sábado, 15 de maio de 2021

1971... há 50 anos no Rio, curiosidades cariocas


Fazia sucesso na TV, a novela das 19 horas, MINHA DOCE NAMORADA. De Vicente Sesso  com direção compartilhada de Daniel Filho, Régis Cardoso e Fernando Torres estreou em abril  e teve 242 capítulos. Nomes de peso como Sadi Cabral, Wanda Lacerda e Célia Biar fizeram parte do elenco, que lançava o casal sensação Claúdio Marzo e Regina Duarte.

A música de abertura foi a linda composição de Dori Caymmi e Nelson Mota na não menos linda voz de Eduardo Conde.


Clique e ouça




Outra canção que estourou há 50 anos foi VOCÊ ABUSOU, de Antonio Carlos e Jocafi.


Outro sucesso do ano foi o cabelo pigmaleão. Lançado em novela foi uma revolução em tempos de cabelos muito compridos. As mulheres começaram a cortar as madeixas, deixando a nuca longa.Elis Regina fez sucesso com ele na capa do emblemático LP de 1971, "ela". 




Com direção de produção de Nelson Motta, direção de estúdio de Roberto Menescal e arranjos de Chiquinho de Moraes, as 11 faixas se tornaram clássicos. Destaque para

"Ih! meu Deus do Céu" , de Ivan Lins e  Ronaldo Monteiro 
 "Black is Beautiful" , de Marcos e Paulo Sérgio Valle
 "Cinema Olympia" , de Caetano Veloso 
"Falei e Disse" , de Baden Powell / Paulo César Pinheiro 
e a emblemática 
 "Madalena", de Ivan Lins e  Ronaldo Monteiro 









Em 1971 Roberto Carlos lançou um álbum de transição, no qual ele já consagrado pelo público como o maior ídolo do cancioneiro nacional, conquista definitivamente o reconhecimento da crítica como um dos maiores criadores (em parceria com Erasmo Carlos) da nossa música. Tendo atingido os 30 anos de idade, o "balzaquiano" Roberto Carlos adentrava numa fase de maturidade assumindo de vez a sua veia romântica com a genial "Detalhes", marco zero de sua consagração como o maior cantor romântico do país.






Sucessos internacionais também povoaram os dias de 1971.

. IF, do conjunto Bread

O grupo Bread marcou a década de 70 com suas canções românticas, de apelo pop e com fortes elementos de rock, country, folk e pitadas de soul em sua mistura musical. O líder inconteste do time era o cantor, compositor e músico americano David Gates( na foto, o segundo da esquerda para a direita)






. MERCY MERCY ME
(The Ecology) - Marvin Gaye 


O cinema chegou com dois grandes sucessos: Love story e Ensina-me a viver .

Love Story, que tornou célebre a frase "Amar é nunca ter de pedir perdão", levou multidões ao carioca Cine Veneza. Filas intermináveis que se estenderam pela avenida Pasteur, por muitas semanas.






Ensina-me a Viver , foi igualmente emocionante. 




Em 29 de julho de 1971, uma quinta-feira, o Rio ainda era a capital do estado da Guanabara. E a construção da Ponte Rio-Niterói caminhava lentamente.

Onze dias antes, Pelé havia se despedido da Seleção num amistoso contra a Iugoslávia no Maracanã. Ainda naquele mês, dois outros gênios, Jim Morrison e Louis Armstrong, deixavam a vida para adentrar a eternidade.

Também naquele 29 de julho de 71, num Flamengo x Vasco pela Taça Guanabara, no Maracanã, o então técnico rubro-negro, o paraguaio Fleitas Solich, lançou entre os profissionais, com a camisa 7, um menino miúdo e bom de bola chamado ...Zico.

Sabem quem é?

Resultado: Flamengo 2 x 1 Vasco.

Time do Flamengo: Ubirajara; Murilo, Washington (Onça), Fred e Tinteiro; Liminha e Tales (Chiquinho); Zico, Nei, Fio e Rodrigues Neto.

Começava ali uma grande história!


É isso. 
Algumas coisas 
do que se viveu 
há 50 anos.


sábado, 8 de maio de 2021

ANIVERSARIANTE DE 8 MAIO

 BILLY BLANCO


Retratou a paisagem urbana 
e os personagens do dia a dia da cidade.

Com sua batida de violão própria, melodia delicada, e letras que flertavam com a crônica de costumes, Billy Blanco (William Blanco de Abrunhosa Trindade) compôs e marcou presença na MPB por seis décadas. 

Sambas deliciosos, criados sozinhos ou em parceria com pesos pesados como Baden Powell e Tom Jobim e uma escrita era cheia de personagens do imaginário carioca, como o bon vivant que era o típico “falso malandro de Copacabana”,  de Mocinho bonito”, gravação histórica de Doris Monteiro; o chamado à atenção pelo respeito nos “Estatutos da gafieira”, que o caricaturista do samba Jorge Veiga eternizou; ou o  infeliz que “não fala com pobre, não dá mão a preto nem carrega embrulho”, de “A banca do distinto”, um obra prima. Mas também autor de belas canções de amor.

Arquiteto de formação, gravou o seu nome na galeria dos grandes da nossa MPB , e se tornou... um paraense carioca da gema.


. A BANCA DO DISTINTO, gravação original de 1959 com Dolores Duran




. ESTATUTOS DA GAFIEIRA, gravação de 1957 com Jorge Veiga



MOCINHO BONITO, gravação de 1956 com Doris Monteiro




RIO DO MEU AMOR, gravação de 1970 com Wilson Simonal



. ENCONTRO COM A SAUDADE, gravação de Peri Ribeiro










segunda-feira, 3 de maio de 2021

REMEXENDO NO BAÚ... o tubarão que apareceu e sumiu no Rio

 Recordando... a postagem de maio de 2016


Em 1999, foi acionado o corpo do GMar, 
quatro lanchas, dois botes e dezenas de mergulhadores 
comandaram uma caça tensa no meio da Baía de Guanabara, 
na Praia do Flamengo e na Enseada de Botafogo 
a tubarões que atacaram um mergulhador.

A ordem era usar arpões para matar o animal.

Era uma segunda-feira, dia 6 de dezembro, e o mergulhador Frederico Nóbrega, de 39 anos foi mordido na perna. A Praia do Flamengo chegou a ser interditada na terça-feira pela manha, depois que pescadores contaram ter visto "um grande peixe preto" perto da margem. Ele havia acabado de mergulhar quando sentiu uma pancada forte e foi puxado para baixo e sangue se espalhou pela água.

Quando o mergulhador foi retirado da água havia uma mordida de 25 centímetros em sua coxa direita. Os dentes do animal atravessaram a roupa de mergulho. Ele ficou desesperado, achou que fosse perder a perna e os médicos que o atenderam disseram que se não fosse a proteção da roupa de neoprene, o tubarão poderia ter arrancado um pedaço da coxa.
Segundo especialistas, tratava-se um tubarão de cerca de 1,80 metro, presença até então inédita, em águas cariocas.
O tubarão deve ter chegado à baía durante a maré vazante, quando entra água do oceano, de temperatura mais baixa e ficado alguns dias na baía por causa da água fria, em torno de 17º C".




O oceanógrafo David Zee, à época, criticou a operação de guerra montada.




(recorte/ jornal O GLOBO de 7/12/1999)


O tubarão ou tubarões não foram localizados.

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Roberto Carlos... 80 anos do REI

 Remexendo o baú... algumas recordações 




Clique e (re)leia. PRA SABOREAR!

Roberto Carlos, 50 anos de carreira





 


terça-feira, 13 de abril de 2021

REMEXENDO NO BAÚ... hino nacional, 190 anos

 Em 1831, Dom Pedro anunciou que abdicava o trono de Imperador do Brasil para seu filho e voltaria a Portugal. Foi a oportunidade que o músico Francisco Manuel da Silva estava esperando para apresentar a sua composição. 


E com um verso do desembargador Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, o hino foi cantado pela primeira vez no dia 13 de abril de 1831, na festa de despedida de Dom Pedro I. 

Vale saborear mais dessa história... CLIQUE AQUI!




segunda-feira, 5 de abril de 2021

Há 50 anos, o Concorde no Rio



Uma filmagem do primeiro jato supersônico de passageiros Concorde em um o belo e nostálgico vídeo, onde o avião é visto num bonito sobrevoo no Rio de Janeiro.

O Concorde, o mais rápido avião comercial do mundo a entrar em operação, marcou época e foi símbolo da evolução humana no século XX. Apesar do seu fim melancólico, marcou época e fez do Brasil um de seus destinos “favoritos”.

É mais comum dizer que a primeira viagem do jato supersônico para o Brasil foi na estreia comercial mundial do jato em 1976, quando ele fez a rota Paris – Dacar – Rio de Janeiro com a Air France, mas houve uma outra ocasião precedente.

E essa ocasião aconteceu muito antes de 1976, quando um voo de demonstração da aeronave passou pelas duas cidades mais importantes do país: São Paulo e Rio de Janeiro.





Essa primeira visita ao Brasil ocorreu em setembro de 1971, durante um tour de promoção para tentar angariar pedidos para o jato. Na ocasião, o avião saiu de Paris e fez paradas em Cabo Verde e Caiena, antes de entrar em terras tupiniquins.

O primeiro destino brasileiro foi o Rio de Janeiro, quando o jato, de matrícula F-WTSS e nas cores de sua fabricante Aerospatiale/BAC, sendo o primeiro Concorde construído na história, fez diversos sobrevoos na cidade maravilhosa para uma série de fotos que estampariam jornais, revistas e publicidades da época. Tratou-se de um grande acontecimento para a época.




O tour foi organizado pela própria fabricante Aeroespatiale/BAC e também incluiu uma visita a São Paulo, onde o jato participou da Exposição França 71.

A rara filmagem do vídeo abaixo foi gravada pela própria Aéropastiale na época. Nela, é possível ver o jato sobrevoando o Aeroporto Santos Dumont (ainda com uma pista), a Praia do Flamengo, o Pão de Açúcar e Copacabana:




Após essa visita, o Concorde ainda retornaria ao Rio de Janeiro em 5 de junho de 1974 com uma visita da segunda unidade construída, o F-WTSA, antes de estrear serviços comerciais ao Brasil em 1976, já com os voos regulares. Durante sua história, o modelo supersônico também visitou as cidades brasileiras de Campinas e Foz do Iguaçu.

Atualmente, o F-WTSS está preservado no Museu Le Bourget em Paris, junto com um de seus irmãos mais novos, o F-BTSD nas cores da Air France.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Remexendo no baú... a Semana Santa

 

Pra recordar e saborear
hábitos cariocas de outros tempos...


A Quinta-Feira Santa em outros tempos  




segunda-feira, 29 de março de 2021

Remexendo no baú... inauguração da Central do Brasil

 Em 29 de março de 1858 
era inaugurada a 
Estrada de Ferro Dom Pedro II
,
atual Central do Brasil.


Joaquim Insley Pacheco. Quinta da Boa vista: trilhos da Estrada de Ferro Central do Brasil, 1878 – 1889. Rio de Janeiro, RJ / Acervo FBN

Rodrigues & Co. Estação Estrada de Ferro Central do Brasil, c. 1890/1900. Rio de Janeiro, RJ / Acervo Arquivo Nacional


Saboreie mais essa história...AQUI.






quarta-feira, 17 de março de 2021

Curiosidades cariocas... as lavanderias "fakes" da Corte Imperial

 No reinado de DOM PEDRO, a região de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, inventaram que era onde estavam situadas as lavanderias da Corte Imperial.





Daí os nomes criativos que geraram os sub bairros ...

 
. O TANQUE, 

. O PECHINCHA.
Onde o povo PECHINCHAVA para comprar as roupas usadas da corte...

. A FREGUESIA 
que vendia os produtos de limpeza para a Corte 

.  A TÁ QUARAR 
onde se colocava as roupas para pegar sol por ser um campo grande, que com o tempo, passou a se chamar de TAQUARA

. o ANIL
para a 'roupa branca' ficar mais clara
 
. a PRAÇA SECA
onde as carruagens iam buscar as roupas limpas



TUDO FAKE! 
Curiosidade...
a criatividade para inventar.


domingo, 14 de março de 2021

CURIOSIDADES CARIOCAS... Castro Alves

14 DE MARÇO, 

ANIVERSÁRIO DE CASTRO ALVES , 
por isso
DIA DA POESIA


... além de poeta, Castro Alves era pintor e compositor. Algumas das suas pinturas e partituras são atualmente mantidas no Museu Histórico Nacional.


 
... o poeta chileno Pablo Neruda escreveu um poema em homenagem a Castro Alves. O poema chama-se "Castro Alves do Brasil".

...No Rio foi apresentado a José de Alencar, e dele ganhou o artigo "Um Poeta" publicado no dia 22 de fevereiro no jornal "Correio Mercantil".
 
...Também se encontrou com Machado de Assis, um dos primeiros escritores a apostar no sucesso de Castro Alves: "Está moço, tem um belo futuro diante de si".

...Durante sua estadia no Rio ocorreu a vitória brasileira na Guerra do Paraguai da Passagem de Humaitá. Castro Alves saiu à sacada do jornal "Diário do Rio de Janeiro" - à Rua do Ouvidor, n.º 97 - onde declamou, de improviso, uma de suas raras poesias guerreiras, versos de circunstância, aplaudidos pela multidão, louvados pela imprensa.


quinta-feira, 11 de março de 2021

Curiosidades Cariocas...Zé Carioca



ZÉ CARIOCA 80 ANOS!


Foi criado pelo próprio Walt Disney dentro do Hotel Copacabana Palace quando esteve no Brasil em 1941. Impressionado com a técnica de J. Carlos, cartunista que desenhava as versões brasileiras de personagens da empresa na revista O Tico Tico, Disney o convidou para trabalhar em Hollywood, mas o convite foi recusado por J. Carlos. 

Segundo alguns jornalistas, Walt Disney criou e enviou o personagem José Carioca para Carlos, dizendo esta ser uma homenagem ao cartunista. 

O design final do papagaio Zé Carioca foi criado para o filme Alô, amigos (Saludos Amigos), de 1942, lançado em 1943, nos EUA , pela Disney. 

Antes do lançamento americano, tiras de jornal foram publicadas com as aventuras do Zé Carioca.





Uma curiosidade

O personagem foi inspirado em uma figura folclórica do Rio de Janeiro, o Dr. Jacarandá. Ele andava sempre de terno, gravata borboleta, chapéu palheta e guarda chuva, exatamente como o Zé Carioca.




Figura folclórica no foro do Rio de Janeiro nos anos 30, foi o dr. Jacarandá, um preto alto, imponente, de voz poderosa, que exerceu a atividade de advogado.

"Sempre enfiado numa arcaica sobrecasaca, com uma velha pasta debaixo do braço e um monóculo encarapitado no olho esquerdo, ostentava no indicador da mão direita um grande rubi de pechisbeque e usava uma linguagem extraordinariamente pitoresca.


O doutor Jacarandá usava ainda umas barbas de cor indefinida, entre o branco, o preto e o castanho, que aparava em ponta e fazia defesas no Júri.

Apesar das tolices que dizia, a verdade é que ele conseguiu várias absolvição no Tribunal Popular.

Como conseguiu isso, o dr. Jacarandá?

Como obtinha clientes? Mistério."

Contudo, a sua banca era muito concorrida. Muito embora jamais tivesse passado dos bancos da escola primária, citava com mestria os artigos do Código Penal e até dizia umas frases em latim. Incrédulos, os bacharéis formados, quando se defrontavam com o dr. Jacarandá, tinham um sorriso de perplexidade e ironia. Já os juízes, encaravam com boa vontade as petições do doutor, especialmente os seus pedidos de habeas corpus.

No entanto, ele vivia feliz, distribuindo cumprimentos nas vias públicas, embora, amiúde, fosse vítima de peças que lhe pregavam os moleques da rua. Quando isso ocorria, logo se socorria do colega delegado do distrito mais próximo, que sempre lhe assegurava a necessária proteção.

Só uma vez ficou triste . Foi quando uma autoridade mais severa tentou processá-lo pelo uso indevido daquele título de doutor ou bacharel.

O velho Jacarandá explicou que "era um apelido que lhe haviam posto". Foi tão feliz com a explicação que os pedidos começaram a chover e muita gente importante mobilizou-se, conseguindo demover a tal autoridade do seu propósito.







sexta-feira, 5 de março de 2021

Remexendo no baú... CYLL FARNEY

Há 18 anos ele nos deixava...
14 de março de 2003


   

Cyll Farney estudou Farmácia nos Estados Unidos e tocava bateria na banda do irmão, que o levou para os estúdios de cinema, no final dos anos 1940.

Os olhos azuis e um sorriso encantador, aliados a uma imagem viril e grande carisma, elevaram 
Cyll  Farney ao posto de grande galã das chanchadas da Atlântida e da Cinédia, sempre no papel de moço rico e elegante, arrastando multidões ao cinema.


Vale revisitar um pouco mais da sua trajetória

CLIQUE AQUI




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

OCTACAMPEÃO!!!

 

 O Rio amanheceu cantando...



Uma vez Flamengo, sempre Flamengo
Flamengo sempre eu hei de ser
É meu maior prazer vê-lo brilhar
Seja na terra, seja no mar
Vencer, vencer, vencer!
Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer!

Na regata, ele me mata
Me maltrata, me arrebata
Que emoção no coração!
Consagrado no gramado
Sempre amado, o mais cotado
Nos Fla-Flus é o Ai, Jesus!

Eu teria um desgosto profundo
Se faltasse o Flamengo no mundo
Ele vibra, ele é fibra
Muita libra já pesou
Flamengo até morrer eu sou!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Curiosidades cariocas... O dia em que o revólver de Roberto Marinho mirou Carlos Lacerda

 


A briga entre Roberto Marinho e Carlos Lacerda nos anos 60 teve origem em uma polêmica envolvendo o Parque Lage, no Rio de Janeiro.

Roberto Marinho e Arnon de Mello - um adendo: pai do Collor - compraram o Parque Lage nos anos 50 por um preço muito módico, pois o imóvel era tombado. 

Aqui cabe um pequeno histórico...

Os problemas enfrentados por Gabriela Besanzoni, proprietária do Parque Lage, tiveram início com o falecimento de seu marido, o armador Henrique Lage. Henrique Lage havia deixado dívidas com a União e apesar de ter entregue várias propriedades e sua frota de navios ao governo federal, o Presidente Getulio Vargas, que alegava suposta ajuda dada por Besanzoni ao eixo inimigo durante a Segunda Guerra Mundial, encampou todos os seus bens, inclusive o Parque Lage. 

Com a queda de Vargas, Besanzoni e outros herdeiros dos sócios de Lage conseguiram junto à União reavaliação dos bens confiscados, resultando na devolução do Parque Lage, entre outros bens, à família.
 
 
Contrariada com esse desgastante episódio, Besanzoni retornou à Itália e, em 1945, despedindo-se da carreira artística com uma última atuação em público no Brasil no Teatro Municipal de São Paulo. Ela faleceu em Roma, sua cidade natal, em 1962. 

Com sua morte, o espólio vendeu sua parte à empresa Comércio e Indústria Mauá, que já havia adquirido parte das terras do Banco do Brasil. Porém, desde 1957, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN ) - então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( SPHAN ) - havia tombado a área.
 
 
A Mauá, depois São Marcos Comércio e Indústria de Materiais de Construção, de propriedade do empresário Roberto Marinho e do então senador Arnon de Melo conseguiu a anulação do tombamento, feito pelo Presidente da República em exercício Ranieri Mazzilli, durante viagem ao exterior do Presidente Juscelino Kubitischek. 
 
Antes disso, o governador provisório da Guanabara, embaixador Sette Câmara, havia desapropriado o Parque Lage para tentar evitar a anulação do tombamento; mas essa desapropriação também foi anulada. No local, a empresa pretendia construir um cemitério "classe A", mas, em 1964, reformulou o projeto, e construiria casas para as classes média e alta.   
 
Aí o governador da Guanabara, Carlos Lacerda, declarou o Parque de utilidade pública para fins de desapropriação, reafirmando o tombamento feito pelo SPHAN por solicitação do Instituto Florestal ( atual IBAMA ), começando uma disputa que só iria terminar onze anos depois, quando o Presidente Ernesto Geisel desapropriou o parque, não sem antes provocar o rompimento de Carlos Lacerda com Roberto Marinho e com o Presidente Castello Branco.

 


O abandono do terreno e sua progressiva invasão suscitou até um pedido da Associação de Moradores da Lagoa em 1961.


recorte O Globo



Lacerda pediu a Raphael de Almeida Magalhães, seu vice, que escrevesse o decreto de desapropriação, enquanto ele redigiria a exposição de motivos que acompanharia o decreto.  

O texto que Lacerda produziu assustava pela virulência com que atacava a pessoa de Roberto Marinho. Raphael tentou demovê-lo da ideia de anexar o texto ao ato de desapropriação, pois não só contrariaria os interesses de Marinho como o faria voltar contra ele a fúria das baterias de seu jornal e da sua rádio.

Como não conseguiu convencê-lo, o decreto foi encaminhado com o anexo, o que provocou a ira de Marinho. Marinho contou aos filhos que pegou um revólver, pôs na cintura e partiu para o apartamento de Lacerda na Praia do Flamengo. Chegou a entrar no apartamento de Lacerda com o revólver engatilhado. Mas o governador da Guanabara acabara de sair de casa.


Assim, a propriedade foi desapropriada e convertida em um parque público.

recorte Jornal do Brasil




A contrariedade com seus propósitos e negócios fez a mudança editorial, notória, do jornal O Globo em relação a Lacerda, após esse episódio. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

PIXINGUINHA NOS DEIXOU HÁ 48 ANOS...


VALE REMEMORAR ESSA CURIOSIDADE CARIOCA...

DURANTE O CARNAVAL, Pixinguinha - QUE NOS DEIXOU NO CARNAVAL DE 1973 -  não trabalhava, pois saía com seu bloco chamado GRUPO DO CAXANGÁ.
 
No carnaval de 1919, ao passarem pelo cine Palais, fizeram uma parada para homenagear o senhor Isaac, dono do cinema no qual Pixinguinha trabalhava. Ouvindo o pessoal, o proprietário do cinema entusiasmou-se e sugeriu a organização de um conjunto menor para tocar na sala de espera. O conjunto depois de dúvidas sobre qual seria seu nome, o próprio senhor Isaac resolveu a questão:

" - Vocês não são oito? Então põe " Os Oito Batutas!"




Assim se deu a estreia do conjunto em abril de 1919, capitaneado por Pixinguinha e Donga. O "Oito Batutas" foi o primeiro grupo a empregar - além da flauta, violão e cavaquinho - instrumentos como o reco-reco, o pandeiro e o ganzá.

Em 1921 Pixinguinha foi convidado para uma temporada em Paris, financiada pelo milionário Arnaldo Guinle. O Les Batutas permanece por mais de seis meses em Paris tocando em diversas casas. O público francês entusiasmou-se com o chorinho e o samba, ainda com tons do maxixe, que o grupo apresentava. 

Quando retornou ao Brasil, Pixinguinha comprou uma casa em Olaria , onde morou por 30 anos. O grupo retomou seu lugar no Assírio e fez várias apresentações no Rio de Janeiro. Nessa época, Pixinguinha começou a experimentar o "saxofone", instrumento que tocou durante vinte anos.


Vale ouvir e curtir!






sábado, 6 de fevereiro de 2021

Esse ano não vai ser igual àquele que passou...


  ...Não vai ter Carnaval!

Então... vale recordar sucessos
que fazem a folia até os dias atuais!


. Há 80 anos, 1941

Alá-lá-ô, Carlos Galhardo


. Há 70 anos, 1951

Tomara que chova, Emilinha Borba



. Há 60 anos, 1961

A Lua é dos Namorados...Angela Maria



Índio Quer Apito, Walter Levita



. Há 50 anos, 1971

Ê Baiana...Clara Nunes







terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Há 80 anos no Rio

 Há  80 anos, 
foi o Rio de Janeiro que acolheu 
a nova empresa KIBON, 
em 1941 e o nome criado por...


origenes1...Orígenes Lessa

Escritor, jornalista, novelista, romancista também trabalhou como redator chefe da primeira agência de publicidade do Brasil, J. Walter/Thompson Company.

Um dos trabalhos de atuação de
Orígenes Lessa como publicitário
foi a criação da marca do sorvete KIBON.




Na década de 40, especialistas norte-americanos em mercadologia estavam no Rio de Janeiro, contratados pela General Foods, a fim de que fosse feito o lançamento nacional do melhor sorvete do mundo.

Seria achocolatado, cremoso e nutritivo, capaz de ser saboreado com absoluto prazer por crianças, jovens, adultos e idosos. Para que o miraculoso produto estivesse ao alcance dos brasileiros só faltava o nome de fantasia.

Os técnicos já dispunham de uma relação enorme de sugestões, mas nada que justificasse o investimento. Quando o técnico-chefe terminou de falar as qualidades do sorvete, Orígenes estava de água na boca.

Usou uma só para expressar seu sentimento e essa palavra terminou funcionando como a marca registrada de uma indústria que se tornaria poderosa entre nós.

E surgiu... “Kibon”.



Evolução da marca




sábado, 30 de janeiro de 2021

Sábado em Copacabana, um sucesso há 65 anos!

 Em janeiro de 1956, há 65 anos...

Dorival Caymmi lançava pela gravador ODEON, em 78rpm,  a canção SÁBADO EM COPACABANA. Essa composição, em parceria com Carlos Guinle, ao longo do tempo teve dezenas de gravações. 


Vamos passear por algumas delas, nesse sábado!


disco em 78 por Dorival Caymmi


LP Sambas, que tem a faixa Sábado em Copacabana




 Em 1951, Lúcio Alves apresenta sua versão da canção



  

Sylvia Telles lança a regravação de Sábado em Copacabana
em LP de1961, 
gravado nos Estados Unidos.




gravação de Dick Farney no LP de 1978




Os Cariocas, em show


Wanda Sá, em show


Zélia Duncan, LP de 2004

Curiosidades cariocas...Machado de Assis

 

No dia 30 de janeiro de 1971, 
há 50 anos...


 recorte do jornal O GLOBO



terça-feira, 26 de janeiro de 2021

CURIOSIDADES CARIOCAS...carteiro do Leblon




Há 50 anos,
carteiro mais antigo do Leblon
 recebia homenagem






segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Dia Nacional da Bossa Nova, pra recordar Tom Jobim

 


Hoje é o dia nacional da Bossa Nova!

O Congresso aprovou em março de 2009 projeto que resultou na lei 11.926, de 17 de abril de 2009, instituindo o Dia Nacional da Bossa Nova, a ser celebrado no dia 25 de janeiro. 

A data foi escolhida por ser aniversário
de um de seus principais expoentes,
o maestro Tom Jobim,
que estaria completando nesse 2021, 94 anos.









quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Outros janeiros de boa música

 

Em  janeiro de 1965 
estreava no Rio, no bairro do Leme,
um dos melhores shows da Bossa Nova. 

Em janeiro de 1966,
esse mesmo show
continuava sua trajetória de sucesso.


Vale revisitar essa história!

Clique AQUI!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

O passado de Ipanema


Imagens do acervo do Arquivo Nacional
nos mostram a beleza 
do bairro de Ipanema 
em outros tempos.



A tranquilidade dos jardins e coqueiros, nos anos 1940

o casario dos anos 1920, sem edifícios

O sossego das dunas nos anos 1950

A grande quantidade de casas à beira-mar,  ainda no início dos anos 1970