segunda-feira, 29 de julho de 2019

29 de julho...aniversário da carioca Isabel


As lágrimas da Princesa.
"Para um aniversário da Condessa d'Eu , haviam-me ensinado em português um soneto que o Imperador Pedro II , o pai da Condessa d'Eu , tinha escrito.
Nesse poema, ele falava das palmeiras e das flores do exílio , certamente belas, mas tão menos bonitas que as da sua pátria.
Pássaros que cantavam também com graça , mas com tão menos encanto que os do Brasil...
Depois da missa rezada no Castelo d'Eu , reunimos-nos todos no grande hall para festejar Vovó.
Mamãe me empurrou para os joelhos de minha avó que está sentada numa grande poltrona e começo a recitar.
A princesa Isabel olha-me com seus olhos azuis , tão claros e sorridentes, inicialmente tão encorajadores e depois, repentinamente , cheio de lágrimas...
Eu estava consternada porque acreditava ter-lhe causado um mal.
Não sabia ainda que o exílio podia fazer chorar..."


Trechos das memorias da Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança,
Condessa de Paris.


Foto : A Condessa de Paris com sua avó, a Princesa Dona Isabel,   reproduzido do livro " Mariage - De son Altesse Royale le prince Henri de France avec son Altesse Impériale la princesse Isabelle D' Orléans Bragance. 
Librairie de France - Paris. 1931.





domingo, 28 de julho de 2019

COLÔNIA DE PESCADORES Z-13 - COPACABANA




 Domingo no Rio tem cara de praia. 
E no finzinho da Praia de Copacabana 
lá está um cantinho bem carioca.


Na história do Brasil, esta foi a segunda colônia de pescadores registrada oficialmente, com data de 29 de junho de 1923.





O local é muito agradável e o mar é, na grande maioria das vezes, calmo devido à proteção dada pela pedra do Arpoador. Por ter águas mais tranquilas o local é muito procurado por pessoas com crianças pequenas ou que tenham algum receio do mar mais agitado e por esta mesma razão foi escolhido por pescadores para morar e guardar seus barcos em um lugar protegido das ressacas.

A colônia de pesca Z-13 foi fundada oficialmente em 1923, mas a presença de pescadores naquele canto da praia de Copacabana é bastante antiga. Uma foto de Marc Ferrez de 1895 já mostrava canoas de pescadores nas areias da praia neste local.

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Existe também uma pequena capela em homenagem a São Pedro. Várias pessoas, não só os pescadores, paramem frente à capelinha e fazem uma pequena oração. É interessante notar que são pessoas de todas as idades e várias classes sociais. Todo dia de São Pedro, 29 de junho, há uma festa na pátio em frente à capelinha quando é celebrada uma missa. Segundo informações colhidas com pescadores ali já aconteceram até 2 batizados.

Debaixo das amendoeiras ficam estendidas as redes de pesca para secar. Neste local é feito reparo das redes,um trabalho executado por pessoas de todas as idades, e também a manutenção das embarcações. Por causa da sombra é criado ali um clima propício para as pessoas se reunirem, conversar, trocar idéias, descansar, olhar o movimento dos barcos e o mar. A presença do colônia de pesca é mais um atrativo para as pessoas.


O personagem mais famoso é o senhor Nonô,  
Claudionor José da Silva, 
que desde 1941 trabalha no local. 

Hoje, aos 88 anos, se dedica à confecção 

de redes de vôlei de praia, 
já vendidas para diversos países.

Pescadores da colônia Z-13 se preparam para mais um dia de trabalho no mar Foto: Guilherme Leporace / Agência O Globo

Redes de pesca são estendidas ao lado da sede da colônia Foto: Guilherme Leporace / Agência O Globo


Ao lado do Forte de Copacabana, pescadores da colônia empurram o barco ao mar
Foto: Agência O Globo / Guilherme Leporace


Mantida pelos pescadores da colônia Z-13, a peixaria recebe carregamentos frescos dos mais variados tipos de pescados.
Mas para saborear no local, com vista para a orla de Copacabana, a casa sugere ostras de Florianópolis, conhecidas como as melhores do litoral brasileiro

O segredo matinal do Posto 6

O Rio tem dessas coisas.
Quanto mais a gente pensa que conhece a cidade, mais descobre encantos escondidos. Como as ostras do Posto 6. 

Lá se vão dez anos que ali no cantinho onde se espremem os barquinhos e redes da colônia de pescadores pode-se saborear — com areia no pé e latinha na mão — as melhores ostras do Brasil, de Florianópolis.

Tudo graças à Peixaria Z-13, mantida pelos próprios pescadores da colônia no fim do calçadão mais famoso do mundo.
Além de vender o resultado da pesca local, a loja recebe carregamentos de ostras frescas todas as terças, quintas e sextas.
Nesses dias, principalmente se faz sol, elas viram atração para os poucos banhistas e moradores da área que conhecem o segredo.
Vendidas a R$ 3,50 a unidade, são abertas na frente do freguês.
Para quem quer come ali mesmo, no balcão da peixaria.
Mas a maioria prefere o esquema “pra levar”.
Após abertas, as ostras são parcialmente tampadas com elásticos e acondicionadas em pratinhos de plástico, junto com fatias de limão, para então serem consumidas na praia.
De preferência ao lado de uma latinha de cerveja gelada, comprada numa barraca.

Para completar o clima bucólico-afrodisíaco, os barcos dos pescadores são usados como mesa. Mas lembre-se: esse é um programa matutino. Quase sempre, quando Deus brinda o Posto 6 com ostras frescas e sol, antes do meio-dia já lá se foi todo o estoque.


domingo, 21 de julho de 2019

A polêmica dos Capuchinhos em 1969, há 50 anos



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O monumento a Estácio de Sá, construído no local da antiga foz do rio Carioca, é uma obra do arquiteto Lúcio Costa em homenagem ao fundador da cidade, teve a pedra fundamental lançada pelo primeiro ministro de Portugal, Marcelo Caetano, em 12 de julho de 1969, na presença do governador Negrão de Lima e  inaugurada pelo governador Chagas Freitas, em 29 de março de 1973, na presença do embaixador de Portugal, José Hermano Saraiva.



Com uma área de 450 m², em forma de triângulo, cujo um dos vértices aponta para o Morro Cara de Cão, local de fundação da cidade, é dividido em dois níveis.

No piso inferior, uma porta de bronze, de autoria do escultor Honório Peçanha, onde estão impressos em relevo, o primeiro mapa quinhentista da Guanabara e o brasão do fundador, dá acesso ao subsolo. Nele, só as réplicas da lápide de Estácio de Sá e do marco de fundação, estão depositadas sobre uma caixa de areia que representa a praia onde ele desembarcou e fundou a cidade. Uma estrutura de vidro trapezoidal na laje do monumento cria um efeito de claraboia no salão, permitindo que os raios solares entrem e incidam sobre a cripta e o marco. No piso superior, encontra-se o marco comemorativo, um obelisco de 17 metros de altura.

A intenção do governo era que o monumento abrigasse os restos mortais de Estácio de Sá, sepultados na Basílica de São Sebastião Frades Capuchinhos, na Tijuca. Mas, os frades franciscanos, guardiães centenários da relíquia, alegando ser disposição testamentária de Estácio, o seu sepultamento naquele solo sagrado, a qual fora reconhecida por um decreto do imperador Pedro II e, posteriormente, pelo presidente Epitácio Pessoa, se negaram a fazer o traslado dos despojos. 

Por conta dessa discordância, 
as chamadas “Relíquias Históricas da Cidade”
permanecem até hoje 
na Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca.


quinta-feira, 18 de julho de 2019

Ainda no mês do aniversário de Copacabana...



...vale registrar mais algumas fotos raras




 Copacabana, 1913



Desmonte da pedreira do Inhangá para construção da piscina do Copacabana Palace



 Inauguração do Obelisco de Copacabana, 1919, revista A Careta


A imagem pode conter: árvore, atividades ao ar livre e natureza


1900 e o local  que seria hoje a rua Otaviano Hudson. 
À esquerda, o morro conhecido como Agulha do Inhanga. 
A casa, foi uma das primeiras em Copacabana.




Praça Malvino Reis é hoje a praça Serzedelo Correia, prefeito que a urbanizou em 1911, sendo a primeira praça urbanizada após o túnel Velho. No lugar da estação de bondes e do hotel da Light, temos hoje o Centro Comercial de Copacabana.



Inauguração da Avenida Atlântica, em 1919, há 100 anos
Foto de Augusto Malta




terça-feira, 16 de julho de 2019

Há 50 anos, a expectativa da Lua.


A partir do dia 16 de julho de 1969, 
as manchetes cariocas nos faziam viver a expectativa 
da chegada do homem à Lua.







sábado, 13 de julho de 2019

O chafariz itinerante


Vale recordar a história!

Clique para aumentar e ler

























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Local onde foi instalado o chafariz

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O chafariz itinerante já no Monroe


O chafariz na Praça XV, antes da Perimetral

O chafariz na Praça da Bandeira

Resultado de imagem para CHAFARIZ NA PRAÇA da Bandeira rio de janeiro

A bandeira no lugar do chafariz



Marcos  Tamoyo  - Marcos Tito Tamoyo da Silva -  (1926-1981), carioca, durante a década de 1960, participou do governo de Carlos Lacerda (1960-1965) no Estado da Guanabara. Colaborou na fiscalização e direção de importantes obras coordenadas pela Superintendência de Urbanização e Saneamento (SURSAN), até ser nomeado por Lacerda Secretário de Obras Públicas e Presidente da SURSAN.

Foi o primeiro Prefeito do Rio de Janeiro após a fusão da Guanabara com o antigo Estado do Rio de Janeiro, atuando de 1975 a 1979.




domingo, 7 de julho de 2019

JULHO...Copacabana, 127 anos!


6 de julho de 1892, 
ali começava a história de um areal 
que foi se transformando num bairro-cidade. 

Um passeio em imagens pra comemorar seu aniversário.



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 O areal na praia e ainda a existência do Morro do Inhangá, depois demolido


A imagem pode conter: céu, oceano, montanha, nuvem, atividades ao ar livre, natureza e água
Leme visto do Morro do Inhangá

A imagem pode conter: atividades ao ar livre
O Forte de Copacabana e o Serviço de Salvamento no posto 6




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construção do pórtico do Forte de Copacabana

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A elegância de seu casario

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O footing clássico  e formal no calçadão da praia





terça-feira, 2 de julho de 2019

2 de julho, Dia do Bombeiro


Pra homenagear a data 
vamos falar do bonito lado musical da instituição,
 que começou com 
o maestro Anacleto de Medeiros.

Compositor e regente, o maestro Anacleto de Medeiros (1866-1907) adaptou, em pauta e em disco, o sincopado buliçoso do maxixe, o melodismo fluente da modinha e o timbre grave e brejeiro do violão à linguagem das bandas de música. Sem dúvida, sua capacidade inventiva estará registrada na memória da música brasileira pelo balanço de seus ritmos, expressividade de suas melodias e requinte de seus arranjos. Aliás, suas obras serviram até de inspiração para outros compositores.

Foi um dos maiores compositores de choro de todos os tempos.

Sua vocação musical e seu talento profissional legaram ainda à posteridade um dos patrimônios históricos e culturais mais representativos da música brasileira: a Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

Organizada em 1896, com a seguinte ressalva: “sem ônus para os cofres públicos”, esse conjunto musical teve que contar com a ajuda financeira de comerciantes e empresários em seus primeiros anos, conforme averiguamos nos jornais da época. Mesmo assim, logo alcançou prestígio no cenário musical carioca, pois foi uma das primeiras bandas militares convidada para gravar discos no Brasil.

O Catálogo da Casa Edson de 1902 está repleto de gravações com esses gêneros musicais, “executadas pela Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro sob a regência de seu mestre, maestro Anacleto de Medeiros”
Apesar de toda essa contribuição significativa à música brasileira, a verdade é que seus dados biográficos ainda são muito escassos e dispersos.

Anacleto nasceu em Paquetá a 13 de julho de 1866. Com alguns músicos da extinta banda de Paquetá fundou o ‘Recreio Musical Paquetaense’. Convidado em 1896, pelo tenente-coronel Eugênio Jardim, que era, então, comandante interino do Corpo de Bombeiros, para dirigir a banda de música, dedicou todos os seus esforços no aprimoramento da referida organização. Carlos Gomes quando esteve hospedado na ilha de Paquetá, era incansável em elogiar o talento musical de ‘seu caboclo’, como o tratava, o grande maestro.

Compôs o dobrado Jubileu, oferecido ao Corpo de Bombeiros no ano de seu jubileu de ouro, em 1906.

Durante seus dez anos de comando (1896-1906), Anacleto de Medeiros arregimentou músicos famosos no cenário musical da época, contribuindo efetivamente para que a sonoridade ríspida e marcial das bandas de música ganhasse um colorido suave e fluente. À frente da banda gravou os discos pioneiros no Brasil.

Infelizmente, no dia 14 de agosto de 1907, a notícia de seu falecimento, vitimado por um colapso cardíaco, interrompeu, de maneira abrupta, sua carreira musical.