segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Remexendo no baú.. o réveillon de Copacabana


O réveillon nas areias de Copacabana 
surgiu nos salões do Copacabana Palace.


Réveillon antigo, com os fogos sobre a areia.



Queima de fogos atual, a partir do mar



O empresário Ricardo Amaral resolveu incrementar a festa que produzia no hotel - 1981 - com uma queima de fogos na rua. Para financiar a ideia, usou a boa relação com a família Guinle, então proprietária do hotel.

Nessa primeira edição, em 1981, cerca de 500 pessoas lotaram o Golden Room para assistir à queima de fogos em frente ao Copa. No ano seguinte, a festa se estendeu ao terraço e ao salão nobre, de onde quase 1.200 espectadores viram os fogos. Houve um patrocínio e o foguetório aconteceu também no Leme, onde o empresário Mario, da churrascaria Marius, se somou à empreitada, e no Posto 5.

Em 1983, a festa já começou a atrair a cidade para lá.

Conhecido como o rei da noite carioca, Amaral se encarregou da festa até 1988, quando a prefeitura assumiu a organização do evento. Mas os fogos eram colocados nas areia em cercadinhos, próximos ao público sem nenhuma segurança. A partir de 2001, foram colocados em balsas no mar e, desde então, outras tecnologias vêm se somando para causar mais impacto e inovação.

Também se somou a essa nova festa, em 1987, a cascata de fogos do extinto Hotel Méridien, que começava após o término da queima de fogos na praia. Ela parou de acontecer em 2002, face à insegurança que tal espetáculo provocava e que sempre contrariou as normas do Corpo de Bombeiros (lei nº 18.866, de 1991, proíbe a queima de fogos no topo ou terraço de edifícios.)


Imagem relacionada  Resultado de imagem para cascata do hotel meridien



Aliás, as praias do Rio na virada do ano eram dos devotos de Iemanjá. Eles, através de sua crença proporcionavam lindo espetáculo que atraía muita gente para vê-lo. Montavam desde cedo barracas, cercados de flores - geralmente palma de santa rita - e nesses terreiros faziam seus cânticos, batuques, agradecimentos, preces. Faziam atendimento ao público e quando a noite chegava aqueles cercados - e eram muitos ao longo de toda a praia - acendiam as velas, fazendo desenhos nas areias. Isso acontecia não só em Copacabana. As praias de maior presença dos cultos da Umbanda à Iemanjá eram Copacabana, Flamengo, Praia da Bica , na Ilha do Governador e Praia Vermelha.. Muitos centros de umbanda, no entanto, preferiam as cachoeiras, onde existe o ritual até hoje.

Copacabana era o local mais procurado para se ir ver esses rituais que se transformavam em espetáculos. Ao longo da praia surgia um desenho singular de luzes e do branco dominante das roupas das mães de santo e seguidores. À meia-noite todos os centros e seus participantes entravam no mar para suas oferendas e surgia um novo espetáculo de cores, barcos enfeitados e muitas flores.

Na verdade, réveillon na praia era isso. Era ver esse tempo de devoção, que transformava as praias cariocas em templo. Era um espetáculo belíssimo.




Com o surgimento dos fogos, em 1981, o espaço para a prática religiosa foi tirado e o foco se tornou a queima de fogos.



A todos os leitores do blog

FELIANO NOVO!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

O VERÃO




Desde as primeiras décadas do século XX, a moda dos banhos de mar contribuiu para despir pouco a pouco mulheres, homens e crianças . As mulheres foram o público-alvo preferencial dos reclames de produtos higiênicos, farmacêuticos, cosméticos e de vestuário.

Para o veraneio, uma gama desses produtos foi anunciada em revistas durante a década de 1930. 

Com o fito de satisfazer "novos desejos" femininos por meio de novos produtos, esses anúncios permitem uma análise histórica das representações da mulher moderna, principalmente da emergência de um novo corpo feminino. A publicidade dos cremes para depilação indica uma mudança em relação ao corpo feminino.

Alguns pelos do corpo perdem qualquer função fisiológica e se tornam supérfluos e antiestéticos. Axilas, virilhas e pernas femininas passam a ser exibidas publicamente nos meses de verão, em praias e piscinas.

Além do imperativo moral, terapêutico e da ginástica, percebe-se uma influência estética na determinação dos trajes de banhos e de demais vestimentas esportivas. Afinal, a exposição ao sol, a prática de novos esportes e a presença feminina em novos espaços públicos, como o balneário ou os clubes náuticos, expõem o corpo ao olhar público, que não apenas autoriza despir-se cada vez mais como também reclama sua depilação.

"É fácil agora, livrar-se sem ardor

do pêlo das axilas, pernas e braços",


promete o "perfeito destruidor de pêlos" Racé, o milagroso creme.

A incipiente indústria de cosméticos procurou atender o seu público feminino para o bom proveito da água, do ar livre e dos raios solares. Ao mesmo tempo, tem-se um imperativo mercadológico que acaba submetendo mulheres a novos padrões de beleza. Nesse sentido, tem-se uma relação dialética entre aqueles/as que ditam a moda e aqueles/as que aderem a ela, pois o caráter libertário das novas tendências pode vir a ser uma armadilha.



Nenhuma descrição de foto disponível.


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O outro produto,o creme depilatório Dulmin, também poderia ser encontrado à venda nas melhores casas do ramo de cosméticos. Assegura Dulmin, que


"remove os pêlos supérfluos e antiestéticos da dama elegante"



O mesmo produto, em outro reclame de página inteira, estampa a necessidade de 

"eliminar tudo que possa afetar sua beleza e graça... 
o maiô expõe o corpo à curiosidade da assistência".



Mas os Laboratórios Vindobona também produziam produtos para oferecer a "esbeltez".



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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

REMEXENDO NO BAÚ...

E será Natal para sempre...

Mais uma crônica que nos fala desse tempo de Natal.
Do mineiro que escolheu as terras cariocas para morar...

*******************


 "Organiza o Natal
Carlos Drummond de Andrade






" Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre. "



Ah! Seria ótimo 
se os sonhos do poeta 
se transformassem em realidade.



Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.



domingo, 15 de dezembro de 2019

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Época de natal

Época de Natal traz à lembrança 
clássicos da música natalina, 
como Boas Festas, de 1933.

A voz de Carlos Galhardo  cantou e tornou a canção, um sucesso.





Outras regravações


João Gilberto





Simone




Ivan Lins




Novos Baianos




Maria Bethania






sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

A Noiva de Olavo Bilac




Muitos nomes da literatura de escrita feminina 
em fins do século XIX e início do século XX
 são pouco conhecidos. 
Um deles, Amélia de Oliveira.


Em fins do século XIX a maioria das mulheres que seguiram para o caminho literário pertencia às famílias da elite brasileira. Suas residências dispunham de uma vasta biblioteca de seus pais e irmãos ou maridos tinha um salão em casa onde ocorriam encontros de intelectuais, poetas e músicos. Como ainda não ocupavam espaços públicos, restringiam-se aos círculos familiares e amigos, portanto essas reuniões literárias as estimulavam muito.

Aos poucos, as mulheres frequentadoras dos salões literários, começaram a escrever seus poemas, contos, crônicas e romances. Os temas dos escritos eram relacionados aos sentimentos reprimidos, tais como: amor, casamento, divórcio, erotismo, etc. Porém, mantinha-os nas gavetas.

Um dos salões mais famosos do Rio de Janeiro, localizado em Niterói, era o da família Oliveira, casa do poeta Alberto de Oliveira (1859-1937), irmão de Amélia de Oliveira. Nessa casa - os pais José Mariano de Oliveira e Ana Ribeiro de Mendonça - nos últimos anos do século XIX, era ponto de encontro de literatos. Fazer versos era algo comum entre os dezessete irmãos Oliveira.

As irmãs ficavam encarregadas de declamar os poemas dos irmãos e dos demais convidados, tinham cerca de trezentos poemas decorados. Além disso, as moças tinham até um certo prestígios nas artes: tocavam piano, cantavam, mostravam suas habilidades com a pintura, artesanato, mas nunca demonstravam suas próprias criações.

Grandes nomes da poesia e literatura da época 
frequentavam estes saraus.


Olavo Bilac, em 1883, começa a frequentar a casa dos Oliveira e se apaixona por Amélia, que retribui. Em 1885, iniciaram o namoro. Essa paixão inspirou boa parte dos sonetos da Via Láctea, composto por 35 sonetos. (Coelho, p.48)

Considerada a mais culta entre os irmãos, Amélia teve poucos poemas publicados em vida e a maioria com o pseudônimo de Emília da Paz.


Em uma ocasião Amélia, que escrevia muitos versos, teve um soneto publicado no Almanaque da Gazeta de Notícias em 1888 e a reação do noivo marca bastante como as mulheres eram reprimidas na época:

“Minha Amélia (...) Antes de tudo quero dizer-te que te amo, agora mais do que nunca, que não me sais um minuto do pensamento, que és minha preocupação eterna, que vivo louco de saudade, (...) Não me agradou ver um soneto teu (...) desagradou-me a sua publicação. Previ logo que andava naquilo o dedo do Bernardo ou do Alberto. Tu, criteriosa como és, não o faria por tua própria vontade (...) Há uma frase de Ramalho Ortigão, que é uma das maiores verdades que tenho lido: - "O primeiro dever de uma mulher honesta é não ser conhecida". - Não é uma verdade? (...) há em Portugal e Brasil cem ou mais mulheres que escrevem. Não há nenhuma delas de quem não se fale mal, com ou sem razão (...). Não quer isto dizer que não faça versos, pelo contrário. Quero que os faças, muitos, para teus irmãos, para tuas amigas, e principalmente para mim, - mas nunca para o público (...) Teu noivo Olavo Bilac.
São Paulo, 7 de fevereiro 1888"


Alberto de Oliveira (primeiro a partir da esquerda, na foto, em companhia de Raimundo Correia e Olavo Bilac).jpg

Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac




Com a morte do pai, o irmão de Amélia que assumiu o posto de patriarca da família, impediu o noivado com Olavo Bilac, alegando que o poeta era muito boêmio para a sua irmã. Ambos sofrearam com essa decisão.

Nenhum dos dois casou posteriormente e continuaram trocando poemas de amor.


prece amelia.jpg

prece bilac.jpg


Amélia sofreu todo aquele estado de coisas, resignada, certa de que, um dia, realizaria o seu sonho de amor. Não aconteceu. Mesmo após a morte de Bilac, em 1918, Amélia seguiu em devoção e visitava semanalmente, mesmo idosa, o túmulo do poeta, no cemitério de São João Batista.

Presciliana Duarte de Almeida (1867 - 1944), responsável pela revista A Mensageira, que circulou até 1900, insistiu para que Amélia publicasse seus poemas, mas ela sempre recusou, como foi o pedido do eterno noivo.

Todos os irmãos Oliveira que dedicaram algum tempo à poesia publicaram em órgãos de imprensa da região. Amélia, ao contrário, permaneceu à sombra, determinada a não desobedecer ao ex-noivo.

Após sua morte, seus poemas foram publicados em um volume sob o título de “Póstuma”.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

2 de dezembro... aniversário de D Pedro II



A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Infelizmente a falta de memória 
não lembra desse grande carioca 
que tanto fez pela sua terra.

Felizmente, D. Pedro II 
é patrono da corporação do 
Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, 
que sempre celebra o seu aniversário 
e não deixa a data passar em branco.


VALE RECORDAR QUE...


. Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta, em seu último ano de reinado em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo a educação, a construção de Faculdades e principalmente de inúmeras Escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.

. A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).

. Em 1871, a Imperatriz Teresa Cristina doou todas as suas joias pessoais para a causa abolicionista, deixando a elite furiosa com tal ousadia.

. (1880) O Brasil era a 4º Economia do Mundo e o 9º Maior Império da História.

. (1860-1889) A Média do Crescimento Econômico era de 8,81% ao Ano.

. (1880) Eram 14 Impostos, atualmente são 98.

. (1850-1889) A Média da Inflação era de 1,08% ao Ano.

. (1880) A Moeda Brasileira tinha o mesmo valor do Dólar e da Libra Esterlina.

. (1880) A média nacional do salário dos professores estaduais de Ensino Fundamental em (1880) era de R$ 8.958,00 em valores atualizados.

. Entre 1850 e 1890, o Rio de Janeiro era conhecido na Europa como “A Cidade Dos Pianos” devido ao enorme número de pianos em quase todos ambientes comerciais e domésticos

. O bairro mais caro do Rio de Janeiro, o Leblon, era um quilombo que cultivava camélias, flor símbolo da abolição, sendo sustentado pela Princesa Isabel.

. Pedro II tinha o projeto da construção de um trem que ligasse diretamente a cidade do Rio de Janeiro a cidade de Niterói. O projeto em tramito até hoje nunca saiu do papel.

. Oficialmente, a primeira grande favela na cidade do Rio de Janeiro, data de 1893, 4 anos e meio após a Proclamação da República e cancelamento de ajuda aos ex-cativos.

. Na época do golpe militar de 1889, D. Pedro II tinha 90% de aprovação da população em geral. Por isso o golpe não teve participação popular.

. A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos imóveis da família.

. D. Pedro II tentou ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.

. D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.

. D. Pedro II fez um empréstimo pessoal há um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa.

. A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades.

. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

. D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.

FRASE DE MACHADO DE ASSIS


"Quanto às minhas opiniões políticas, tenho duas,
uma impossível, outra realizada.
A impossível é a república de Platão.
A realizada é o sistema representativo [a Monarquia].
É sobretudo como brasileiro que me agrada esta última opinião,
e eu peço aos deuses (também creio nos deuses)
que afastem do Brasil o sistema republicano,
porque esse dia seria o do nascimento
da mais insolente aristocracia que o sol jamais alumiou"


TINHA RAZÃO!!!


quinta-feira, 28 de novembro de 2019

José de Oliveira Reis: o engenheiro-historiador do Rio de Janeiro





José de Oliveira Reis nasceu em 25 de setembro de 1903 na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo. Fez os estudos primários e preparatórios em sua cidade natal e ingressou em 1920 na escola Politécnica do Rio de Janeiro, no largo de São Francisco, diplomando-se em Engenharia Civil, em 1925. Em 1933, Oliveira Reis foi o 3º colocado no 1º Concurso Público para o cargo de engenheiro da Prefeitura do Distrito Federal, durante a administração do Prefeito Pedro Ernesto.

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Em 1939, durante a administração Dodsworth, Oliveira Reis viaja aos Estados Unidos com credencial da Prefeitura do D.F. para observar e estudar em 33 cidades o processo de desenvolvimento e expansão, inclusive em algumas delas seus Planos Diretores. O engenheiro seria o chefe da Comissão do Plano da Cidade até 1945. Em 1941, participou da elaboração do Plano Diretor da Cidade.

Durante esse período, foi concluído o desmonte do Morro do Castelo, urbanizada a Esplanada do Castelo e aberta a Avenida Presidente Vargas, com mais de quatro quilômetros de extensão. Entre outras obras podem ser citadas a abertura das avenidas Brasil e Tijuca (atual Edson Bastos); duplicação do Túnel do Leme, liberação do acesso à Praia Vermelha; abertura do corte do Cantagalo; construção do Jardim de Alá; início da construção da estrada Grajaú- Jacarepaguá; elaboração do projeto do Túnel do Pasmado.

Em 1946 assumiu na condição de 1º Diretor, o Departamento de Urbanismo (DUR) da Secretaria Geral de Viação e Obras, cargo que ocupou até o ano de 1948.   
Em 1951 participa do 2º Congresso da Federal Internacional de Habitação e Urbanismo – União Internacional dos Arquitetos, no Marrocos, como representante da Municipalidade do RJ. 
Em 1953, durante a gestão do Prefeito Cel. Dulcídio do Espírito Santo Cardoso, atua como Engenheiro-Chefe do Serviço Técnico da Avenida Perimetral (STEAP), na condição de responsável pelo projeto de implantação. 
Durante o ano de 1954, ocupa o cargo de Diretor da DUR da Secretaria de Viação e Obras. Em 1955 é designado Chefe da Comissão de Engenharia de Tráfego, primeiro órgão técnico para estudos de Engenharia de Tráfego da P.D.F. 
Entre 1956 e 1960, como Diretor do DUR, nas gestões dos prefeitos Eng. Sá Lessa, Negrão de Lima e Joaquim de Sá Feire Alvim. 
Em 1960, através de concurso tornou-se Livre Docente da cadeira de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da UFRJ. 
Em 1962 retorna por curto período à Direção do DUR, durante a administração Carlos Lacerda, no Estado da Guanabara. 
Entre 1963 e 1965, responde pelo Serviço de Engenharia de Tráfego ligado ao Gabinete do Secretário Geral da Viação e Obras. 
Entre 1966 e 1970, atuou como primeiro administrador regional do bairro de Santa Teresa (XXIII R.A.). Nesse período, aposenta-se como engenheiro do Estado da Guanabara.
Sua atuação profissional no Brasil ocorreu no contexto do lugar profissional da engenharia. Nesse sentido, sua vida profissional como funcionário público engenheiro-urbanista e sua interlocução profissional foram fortes no debate sobre os problemas urbanos do Rio de Janeiro e sobre a necessidade da criação de órgãos de urbanismo e de planejamento urbano municipal.


O biênio 1965/1966
marca o início da atuação do engenheiro 
como “historiógrafo da administração pública” do Rio de Janeiro.


Após a primeira publicação, viriam diversos livros, artigos e palestras abordando o tema, como 

.Os Prefeitos do Rio de Janeiro como Capital da República de 1889 a 1960, apresentado em conferência em 1971;
.O Rio de Janeiro e seus Prefeitos (1977, quatro volumes);
.A Guanabara e seus Governadores (1979);
.História da Legislação sobre o Uso do Solo (1983);
.As inundações do Rio de Janeiro e o .Sesquicentenário do nascimento de Pereira Passos

publicados na famosa Revista Municipal de Engenharia (RME), que existiu entre 1932 e 1999.

Uma edição especial da publicação, de agosto de 1997, três anos depois de seu falecimento, prestou homenagem ao engenheiro, com depoimentos de colegas, recortes de jornais que noticiavam feitos de Oliveira Reis, e uma edição de História Urbanística do Rio de Janeiro, publicado originalmente em 1986.

Abaixo, capa e alguma páginas dessa publicação.






 




 Dr. Reis era tido como alguém tranquilo, fascinado por seu trabalho, pelo Rio de Janeiro e exímio conhecedor da história das ruas mais importantes de cor.


 Fazia de sua sala na revista 
um ponto de encontro de 
arquitetos, historiadores, 
geógrafos e pesquisadores 
do Rio de Janeiro. 






segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Mega hit " Em dezembro de 81", a origem





O ano era 1985 e Primeiros Erros, hit de Kiko Zambianchi lançado pelo músico no disco Choque, o primeiro de sua carreira, foi a música sensação.





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Se você foi a algum jogo do Flamengo com certeza ouviu e cantou junto “Em Dezembro De 81”.

Eric Barceleiro


  A letra é de Eric Barceleiro - rubro-negro apaixonado -  que num dia de sorte, escreveu "Dezembro de 81" e fez o Maracanã inteiro cantar. Ele foi buscar a inspiração no Mundial e no desejo da torcida por reviver esse momento.
A canção surgiu em 2010 a partir de uma sugestão na rede social Orkut, e foi baseada na música “Primeiros Erros”. Eric precisou esperar sete anos, mas viu sua canção explodir nas arquibancadas.

2017 foi o ano em que ela estourou na arquibancada. Com certeza foi a mais cantada. Demorou para todo mundo cantar, mas quando pegou ela contagiou. Não existe quem não conheça ela no estádio.

Além de contagiar os rubro-negros, a letra também chegou ao clube, que usa a canção em suas redes sociais e a coloca no telão em dias de jogos no Maracanã.


"Fiquei todo arrepiado 
quando ouvi todos cantando 
pela primeira vez. 
Até os jogadores cantam. 
Isso é muito gratificante, 
pois muito mais do que uma música da torcida, 
ela é do Flamengo."
Eric Barceleiro






“Em Dezembro de 81”

Em dezembro de 81
Botou os ingleses na roda
3 a 0 no Liverpool
Ficou marcado na história
E no Rio não tem outro igual
Só o Flamengo é campeão mundial
E agora seu povo
Pede o mundo de novo

Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, mengo
Pra cima deles, Flamengo!
Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, mengo
Pra cima deles, Flamengo!


Com os craques de 81


Um mix das duas versões...




Uma curiosidade: vale lembrar que Kiko é santista.


domingo, 24 de novembro de 2019

MeeengÔ!!!!!!!!!!



Vale recordar essa grande charge de Henfil.





quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Remexendo no baú... pra recordar


Em novembro de 1959, 
aconteceu o show histórico, 
na Escola Naval, 
que mudou os rumos da nossa música... 


Clique, (re)leia.
Saiba mais!



sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Machado de Assis e a Proclamação da República

Machado de Assis já era um escritor conhecido quando ocorreu o golpe que derrubou a monarquia e instalou a república em 15 de novembro de 1889. Tinha, então, 50 anos de idade e ocupava um alto posto no funcionalismo público da Corte. Isso deixava-o mais próximo dos fatos e, também, vulnerável às mudanças políticas. Além disso, ele era vizinho do Barão de Ladário, no Cosme Velho, ministro do Império e a única vítima da proclamação da República. Machado, contudo, nunca expressou claramente sua opinião a respeito do golpe mas deixou um relato cheio de ironia em seu romance Esaú e Jacó. Escrito em 1904, é uma das últimas e mais importantes obras de Machado de Assis, onde não deixou de tratar as questões de cunho político-social de forma profunda e ironicamente mordaz.

Tudo começa dias antes, quando 
“toda gente voltou da ilha com o baile na cabeça”,
referindo-se ao célebre Baile da Ilha Fiscal, 
ocorrido em 9 de novembro de 1889. 

Uma narrativa carregada de humor. Machado de Assis reduz a proclamação da República a uma simples troca de tabuletas, mudança só de nomes. República e Império se equivalem como rótulos de fachada.


Resultado de imagem para a proclamação da república, confeitaria do império, trecho de Esaú e Jacó de Machado de Assis


Tabuleta Velha (cap. 49) 
"Tôda gente voltou da ilha com o baile na cabeça, muita gente sonhou com êle, alguma dormiu mal ou nada. Aires foi dos que acordaram tarde; eram onze horas. (...) Fumou, leu, até que resolveu ir à rua do Ouvidor. Como chegasse à vidraça de uma das janelas da frente, viu à porta da confeitaria uma figura inesperada, o velho Custódio, cheio de melancolia. Era tão novo o espetáculo que ali se deixou estar por alguns instantes; foi então que o confeiteiro, levantando os olhos, deu com êle entre as cortinas, e enquanto Aires voltava para dentro, Custódio atravessou a rua e entrou-lhe em casa.(...)
- Vim para contá-lo a V. Excia; é a tabuleta.
- Que tabuleta?
- Queira V. Excia ver por seus olhos, disse o confeiteiro, pedindo-lhe o favor de ir à janela.
- Não vejo nada.
- Justamente, é isso mesmo. Tanto me aconselharam que fizesse reformar a tabuleta que afinal consenti, e fi-la tirar por dois empregados. A vizinhança veio para a rua assistir ao trabalho e parecia rir de mim. Já tinha falado a um pintor da rua da Assembléia.(...) Ontem à tarde lá foi um caxeiro, e sabe V. Excia a que me mandou dizer o pintor? Que a tábua estava velha, e precisa outra; a madeira não aguenta a tinta. Lá fui às carreiras. Não pude convencê-lo de pintar na mesma madeira; mostrou-me que estava rachada e comida de bichos. Pois cá de baixo não se via." 

"Pare no d."(cap. 62) 

"Na véspera, tendo de ir abaixo, Custódio foi à rua da Assembléia, onde se pintava a tabuleta. Era já tarde; o pintor suspendera o trabalho. Só algumas das letras ficaram pintadas, - a palavra "Confeitaria" e a letra "d". A letra "o" e a palavra "Império" estavam só debuxadas a giz. (...) Recomendou pressa. Queria inaugurar a tabuleta no domingo.
Ao acordar de manhã não soube logo do que houvera na cidade, mas pouco a pouco vieram vindo as notícias, viu passar um batalhão, e creu que lhe diziam a verdade os que afirmavam a revolução e vagamente a república. A princípio, no meio do espanto, esqueceu-lhe a tabuleta. Quando se lembrou dela, viu que era preciso lhe sustar a pintura. Escreveu às pressas um bilhete e mandou um caxeiro ao pintor. O bilhete dizia só isto: "Pare no D."(...)
Quando o portador voltou trouxe a notícia de que a tabuleta estava pronta.
- Você viu-a pronta?
- Vi, patrão.
- Tinha escrito o nome antigo.
- Tinha, sim, senhor: "Confeitaria do Império".
Custódio enfiou um casaco de alpaca e voou à rua da Assembléia. Lá estava a tabuleta (...) Custódio leu: "Confeitaria do Império". Era o nome antigo, o próprio, o célebre, mas era a destruição agora; não podia conservar um dia a tabuleta, ainda que fôsse em beco escuro, quanto mais na rua do Catete..." 

Tabuleta nova (cap. 63) 

- "Mas o que é que há? Perguntou Aires.
- A república está proclamada.
- Já há governo?
- Penso que já; mas diga-me V. Excia.: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. (...) A tabuleta está pronta, o nome todo pintado. (...) V. Excia crê que, se ficar "Império", venham quebrar-me as vidraças? - Isso não sei (...) Mas pode pôr "Confeitaria da República"...
- Lembrou-me isso, em caminho, mas também me lembrou que, se daqui a um ou dois meses, houver nova reviravolta, fico no ponto em que estou hoje, e perco outra vez o dinheiro. (...)
Aires disse-lhe então que o melhor seria pagar as despesas e não pôr nada, a não ser que preferisse seu próprio nome: "Confeitaria do Custódio". (...) Um nome, o próprio nome do dono, não tinha significação política ou figuração histórica, ódio nem amor, nada que chamasse a atenção dos dois regimens, e conseguintemente que pusesse em perigo os seus pastéis de Santa Clara, menos ainda vida do proprietário e dos empregados. (...) Gastava alguma coisa em troca de uma palavra por outra, Custódio em vez de Império, mas as revoluções sempre trazem despesas.
- Sim, vou pensar, Excelentíssimo. Talvez convenha esperar um ou dois dias, a ver em que param as modas, disse Custódio agradecendo."

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

A purrinha



A porrinha ou purrinha  - expressão brasileira -  é um jogo em que se usam pedaços de papel, moedas ou palitos quebrados (algo pequeno que possa ficar facilmente escondido dentro da mão). Pode ser jogado com várias pessoas. Cada pessoa terá 3 moedas consigo e terá de escolher uma quantidade a colocar na mão.

É o jogo oficial dos bares e botecos cariocas. Patrimônio cultural.

Quando todos os assuntos da mesa do bar se esgotaram, a porrinha é uma pedida obrigatória antes de voltar para casa e ter aquela ressaca.

O palitinho é ideal para se fazer as apostas e rir alto do derrotado é uma obrigação numa típica partida de purrinha.

A Purrinha é um jogo de adivinhação e blefe.



Quer dar uma de sabido na purrinha? 

Se for pedir dois, então diga “duque”, “dois patinhos na lagoa”, “eu e tu”

Quer se arriscar e pedir quatro, acha que vai ser essa a soma dos palitinhos? Então peça “janela”, “quadrado”, “quartota”

Sabe como é cinco? “Cachorro”, alusão ao quinto grupo na tabela do Jogo do Bicho. Dez é “Pelé” ou “Xuxa” (porque já namorou com o rei do futebol). Onze? É “Romário”“presidente Figueiredo” ou “cavalo”. E há outros tantos apelidos divertidos para os palpites num jogo de purrinha


Sua origem é imprecisa. 


Origem na “Morra”, jogada pelos antigos romanos?
Parece. E diz-se que o nome seria de uma derivação de frase dita por Santo Agostinho no século IV d.C:   

“Porro cum quo micas 
in tenebris ei liberum est, 
si velit, fallere” 
(Aquele com quem jogas 
morra no escuro, 
ainda que avisado, podes enganar).


Morra... Porro... virou porrinha.


Os soldados de Roma costumavam praticar, nos intervalos das batalhas mais cruéis. Os atletas escondiam certa quantidade de dedos da mão direita às costas e diziam um número. Aquele que acertasse o número exato ficava com as glórias. Há relatos nas crônicas de Seleno de torneios realizados no Coliseu que terminaram em verdadeiras chacinas.


Pintura retratando a  Morra
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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

REMEXENDO NO BAÚ...



 A data da proclamação da República vem aí 
e um hábito inusitado ligado 
ao sisudo Marechal Deodoro, 
é no mínimo curioso. 
 


Dentro de um rígido figurino militar, escondia-se um Marechal Deodoro, digamos, mais ameno.

Vaidoso na aparência e no vestir, ele gostava de usar jóias, alardeava seus conhecimentos de latim, considerava-se um bom dançarino e escrevia versinhos.

  

Mas esse hábito de Deodoro da Fonseca 
não despertava simpatia: 
o de usar jóias.

Aristides Lobo, ministro do Interior, cismava com isso. Achava de gosto duvidoso o pesado anel que o chefe do governo usava no dedo mínimo, sem contar o peito repleto de medalhas e comendas - uma delas, a Grande Dignatária da Ordem da Rosa, lhe foi conferida pessoalmente por D. Pedro II. 

Havia, também o prendedor de gravata de pérola, os chamativos botões nos punhos da farda ou do paletó e a correntona que segurava o relógio de bolso...

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

REMEXENDO NO BÁU... Orgulho e Paixão há 10 anos


Terminada a 21ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2009, o Flamengo tomava 3×0 do lendário Avaí de Silas e ocupava a modesta 10ª posição na tabela.

Distante 11 pontos do líder Palmeiras, o clube tinha como meta declarada a Libertadores, mas até isso tava osso: o São Paulo, fechando o G4, aparecia 7 pontos adiante.

Conseguir algo no torneio parecia impossível. Só uma recuperação milagrosa pra botar o grupo treinado por Andrade nos trilhos…

E não é que ela veio?

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sábado, 2 de novembro de 2019

A história nos cemitérios do Rio



Um dos mais antigos cemitérios da cidade do Rio de Janeiro, o de São João Batista tem uma marca histórica, que é a de ser a última morada de pessoas famosas. Além de uma curiosidade, no mínimo, intrigante.
O Cemitério, projetado pelo arquiteto Francisco Joaquim Béthencourt da Silva, passou a receber restos mortais de outros cemitérios e igrejas. Aí pode ter começado a fama de última morada dos famosos. Por exemplo, os restos do poeta Álvares de Azevedo, sepultado em um cemitério da Praia da Saudade, que foi destruído por uma ressaca, foram para o São João Batista.
O Cemitério de São João Batista foi inaugurado, oficialmente, em 4 de dezembro de 1852. No Cemitério São João Batista estão sepultados diversas personalidades, como o escritor José de Alencar, o pintor Cândido Portinari e a cantora Carmem Miranda. Além de Santos Dumont, Vinícius de Moraes, Chacrinha, Clara Nunes, Cazuza, nove ex-presidentes da República. Lá estão, também,  as criptas da Academia Brasileira de Letras (dos “imortais”), dos soldados brasileiros mortos durante a Primeira Guerra Mundial, dos aviadores do Brasil, dos marinheiros do Encouraçado São Paulo mortos durante a Revolução de 1924 e dos veteranos da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Em 2015, o Cemitério de São João Batista foi o primeiro da América Latina a ter um mapa virtual, que pode ser visto no Google Street View.
Já o Cemitério do Cajú é o maior cemitério do estado do Rio de Janeiro. Foi oficialmente fundado em 18 de outubro de 1851, no mesmo local onde já existia um cemitério de escravos desde 1839. Como nome de fundação é conhecido por Cemitério de São Francisco Xavier. Faz parte de um conjunto de necrópoles do estado do Rio sendo que o Cajú é o maior e mais conceituado cemitério do grupo, considerado ainda como um dos maiores cemitérios do Brasil. Entre os cemitérios do grupo do Cemitério do Caju Cajú estão o Cemitério da Ordem Terceira do Carmo, o Cemitério da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e o Cemitério Comunal Israelita do Caju.

Algumas personalidades ilustres estão sepultadas neste cemitério como Claudinho (da famosa dupla Claudinho e Bochecha), Jorge Dória (Famoso ator), Elizeth Cardoso (cantora Bossa Nova), Dolores Duran, Waldick Soriano,  Emilinha Borba entre outros. Também está lá o Barão do Rio Branco , patrono da diplomacia brasileira.

Uma curiosidade do Caju é que lá se encontra o Túmulo de Tiradentes, embora seus restos mortais não se encontrem lá depositados.



Imagem relacionada  Carmem Miranda

Nelson Rodrigues   Imagem relacionada



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Antonio Carlos Jobim


Candido Portinari


 José Abelardo Chacrinha
Abelardo "Chacrinha" Barbosa


Olavo Bilac

Olavo Bilac


Santos-Dumont

Santos Dumond


Vinícius de Moraes

Vinícius de Moraes


Cazuza

Cazuza

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Tim Maia