quarta-feira, 18 de julho de 2018

Crônicas Cariocas de Todos os Tempos...Leon Eliachar




Ele foi um carioca, que , por acaso, nasceu no Egito. Assim se tornou pela sua irreverência, bom humor, nonsense. A sua frase “Humorismo é a arte de fazer cócegas no raciocínio dos outros.” define bem o jornalista, escritor que dizia "Aprecio as quatro estações, mas, prefiro o verão no inverno e o inverno no verão",  filosofia que é a cara do carioca.



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Sentado no seu Karmann -Ghia, no Aterro, em frente ao  antigo Hotel Glória


Vamos recordar o grande Leon Eliachar , que anda esquecido.
O texto é de 1968, há 50 anos.


"AUTOBIOGRAFIA DE UM FÔLEGO SÓ
   LEON ELIACHAR


Meu nome é esse mesmo, Leon Eliachar, tenho 44 anos, mas me orgulho de já ter tido 43, 42, 41, 40, 39, idades que muitas mulheres de 50 jamais atingiram, sou humorista profissional peso-leve, pois detesto as piadas pesadas, consegui atingir o chamado "preço teto" da imprensa brasileira, quer dizer, cheguei a ganhar um salário com o qual nunca pude adquirir um teto, sou a favor do casamento, sou a favor do divórcio, sou a favor do desquite e sou a favor dos que são contra tudo isso que eles devem ter lá os seus motivos, fui fichado com dificuldade no Instituto Félix Pacheco não pelo atestado de bons antecedentes, mas pelas dificuldades com que se tira um atestado, já fiz de tudo nessa vida, varri escritório, fiz entrega de embrulho, crítica de cinema, crônica de rádio, comentário de televisão, secretário de redação, colunismo social, reportagem policial, assistente de direção, peça de teatro, show de boate, relações públicas, corretagem de anúncios, script de cinema, entrevista política, suplemento feminino, até chegar ao humorismo, ainda não sei se o humorismo foi o princípio ou o fim da minha carreira, acho que ninguém faz nada por necessidade mas por vocação, isto é, por vocação da necessidade, tenho experiência bastante pra saber que não sou experiente, minha capacidade de compreensão chega exatamente no ponto em que ninguém mais me pode compreender, as mulheres tiveram forte influência na minha vida desde a minha mãe até à minha mulher, com escalas naturalmente, tive duas grandes emoções na vida, a primeira quando minha mulher disse "sim" e a segunda quando seus pais disseram "não", sou a favor das camas separadas, principalmente pra quem se casou com separação de bens, não guardo rancor por absoluta falta de espaço, uma das coisas que mais aprecio é Nova York coberta de neve — quando estou em Copacabana tomando sol, o melhor programa do mundo é ir ao dentista — pelo menos para o dentista, não vou a casamento de inimigo, muito menos de amigo, desde criança faço força pra ser original e o máximo que consigo é ser uma cópia de mim mesmo, meu grande complexo é não saber tocar piano, mas muito maior deve ser o complexo de outros homens que também não sabem tocar e são pianistas, meus autores favoritos são os que me caem nas mãos, escrevo à máquina com vinte dedos porque minha secretária passa a limpo, gosto de televisão às vezes quando ligo às vezes quando desligo, num enterro fico triste por não saber fingir que estou triste, aprecio as quatro estações, mas prefiro o verão no inverno e o inverno no verão, passei fome várias vezes e agora estou de dieta, acho a rosa uma mensagem definitiva porque custa menos que um telegrama e diz muito mais, sou a favor da pílula anticoncepcional porque ela resolve o problema da metade da população do mundo, acho que deviam inventar a pílula concepcional pra resolver o problema da outra metade, cobrador na minha casa não bate na porta perguntando se pode entrar, eu é que bato perguntando se posso sair, sou um homem pobre porque toda vez que batem à minha porta mando dizer que estou, meu cartão de visitas não tem nome nem telefone, assim ninguém sabe quem sou nem onde posso ser encontrado, prefiro o regime da ditadura porque não tenho trabalho de ensinar meu filho a falar, posso dizer com orgulho que sou um humilde, sou o único sujeito do mundo que dá o salto mortal autêntico, mas nunca dei, leio quatro jornais por dia e a única esperança que encontro são os horóscopos cercados de desgraças por todos os lados, acredito mais nos inimigos do que nos amigos porque os inimigos estão sempre de olho, minha maior alegria foi quando venci num concurso internacional de humorismo, em Bordighera, Itália, obtendo o primeiro e o segundo prêmios entre os participantes de 16 nações concorrentes, fiquei sabendo que havia humoristas piores do que eu, procuro manter sempre o mesmo nível de humor, mas a culpa não é minha: tem dias que o leitor está mais fraco."

LEON ELIACHAR, do livro “O Homem ao Zero”

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Se acaso você chegasse...sucesso desde 1938





Humor espontâneo e rápido. Assim o definiu o poeta Vinícius de Morais.
Esse foi Cyro Monteiro, carioquíssimo cantor de samba que se impôs pelo estilo espirituoso, alegre, sincopado, num tempo em que tinha de competir com os vozeirões, o que não era seu caso, e sempre com uma caixa de fósforos para marcar o ritmo.

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Morreu no mesmo dia de hoje, 13 de julho, há 45 anos, em 1973.
Seu maior sucesso surgiu em 1938, com o samba “Se acaso você chegasse”, de Lupicínio Rodrigues. 

A gravação de 1938




A regravação de 1966, com o auxílio luxuoso de Caçulinha e seu regional




REMEXENDO NO BAÚ...
No seu centenário em 2013, fiz um perfil aqui no blog. Vale a pena recordar.
Clique AQUI



quinta-feira, 12 de julho de 2018

O corneteiro de Ipanema




REMEXENDO NO BAÚ...

Vale recordar o verdadeiro vencedor da Batalha de Pirajá!


 Clique na imagem e...leia!

domingo, 8 de julho de 2018

Os DOMINGOS CARIOCAS em canção







Um domingo carioca é a natureza...
    
    É o sol, é o céu, é o mar
    Na manhã cheia de azul
                                         
                                           Domingo Azul - Billy Blanco




Um domingo carioca é a vibração...

    Domingo, eu vou ao Maracanã
    Vou torcer pro time que sou fã
                             Domingo - Neguinho da Beija-Flor





Um domingo carioca é a emoção...

    ...de estar contigo
    Ver o sol amanhecer
    E ver a vida acontecer
    Como um dia de domingo
                            Um Dia de Domingo - Tim Maia




Um domingo carioca é romance...

    Eu vejo este domingo azul do mar
    Refletido em seu olhar
                                          Domingo Azul do Mar - Tom Jobim e Newton Mendonça




Um domingo carioca é alegria...

    Veleiros que passeiam pelo mar
    E as pipas vão bailando pelo ar
    E no cenário de tão lindo matiz
    O carioca segue o domingo feliz
                            Domingo - samba enredo da União da Ilha do Governador






Um domingo carioca é música que embala...

                     Domingo Sincopado - Tom Jobim e Luis Bonfá



Um domingo carioca é isso!
Dia de curtir, sonhar, amar,
descansar, 
reabastecer 
e quando acaba...

"Só me resta esperar
Domingo voltar
Ser feliz outra vez assim"



terça-feira, 3 de julho de 2018

A história sírio-libanesa de Ipanema...




...passa pela Rua Teixeira de Melo, rua de Ipanema, onde se estabeleceram imigrantes vindos da Síria e do Líbano.


Imagem relacionada
Rua Teixeira de Melo esquina da Rua Barão da Torre.
O prédio à esquerda, hoje é uma loja da rede HORTIFRUTI
foto de Augusto Malta, 1928

Diferentemente, de outras correntes migratórias – como os italianos, espanhóis e portugueses, que, em geral, vieram para o Brasil e para outros países americanos num processo de emigração dirigida ou subsidiada – os sírios e libaneses não contavam com qualquer auxílio de organizações estatais, nem emigravam trazendo toda família. A viagem era custeada pelos próprios imigrantes (o que caracterizava a chamada imigração espontânea); muitos deles saíram com pouquíssimo ou nenhum recurso que garantisse o pronto estabelecimento em seu novo destino. A decisão era do indivíduo, mas tomada com a participação da família ou com sua aprovação. A estratégia escolhida era tentar juntar o máximo de dinheiro no mínimo de tempo possível e voltar para casa.

Importante notar que, as duas nacionalidades – síria e libanesa – foram incluídas numa única categoria pelas autoridades de imigração brasileiras até 1926, ano em que o Líbano se separou da Síria. Esses imigrantes concentraram-se sim nos centros urbanos, mas nele desenvolveram atividades relacionadas ao comércio, seja primeiro como ambulantes (mascates), ou mais tarde em negócios regularmente estabelecidos.

O libanês de Beirute Wadih Nader Khoury, ilustra a presença de imigrantes levantinos em Ipanema. Nascido em 1892, Khoury chegou no Rio de Janeiro em 1910, e requereu naturalização em 1933.
O sírio João Chalhub foi outro imigrante que se estabeleceu com uma sapataria na rua Teixeira de Melo. Também o sírio Naif Cury abriu seu negócio na Praça General Osório, em Ipanema.

Wadih Nader após declarar que, em 1931, se estabelecera por conta própria à Rua da Alfândega, 276, informava residir à Rua Teixeira de Melo, 12.

João Chalhub chegou a Ipanema durante a década de 1930. Antes tinha ido para Copacabana primeiro, onde tinha parentes. Aí depois ele mascateou, vendendo tecidos. Depois que se casou  seus irmãos o ajudaram a abrir uma loja no número 21 da Teixeira de Melo. De lá ele passou para o número 41, onde ficou muitos anos, até 1969. O negócio de seu João tinha grande clientela, inclusive de pessoas da comunidade do Cantagalo.  Era um ‘boa praça’ e brincalhão; não era religioso, dizia, brincando, que se tinha que ter cuidado com o pessoal que rezasse muito. Sua mulher era muito religiosa.

 João Chalhub recebe em sua loja de Ipanema
o padre ortodoxo no início da década de 1960. 

Naif Cury conheceu uma imigrante espanhola, com quem se casou. A morte prematura da esposa fez Naif voltar novamente ao Líbano, onde se casou pela segunda vez. Com a eclosão de um conflito armado na região, o casal viajou para o Brasil. De volta a Ipanema, Naif abriu um negócio que prosperou, vindo a ficar conhecido como o ‘Rei do linho e da seda’ na Ipanema da Belle Époque. Sua história também está ligada ao início da urbanização do bairro. Naif foi adquirindo terrenos próximos à Praça General Osório que se valorizaram muito. Alguns moradores antigos de Ipanema ainda trazem na lembrança uma cena típica dos anos de grande especulação imobiliária (1965-1975) no bairro: a imagem do velho Naif Cury, de pijamas e chinelos na calçada na frente de casa, na Rua Teixeira de Melo, recebendo os corretores de imóveis. Ele gostava de negociar seus terrenos sem jamais fechar a venda, “só pelo prazer da barganha ou para ver o preço subir cada vez mais” 
Naif Cury tinha sua loja na frente e a residência atrás, durante os anos de 1930 e era proprietário de um carro conversível e na época do carnaval participava dos ‘corsos’ com a família.
Teve uma filha, que nasceu em 1920, na própria Rua Teixeira de Melo. Hoje é nome do edifício na Teixeira de Melo, 37.

O bairro de Ipanema deve aos imigrantes sírio-libaneses sua grande tradição em estabelecimentos comerciais dedicados à moda, confecções e ao comércio de roupas.


sexta-feira, 29 de junho de 2018

REMEXENDO NO BAÚ...a saga das Veras



E aí a capital se mudou e veio o Miss Guanabara.

Começou em 1960, com o glamour e a novidade do Rio se transformando em estado, e acontecendo com toda a pompa. 


O concurso de Miss Guanabara traz, à tona, 
algumas curiosidades. 
Uma delas? A saga das Veras.
As Veras Lúcias entravam e...ganhavam a coroa do Rio.

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(Re)leia essa interessante curiosidade carioca...AQUI !







terça-feira, 26 de junho de 2018

A carioca Adalgisa Colombo, a mais bela de 58, há 60 anos















(clique nas fotos para ampliar)


 recortes jornal O GLOBO, de 23 de junho de 1958

domingo, 24 de junho de 2018

JOÃO ROBERTO KELLY... 80 anos!














Poucos compositores vêem suas músicas 
serem cantadas geração após geração. 
É o caso de JOÃO ROBERTO KELLY.

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Esse privilégio o faz um carioquíssimo querido, e que chega, hoje, dia de São JOÃO, aos 80 anos.

Remexendo no baú do blog, vale destacar pra ler (ou reler) e ouvir...

. a história de cabeleira do Zezé

. o Kelly romântico


quinta-feira, 21 de junho de 2018

Crônicas Cariocas de Todos os Tempos














Antonio Maria sempre atual!

" Dirigida e governada por homens 
sem a menor vocação de trabalho, 
sem o mínimo interesse pelo bem público, 
vive, há cerca de 10 anos, de falta e escassez..."


Revista da Semana, edição de 17 de abril de 1954


domingo, 17 de junho de 2018

RIO QUE MORA NO MAR...10 anos!


Esse mês o RIO QUE MORA NO MAR comemora 10 anos.




Agradeço a todos que vêm seguindo o blog desde então,
ou pelo caminho. 

Foram 103 Curiosidades Cariocas, 56 Crônicas Cariocas de Todos Os Tempos, 83 textos sobre Música Carioca dentre tantas retrancas que somam hoje mais de 1450 posts.

O tempo passou na janela... 

Nas próximas semanas vamos dar um passeio pelo passado 
e postar boas novidades.

Em frente, porque como diz a letra da canção RIO, inspiradora do título...


...Sou Rio, sorrio!
***********



Começando...

...Em tempos de futebol, 
vamos recordar onde nasceu o futebol brasileiro.
Para os que não sabem, em...Bangu!

Leia ou releia essa interessante curiosidade carioca.


Clique AQUI!






quarta-feira, 13 de junho de 2018

POR UM RIO QUE VOLTE A SER NOSSA CIDADE MARAVILHOSA!


O MELHOR TEXTO QUE LI NOS ÚLTIMOS TEMPOS, QUE FAÇO QUESTÃO DE PUBLICAR!

MEU APOIO, MEU APLAUSO!
ASSINO EMBAIXO!

"LEMOS era um policial diferenciado. Extremamente inteligente e operacional. Com experiência de PQD e da CORE, nunca vi igual em atuação. 

Foi com ele que aprendi tudo de operação. Trabalhamos juntos em 8 delegacias e, ao longo desse tempo, foram mais de 1500 prisões de traficantes, roubadores, homicidas, milicianos, estupradores e toda horda de marginais que assola a nossa sociedade e o nosso Estado. Muito trabalho. Muito mesmo. Foram incontáveis as vezes que madrugamos na delegacia, sem hora para voltar. Vários desafios e demandas que surgiam dos nossos superiores foram TODOS atendidos, com pronta resposta aos fatos ocorridos. 

Um grande chefe de investigações, um grande irmão, um grande amigo, com quem passava mais tempo do que com a minha família. Combateu o bom combate e faleceu fazendo o que amava, abraçado ao seu fuzil. Foi um herói. Ao ver que seus companheiros estavam em situação extremamente perigosa e complicada, não hesitou em apoia-los, momento em que foi alvejado fatalmente por um marginal que não tem o menor compromisso com a vida humana e recebem tratamento leniente do Estado.

Trabalhamos em condições mais que precárias. 

A Polícia Civil está abandonada e a cada dia percebem-se movimentos para retirar as suas atribuições. Não temos acesso às modernas ferramentas de inteligência. Viaturas que mais parecem sucatas ambulantes. Os Blindados só funcionam com gambiarras e sempre quebram nos locais mais perigosos. Por vezes temos que implorar para uma interceptação telefônica, por um mandado de prisão. 

Enquanto acharem que segurança pública é feita somente com mais viatura, armamento, farda e policiamento ostensivo, a situação só irá piorar. 

Somente a polícia judiciária é capaz de atingir as grandes organizações criminosas. 

Ainda não enxergaram isso ou realmente não há “interesse” em acabar com elas. 

Não conheço outro local no mundo, em situação de paz, que tem mais de 60.000 armas de grosso calibre nas mãos de marginais em regiões onde a polícia só entra com aparato de guerra. Esse é o verdadeiro Rio de Janeiro. Realmente estamos em GUERRA e alguns hipócritas não assumem. 

Até agora não vi a Anistia Internacional, Comissão de Diretos Humanos da ALERJ e outras ONGs aproveitadoras se manifestarem sobre a estúpida morte do Lemos. E não verei. Não se manifestarão publicamente para cobrar empenho e uma rápida elucidação desse crime bárbaro. Talvez porque ele fosse branco, pai de família, policial e não fizesse parte de partidos de esquerda, grupos de minorias e não pertencesse ao patético grupo dos “policiais antifascistas”. 

HIPÓCRITAS!
Parte da mídia, também hipócrita, não irá cobrar a solução da sua morte, fazendo uma contagem do tempo, conforme assistimos diariamente há três meses nos noticiários.

Mas a sua morte não será em vão. Apesar de todas as dificuldades e carências, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro tem o dom de se reinventar e é composta por verdadeiros guerreiros que tem o sangue de polícia na veia. E nós mesmos iremos chegar aos responsáveis por essa barbárie. 

Não ficará impune!

O que fica são as lembranças dos bons momentos, grandes dificuldades, várias situações de perigo que passamos juntos, que jamais esquecerei. Descanse em paz, meu irmão e amigo. Obrigado por tudo. Obrigado por toda a sua lealdade, empenho e dedicação durante todos esses anos que trabalhamos juntos. Jamais te esquecerei. Que Deus o receba de braços abertos e conforte a sua família e amigos."


Felipe Curi
Delegado de Polícia
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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Copacabana de outros tempos


Uma  Avenida Atlântica sem o aterro, anos 1960, e ao tempo do calçamento das pedrinhas trocando o sentido das ondas, para paralelo ao mar.

À esquerda o antigo Miramar Palace Hotel e suas colunas majestosas, na esquina da Rua Sá Ferreira e, também, o tradicional Posto Texaco, ali instalado desde 1920.

Detalhe interessante: o guarda-vidas da tradicional camiseta branca e a cruz azul , e seus músculos de fora, contrastando com cidadão de terno que caminha à beira-mar.

Que delícia de foto!

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas, árvore, sapatos e atividades ao ar livre



Uma vista aérea da mesma localização mostra, ao centro, o imponente Miramar .


Miramar e suas colunas. Na varanda externa, mesas do lanche.
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domingo, 3 de junho de 2018

Castelinho, mal-assombrado do Flamengo, leiloado há 50 anos



Depois de fechado muitos anos 
e com uma lenda de maldição, 
o castelinho da Praia do Flamengo, 
número 158, 
foi leiloado em Belo Horizonte 
no dia 3 de junho de 1968. 
Há 50 anos.

Após uma série de mortes violentas e misteriosas, desde os primeiros proprietários -  um casal de velhinhos - morreram atropelados na porta, outros ocupantes que também não tiveram morte normal. Um deles, atropelado na porta em 1965, foi jogado contra o portão de ferro, onde ficou espetado, de braços abertos. História digna dos castelos de Edgard  Alan Poe.

O Castelinho, miscelânea de estilos, predominando o mourisco e o barroco ficou fechado com cadeados e arame farpado, foi propriedade de uma pobre menina rica... MARIA DE LOURDES FEU FERNANDES.

recorte do jornal de 3 de junho de 1968



Foto dos anos 1910
Imagem relacionada

Nos dias atuais


O Castelinho do Flamengo foi planejado no ano de 1916.

Nele se encontram um conjunto de variados gêneros de arquitetura. Foi um arquiteto italiano chamado Gino Coppedè que o projetou. Fez o desenho por solicitação da família Silva Cardoso e Silva. A família viveu ali até 1932.

O imóvel foi vendido para o Sr. Avelino Fernandes que vivia em Belo Horizonte e queria uma residência no Rio de Janeiro para viver com sua esposa Dona Rosalina Feu Fernandes e a sua filha Maria de Lourdes Feu Fernandes. A família empobreceu e vendeu o castelinho para o Senador Mendonça Martins. Com o o falecimento do senador, a casa entrou em litígio entre os possíveis herdeiros. Já os ruídos e atritos escutados, corresponde  à construção feita de madeira. A madeira contrai, dilata, com o tempo e com a chuva. Portas batem. Há ranger quando a gente sobe e desce as escadas. Temos uma madeira que está há cem anos nesta casa. A quem está mais suscetível ao susto, é possível que isso seja interpretado como assombração.

Nos dias de hoje, ali funciona o Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho.


segunda-feira, 28 de maio de 2018

Leblon em 1948... há 70 anos









recorte do jornal O GLOBO, edição de 29 de maio de 1948



domingo, 20 de maio de 2018

Rio inspirador...


REMEXENDO NO BAÚ... mais uma curiosidade carioca.


E aí recordamos uma antiga dúvida que fez surgir uma lenda :



 a ópera Tristão e Isolda, de Wagner,
 teria sido composta,
por inspiração carioca e a pedido de D. Pedro II ?


Clique na imagem e  saiba mais!
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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Um dos castelos do Rio



A casa é conhecida como Castelinho da Tijuca, fica na Rua São Miguel 688. É uma casa de pedra e um marco arquitetônico do bairro e foi construída em 1935 pelo engenheiro Raphael de Azevedo que queria uma casa toda de pedras.

Adquirida por uma família de dentistas no ano de 1999, já foi alugada para um restaurante, uma boate, já sofreu processo de desapropriação no governo Sérgio Cabral, que não vingou.

Com portas de ferro batido e cristais, escada de mármore, um subterrâneo e um riacho que passa ao lado, hoje está abandonado.



ONTEM


HOJE




sábado, 12 de maio de 2018

Leblon de outros tempos...





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Praia no início dos anos 1950


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Só no Leblon a praia sempre teve escadas... um luxo!

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Tranquilidade a pista da praia. Dava pra estacionar e ainda tirar fotos!

A imagem pode conter: céu, árvore, atividades ao ar livre e natureza

A Visconde de Albuquerque sem casas e o canal sem a poluição...UAU!

A imagem pode conter: árvore e atividades ao ar livre

Ataulfo de Paiva  - mão dupla! - próximo à Almirante Guilhem , ainda no tempo do bonde. Aquele prédio alto, ao fundo e à esquerda, é o prédio dos jornalistas. Os baixinhos à esquerda, na esquina, deram lugar ao Rio Design Center.


A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre

Esquina da Rua Carlos Góis com a Delfim Moreira...nos tempos do antigo posto 10...atualmente posto 11.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Praia de Copacabana...anos 50




Eu sei que a duplicação foi necessária, mas que beleza a antiga praia!
Também um perigo quando a maré chegava e ultrapassava a areia...



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1951


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domingo, 6 de maio de 2018

RECORDAÇÕES DE UM DOMINGO CARIOCA...


REMEXENDO NO BAÚ... 
um post que mexeu com os corações.


Vale (re)ver, recordar, ouvir, cantar!

Clique na imagem e...curta!

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Remexendo no baú carioca...

Essa noite 
foi noite de ressaca 
e aí lembramos que MAIO 
é tradicional mês de ressacas.

REMEXENDO NO BAÚ... recordemos algumas... Clique na foto!



terça-feira, 1 de maio de 2018

A linda lua desse abril de 2018...




Pelas lentes do amigo e fotógrafo Paulo Sallorenzo

A imagem pode conter: céu, montanha, atividades ao ar livre e natureza

terça-feira, 24 de abril de 2018

Crônicas Cariocas de Todos os Tempos


  O jornalista Antônio Maria
em abril de 1958, 
filosofa sobre a...preguiça.
Excelente!
Há 60 anos...



quinta-feira, 19 de abril de 2018

Roberto Carlos e Manuel Bandeira...

... o que esses dois brasileiros têm em comum?

Nasceram dia 19 de abril .

E falaram maravilhosamente,
claro, cada um a seu tempo, e do seu jeito,
do amor e das coisas da vida.


Suas trajetórias só se encontraram uma vez, no especial de fim de ano da TV, em 1979, quando o poema NU, de Manuel Bandeira, faz parte de um quadro do programa, cruzando poesias e músicas. 

2018 marcam os 77 anos de idade do Rei e 50 anos da morte de Manuel Bandeira.

O blog deixa aqui registrado o programa de 1979, um dos melhores e mais bem elaborados de todos os tempos.


Vale a pena ver de novo!




segunda-feira, 16 de abril de 2018

16 de abril...No Dia da Voz, duas vozes cariocas

Hoje, dia 16 de abril
 é o 
DIA DA VOZ.


Vale lembrar vozes cariocas que se tornaram ícones.

Uma carioca, do bairro do Flamengo: Iris Lettieri.
Mais conhecida como "a voz do aeroporto", pois desde 1976 é a locutora oficial do Aeroporto Internacional Tom Jobim, ela começou sua carreira no rádio, no final dos anos 50, na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, tendo posteriormente trabalhado também como locutora de telejornais em várias emissoras de TV. Destaque para seu trabalho na TV Excelsior, onde foi a primeira apresentadora de telejornal do país, no histórico Jornal de Vanguarda.

Seu timbre é inconfundível e peculiar e já foi assunto de várias reportagens. Em 1992, sua voz se tornou pivô de um incidente internacional: foi usada sem sua permissão. Pois é.... o conjunto musical americano Faith No More a incluiu na gravação da faixa Crack Hitler, do CD Angel Dust. E por isso, processado, claro!

                      Ontem                                                            Hoje

 Foto (Foto: Arquivo)


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Resultado de imagem para orlando drummond nasceu em Vila Isabel

Com 74 anos de carreira, Orlando Drummond, carioca de Vila Isabel, é um dos dubladores mais respeitados do Brasil. Hoje, com 98 anos de idade, ele é o dublador mais antigo do mundo.

Drummond realizou trabalhos inesquecíveis durante sua carreira, como as dublagens de Popeye no desenho animado "Popeye", Alf no programa de TV "ALF - O ETeimoso", Vingador em "Caverna do Dragão", Sargento Garcia no filme "Zorro" e muitos outros. Em especial, Orlando Drummond ganhou prêmio por realizar o maior número de dublagens com o personagem Scooby Doo no desenho animado Scooby Doo.

Seu rosto se tornou conhecido publicamente devido aos trabalhos como ator em programas de humor na TV interpretando personagens como: o Seu Peru na "Escolinha do Professor Raimundo" e diversos personagens no programa "Zorra Total" da Globo.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Crônicas Cariocas de Todos os Tempos

Em 1951, a escritora Rachel de Queiroz, com quarenta anos recém completados, na tradicional ULTIMA PÁGINA  da revista carioca O CRUZEIRO,  publica a bela crônica A Luz dos meus olhos.

Mais uma crônica carioca de todos os tempos.