sábado, 7 de março de 2009

Um canto para quatro eventos

Nesse mês de março , quatro eventos importantes: Dia da Música Clássica e aniversário de Villa-Lobos ( dia 5), o Dia Internacional da Mulher (dia 8) e dez anos sem Bidu Sayão ( dia 13).

O RIO QUE MORA NO MAR celebra em conjunto essas datas com um vídeo excelente ( clique na foto), onde podemos usufruir da belíssima voz de Bidu Sayão, diva brasileira que encantou o mundo com seu timbre soprano, aqui interpretando o grande Villa Lobos.

BRAVO!!! SEMPRE!!!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Eliseu Visconti

O estilo Art Nouveau interessou a poucos artistas brasileiros. Mas Eliseu Visconti , italiano que chegou criança ao Brasil, e quando jovem viveu no bairro carioca do Andaraí, despontou e contribuiu muito nesse estilo. 

Abaixo, um esboço interessante, feito por ele - no seu estilo arte decorativa - quando em 1931 foi convidado a redesenhar o brasão da cidade do Rio de Janeiro.




Reprodução - coleção particular






quarta-feira, 4 de março de 2009

A França é aqui!

Aí vão as palavras de origem francesa ,
ou as próprias,
que assimilamos no nosso dia-a-dia,
inseridas no texto de ontem.
Foi uma brincadeira interessante de fazer.
Peguei esse grupo de 40 palavras
e criei a história a partir delas.
Adivinharam?
Confiram!

  • crachá,
  • avenida,
  • envelope,
  • omelete,
  • menu,
  • restaurante,
  • filé,
  • um chocolate ao leite
  • detalhes,
  • departamento,
  • guichê,
  • chance,
  • equipe,
  • viatura,
  • garagem,
  • metrô,
  • chofer ,
  • boulevard,
  • jornal,
  • reportagem,
  • abajur,
  • madame,
  • chic,
  • gafe,
  • charme,
  • organdi,
  • sutiã,
  • pose,
  • diplomata,
  • novela,
  • reveillon,
  • buquê,
  • carnê,
  • vitrines,
  • tricô,
  • crochê,
  • paietê,
  • bureau,
  • triagem,
  • detalhes,
  • jardim.
Pois é... assim nasceu a idéia para uma nova série, como foi com A CHINA É AQUI , durante as Olimpíadas, ano passado.
Denominada A FRANÇA É AQUI ela será enviada por e-mail a todos os cadastrados.
Quer receber e nunca recebeu o RIO QUE MORA NO MAR, envie um e-mail para rioquemoranomar@oi.com.br.

terça-feira, 3 de março de 2009

Um conto pra começar a contar








Eu tinha de ir. E com pressa.
Acabei saindo de crachá e tudo, pela avenida segurando o envelope. Era preciso comer rápido. Só dava pra um omelete de lanche. Almoço nem pensar, ver menu, enfrentar fila em restaurante - apesar que a idéia de um bom filé atraía - mas não adianta que não dava tempo.
São muitos detalhes para ver agora. No máximo um chocolate ao leite, pra descer algo doce pela garganta.
A essa hora lá no departamento todos esperam, por isso a pressa de chegar ao guichê. Claro que podiam ter escolhido outro. Não precisava ter sido eu. Não tive chance de argumentar!
A equipe depende do que vai acontecer, então, o negócio é pegar a viatura na garagem, assim que puder - metrô não vai dar - e dizer pro chofer para seguir pelo boulevard.

Ufa!Pelo menos alguns minutos para relaxar e mastigar. Vou aproveitar e dar uma olhada no jornal e ver aquela reportagem que faltou ler. Mas a luz por aqui não está boa. Esse abajur está fraco. É melhor deixar para depois...mas o que é aquilo ali na frente? Nossa! Jeito de madame, tão chic e cometendo tanta gafe. Cruzes!!! Pois é, charme não é pra qualquer um ...deixa pra lá! Não tenho mais tempo.
Ah! Meu organdi! Tinha de prender logo agora na cadeira? Chiiii!!!! vai aparecer a alça do sutiã. Droga! Preciso manter a pose. O negócio é ser diplomata e encarar essa novela pra resolver e voltar rápido. Aí vai ser só comemoração. Tantos fogos que vai parecer reveillon, vou até - garanto - ganhar um buquê de flores.
Hummmm....me lembrei. Bem que poderia ter trazido o carnê e passar lá na loja, que é ao lado e pagar. Aproveitava e via umas vitrines. Quem sabe até comprava aquela blusa de tricô que vi naquela vez, ou a de crochê com aquele bordado delicado de paietê.
Esqueci...deixa pra lá!
Que bom estou chegando. Agora é saltar, procurar o bureau, fazer a triagem e resolver se, esquecer os detalhes.
Ah!...o celular. Deixa eu atender. Alô! Já cheguei. É só atravessar o jardim.
Deixa eu ir. Vai dar tudo certo!


**************







Muitos devem estar perguntando o que o texto acima tem a ver com Rio de Janeiro.

Os mais observadores dirão que tem tudo a ver.

Na realidade , resolvi fazê-lo, e até com um certo clima de suspense , pra dar início a uma pequena série em homenagem ao Ano da França no Brasil, que oficialmente começa em abril, mas que aqui , no RIO QUE MORA NO MAR, começo agora, nesse mês de Março, mês do aniversário da cidade, talvez a mais francesa das cidades brasileiras.

E o pequeno conto reflete isso, propositadamente montado com palavras de origem francesa, que incorporamos à nossa lingua e estão presente no nosso dia-a-dia. Algumas mais óbvias, outras menos.

Quais são as palavras? Deixo por conta de vocês!

Amanhã eu conto.



Voilá!

domingo, 1 de março de 2009

1º de Março_ Parabéns RIO DE JANEIRO


Vento do mar no meu rosto
E o sol a brilhar, brilhar...

Ah! essa brisa ligeira, gostosa,
lá no alto da Pedra do Arpoador e
aquele visual do Dois Irmãos,
do pôr-do-sol fantástico
que ganha aplausos da areia,
nos dias de frio ou calor.

Calçada cheia de gente
A passar e a me ver passar...

No corre-corre das manhãs rumo ao trabalho,
Dos paletós, gravatas e trajes elegantes
que se destacam, vibrantes,
na Rio Branco, Tijuca ou Madureira.

Ou na caminhada acelerada dos calçadões da orla,
nos fins de semana,e até na segunda-feira.

Rio de Janeiro, gosto de você
Gosto de quem gosta
Deste céu, desse mar,...

Ah! ...esse transitivo indireto
que a cidade faz transitar
tão diretamente nos corações,
impunemente.

Dessa gente feliz...

De sorrisos, camaradagem, peito aberto,
que compartilha seu espaço e desperta simpatia
na moda, na ousadia,
na enorme criatividade
que espalha e influencia o país.
Deixa em quem parte, saudade
...é o que o povo diz.

Bem que eu quis escrever
Um poema de amor ...

Ah! Maria e Ismael
inspiradores da hora...sua licença!
Dos versos lindos da valsa
pra essas linhas de agora,
saudando a música, os botequins, a batucada,
cantos e recantos
dessa cidade amada.
Salve o Pão de Açúcar, a Lapa, Paquetá;
A Central do Brasil, Jardim Botânico, Irajá;
Leme, Flamengo, Urca, Cosme Velho,
Bonsucesso, Marambaia,
Avenidas, largos e praias.
Casarões, museus, bibliotecas,
muitos lugares em que vivi,
trilhas, verdes, cascatas,
mirantes, esquinas, becos,
outros tantos que esqueci.

Parabéns RIO DE JANEIRO!
444 anos.