiveram seu auge.

Muitos jornais da época mostravam a empolgação da população do Rio com as touradas. Em 1896, o periódico Sol e Sombra publicou:

“O Rio de Janeiro só agora pode assistir a verdadeiros torneios e perceber a graça bizarra e todo o encanto deste divertimento popular (touradas), porque só ele tem o condão estranho de confundir, no mesmo momento, o entusiasmo do homem rude do povo com o do mais correto homem do mundo”.
Entretanto, as touradas não eram unanimidades. Já nos séculos passados existiam grupos que questionavam uma possível violência contra os animais. Dessa polêmica participou Machado de Assis, que disse em uma de suas crônicas, em 1877

“E querem saber por que detesto as touradas? Pensam que é por causa do homem? Ixe! É por causa do boi, unicamente do boi. Eu sou sócio (sentimentalmente falando) de todas as sociedades protetoras dos animais. O primeiro homem que se lembrou de criar uma sociedade protetora dos animais lavrou um grande tento em favor da humanidade” 
As touradas foram perdendo força e em 1821, a arena do Campo de Santana foi fechada. Mesmo assim as touradas continuaram ainda por décadas, se profissionalizando, minimizados os custos com cobrança de ingressos e patrocinadores.
 As touradas acabaram definitivamente no Rio de Janeiro em 1907,com o prefeito da cidade Sousa Aguiar que assinou decreto proibindo a prática no Rio de Janeiro. 

Ficou a história.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

À bênção N S da Glória!


No próximo dia 15 comemoramos
Nossa Senhora da Glória. 

Uma das igrejas mais bonitas da cidade é a de N S da Glória do Outeiro.

Resultado de imagem para OUTEIRO DA GLÓRIA

Vale (re)ver  e (re) visitar esse local tão bonito, sua arquitetura, suas histórias!

CLIQUE AQUI!






sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Dia do Papai

Propagandas antigas para o DIA DO PAPAI. 

Hoje até o chamamento ficou menos carinhoso. 
Agora é o burocrático DIA DOS PAIS.

Em 1958, há 60 anos, a forma de apresentação ainda era basicamente o desenho





And last but not least...
 um texto inusitado em que o grande destaque  é o...
" agora sem escadas"




segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Saudades cariocas!



“Esse Rio de Janeiro!
O homem passou em frente ao Cinema Rian, na Avenida Atlântica, e não viu o Cinema Rian.
Em seu lugar havia um canteiro de obras.
Na avenida Copacabana, Posto 6, passou pelo Cinema Caruso.
Não havia Caruso.
Havia um negro buraco, à espera do canteiro de obras.
Aí alguém lhe disse: “O banco comprou.”
                                                                  
 Carlos Drummond de Andrade, em crônica no JB em 1984


Imagem relacionada


A imagem pode conter: carro e atividades ao ar livre

Em tempo: hoje fui ao Caruso (Banco Itaú)  - ! - retirar dinheiro. Coisas da geografia de um outro Rio.


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Propaganda carioca de 1918...



O xarope Bromil, lançado pelo laboratório de Daudt de Oliveira no início do século 20, tornou-se conhecido como o “amigo do peito".

A partir de 1918 o Bromil foi exaltado pelo poeta, Bastos Tigre, (criador do slogan “Se é Bayer, é bom”) , contratado pelo laboratório, e que publicou na revista Dom Quixote até 1920, em capítulos, as BROMILÍADAS, uma paródia de OS LUSÍADAS de Luís de Camões.

Foram 1102 estrofes contendo 8.816 versos decassílabos,  duas estrofes da obra por anúncio, com estrofação sempre na oitava rima. Sucesso de público e crítica, as Bromilíadas começavam assim:

“Os homens de pulmões martirizados
Que, de uma simples tosse renitente,
Por contínuos acessos torturados
Passaram inda além da febre ardente..."

fazendo excelente paródia do texto original...

"As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana..."


página da revista Dom Quixote com o início das Bromilíadas