
Vento do mar no meu rosto
E o sol a brilhar, brilhar...
Ah! essa brisa ligeira, gostosa,
lá no alto da Pedra do Arpoador e
aquele visual do Dois Irmãos,
do pôr-do-sol fantástico
que ganha aplausos da areia,
nos dias de frio ou calor.
Calçada cheia de gente
A passar e a me ver passar...
No corre-corre das manhãs rumo ao trabalho,
Dos paletós, gravatas e trajes elegantes
que se destacam, vibrantes,
na Rio Branco, Tijuca ou Madureira.
Ou na caminhada acelerada dos calçadões da orla,
nos fins de semana,e até na segunda-feira.
Rio de Janeiro, gosto de você
Gosto de quem gosta
Deste céu, desse mar,...
Ah! ...esse transitivo indireto
que a cidade faz transitar
tão diretamente nos corações,
impunemente.
Dessa gente feliz...
De sorrisos, camaradagem, peito aberto,
que compartilha seu espaço e desperta simpatia
na moda, na ousadia,
na enorme criatividade
que espalha e influencia o país.
Deixa em quem parte, saudade
...é o que o povo diz.
Bem que eu quis escrever
Um poema de amor ...
Ah! Maria e Ismael
inspiradores da hora...sua licença!
Dos versos lindos da valsa
pra essas linhas de agora,
saudando a música, os botequins, a batucada,
cantos e recantos
dessa cidade amada.
Salve o Pão de Açúcar, a Lapa, Paquetá;
A Central do Brasil, Jardim Botânico, Irajá;
Leme, Flamengo, Urca, Cosme Velho,
Bonsucesso, Marambaia,
Avenidas, largos e praias.
Casarões, museus, bibliotecas,
muitos lugares em que vivi,
trilhas, verdes, cascatas,
mirantes, esquinas, becos,
outros tantos que esqueci.
Parabéns RIO DE JANEIRO!
444 anos.