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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Férias no Rio

Sempre um bom programa, no Rio, é visitar museu.

O Museu da Cidade tem, em seu acervo,
5 preciosidades:


1. Aquarela de Thomas EnderA obra mostra a Praia Vermelha, sem o bondinho no Morro da Urca. O pintor austríaco chegou ao Rio de Janeiro junto com a Imperatriz Leopoldina, no século XIX
Obra faz parte do Museu da Cidade Foto: Divulgação


2. Escultura do Cristo
A escultura da cabeça do Cristo Redentor foi feita em terracota, uma espécie de argila usada em cerâmica. A peça de 1920 faz parte do estudo do escultor francês Paul Landowski para construir a estátua no Morro do Corcovado

Peça ajudou na construção do Cristo Redentor Foto: Divulgação

3.Estandarte da Câmara Municipal
Peça foi usada para receber a corte portuguesa na chegada ao Rio de Janeiro, em 1808. O estandarte de seda é bordado em ouro e prata

Estandarte foi usado na chegada da Família Real Foto: Divulgação

4. Aquarela sobre Botafogo
A aquarela do príncipe Adalberto da Prússia mostra a Praia de Botafogo com o mar chegando aos pés das residências coloniais. A lua reflete nas águas da Baía de Guanabara

Botafogo sem a Enseada Foto: Divulgação


5. Litografia do Passeio Público
Obra de 1836 do desenhista alemão Karl Wilhelm Von Theremin mostra a indumentária e a vegetação na época colonial. Dois escravos aparecem carregando um senhor numa cadeirinha de arruar

Litografia mostra a escravidão no período colonial Foto: Divulgação


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Museus Cariocas que poucos conhecem


Muita gente não sabe, mas o Rio tem um Museu da Cadeira. 


Ele fica em Botafogo.

 Trata-se de um salão apenas, no segundo andar do casarão ocupado pelo Espaço Cultural Maurice Valansi, que leva o nome do empresário francês responsável pela construção de salas de cinema cariocas como o Cine Paissandu. Richard Valansi, filho de Maurice, arquiteto e colecionador de cadeiras, depositou naquele pequeno espaço sua paixão por elas: são inúmeras peças com design assinado por nomes que vão de Sérgio Rodrigues a Le Corbusier.
Cadeiras de todos os tipos e desenhos espalham-se pelo chão, por prateleiras e até pelo teto, produzindo um belo efeito, numa espécie de emaranhado indecifrável, de onde vão se revelando, aos poucos, silhuetas que habitam o imaginário de qualquer um que se interesse minimamente por arquitetura e design.
Iniciativas como essa estão aí pra provar que nem só de grandes museus, centros ou institutos vive a cena cultural de uma cidade.  Parece-me muito interessante a idéia de ter espaços culturais diminutos, muitas vezes monotemáticos, pipocando aqui e ali.
Num dia em que você for a um dos cinemas de Botafogo, ou mesmo antes de um jantar num restaurante do bairro, ou ainda que esteja apenas andando a esmo por ali, encaixe no seu roteiro uma passadinha no Museu da Cadeira. Com perdão pelo uso do jargão mais gasto do universo jornalístico, eu diria que vale a visita.
Espaço Cultural Maurice Valansi – Rua Martins Ferreira 48 – Botafogo

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O novo Museu da Imagem e do Som

Sete escritórios de arquitetura do Brasil (4) e do mundo (3) apresentaram projetos para a nova sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), na Avenida Atlântica, em Copacabana.

Os projetos são bonitos e ousados e o escolhido, nessa segunda-feira, deverá ocupar o terreno de 1600m2, de frente pro mar, onde hoje é a horrorosa Boite Help.


Ganha Copacabana, ganha o Rio. Que venha logo!


Veja os projetos e dê sua opinião:
















quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Museu Nacional de Belas Artes

Reprodução

Apesar de inaugurado há 70 anos, em 19 de agosto de 1938, a história do Museu Nacional de Belas Artes é bem mais antiga, e remonta à chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808, já que Dom João VI se fez acompanhar de um conjunto de obras de arte, algumas das quais permaneceram no país e figuram como o núcleo inicial da coleção.
O rei fundou a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, em 1826 a instituição passou a ser chamada de Academia Imperial de Belas Artes e com o advento da República, a academia foi rebatizada como Escola Nacional de Belas Artes, passando a ocupar sua sede atual na antiga Avenida Central, atual Avenida Rio Branco.
O autor do projeto do prédio foi o arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Rios, mas durante a construção o desenho seria alterado por Rodolfo Bernardelli, então diretor da escola, e mais tarde Archimedes Memoria também acrescentaria outras mudanças. O resultado é uma construção eclética, com fachadas em diferentes estilos.

  • "A fachada principal na Avenida Rio Branco é inspirada na Renascença francesa, com frontões, colunatas e relevos em terracota representando as grandes civilizações da antigüidade, além de medalhões pintados por Henrique Bernardelli com retratos dos integrantes da Missão Francesa e outros artistas brasileiros. As laterais são mais simples, e fazem referência à Renascença italiana; possuem mosaicos parisienses com figuras de arquitetos, pintores e teóricos da arte, como Vasari, Vitrúvio e Da Vinci. A fachada posterior é um exemplo mais puro e austero do Neoclassicismo, com relevos ornamentais de Edward Cadwell Spruce. Na decoração interna foram usados materiais nobres como mármores e mosaicos, estuques, cristais, cerâmicas francesas e estatuária."
    ( IPHAN)

O edifício foi tombado pelo IPHAN em 24 de maio de 1973 e possui mais de 6000 m² de áreas de exposição, com cerca de 1.700 m² de reservas técnicas.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

MAM 60 anos


Em 1948 foi assinada a ata inaugural do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tendo como presidente Raymundo de Castro Maya, que se instalou, provisoriamente, na sede do Banco Boavista.
Seu acervo foi formado inicialmente ao longo dos anos 40 e 50 por inúmeras doações de artistas, empresários e algumas instituições oficiais, e hoje é uma das coleções de arte do século XX mais importantes no país.
Lugar historicamente privilegiado da vanguarda e do experimentalismo no país, o MAM do Rio de Janeiro viu nascer parte considerável de nossos movimentos artísticos e lançou muitos de nossos artistas mais importantes. Do Grupo Frente (1954), formado a partir da primeira turma de adultos de Ivan Serpa , ao Neoconcretismo (1959); do Ateliê de Gravura (1959) à Nova Objetividade Brasileira (1967), passando pelas exposições "Opinião 65" e "Opinião 66"; das mostras Resumo JB (1964- 1972) aos Salões de Verão (1969- 1974); dos Domingos da Criação (1971) à Área Experimental (1975- 1976), foram incontáveis os eventos e os artistas que por ele passaram, ou nele tiveram uma referência fundamental para o florescimento de suas obras.
O prédio modernista representa um marco na arquitetura brasileira, resultado das linhas retas do arquiteto Affonso Eduardo Reidy e do projeto paisagístico de Roberto Burle Marx.

"Pensado para dialogar com a paisagem - a horizontalidade da composição para fazer frente ao perfil dos morros cariocas -, as fachadas envidraçadas, trazendo para o interior o paisagismo de Burle Marx, o projeto de Reidy apresenta-se racionalista e plástico a um só tempo. Não há distância entre a estrutura e a aparência final. Os vãos livres têm um fim prático: a liberdade de composição oferecida ao espaço expositivo, o convite ao jardim no plano térreo. Do cuidado com o concreto aparente à escolha dos granitos e pedras portuguesas, o projeto ganha o parque. "