terça-feira, 29 de outubro de 2019

Carson´s Hotel...de hotel a loja de departamentos


O Carson´s Hotel, situado num prédio neoclássico
 à Rua do Catete nº 158, esquina com Rua Correa Dutra
era considerado, em 1875, quando abriu as portas, 
um "modelo de conforto e asseio". 

Era o hotel, entre os 119 hotéis da cidade em 1882, o preferido dos ingleses.







O Carson´s, além de um piano que “alegrava a muitos e exasperava a outros”, já oferecia a seus hóspedes aquilo que na época se considerava a “maravilha das maravilhas”: o telefone de número 5125. O custo das refeições no final do século XIX no Carson´s era de 2.000 réis pelo almoço, variando de 2.000 a 3.000 réis o jantar. Curiosamente o custo da alimentação (almoço+jantar) era superior ao da hospedagem, já que o preço da diária completa deste hotel, nesta época, era de 6.000 reais.

A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre

Cartão-postal circulado em 06/02/1904.


O casarão do Catete onde se instalou o Carson´s, que pertenceu ao Barão de Mesquita, abrigou mais tarde os hotéis Almeida, Só Para Famílias (já tendo o nº 196 da Rua do Catete, anterior nº 158) e terminou seus dias, já na década de 1950, como hotel Cidade.

O imóvel ainda abrigou a loja de móveis Renascença até 1999. Houve, tempos depois, uma edição da “Casa Cor” neste local.

Atualmente neste endereço funciona uma loja Leader.





terça-feira, 22 de outubro de 2019

A Fábrica das Chitas





fabrica da chitas
Fábrica das Chitas

A Fábrica das Chitas foi uma manufatura na região do Andaraí, que funcionou em meados do século XIX. Apesar de ser considerada “fábrica”, sua produção não era nada complexa, pois só estampava tecidos de algodão vindos da Índia. Mesmo sem obter sucesso comercial, a Fábrica das Chitas permaneceu durante quase um século como referência do lugar.


“A palavra inglesa “chintz” deriva do termo indiano “chint”, que significa um tecido de algodão mais barato, estampado em toda a sua superfície de forma vívida, com um brilho encerado devido ao uso de goma. Geralmente traz desenhos de flores, frutas e pássaros, sendo popular desde o século XVII. Com o tempo, o termo passou a definir todo tipo de tecido exportado da Índia colonial para a Inglaterra que apresentasse padronagem floral complexa. (…) A padronagem chegou ao Brasil através dos portugueses, que também mantinham negócios com a Índia”


Havia o Largo da Fábrica das Chitas, que nem de longe parecia uma praça. Na verdade, era apenas um espaço vazio, resultante do encontro da estrada do Andaraí Pequeno, hoje Rua Conde de Bonfim, com a travessa do Andaraí (também conhecida como rua da Fábrica das Chitas), atual Rua Desembargador Isidro.

Nenhuma descrição de foto disponível.

O Imperador D. Pedro I (1798-1834), numa das cartas a sua amante, a Marquesa de Santos (1797-1867), se referiu à Fábrica das Chitas, em 18 de novembro de 1826.

Meu amor, minha viscondessa e meu tudo,

Neste momento são nove horas e um quarto. Chego do meu passeio com a minha senhora, vindo da Fábrica das Chitas e do Papel, que ainda o não faz, e de ter entrado na chácara do visconde de Barbacena, onde me não apeei e lhe falei a cavalo mesmo. Estimei muito saber que mecê e nossos filhos passaram bem. Bem desejei que lhe fosse escrita em papel brasileiro da fábrica, mas por ora ainda o não há, que pouco espero assim não seja. Agora, meu encanto, só me resta dizer-lhe que é e será sempre.Seu fiel, constante, desvelado, agradecido e verdadeiro amigo e amante do fundo da almaO Imperador”
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Na Fábrica de Chitas existia também uma indústria de papel, que foi inaugurada em 5 de setembro de 1821. Sete anos depois, passando por dificuldades, o co-proprietário da fábrica, Carneiro Constantino Dias Pinheiro, solicitou ao intendente da polícia uma licença para a realização de obras visando à captação adicional de água, o que infelizmente lhe foi negado. No entanto, para fins de escoamento, a ele foi permitido construir um aqueduto que ligava a Fábrica de Chitas, pelo Maracanã, até o Campo da Aclamação (hoje Praça da República).

O antigo Largo da Fábrica das Chitas foi reformado e transformado na Praça Saens Peña. Uma homenagem ao presidente argentino Roque Saenz Peña, que esteve no Brasil em visita oficial. A cerimônia de inauguração da praça ocorreu no dia 30 de abril de 1911 e contou com a presença do Prefeito Bento Ribeiro, que foi nomeado pelo presidente da república eleito em 1910, o Marechal Hermes da Fonseca.

Largo.Fab.d.Chita.Tijuca-1910

  


domingo, 20 de outubro de 2019

REMEXENDO NO BAÚ... antigo Cine Ideal


O velho Cinema Ideal 
ficava na Rua da Carioca.


Nos números 60 e 62, conforme consta dos anuários, quando funcionava como cinema, o Ideal era vizinho do Cinema Soberano, atual Íris, bem próximo à Praça Tiradentes.


foto anos 20


Clique AQUI e saboreie mais da sua história!



sexta-feira, 18 de outubro de 2019

REMEXENDO NO BAÚ... o teleférico que faltou


Teleférico de Copacabana à Tijuca é descoberto.

Mapa de teleférico que ligaria Copacabana à Tijuca é descoberto na Alemanha
Data do projeto que passou cem anos guardado é 5 de novembro de 1912.

A Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar havia solicitado a projeção de mais um teleférico espetacular conectando os mais altos morros cariocas.

Vale (re)ler! Clique AQUI e saiba mais.



O que seria e não foi



terça-feira, 15 de outubro de 2019

NOSSOS VIZINHOS ILUSTRES do bairro da Glória



Clique e saiba mais



VITOR MEIRELLES


Considerado um dos mais importantes representantes da pintura histórica brasileira do século XIX

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Médico e memorialista, em 1972, publica pela Editora Sabiá seu primeiro volume de memórias: Baú de ossos











sábado, 12 de outubro de 2019

A GERAL do Maracanã




Mal dava para se ver o jogo de lá. 

Mas foi lá o folclórico espaço da torcida carioca, o espaço mais democrático do futebol brasileiro. Ficou conhecida por reunir torcedores dos grandes clubes cariocas sempre com alegria, onde personagens fantasiados expunham seu amor ou indignação de forma criativa, onde a violência sempre passou longe.

 Infelizmente, a Geral sucumbiu à modernidade. E, em 2005, começou a ser destruída para que ganhasse corpo o processo de modernização do Maracanã. Seus 30 mil lugares foram reduzidos para 18 mil, de cadeiras. A medida fez parte do novo conjunto de leis imposto pela Fifa segundo o qual ninguém pode assistir mais a jogos de futebol em pé. 

Hoje, o Maracanã  que lotou com 200 mil pessoas, tem capacidade que não chega a 90 mil. Perdeu o folclore dos geraldinos, para um futebol cada vez mais elitizado.



A Geral era conhecida como um dos espaços mais democráticos do futebol brasileiro



Zico comemora gol no Maracanã original: esses geraldinos pisam no New Maracanã?
Zico comemorando o gol junto à Geral

O último jogo da Geral, em 24 de abril de 2005, foi a vitória do Fluminense, então campeão carioca, por 2 a 1 sobre o São Paulo, campeão paulista daquele ano, com dois gols de Tuta, apenas mais um dos goleadores que comemoraram seus tentos com os fãs mais populares do futebol mundial.

O pessoal até batia uma bolinha no intervalo



Personagens eram a grande marca da geral, como a boneca de pano da foto
Personagens eram a grande marca da geral, como a boneca de pano da foto


Zico revelou que tinha vontade de comemorar seus gols com o público da Geral.

"Várias vezes eu tive vontade de pular 
daquele fosso e me jogar na Geral, 
mas não tinha como voltar,
então não fazia essas loucuras (risos)"



torcedores fiéis da GERAL, em jogo, sob forte temporal



  Imagem relacionada
ingresso da GERAL no tempo que a moeda ainda era cruzeiro


No mês passado - setembro -  a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o projeto que autoriza a retirada das cadeiras nos setores inferiores do Estádio do Maracanã. Agora, a decisão final ficará a cargo do Governador do Estado do Rio de Janeiro, que poderá sancionar ou vetar a ação.



quarta-feira, 9 de outubro de 2019

A Crônica Social Carioca


Um convite pra visitar 
a trajetória desses dois jornalistas 
que criaram seus estilos próprios.

Clique nos nomes e saboreie!


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sábado, 5 de outubro de 2019

O som carioca e marcante do "Mago do Pop"


Ele esteve presente durante quatro décadas na indústria da música pop nacional, mas não é um nome conhecido do grande público.

Fez arranjos de alguns dos maiores sucessos de Rita Lee, Gal Costa, Roberto Carlos, Tim Maia, Jorge Ben Jor, As Paquitas, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Lulu Santos, Angélica, Moraes Moreira, Sullivan e Massadas, Sandra de Sá, Marcos Valle e Xuxa, entre centenas de outros artistas.

Esse renomado maestro, arranjador, 
instrumentista, tecladista, 
produtor musical e compositor foi
Lincoln Olivetti.


Com seu talento e marca sonora, Lincoln Olivetti modernizou a música brasileira nas décadas de 1970 e 1980 e hoje, seus clássicos são recuperados e celebrados por DJs e público nas pistas de dança.

"Acima de rótulos, Lincoln Olivetti foi artista que manteve, ao longo da obra, alto padrão técnico de qualidade, perceptível no álbum"

Resultado de imagem para Lp Robson Jorge &Lincoln Olivetti


Gravou e lançou em 1982 com o músico carioca Robson Jorge (1954 – 1993), o Lp Robson Jorge & Lincoln Olivetti, e neste disco mostrou como fazer black music à moda brasileira dos anos 1980. Um disco considerado antológico, um ensinamento do mestre dos estúdios e dos teclados.




Lincoln hoje é unanimidade pelo legado deixado como arranjador, ofício no qual o artista mostrou genialidade ao orquestrar gravações de hits como

. Fim de tarde (Cláudia Telles, 1976)



. Lança perfume (Rita Lee , 1980)




. Festa do interior (Gal Costa, 1981)




. Banho de cheiro
(Elba Ramalho, 1983)




. Estrelar (Marcos Valle, 1983)






. Palco ( Gilberto Gil, 1981)



 . Leva  (Tim Maia, 1985)



 . Amor Perfeito (Roberto Carlos, 1986)




Também participou, como compositor ou intérprete, de trilhas sonoras de novelas de sucesso, como "Dancin' days" (1978), "Baila comigo" (1981) -  na qual tocou o tema de abertura ao lado de Robson Jorge - , "Mandala" (1987), "Feijão maravilha" (1979) e "Plumas e paetês" (1980).

Considerado um dos criadores da sonoridade do pop brasileiro dos anos 1970, colocava todo mundo num formato realmente internacional. Poucos músicos brasileiros, porém, sofreram tanta perseguição da crítica musical quanto Lincoln Olivetti, sendo acusado de "pasteurizar" a música brasileira e de colaborar com uma suposta queda de qualidade artística da MPB. É preciso contextualizar as críticas que ele recebia. Era um tempo  que a indústria do disco sofria uma grave crise no Brasil. Gravadoras cortavam seus elencos e despediam artistas a rodo. A discoteca dominava as paradas, e muitos artistas veteranos se sentiram desprestigiados.

 Após um período turbulento por causa da morte de seu parceiro musical, o guitarrista Robson Jorge, Lincoln Olivetti retomou a carreira em 1993.  Foi convencido a retomar os trabalhos pelo  DJ Memê e foi uma volta de gala com a gravação do álbum Assim Caminha a Humanidade, de Lulu Santos.  

 Ele viveu a serviço da música. 
Lincoln Olivetti faleceu no dia 13 de janeiro de 2015.

"Hoje em dia, se estivesse vivo, 
ele faria tudo de forma grandiosa. 
Iria colocar mais qualidade 
do que está tocando aí".
DJ Memê


CONFIRA um single inédito, com sua filha a Dj MARY OLIVETTI.

“You & Me”... Pai e filha em um encontro bonito.