sexta-feira, 10 de abril de 2009

Paul McCartney


No dia 10 de abril de 1970, há 39 anos, Paul McCartney comunicava o fim dos Beatles, deixando órfã uma legião de fãs do quarteto de Liverpool.

Mas, também num mês de abril, no dia 21, vinte anos depois, em 1990, Paul McCartney se apresentava, no Maracanã no Rio de Janeiro, para deleite de um público estimado em 184.000 espectadores, estabelecendo novo recorde para apresentação de artista solo, ao vivo, em show único.
E parece que vai ter bis por aí, desta vez junto com Ringo.

Tomara! Aguardemos!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Seja feliz e faça os outros felizes



Uma sugestão do amigo do blog, Eraldo, o ótimo texto de Antonio Maria, que diz " é um retorno a um Rio já esquecido, e, principalmente, a alguma coisa em nós mesmos que já esquecemos."



"O homem sente estranho prazer inconsciente em dar as notícias tristes. E, inconscientemente, só gosta de dar as notícias realmente tristes que, quanto mais tristes, mais lhe satisfazem. 
No Brasil e, especialmente, no Rio de Janeiro (onde tudo acontece além da conta), o Homem ultrapassou o prazer inconsciente de dar as notícias desagradáveis, para atingir o gozo em cada vez que consegue fazer alguém muito infeliz. 
A simples explicação do fenômeno talvez não convença o leitor de que estamos falando a sério. Desçamos, portanto, a alguns exemplos. 
Primeiro: É com certa dificuldade, vencendo vários limites e impedimentos seus, que você consegue fazer qualquer confissão mais agradável a alguém. Pense em quantas vezes você teve que discutir com você mesmo, para dizer que a gravata do seu amigo era bonita. Conseguiu dizer, sim, mas depois de se considerar mesquinho por não ter dito antes, na frase descuidada que lhe veio do coração à boca. 
Segundo: Pense em quantas vezes você disse a alguém que a gravata não lhe ia bem. A gravata aqui vale todas as coisas que você considera e elogia. Pense ainda na hipocrisia dos vários preâmbulos e rodeios que já fez para censurar – uma gravata: “Você me desculpe, mas”...”Você não me leve a mal, mas”... E sempre esta detestável e mais hipócrita das preparações: “Eu vou lhe falar com toda minha franqueza.” Tenho horror a quem me diz franquezas de bar. Na realidade, só existe uma franqueza, que é a do amor. 
Não é possível curar a humanidade de sua eterna má vontade. Mas, ao menos aqui no Rio de Janeiro, assim como se fazem as semanas “da Asa”e “do Trânsito”, podia-se organizar a “Semana da Felicidade”. O comércio varejista não entraria (como nos dias do Papai e da Mamãe) com a sua propaganda ostensiva de rádios e televisores. Não haveria presente na “Semana da Felicidade” para não corromper a constante felicidade, que se estaria oferecendo. Apenas as pessoas, durante sete dias, só iriam dizer coisas agradáveis umas às outras. 
Nesta altura é preciso dar uma explicação necessária. Dizer coisas agradáveis não seria dizer a Maria que ela é bonita, quando ela é feia; nem a Pedro que ele está mais magro, quando Pedro está visivelmente mais gordo. Não. Sem grande esforço, encontrar-se-á, em cada pessoa, dez valores elogiáveis. E, quando não houver um só, conte-se uma história qualquer, que faça bem. Conte-se, por exemplo, como foi o amanhecer. Como ficou o céu, com os laivos vermelhos do amanhecer. Como estava o mar, na primeira luz sobre seu brilho baço do amanhecer. Ou se fale de um trecho de canção, da ária ou de um tema tocado pro Milles Davies. Do piano de Garner, seu ritmo comparável ao improviso da Fitzgerald e da Vaugham. Ou, com patriotismo, do sax-tenor de Cipó ou do trombones, do irmão Maciel mais novo. Conte-se bem uma cidade inesperada de sua viagem. Como eram as montanhas ou a cor da planície. As pessoas, seus olhos e suas blusas. 
Na criação da “Semana da Felicidade”, não sei para quem deva apelar. Não sei a que governo transmitir a ideia. Federal ou Municipal. Ou a que Departamento de Turismo. Não. O apelo tem que ser feito a cada um dos meus possíveis leitores e por cada um transmitido às pessoas de sua sociedade. 
Quanto a mim, devo dizer que vivo, permanentemente, em semana de felicidade. Quando não posso fazer alguém feliz, com uma confissão ou uma história, não digo nada. Em troca, peço que não me tirem a alegria. Que não deem notícias, sobre mim e sobre os outros, que, de leve, possam arranhar minha naturalidade feliz. E, de um modo especial, não me digam franquezas."

Do livro Seja feliz e faça os outros felizes, seleção e organização de crônicas de Antônio Maria (1921-1964) feita por Joaquim Ferreira dos Santos.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Você sabia?

Alguém sabe quantos bairros o Rio de Janeiro tem oficialmente?

Cinquenta...menos...cem...mais de cem?

Pois bem, o Rio de Janeiro tem hoje, oficialmente, 160 bairros.

Alguns bem antigos, outros mais recentes desmembrados dos originais. O mais novo é o bairro de Gericinó, criado pela Lei nº 3.852 de 23.11.2004.

A maioria desses bairros consta do Decreto nº 3.158, de 23.7.1981, e depois do Decreto nº 5.280, de 23.8.1985. Outros atos legais - decretos e leis - posteriores criaram novos bairros, que resultaram no total atual.


São eles:

Abolição
Acari
Água Santa
Alto da Boa Vista
Anchieta
Andaraí
Anil
Bancários
Bangu
Barra da Tijuca
Barra de Guaratiba
Barros Filho
Benfica
Bento Ribeiro
Bonsucesso
Botafogo
Braz de Pina
Cachambi
Cacuia
Caju
Camorim
Campinho
Campo dos Afonsos
Campo Grande
Cascadura
Catete
Catumbi
Cavalcanti
Centro
Cidade de Deus
Cidade Nova
Cidade Universitária
Cocotá
Coelho Neto
Colégio
Complexo do Alemão
Copacabana
Cordovil
Cosme Velho
Cosmos
Costa Barros
Curicica
Del Castilho
Deodoro
Encantado
Engenheiro Leal
Engenho da Rainha
Engenho de Dentro
Engenho Novo
Estácio
Flamengo
Freguesia (Ilha do Governador)
Freguesia (Jacarepaguá)
Galeão
Gamboa
Gardênia Azul
Gávea
Gericinó
Glória
Grajaú
Grumari
Guadalupe
Guaratiba
Higienópolis
Honório Gurgel
Humaitá
Inhaúma
Inhoaíba
Ipanema
Irajá
Itanhangá
Jacaré
Jacarepaguá
Jacarezinho
Jardim América
Jardim Botânico
Jardim Carioca
Jardim Guanabara
Jardim Sulacap
Joá
Lagoa
Laranjeiras
Leblon
Leme
Lins de Vasconcelos
Madureira
Mangueira
Manguinhos
Magalhães Bastos
Maracanã
Maré
Marechal Hermes
Maria da Graça
Méier
Moneró
Olaria
Oswaldo Cruz
Paciência
Padre Miguel
Paquetá
Parada de Lucas
Parque Anchieta
Parque Colúmbia
Pavuna
Pechincha
Pedra de Guaratiba
Penha Circular
Penha
Piedade
Pilares
Pitangueiras
Portuguesa
Praça da Bandeira
Praça Seca
Praia da Bandeira
Quintino Bocaiúva
Ramos
Realengo
Recreio dos Bandeirantes
Riachuelo
Ribeira
Ricardo de Albuquerque
Rio Comprido
Rocha Miranda
Rocha
Rocinha
Sampaio
Santa Cruz
Santa Teresa
Santíssimo
Santo Cristo
São Conrado
São Cristóvão (Bairro Imperial de S.Cristóvão)
São Francisco Xavier
Saúde
Senador Camará
Senador Vasconcelos
Sepetiba
Tanque
Taquara
Tauá
Tijuca
Todos os Santos
Tomás Coelho
Turiaçú
Urca
Vargem Grande
Vargem Pequena
Vasco da Gama
Vaz Lobo
Vicente de Carvalho
Vidigal
Vigário Geral
Vila da Penha
Vila Isabel
Vila Kosmos
Vila Militar
Vila Valqueire
Vista Alegre
Zumbi
"Breve relato sobre a Formação das Divisões Administrativas na Cidade do Rio de Janeiro - Período de 1961 a 2006", de Adriano Alem, do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, da Secretaria Municipal de Urbanismo, é sem dúvida, uma preciosa fonte de informações sobre a história das Regiões Administrativas do ponto de vista legal.

domingo, 5 de abril de 2009

Há 60 anos!



No Largo do Machado, em 1949, o ponto final da linha 102, Saenz Pena - Largo do Machado, em frente à Igreja da Glória.

Curioso notar a moda feminina com as saias rodadas abaixo dos joelhos, os cabelos sempre curtos e a presença constante dos paletós no figurino masculino. Um visual bem severo, típico do pós guerra.

sábado, 4 de abril de 2009

Há 100 anos

O bairro da Glória em 1909, através da imagem dos marujos da Esquadra Americana, que visitou a cidade no início do século XX.
Clique para ampliar.
Reprodução do site www. greatwhitefleet.info