segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Remexendo no baú... Salve símbolo augusto da paz!


Hoje é DIA DA BANDEIRA!


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Recordemos a origem carioca do Hino à Bandeira !

Clique AQUI!

sábado, 17 de novembro de 2018

Remexendo no baú... Carnigie Hall e a bossa-nova




Numa quarta-feira,
a Bossa Nova era apresentada ao mundo. 




Clique AQUI e (re)leia!



domingo, 11 de novembro de 2018

Remexendo no baú... coisas que não ensinam na escola!



As escolas estão tão ruins, que o conteúdo do que se ensina, apenas transmite assuntos convenientes a ideologias, sem se prestar atenção aos fatos históricos.

Daí ser importante destacar e resgatar as verdadeiras histórias!

Clique AQUI...e (re)leia algumas delas.

Saiba mais, de um carioca muito especial, 
que foi D. Pedro II 
e que não se ensina na escola. 


Vale a pena!


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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Remexendo no baú... o maestro da black music


Com um estilo de orquestração 
bem parecido com o de Quincy Jones, 
esse paulista com jeito carioca 
marcou a música brasileira.

Clique AQUI e reveja a trajetória do grande maestro ERLON CHAVES






quarta-feira, 31 de outubro de 2018

REMEXENDO NO BAÚ... um feitiço carioca

Abóboras à parte e essa baboseira importada.... vale curtir com um feitiço genuinamente carioca, legado do genial NOEL ROSA.

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Clique AQUI, curta, ouça!


domingo, 28 de outubro de 2018

Praia do Flamengo através dos tempos




No início do século XIX e seus casarões

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A Ressaca dos anos 50, antes do aterro

A imagem pode conter: atividades ao ar livre e água


A Praia super frequentada nos anos 60.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre


O engarrafamento, nos anos 1950. À esquerda os jardins do Palácio do Catete, á época sede do governo do Brasil.

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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Remexendo no baú...o querido cafezinho carioca


O cafezinho carioca e suas boas histórias.

Vale a pena (re)ler...

Clique AQUI E...CURTA!



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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O Vidigal nos anos 20


Vejam esse registro raríssimo!

Avenida Niemeyer, e o antigo Ginásio Anglo-Brasileiro, em 1924.
Hoje, neste local se encontra a favela do Vidigal.










segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Crônica carioca de todos os tempos...


Em 15 de outubro de 1958
há 60 anos atrás, 
Antônio Maria nos brindava com 
uma pitoresca crônica 
de uma inusitada história carioca: 
"O BÊBADO"



Clique para ampliar e ler!







segunda-feira, 8 de outubro de 2018

As águas da cidade pelas lentes de Malta


O alagoano Augusto Cesar de Malta Campos (1864-1957) foi o principal fotógrafo da evolução urbana do Rio nas primeiras décadas do século XX, período de acelerada – e por vezes traumática – modernização. Radicado na cidade desde 1888, ano da Proclamação da República, trabalhou inicialmente como comerciante de tecidos, até dar seus primeiros passos como fotógrafo amador na virada do século.


O mar de Augusto Malta

Avenida Beira-Mar, fotografada de dentro do Palácio Monroe, 1906

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Avenida Vieira Souto, 1911

A Avenida Vieira Souto Avenida Vieira Souto, em Ipanema, em 1911 Augusto Malta/ Acervo da Fundação Biblioteca Nacional



Praia de Copacabana, vista do Copacabana Palace

A praia de Copacabana vista do Copacabana Palace Augusto Malta/Fundação Biblioteca Nacional



Avenida Niemeyer - passagem da comitiva do prefeito Paulo de Frontin, 1919

A comitiva do prefeito Paulo de Frontin trafega pela Avenida Niemeyer em 1919. acervo museu da imagem e do som. Exposição de Augusto Malta Divulgação/Augusto Malta/Acervo do Museu da Imagem e do Som



Mergulho no calabouço, 1915

Um clique raro de grupo mergulhando numa das praias do Centro do Rio, em 1915 Divulgação/ Augusto Malta/Acervo Museu da Imagem e do Som / RJ



Ressaca na Praia do Flamengo, 1906

Imagem de ressaca na Praia do Flamengo, em frente rua Dois de Dezembro, em 24 de abril de 1906 Augusto Malta/Acervo Museu da Imagem e do Som



Praia do Flamengo, 1934

Um flagrante de banhistas na Praia do Flamengo, em 1934, quando o local ainda era muito frequentado por cariocas Augusto Malta - Acerco IMS


Ressaca Avenida Beira-Mar, 1903

Imagem representativa do artigo



O vazio deixado pelo desmonte do Morro do Castelo, com a Baía de Guanabara ao fundo

Imagem representativa do artigo






quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Remexendo no baú... o RIO pelo olhar de Genevieve Naylor


Nenhum texto alternativo automático disponível.

Genevieve Naylor fotografou o Brasil, em 1941 e 1942, sob os auspícios do Office of Inter-American Affairs (OIAA), órgão dirigido por Nelson Rockefeller.


Outubro marca o aniversário 
de sua passagem pela cidade.


Desembarcou no Rio, em outubro de 1940 e registrou a cidade sob interessante olhar.

Veja e saiba mais, AQUI!






segunda-feira, 1 de outubro de 2018

REMEXENDO NO BAÚ... uma crônica atualíssima!

Em tempos de eleições,
vale reler essa crônica, atualíssima, 
de
Raquel de Queiroz

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CLIQUE AQUI E CURTA!


terça-feira, 25 de setembro de 2018

25 DE SETEMBRO...DIA DO RÁDIO!

Remexendo no baú... vale recordar

Os patrocínios dos programas de rádio




CLIQUE AQUI E RECORDE!



sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A bela música carioca!


Fusão de belas composições compostas,
sobre mesma harmonia, 
nos revelam belos momentos musicais.





A mesma fusão em outra interpretação, tão bela quanto



Outra interpretação da mesma fusão...maravilhosa




E aí a musicalidade de Carlos Lyra, Marcos Valle, João Donato e Roberto Menescal somam, de maneira genial, à mesma fusão ... Bewitched. SENSACIONAL!






segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Sabores cariocas que existiam há 60 anos!


Remexendo no baú do blog...

...achamos anúncios que nos trazem sabores cariocas que deixaram saudade!

Clique AQUI!

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

110 anos sem Machado de Assis


Nesse mês  de setembro relembramos  
110 anos sem Machado de Assis.


Remexendo no baú do blog...
vale revisitar a postagem que fala de um curioso encontro de Machado e outro ilustre carioca.





CLIQUE AQUI... E CURTA!




terça-feira, 11 de setembro de 2018

Menescal e seu Clássico!



A bela canção 
que inspirou o nome do meu blog: 
o RIO QUE MORA NO MAR
pelo seu autor Roberto Menescal.



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Hino da Independência do Brasil , uma história interessante


Ao ser composto, o Hino da Independência do Brasil 
não tinha este nome. 
Nem sua música era a mesma 
que hoje é cantada nas comemorações 
da semana da pátria. 
O hino que homenageia nossa separação de Portugal 
tem uma história interessante, 
que vale a pena ser conhecida. 


Quem o compôs foi  Evaristo da Veiga  - Evaristo Ferreira da Veiga e Barros /1799-1837 -  que era livreiro, jornalista, político e poeta. Com a fundação da Academia Brasileira de Letras, em 1897, Evaristo da Veiga tornou-se o patrono da sua cadeira de número 10.

A maior parte da composição que se inicia com os versos "Já podeis da pátria filhos" é anterior ao grito do Ipiranga e data de agosto de 1822. Favorável à independência, Evaristo da Veiga escreveu o poema que intitulou "Hino Constitucional Brasiliense" e o fez publicar. O poema agradou o público da Corte, o Rio de Janeiro, e foi musicado pelo então famoso maestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal (1760-1830), que havia sido professor de música do jovem príncipe dom Pedro - imperador Pedro I, após a proclamação da Independência

Sendo um amante das artes musicais, dom Pedro, em 1824, afeiçoou-se pelos versos de Evaristo da Veiga e resolveu compor ele mesmo uma música para o poema, criando assim aquele que se tornaria o Hino da Independência. Não se sabe ao certo a data em que foi composta, mas a melodia de dom Pedro passou a substituir a de Marcos Portugal, oficialmente, em 1824.

Com a abdicação de dom Pedro I, a Regência, o Segundo Reinado e - principalmente - a proclamação da República, o Hino da Independência foi sendo gradativamente deixado de lado. Somente em 1922, quando do centenário da Independência, ele voltou a ser executado. No entanto, na ocasião, a música de dom Pedro foi posta de lado, sendo substituída pela melodia do maestro Portugal.

Foi durante a Era Vargas (1930-1945), que Gustavo Capanema, então ministro da Educação e da Saúde, nomeou uma comissão para estabelecer definitivamente os hinos brasileiros de acordo com seus originais. Essa comissão, integrada entre outros pelo maestro Heitor Villa-Lobos,  houve por bem restabelecer como melodia oficial aquela composta por dom Pedro I.





quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Remexendo no baú do blog...uma relíquia do Museu Nacional


Diante da tristeza do que aconteceu com o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista vale recordar, aqui, um post que fala de uma relíquia que no jardim anexo, o Jardim das Princesas, ficavam escondidas, preservadas  do povo ignorante que começou a vandalizar a obra.

Trata-se do PRIMEIRO MOSAICO BRASILEIRO, feito por Dona Teresa Cristina , e que até agora ninguém falou dele e não se sabe se, também, se perdeu.

imperatrizfonte2.jpg




Clique AQUI e (re)leia a história!



sábado, 1 de setembro de 2018

Em setembro de 1968 no Rio , uma certa Helena que arrebatou o Brasil

HÁ 50 ANOS...

Organizado pela TV TUPI, em  setembro de 1968, aconteceu o 1° Festival Universitário da Música Popular Brasileira, produzido por Paulo Pontes e Oduvaldo Vianna Filho, com direção de Maurício Shermann e produção musical de Lúcio Alves.

O festival revelou pra nossa MPB nomes como Gonzaguinha, Ivan Lins, Taiguara...

...e um nome de mulher: Helena.


Helena, Helena, Helena, a linda composição de Alberto Land, com belo arranjo do maestro Gaya, na personalíssima interpretação de Taiguara, arrebatou a platéia e os corações. Forte, pura poesia e belíssima.


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas e violão
Taiguara e Alberto Land
Foto- internet, reprodução


Os 5 ganhadores do Festival, foram:

1) Helena, Helena, Helena (Alberto Land) - intérprete: Taiguara
2) Vida breve (I. Ribeiro/N.J. Larica) - intérprete: Claudette Soares
3) Meu Tamborim (César Costa Filho/Ronaldo Monteiro de Souza) -  intérprete: Beth Carvalho
4) Um Novo Rumo (Waldemar Correa//Ivan Lins) - intérprete: Cyro Monteiro


A linda letra...


"Talvez um dia

Por descuido ou fantasia
Helena, Helena, Helena
Nos meus braços debruçou
Foi por encanto, ou desencanto
Ou até mesmo por meu canto
Por meu pranto
Ou foi por sexo
Ou viu em mim o seu reflexo
Ou quem sabe uma aventura
Até mesmo uma procura
Pra encontrar um grande amor



Mas hoje eu sei que um dia
Por faltar telefonema
Helena, Helena, Helena
Nos meus braços pernoitou
Foi por acaso, por um caso
Ou até mesmo por costume
Pra sentir o meu perfume
Dar amor por um programa
Dar seu corpo num programa
Hoje vai e nem me chama
Um adeus é o que deixou



Talvez um dia, por esperança
Ou ser criança
Deixei Helena, Helena
Com seus braços me guiar
Fui sem destino, tão menino
E hoje eu vejo o desatino
Estou perdido numa estrada
Peço ajuda a quem passa
Tanto amor pra dar de graça
Todo mundo acha graça
Deste fim que me levou



Maria Helena
E seus homens de renome
Entre eles fez seu nome
E entre eles se elevou
Foi sem amor, foi sem pudor
Mas hoje entendo o jeito desses
Pra salvar seus interesses
Dar seu corpo custa nada
E com o ar de apaixonada
Em suas rodas elevadas
Seu destino assegurou



Talvez um dia
Por desejo de poesia
Helena, Helena, Helena
Talvez queira dar a mão
Talvez tão tarde, até em vão
Quem sabe eu tenha um rumo à vista
Ou quem sabe eu nem exista
Ofereço este meu canto a qualquer preço
A qualquer pranto
Não quero amor, não se discute
Eu procuro quem me escute"


Pra ouvir, curtir ou recordar!





Alberto Land aos 57 anos, em 2002, guiava o próprio carro quando foi fechado, na esquina das ruas Raul Pompéia e Souza Lima, em Copacabana, por um carro roubado na zona sul. O ocupante do carro desceu do veículo e executou Land com tiros no pescoço e na cabeça. O crime foi considerado passional.


sábado, 25 de agosto de 2018

REMEXENDO NO BAÚ...PRA NOSSA ATENÇÃO!!!



Vale o repeteco...
...em tempos de campanha eleitoral, 
pra relembrarmos coisas que foram feitas 
e candidatos que ainda estão rondando por aí!

"Sobre índios, história e um governo demolidor


Casarão onde funcionou o antigo Museu do Índio - foto de 1953


"Ao lado do estádio do Maracanã existe um terreno com um majestoso edifício atualmente em ruínas. 
Construído em estilo neoclássico, o prédio foi doado ao Império do Brasil no ano de 1865, pelo Duque de Saxe, genro de Dom Pedro II, a fim de que ali se instalasse um órgão de estudo e pesquisa sobre as culturas indígenas brasileiras.
Em 1910, o local tornou-se a sede do Serviço de Proteção ao Índio – fundado pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon – que ali funcionou até sua transferência para Brasília em 1962. O edifício também abrigou a Escola Nacional de Agricultura, entidade que deu origem à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. 
A 19 de abril de 1953, sob a direção de Darcy Ribeiro, ali foi instalado o Museu do Índio, onde funcionou até 1977, quando foi realocado para o bairro de Botafogo. Em 1984, a União cedeu a titularidade do imóvel à Companhia Nacional de Abastecimento.
Curiosa e lamentavelmente, a despeito de sua relevância histórica, nunca houve tombamento em qualquer instância. 
A área, com sua emblemática ruína, faz parte da paisagem diária de centenas de milhares de habitantes que se dirigem ao Centro da cidade todos os dias, seja de trem, ônibus, automóvel ou metrô. Quase certamente, aqueles que passam por tal cenário de abandono não podem imaginar que logo ali, onde tudo parece destruído, há uma efervescência de vida acontecendo. 
Diante da gradativa deterioração do espaço e da total ausência de iniciativas do poder público para recuperá-lo, há cerca de seis anos, representantes de diversas etnias indígenas empreenderam uma ação coerente, cumprindo os desígnios originais de destinação do imóvel. Numa versão pacífica e contemporânea do líder guarani Sepé Tiaraju – aquele que no século XVIII, declarou “esta terra tem dono” – ocuparam o local e criaram a Aldeia Maracanã. 
De início, só havia mato e entulho. Organizaram mutirões. Limparam o terreno. Plantaram mudas de diversas espécies. Ergueram uma cozinha coletiva com uma grande mesa. Construíram um local para cerimônias religiosas, pequenas casas e palhoças. Não são muitos em número, mas representam diversos povos e se revezam na ocupação. Há xavantes, tucanos, caingangues, pataxós, guajajaras, gaviões, pankararus, guaranis, apurinãs, fulni-ôs, potiguaras… Até um legítimo puri, este, ao contrário do que nos acostumamos a ver nas litografias de Johann Moritz Rugendas, de carne e osso, voz mansa, olhos brilhantes e sorriso doce. 
E por lá ficaram. Ao contrário do museu oficial, em Botafogo, criaram com seus poucos recursos um centro cultural vivo, permanentemente aberto a todos os que queiram visitá-lo. Ali expõem suas artes, realizam suas cerimônias, fazem suas festas, contam suas histórias. Naquele pequeno oásis verde no meio de uma das regiões mais áridas da cidade, ainda é possível avistar o periquito maracanã, exatamente a ave que dá nome àquele que já foi o maior estádio do mundo, cartão postal da cidade, palco de tantas alegrias e algumas tristezas, orgulho de todo carioca, o estádio Mário Filho, o velho Maraca, o querido Maracanã. 
Bem no coração da cidade do Rio de Janeiro, esta que já foi palco de duas das maiores e mais significativas conferências mundiais sobre o meio ambiente, esta que possui a maior floresta urbana do mundo, esta que é visitada anualmente por turistas de todas as partes do globo, esta que pode se orgulhar de sua formação cosmopolita. Ali, à vista de todos, um grupo de indígenas realiza um trabalho notável e que deveria receber apoio. Mas, decorridos cinco séculos, um novo Cabral os ameaça. 
No afã enlouquecido da realização de obras para a Copa do Mundo de 2014, não bastasse a total descaracterização do Maracanã em nome de um conceito de modernidade bastante questionável, na manhã do dia 18 de outubro, o governador Sérgio Cabral, anunciou a demolição do prédio como parte das obras de reforma do entorno do estádio:

“O Museu do Índio, perto do Maracanã, será demolido. Vai virar uma área de mobilidade e de circulação de pessoas. É uma exigência da Fifa e do Comitê Organizador Local. Viva a democracia, mas o prédio não tem qualquer valor histórico, não é tombado por ninguém. Vamos derrubar.” 
Por área de mobilidade e circulação entenda-se: o terreno seria destinado à construção de um estacionamento. 
A Fifa, porém, em documento enviado à Defensoria Pública da União, nega que tenha feito qualquer pedido do gênero. Vale lembrar que durante a Copa do Mundo de 1950, o estádio recebeu um público consideravelmente maior do que o previsto para 2014, o museu funcionava no local e não houve problema algum. 
Não fosse somente isso, representantes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e, até mesmo, do Inepac – Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – são contrários à demolição e asseguram que não há risco iminente de desabamento, podendo o imóvel ser restaurado. 
Ainda no rol das sandices ditas pelo governador Cabral estão as declarações feitas alguns dias mais tarde, após reconhecer não ter havido qualquer determinação objetiva da Fifa, quando voltou a defender a demolição:

“Na verdade não foi uma exigência da Fifa. Ela pede uma área de mobilidade com determinadas características. E no meio do caminho tem esse prédio, que não é tombado e não tem nenhum valor histórico. Portanto, não tem cabimento ele ficar no meio do caminho de uma concepção que é para garantir segurança e conforto para milhares de pessoas que vão ao Maracanã”. 
E, ao ser questionado sobre o destino dos indígenas que estão no local, respondeu:

“Isso aí é um problema da Funai, não é problema meu. O fato é que nós compramos o prédio, pagamos por ele para destruí-lo.” 
Então, vamos por partes. 
  • Em primeiro lugar, entre o prédio não ser tombado e não ter nenhum valor histórico vai uma grande diferença. Será que é mesmo necessário explicar isso a um governador de estado? 
  • Não seria muito mais interessante considerar a proposta do centro cultural vivo, ainda mais nestes tempos onde políticas de valorização da diversidade cultural e do meio ambiente estão tão em alta? 
  • De fato, não há tempo suficiente para uma restauração adequada, mas para isso existem alternativas interessantes. Aqui mesmo, no estado, há o Complexo da Machadinha, em Quissamã, onde da fazenda, só restou intacta a senzala. Basta consultar os técnicos do Inepac a respeito. Sobre a relevância histórica do prédio, há farta documentação, desde que se queira localizá-la. 
Continuando. O destino dos indígenas pode não ser problema do cidadão Sérgio Cabral, mas, sim, é um problema de qualquer governante. O que dizer disso além de QUE DECLARAÇÃO VERGONHOSA, GOVERNADOR! 
Enfim, quanto ao “compramos e pagamos para destruí-lo”, é triste ver tamanha deturpação – consciente ou não — entre público e privado, individual e coletivo. Mas, infelizmente, tal argumentação não chega a causar surpresa. 
Na sanha destruidora empreendida pela dupla de demolidores Cabral-Paes em nome da Copa do Mundo e da Olimpíada, é grande a lista de imóveis ameaçados ou já desaparecidos, dentre os quais, além do Museu do Índio, encontram-se a fábrica da Brahma, o prédio do Iaserj, a refinaria de Manguinhos, o estádio Célio de Barros e o parque aquático Júlio Delamare. 
E pensar que a criminosa demolição do Palácio Monroe até hoje causa tanta indignação!
....................
Como disse o historiador Nireu Cavalcanti, em palestra proferida no Museu de Astronomia em maio deste ano, parece que essas pessoas tem raiva de possuir sangue negro e índio correndo em suas veias. Só isso pode explicar tamanhos maus tratos com tudo o que – mesmo remotamente – os faça lembrar que não são europeus puros. Na ocasião, o professor Nireu referia-se à cloaca em que se transformou o rio Carioca, aquele que deu o gentílico aos nascidos na cidade. 
O mesmo pode ser dito agora, em relação às obras do estádio do Maracanã e seu entorno.

O rio homônimo já está praticamente morto e a ave, governador, não pode viver em estacionamentos.

............................"
(Texto de Glaucia Santos Garcia , 2012)

 ***************


EM TEMPO: da dupla irresponsável pela destruição do patrimônio, o criminoso governador Sérgio Cabral já está preso e condenado. O ex-prefeito Eduardo Paes ainda está flanando por aí e é candidato nas próximas eleições, a governador, pra prosseguir, quiçá, na sua sanha .

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Mais saudades cariocas...

Hoje quem passa na Rua do Catete 228, dificilmente se lembra o que existia nesse endereço. A não ser os saudosistas de plantão.

Pois é... naquele local existiu uma das belas construções do Rio, que foi abaixo: o cinema Azteca.





Há 45 anos, em 1973, ele foi demolido para a construção de um simples prédio comercial. O cinema de 1780 lugares foi construído pelo grupo mexicano que controlava a Distribuidora Pelmex e funcionou de 12 de outubro de 1951 a 12 de maio de 1973. O prédio foi o primeiro pré-fabricado do Brasil com várias peças importadas que imitavam uma construção pré-colombiana.


A imagem pode conter: atividades ao ar livre

A foto acima, da demolição, choca e dói. Por ali vi as operetas da Metro, as matinês do Tom&Jerry, Dumbo, e tanto outros filmes, clássicos e desenhos.


Programas do cinema Azteca
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Há 200 anos, touradas no Rio



Há 200 anos, em 1818, a pintura de Franz Josef Frühbeck, registra a existência de uma praça de touros no Rio de Janeiro.





Campo de Santana com uma grande arena para touradas.



Pois é... as touradas cariocas existiram! E já foram extremamente populares por aqui.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Panfleto da grande tourada em comemoração ao aniversário de D. Pedro II, 
no "Largo dos Curros" , nome  anterior do Campo de Santana.

As primeiras touradas do Brasil aconteceram no século XVII e sempre seguiam datas importantes para a coroa, como feriados ou quando um monarca casava ou nascia. Por serem populares na Espanha e em Portugal, se popularizaram aqui conforme os europeus foram se instalando no país.

Esses eventos começaram a ganhar força quando a capital veio para o Rio de Janeiro. e tudo começou em São Cristóvão. Mas os principais palcos das touradas eram o Campo do Santana e a Arena dos Touros,  na Rua Ipiranga, em Laranjeiras.

A imagem pode conter: campo de beisebol e multidão
1905 , "Arena dos Touros" da Rua Ipiranga, em Laranjeiras


O público nas touradas chegavam a 10 000 pessoas, que se divertiam com fogos de artifício, música, dança e muita bebida. É importante destacar que naquela época a população da cidade não chegava a 50 000 pessoas.

Em 1808, após a chegada da corte real portuguesa ao Brasil, as touradas tiveram seu auge.

Muitos jornais da época mostravam a empolgação da população do Rio com as touradas. Em 1896, o periódico Sol e Sombra publicou:

“O Rio de Janeiro só agora pode assistir a verdadeiros torneios e perceber a graça bizarra e todo o encanto deste divertimento popular (touradas), porque só ele tem o condão estranho de confundir, no mesmo momento, o entusiasmo do homem rude do povo com o do mais correto homem do mundo”.

Entretanto, as touradas não eram unanimidades. Já nos séculos passados existiam grupos que questionavam uma possível violência contra os animais.

Dessa polêmica participou Machado de Assis, que disse em uma de suas crônicas, em 1877

“E querem saber por que detesto as touradas? Pensam que é por causa do homem? Ixe! É por causa do boi, unicamente do boi.
Eu sou sócio (sentimentalmente falando) de todas as sociedades protetoras dos animais. O primeiro homem que se lembrou de criar uma sociedade protetora dos animais lavrou um grande tento em favor da humanidade”

As touradas foram perdendo força e em 1821, a arena do Campo de Santana foi fechada. Mesmo assim as touradas continuaram ainda por décadas, se profissionalizando, minimizados os custos com cobrança de ingressos e patrocinadores.

As touradas acabaram definitivamente no Rio de Janeiro em 1907,com o prefeito da cidade Sousa Aguiar que assinou decreto proibindo a prática no Rio de Janeiro. "

Ficou a história.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

À bênção N S da Glória!


No próximo dia 15 comemoramos
Nossa Senhora da Glória. 

Uma das igrejas mais bonitas da cidade é a de N S da Glória do Outeiro.

Resultado de imagem para OUTEIRO DA GLÓRIA

Vale (re)ver  e (re) visitar esse local tão bonito, sua arquitetura, suas histórias!

CLIQUE AQUI!






sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Dia do Papai

Propagandas antigas para o DIA DO PAPAI. 

Hoje até o chamamento ficou menos carinhoso. 
Agora é o burocrático DIA DOS PAIS.

Em 1958, há 60 anos, a forma de apresentação ainda era basicamente o desenho





And last but not least...
 um texto inusitado em que o grande destaque  é o...
" agora sem escadas"




segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Saudades cariocas!



“Esse Rio de Janeiro!
O homem passou em frente ao Cinema Rian, na Avenida Atlântica, e não viu o Cinema Rian.
Em seu lugar havia um canteiro de obras.
Na avenida Copacabana, Posto 6, passou pelo Cinema Caruso.
Não havia Caruso.
Havia um negro buraco, à espera do canteiro de obras.
Aí alguém lhe disse: “O banco comprou.”
                                                                  
 Carlos Drummond de Andrade, em crônica no JB em 1984


Imagem relacionada


A imagem pode conter: carro e atividades ao ar livre

Em tempo: hoje fui ao Caruso (Banco Itaú)  - ! - retirar dinheiro. Coisas da geografia de um outro Rio.