terça-feira, 23 de maio de 2017

Mário Reis, o canto carioca bossa-nova e pioneiro


Em dobradinha com o blog NOSSOS VIZINHOS ILUSTRES, falamos aqui, também, de Mário Reis.

Destacamos o LP  Ao Meu Rio, de 1965,  que Mário Reis gravou, pela legendária gravadora Elenco, à convite de Aloysio de Oliveira. Um fantástico disco em homenagem ao  IV Centenário do Rio de Janeiro.




Intérprete revolucionário da canção brasileira, considerado um dos precursores da Bossa Nova, no LP “Ao meu Rio” ele regravou alguns de seus maiores sucessos. O disco tem arranjos e regência do maestro Gaya.

As faixas...
  • cadê mimi
  • jura
  • o destino é deus
  • quem dá
  • flor tropical
  • quando o samba acabou
  • agora é cinza
  • sofrer é da vida
  • pelo telefone
  • linda morena
  • dorinha meu amor
  • gavião calçudo
  • formosa







Fotos do Rio

Garimpadas nas redes sociais...lindas imagens

De Analu Prestes

Museu do Amanhã
A imagem pode conter: céu, crepúsculo, árvore, oceano, atividades ao ar livre, água e natureza


De um bosque do Pão de Açúcar
A imagem pode conter: céu, planta, nuvem, árvore, natureza e atividades ao ar livre


Anônimo

Praia de Ipanema
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De Lucas Estevam

Baía de Guanabara
rio de janeiro


De Livekyra

Jardim Botânico
jardim-botanico-2

sábado, 20 de maio de 2017

O Peso de um Beijo...Crônica Carioca de Todos os Tempos


Ha 50 anos...






(publicada em 20 de maio de 1967)




Mozart Monteiro ( Francisco Mozart do Rego Monteiro)
foi jornalista, escritor e emérito professor de História da Escola Normal (Instituto de Educa­ção) e do Colégio Pedro II. Morreu em 12/2/1982 aos 83 anos.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

O carioca Machado de Assis já disse

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"Ouça-me este conselho: 
em política, não se perdoa 
nem se esquece nada."

Em "Quincas Borba" (1891)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

E por falar em Yolanda...


... Curiosidades cariocas, que valem a pena recordar, em tempos em que o nome Yolanda alcança as manchetes.


“Eu quero a loura infernal”. Assim se pedia Yolanda, um dos cigarros de maior popularidade do início do século passado, à venda naqueles botequins.

A “loura infernal” era a musa  inspiradora  -  a artista e modelo Yolanda D’Alencar -  do jovem imigrante português Albino Souza Cruz, fundador da Souza Cruz, que colocou em funcionamento a primeira máquina do Brasil a produzir cigarros já enrolados em papel.


Pouco se sabe sobre a artista Yolanda , mas as fotos mostram muito, pois ela chegou a posar nua para o rótulo do cigarro. Talvez o nu mais antigo da propaganda brasileira.

A loura infernal foi um grande sucesso, e muitas compositores a citaram em diversas músicas. E seu nome ficou famoso durante três décadas.

O cigarro Yolanda, lançado em 1915 permaneceu no mercado por 40 anos.

Na revista da Souza Cruz, exemplar número 2, o Papai Noel lança os cigarros Yolanda. O bom velhinho confere com malicia, ajeitando os óculos.





 
primeira embalagem com a nudez ousada de Yolanda

  

embalagens dos anos 20 e 30   


  
última embalagem  do cigarro, anos 50


A popularidade dos cigarros Yolanda era tão grande que apareceu na literatura. Pedro Nava os citou em seus livros Balão Cativo



e Beira-Mar  








terça-feira, 16 de maio de 2017

quinta-feira, 11 de maio de 2017

POESIA DE QUINTA...

Toda quinta-feira já, há algumas semanas, no meu facebook venho publicando uma poesia, que chamo Poesia de Quinta.

Nesta semana, publiquei uma poesia de um poeta carioca, Affonso Romano de Sant'Anna, que decidi compartilhar por aqui. Linda, atualíssima e inspiradora!




segunda-feira, 8 de maio de 2017

Música Carioca...



Relembrando essa belíssima canção, SORRISO DE LUZ,  do maestro carioca Gilson Peranzetta com letra de Nelson Wellington, decidi compartilhar...


Pra começar muito bem a semana!





No primeiro olhar
Deu pra imaginar
Vai acontecer
Tentei evitar
Mas ao desviar
Vi um céu de estrelas
E ao sorrir, que luz
Seu riso tem uma luz
Que ninguém mais traduz
Só o luar
Chegou pra ficar, pra iluminar
E me enlouquecer

Ao se aproximar
Não deu pra negar
Não pude esconder
Li no seu olhar
Estava escrito lá
Até nas estrelas
E ao sorrir, que luz
Que brilho ela possui
Meu Deus, ela seduz
Com seu olhar
Veio pra ficar
Pra me encantar
E me envolver
Loucos pra sonhar
Foram se entregar
Sem ninguém saber
Risos pelo ar
Livres para amar
Sede de viver
Não sei como foi
Mas se a vida pôs
Tudo entre nós dois
Então vai ser
E esse amor em nós
Vai sorrir após
Cada amanhecer


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Há 80 anos Noel Rosa nos deixava...


... com apenas 26 anos.




recorte jornal O GLOBO de 4 de maio de 1937



Resultado de imagem para noel rosaE nos deixava uma herança musical imensa.


Pra marcar a data dois de seus maiores clássicos: Conversa de Botequim, parceria sua com Vadico, cantada por ele próprio, e,  a linda Três Apitos na bela interpretação de Maria Bethânia.

Aliás, a curiosidades da história desta canção:

"Ainda há quem pergunte porque um dos melhores sambas e Noel Rosa se intitula – “Três apitos”, quando, na verdade, a letra só fala de um apito, o da fábrica de tecidos que ali perto vinha ferir os seus ouvidos. 
Outra pergunta é quem seria a musa inspiradora de Noel: Lindaura, a futura esposa, cuja mãe trabalhava na fábrica de tecidos “Confiança”, em Vila Isabel; ou Josefina Teles, a Fina, operária de uma fábrica de botões , no Andaraí. 
Uma terceira pergunta: Por que um samba tão bom só seria gravado por Aracy de Almeida, 13 anos após a morte de Noel? 
Primeiro uma explicação: Quando Noel Rosa se referiu a fábrica de tecidos não quis dizer que musa trabalhava nela. A fábrica Confiança ficava perto de sua casa, de modo que, ao ouvi o apito ele se lembrava de Fina - a verdadeira musa inspiradora que trabalhava na fábrica do Andaraí. 
Quanto os apitos da fábrica Confiança, eram mesmo três. O primeiro às 5h:45 da manhã para despertar os operários que moravam nas redondezas; o segundo às 7h:00, mais longo marcando a hora de entrada e o terceiro às 7h45, curto, para informar que quem chegasse depois perdia o dia.
A razão de Noel não ter visto nem ouvido seu samba gravado é mistério que morreu com ele. Mas “Três apitos” foi muito cantado no rádio pela Aracy de Almeida e pelo próprio Noel Rosa."
( relato de João Máximo, biógrafo de Noel Rosa)









segunda-feira, 1 de maio de 2017

O 1° de maio e as praias cariocas


1º de maio.

Completa um século o decreto 1.143, manuscrito e assinado pelo então prefeito do Distrito Federal, Amaro Cavalcanti, considerado o primeiro choque de ordem para as praias do Rio. 

Pelo menos no papel, quem descumprisse as suas determinações estava sujeito a multa de 20 mil réis. Na falta de pagamento, o infrator seria punido com cinco dias de prisão. 

Como consta do artigo primeiro, naquela época, os banhos de mar eram permitidos das 5h às 9h e das 16h às 18h, de 1º de abril a 30 de novembro. Entre 1º de dezembro e 31 de março, o horário de banho era das 5h às 8h e das 17h às 19h. 

O parágrafo único desse dispositivo, no entanto, dava uma colher de chá aos domingos e feriados, estendendo por uma hora, pela manhã, o tempo no mar.
 



sexta-feira, 28 de abril de 2017

REVISTA MANCHETE, 65 anos



No Brasil, Adolpho Bloch, dono da Bloch Editores, resolveu lançar a revista ''Manchete'' em 26 de abril de 1952, que se tornaria o título de maior sucesso de sua editora. Um ótimo slogan - ''Aconteceu, virou manchete'' - precedeu o lançamento e acompanhou por décadas a revista que chegou a ter tiragem de milhões de exemplares nos anos 80.

A revista contava com colunistas de peso, como Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Fernando Sabino, além de manter repórteres e fotógrafos em várias cidades do país, contribuindo para que conquistasse projeção nacional.

A edição número  1 
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A Manchete costumava dar destaque aos concursos de miss
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 edição de 1954 , Martha Rocha            edição de 1965, com Solange Novelli .
                                                                                  Rainha do 4° Centenário e
                                                                                  Vera Lucia Couto, Miss Guanabara

Fazia a cobertura do carnaval
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Zelia Hoffmann                                                  Wilza Carla
no concurso do Municipal , 1958                           Rainha do Carnaval de 1957

cronistas como RUBEM BRAGA escreviam pra nosso deleite
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crônica de 1958

Essencialmente carioca, numa época em que o Rio era capital do Brasil e irradiava notícias e cultura para o país, a ''Manchete'', com foco no fotojornalismo, chegou ao mercado das revistas semanais ilustradas com qualidade gráfica superior à da sua principal concorrente, ''O Cruzeiro'', criada na década de 20.

A última edição foi no ano 2000.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Um dia especial de escola, lá pelos anos 60

Hoje é dia de São Marcos. E eu que estudei em um colégio, no bairro carioca do Flamengo, com seu nome - primeiro Externato São Marcos, depois Ginásio São Marcos -  neste dia havia sempre comemoração pela manhã.

E esse dia era especial, a começar pelo uniforme. Tínhamos de ir com nosso uniforme de gala.Ou seja, além do nosso belo uniforme de saia cinza - calça cinza para os meninos - camisa azul clara e gravata azul marinho, colocar um par de luvas brancas na cintura. E valia para meninos e meninas.

 E aí,  íamos todos, aos poucos,  por turma, no ônibus do colégio, um Mercedes Benz tipo "pão de forma" todo azul tipo "BIC", à... missa do padroeiro do colégio. Primeiro, essas missas eram na linda igrejinha do Outeiro da Glória, depois passaram a ser na Igreja da Glória, do Largo do Machado, há mais ou menos três quarteirões do colégio. Uma pena, pois a distância também fazia parte. Passávamos pela fila da confissão, pra depois poder comungar. E ficava bonito, na igreja, a fila da comunhão, todos uniformizados.

Mas para nós essa pompa toda valia pela volta. Por que? Porque a volta era de muita farra. Na realidade uma farra ingênua dos românticos tempos dos anos 1960, em que nós estudantes do alto de seus no máximo 14 anos, nos alegrávamos com cantoria, batucada e... guerra de bolinhas.

Mas tudo isso acabava quando retornávamos ao colégio. O estudo voltava e sentávamos em nossas carteiras, abríamos nossos cadernos, ou nossos diários de lições , ou Programa de Vernáculo, ou Mauger ou Spoken English,  pra aula que fosse. E voltávamos pra disciplina e seriedade, e compromisso com o estudo que o São Marcos nos ensinou. Coisas estranhas para os tempos de hoje.

Na época não enxergávamos a dimensão de São Marcos. Nem que era um dos evangelistas, apóstolo de Jesus, nem que fez um lindo trabalho missionário, que não teve fim diante da prisão e morte dos amigos São Pedro e São Paulo. Pra nós valia a festa. Mas, com certeza, São Marcos nos abençoava a todos.

Bons tempos!


segunda-feira, 24 de abril de 2017

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Ipanema, 1900


Ipanema, o bairro aniversariante do mês de abril, no seu início.



Praia de Ipanema, foto de José Baptista Barreira Vianna, coleção Instituto Moreira Sales


José Baptista Barreira Vianna (1860-1925) foi um comerciante português que chegou ao Rio de Janeiro em 1875. Trabalhou no comércio antes de abrir uma loja de produtos importados da Europa no largo da Carioca. Morava na Tijuca com a esposa, Laura Moreira, e seis filhos.

No final da década de 1890, adquiriu um terreno do loteamento do barão de Ipanema, exatamente na esquina das atuais avenida Vieira Souto e rua Francisco Otaviano, exatamente ao lado de onde seria construído mais tarde o Colégio São Paulo.

O projeto e a construção da nova residência, que seria a primeira na praia, e uma das primeiras do bairro, foram confiados ao arquiteto Rafael Rebecchi, ficando pronta a tempo de a família passar a virada do século em seu novo endereço.
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Casa de José Baptista Barreira Vianna,na Praia de Ipanema, coleção Instituto Moreira Sales





quarta-feira, 19 de abril de 2017

19 DE ABRIL...PARABÉNS AO REI!






Leia mais curiosidades de Roberto Carlos, em posts já publicados aqui no blog

. o início
. a briga  com Erasmo






segunda-feira, 17 de abril de 2017

Rio, há mais de 100 anos



A paisagem de Botafogo, em 1910... AUGUSTO MALTA

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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Crônica Carioca de Todos os Tempos


Mais uma crônica carioca de todos os tempos
publicada em 1967, há 50 anos.

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Beatles e o Rio

Dia 10 de abril de 1970 foi divulgada a notícia da separação dos Beatles.
Mas também foi em outro mês de abril,  vinte anos depois, em 1990, que Paul McCartney veio ao Brasil pela primeira vez,  deixando um gostinho de Beatles, no Rio. 


Em 21 de abril de 1990, o artista reuniu 184 mil fãs no Maracanã, um recorde que o levou ao Guinness Book, no evento que se chamou “Paul in Rio”.

Foi um grande sacrifício conseguir a liberação do Maracanã pela Prefeitura, pois o estádio era para jogos de Futebol, mas Paul queria o Maracanã. E conseguiu.

O cachê de Paul e sua banda ficou estabelecido em 1,5 milhão de dólares, muito abaixo do que ele costuma receber, mas sabedor das dificuldades do povo brasileiro e também das dificuldades que o país atravessava em sua economia, Paul não faz questão do dinheiro e admitiu que teve que “pagar” para fazer o show, mas fez “por amor”.

Ele sabia que o número de fãs dos Beatles no Brasil era enorme e exigiu que o preço fosse accessível para todos. CR$500,00 quinhentos cruzados a arquibancada, CR$ 700 cruzados no gramado.


Paul com a camisa da Seleção

Paul na sacada do Rio Palace - hoje Sofitel - no posto 6, em Copacabana, onde ficou hospedado

Paul no Maracanã em 1990 - 6

Paul no Maracanã em 1990 - 7



Veja o show completo no Maracanã, abaixo






quinta-feira, 6 de abril de 2017

D. Pedro II não gostava...

E por falar em quaresma, marrom glacê e histórias cariocas...

Outro dia ganhei de presente de uma amiga que retornou de Paris, uma caixa de marrom glacê.
Louca por castanhas, a iguaria açucarada, pra mim, é nectar dos deuses.
E aí me lembrei de D. PedroII, que não concordaria comigo.



Em  correspondência à mãe, Princesa Isabel na quaresma de 1858, confidenciou
 “Hoje fiz uma verdadeira penitência; como não me deram senão peixe de lata, que não gosto nada, não comi senão arroz de manteiga e batatas...
...Eu lhe mando estes marrons-glacês , posto que Papai não gosta de castanhas”.



sexta-feira, 31 de março de 2017

terça-feira, 28 de março de 2017

O volei de praia surgiu no...RIO





Em 1934, um tenente-coronel e subcomandante do Forte de Copacabana, mandou cortar duas estacas de madeira e montou uma quadra de voleibol  nas areias da Praia de Copacabana, defronte ao Hotel Londres – já extinto –, onde então morava. 

Certamente não imaginava que estava criando uma atividade esportiva.

Era o desportista Altamiro Braga que resolveu estender a rede na praia - disposta diariamente das oito da manhã ao meio-dia -  entre as ruas Santa Clara e Constante Ramos, para jogar o mesmo voleibol que já praticava nas dependências do Forte.

Altamiro Braga nasceu em São Cristóvão, em 1898, aluno brilhante, saído do Colégio Militar, dedicou longos anos ao Exército brasileiro, sete décadas de praia,  um dos mais antigos moradores de Copacabana, que residiu na Rua Dias da Rocha.

Na época da mocidade, em postura impecável e utilizando sua bicicleta, costumava escoltar o marechal Hermes da Fonseca (1855-1923), que era o presidente da República (1910-1914).  Apaixonado por esportes e um entusiasta do Fluminense Football Club, por lá dirigiu o atletismo e o basquetebol.

O general Altamiro Fonseca Braga fez 100 anos em 1998 e faleceu em fevereiro de 1999, antes de completar 101 anos de idade.

É sempre bom ressaltar que são também da década de 1930
as quadras de voleibol de praia do
professor Octávio Victor do Espírito Santo (de 1939),
na Rua Dom Pedrito, hoje Almte. Guilhem, no Leblon;
 a do doutor Sylvio Lemgruber, na Rua Montenegro, atual Vinicius de Moraes, em Ipanema,
e a da ‘Tia’ Leah de Moraes (de 1938), em Copacabana.
Todos já faleceram e fizeram história também.


sexta-feira, 24 de março de 2017

OUTONO NO RIO...





Bela música de Ed Motta e Ronaldo Bastos


Me dê a mão
Vai amanhecer
Juntos pela madrugada
Luz, contra-luz
Sobre os Dois Irmãos
Pra mim

Há um lugar para ser feliz
Além de abril em Paris
Outono, outono no Rio

No seu olhar
Já se fez manhã
Vamos logo a Guanabara
Vai se fechar
Vou levar você
Pra mim




quarta-feira, 22 de março de 2017

Moda Carioca...

Na Revista FON-FON de 24 de março de 1917, 

há 100 anos, 
a moda carioca.






sexta-feira, 17 de março de 2017

NAT KING COLE no Rio



Em meio à polêmica se nesse dia 17 de março 
é ou não o centenário de Nat King Cole, vale, sim, comemorar a vinda do astro à cidade do Rio.


Nat King Cole chegou no final dos anos 50, 1959, no início da bossa nova, e foi recebido com enorme carinho pelo público. Por aqui caiu de amores pelo Rio de Janeiro e, dizem, pela cerveja local.



"Eram 14 horas e 3 minutos quando o aparelho da Pan-American, procedente de Caracas, pousou no Galeão. Mal a porta se abriu os fãs que se encontravam no terraço e na pisto do aeroporto começaram a agitar frenèticamente suas bandeirinhas, repetindo em coro “Welcome Nat King Cole”. Somente após o desembarque dos passageiros comuns é que o famoso cantor popular norte-americano apareceu no alto da escada do avião. Vestia um terno cinza, gravatinha preta e camisa branca. Quando viu a multidão que o aguardava, deu um grande sorriso e acenou com a mão direita. “I am very glad to be here”, foram suas primeiras palavras ao cumprimentar Carlos Machado, que não escondia o contentamento. Metralhado pelos flashes dos fotógrafos, Nat dirigiu-se para a alfândega, só a muito custo conseguindo atravessar a pista do Galeão. Quando o sr. Oscar Ornstein, “public-relations” do Copacabana Palace, se aproximou para dar-lhe um abraço, o artista nem percebeu o gesto e prosseguiu."
(jornal Ultima Hora)


Tendo sido recebido com honras de chefe de Estado pelo próprio presidente Juscelino Kubitschek, no Palácio das Laranjeiras, JK o saudou com um sonoro “How do you do? I’m very happy to see you”. Nat estava acompanhado de Maria Ellington, sua esposa e Carlos Gastal, seu “manager”. O Presidente disse-lhe que o Brasil esperava com ansiedade sua visita. O cantor sentiu-se lisonjeado, agradeceu e aproveitou a oportunidade para entregar 2 pacotes contendo coleções de discos seus, autografados, para Márcia e Maristela, filhas de JK e suas fãs. 

Encontro  com presidente JK


Conta a lenda que JK teria tirado os sapatos e pedido ao visitante que cantasse sua música preferida, "Fascination", tendo sido prontamente atendido pelo cantor. Um luxo. Um pequeno show de Nat King Cole em sua sala.

Nat King Cole fez shows dias 17 de abril ,no Maracanãzinho com lotação de 20.000 pessoas;
18 de abril no Ginásio do Tijuca Tenis Clube, com lotação de 11.000 pessoas, onde a fila para a entrada no clube foi até  a Saens Peña e o clube precisou colocar até caixa de som na entrada  para o pessoal que não conseguiu entrar, ouvir o show do lado de fora. Nat King Cole voltou ao Maracanazinho em 19 de abril  para mais dois shows às 16 e às 21 horas, com 60 cruzeiros o valor para as arquibancadas.


Apresentação no Maracanazinho

Apresentação no Golden Room do Copacabana Palace


Os sucessos  de Nat por aqui era tão grande que canções como “Too young”“Blue gardenia” e “Pretend” ganhavam letras em português gravadas por Cauby Peixoto, Lúcio Alves e o veterano Carlos Galhardo.

Ficam os registros curiosos quanto à reação de Nat em qualquer lugar: se não houvesse ar refrigerado, pedia para voltar, imediatamente, ao hotel, por não suportar os 40 graus que fazia no Rio.
E, também, apaixonado pelo Brasil, o cantor norte-americano chegou a marcar um encontro para conhecer os astros do futebol Didi e Pelé, mas os jogadores não puderam comparecer.

Os ilustradores da época  - Carlos Estevão e Péricles - registraram, no seu traço, Nat King Cole.