terça-feira, 12 de junho de 2012

Figueiras cariocas


Árvores cariocas que chamam a atenção: a Figueira Roxa (Ficus tomentella) da Rua Faro, no Jardim Botânico e as Figueiras-religiosas (Ficus religiosa) da Rua Santa Luzia, no Centro da Cidade.






A figueira da Rua Faro é a responsável pelo surgimento da Associação dos Moradores do Jardim Botânico. Quando em 1980 a árvore seria cortada  para dar lugar a um prédio,houve uma grande mobilização dos moradores e  graças à comoção gerada, ela foi poupada. Hoje está tombada, com placa e tudo.
É uma árvore linda!

Outras figueiras que chamam a atenção na cidade estão em frente à Santa Casa de Misericórdia. Suas mudas foram plantadas em novembro de 1873, pelo botânico Francisco Freire Alemão, que, com certeza, não imaginou que belo desenho elas renderiam ao paisagismo da cidade.



Apesar de exótica,  a figueira, originária da Índia, se aclimatou bem no Rio, sendo encontrada em vários pontos na cidade e se destacando pela imponência.

Fotos: Árvores cariocas/ reprodução internet



sexta-feira, 8 de junho de 2012

Largo da Carioca em outro tempo





Nessa  foto  do início dos anos 50 vemos um Largo da Carioca completamente diferente do seu desenho urbanístico de hoje.


A imagem central mostra o antigo prédio do Jornal O Globo,na extinta rua  Bittencourt da Silva,
onde existia o seu parque gráfico. Dali ele foi para a Rua de Santana. No térreo ficava a  Livraria Freitas Bastos - livraria e editora -  que ocupou o prédio depois da mudança de O Globo. 


Colado com esse prédio, à direita, ficava o Liceu de Artes e Ofícios

Freitas Bastos  foi fundada em 1917 , no Rio de Janeiro, naquela ocasião sob o nome Editora Leite Ribeiro e ficava nesse imponente edifício circular da Rua Bittencourt, nº 21, na época suplantando até as principais livrarias da cidade, tais como a Francisco Alves e a Garnier.
Em 1922  foi assumida em definitivo pelo Dr. Freitas Bastos, que deu seu nome à livraria.
Desde o início a Freitas Bastos publicava preferencialmente livros jurídicos, mas com o tempo também se dedicou aos didáticos, médicos, científicos, espiritualistas, livros infantis e literatura brasileira.

Nos anos 60, mudou-se para a Rua Sete de Setembro, nº 111.

Destaque de seus títulos publicados, temos os clássicos
Miragem do Deserto, de Hermes Fontes, de 1917 
Microcosmo, de Bartolomeu Martins de Araújo Fontes, de 1919 
Ao som da viola, de Gustavo Barroso, de 1921 
A Isca, de Julia Lopes de Almeida, de1922
Graves e Fúteis, de Medeiros e Albuquerque, de 1922 
O Brasil Anedóctico, de Humberto de Campos, de 1927

Outro destaque da foto acima é o relógio,do tempo da reforma de Pereira Passos, em 1903, e feito pela Fundição Brasileira Kobler, em estilo francês, representando o comércio, a indústria e a navegação.

O relógio é o único remanescente até os dias atuais. 
Infelizmente, no lugar desse belo prédio foi construida a sede da Caixa Econômica Federal. 


Uma curiosidade:
No fundo da foto,  temos os prédios da Rua Treze de Maio. Vemos o Edifício Liberdade - que desabou no início desse ano -  com o cartaz do Banco Delamare  e a arquitetura original, em escada nos andares finais, antes do acréscimo e fechamento, que alteraram a fachada.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Continuando o passeio pelo Hotel Avenida






O Hotel Avenida - onde em seu lugar está hoje o Edifício Avenida Central -  foi um dos mais populares edifícios da Avenida Rio Branco. Ele ocupava uma quadra delimitada pela Avenida Rio Branco, Largo da Carioca, Rua São José (desaparecida neste trecho) e a antiga Rua de Santo Antônio, atual Bittencourt da Silva.

Localizado nos números 152 a 162 da Avenida Central era propriedade da Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico e foi construído em terreno adquirido à Fazenda Nacional por Francisco de Azevedo Monteiro Caminhoá. Tinha 3.200 metros de área total,  60 metros de frente, 22,85 metros de altura geral sobre o solo e 34,30 metros de altura máxima. 

O Hotel Avenida foi inaugurado em 1910. Tinha 220 quartos, iluminados a luz elétrica, e também oferecia aos hóspedes o conforto do elevador. Na época de sua inauguração, a diária mínima era de 9 mil réis.


O Hotel Avenida foi demolido em 1957 para dar lugar ao Edifício Avenida Central, projeto do escritório de arquitetura Henrique Mindlin, inaugurado em 22 de maio de 1961 .  

  • Uma curiosidade: 
    A destruição do hotel inspirou um longo poema de Carlos Drummond de Andrade, 
    intitulado "A um hotel em demolição", do livro A Vida Passado a Limpo, de onde reproduzo alguns versos.

"Vai Hotel Avenida,
vai convocar teus hóspedes
no plano de outra vida.
Eras vasto vermelho,
em cada quarto havias
um ardiloso espelho.
Nele se refletia
cada figura em trânsito
e o mais que se não lia
(...)
Vem, ó velho Malta
saca-me uma foto
pulvicinza efialta
desse pouso ignoto.
Junta-lhe uns quiosques
mil e novecentos
nem iaras nem bosques
mas pobres piolhentos

(...)
Velho Malta, please,
bate-me outra chapa:
hotel de marquise
maior que o rio Apa.
Lá do assento etéreo
Malta, sub-reptício
inda não te fere o
super edifício
Que deste chão surge?
Dá-me seu retrato
futuro, pois urge

(...)

terça-feira, 5 de junho de 2012

Antes do Edifício Central...


... a Galeria Cruzeiro e o Hotel Avenida.

No seu local foi erguido o Edifício Central.




A fachada na esquina do Largo da Carioca 


O interior da Galeria Cruzeiro, passagem de pedestres e de bondes.





segunda-feira, 4 de junho de 2012

mais Edifício Central


Em outra fase mais adiantada, a obra do Edifício Central, também em 1960.

Vale reparar as redondezas...

Os carros pretos dos anos 30 e 40 ainda em circulação, o Jeep, as construções dos arredores
que posteriormente também foram demolidas.

Outro Largo da Carioca, de outro tempo.