sábado, 28 de abril de 2012


Seguindo nesse fim de semana
de recordar antigas lojas cariocas,
eis a AGACÊ.

 Elegante loja de moda feminina,
 ficava  em outra esquina de Copacabana:
  Avenida N.S. de Copacabana com Rua Bolívar.

Foto: Arquivo Nacional / reprodução


Detalhe na foto,  que ao lado  da AGACÊ existia o Teatro Jardel, fundado por Geysa Bôscoli - 
sobrinho de Chiquinha Gonzaga, irmão de Jardel Jércolis e Héber de Bôscoli, pai do ator Jardel Filho e tio do músico arranjador Ronaldo Bôscoli - 
e que funcionou no local
até 1959, desde a fundação em 1948.

O  Teatro Jardel foi o primeiro teatro de bolso.
Nele aconteciam espetáculos de revistas musicais, comédias e teatro infantil.
No horário de 14h às 16h, sempre aos domingos, 
 se transformava em Teatrinho Jardel e apresentava peças infantis ,
onde os atores principais eram Norma Blum, Roberto de Cleto, Fabio Sabag, Zilka Salaberry,todos do famoso Teatrinho Trol, da TV Tupi. 


Em 1959, o Teatro Jardel transferiu-se para
 o posto seis - Av. Atlântica 3680 - , onde teve curta existência.


CURIOSIDADE: 
"O teatro era muito pequeno, os artistas não dispunham de acomodações adequadas, transitavam pela marquise entre os apertados camarins e o palco.

Desse modo uma segunda platéia assistia ao desfile de todo o elenco sobre a improvisada passarela, sobre a qual todas as noites transitavam as mais atraentes mulheres do teatro de revista da época.

Era um espetáculo alternativo, que atraía principalmente a rapaziada sem poder de compra para o ingresso." (elbufon.com.br)





sexta-feira, 27 de abril de 2012

Antigas lojas cariocas


Duas esquinas de Copacabana 
e duas lojas que fizeram história na cidade.

A loja DUCAL 
na esquina, à esquerda, 
da Avenida Nossa Senhora de Copacabana e Rua Constant Ramos
 e a sapataria POLAR 
na esquina, à direita, das mesmas ruas.




Uma curiosidade: a primeira loja da Ducal foi na Praça Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro, na época que aqui ainda era Capital Federal. À época foram  investidos ... vinte e dois milhões de cruzeiros ...para abertura do negócio.






domingo, 22 de abril de 2012

26 de abril, 118 anos de Ipanema


Calçadão de Ipanema -foto: Paulo Sallorenzo

 Era apenas uma vila, a Villa Ipanema. Mas sempre foi cheia de charme.
Desde o tempo em que as pessoas colocavam cadeirinhas na porta para conversar, a praia era vazia e todo mundo se conhecia. Ou o da famosa sorveteria Moraes, do  Zepellin, das pacatas casas  e do comércio, que se resumia a uma quitanda, um armazém, um armarinho e um sapateiro. 


Ipanema dos moradores  que se tornaram personagens e criadores de uma história inovadora como Tom Jobim, Vinícius de Mores, Helô Pinheiro, Leila Diniz, Petit, o Menino do Rio, Milôr Fernandes e Cia, que criaram o Pasquim, - o jornal sarcástico, de textos bem-humorados e sem cerimônias.


Ipanema de Albino Pinheiro, Jaguar, Ferdy Carneiro, Roniquito de Chevalier e Hugo Bidet e sua alegre Banda de Ipanema; a  do Asdrúbal Trouxe o Trombone, grupo de teatro que nasceu entre a pedra do Arpoador e o Píer de Ipanema.

Em homenagem aos 118 anos de Ipanema,  um passeio por paisagens que não existem mais.



A foto ao lado, da década de 1920, mostra a última das dunas ocupadas na região de Copacabana  na divisa com Ipanema. 
É a enorme área branca limitada pelas ruas Gomes Carneiro, Bulhões de Carvalho e Rainha Elisabeth.

A Praça General Osório aparece dividida em quatro quadrados arborizados junto à margem superior do quadro, visível, também, a Rua Teixeira de Melo. Do outro lado da Praça, a Rua Jangadeiros, que se inicia na Rua Gomes Carneiro.
Um pedacinho da Rua Caning aparece, junto à Rainha Elisabeth, tendo em seus fundos o extenso areal. Seguem-se a Bulhões de Carvalho, que forma um ângulo com a Conselheiro Lafaiete; a Raul Pompéia e, finalmente, a Av Copacabana, já no limite inferior da foto.
Em Ipanema, vê-se, a extensa vegetação nas areias e, claramente, a Av. Viera Souto e suas paralelas, a Prudente de Morais e a Visconde de Pirajá.


Uma excelente sequência de imagens de Augusto Malta da avenida Vieira Souto








O antigo mobiliário urbano de Ipanema


Bar Jangadeiro, antigo ponto boêmio do bairro



Primeira loja de discos de Ipanema


A loja de rádios e discos WAGNER & CIA.
ficava ali no 259 da Visconde de Pirajá e,
fundada em 1949, ficou ali até por volta de 1965.
Hoje no local está o HSBC, ao lado da histórica FUTURISTA,
esquina da velha Montenegro, atual rua Vinicius de Moraes.
( Foto: Blog da Toca )



O Surfe no Arpoador, no antigo Posto 7,
próximo à Pedra do Arpoador, no final dos anos 50.
O detalhe dos pranchões!





Era apenas uma vila... a Villa Ipanema.



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sábado, 21 de abril de 2012

Apenas no Jardim Botânico...

Uma interessante descoberta aconteceu no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Vale a pena registrar a notícia.

"Houve um tempo em que a guarajuba tinha uma presença significativa na Mata Atlântica. Sua madeira alimentava a construção civil e naval e era usada em engenhos, na fabricação da tubulação de água. Sua popularidade, porém, não lhe rendeu louros no mundo acadêmico, onde ninguém a estudou; nem garantiu a continuidade de seu plantio — sua última coleta foi há 70 anos. A espécie, que atende no mundo científico por Terminalia acuminata e tem as cores da bandeira nacional, foi vista pela última vez em 1942 e dada como extinta em 1998 pela União Internacional para a Conservação da Natureza. Em dezembro, no entanto, três exemplares foram achados por pesquisadores do Jardim Botânico nos canteiros da própria instituição. 

Foto: Custódio Coimbra
reprodução OGloboOnline

A redescoberta da  Terminalia  acuminata veio quase por acaso, em meio aos esforços do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora) para atualizar a Lista de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção. Sabe-se quase nada sobre esta árvore. Seu tempo de vida, a idade que alcança e a quantidade de vezes que já floresceu e frutificou, por exemplo, são um mistério para os botânicos. Daí o sentimento de urgência que cerca a coleta de sementes produzidas pela planta. 
— Há uma semana minha equipe vem aqui diariamente para fazer este trabalho — conta Ricardo Reis, curador de Coleções Vivas do Jardim Botânico. — Descobrimos que a T. acuminata estava dando frutos por volta do fim do ano passado. Certamente ela já floresceu e frutificou outras vezes, mas, como o grau de raridade da árvore só foi diagnosticado no fim do ano passado, não estávamos acompanhando. 
Reis já conseguiu mais de 400 sementes, mas não sabe quantas das mudas levadas à sua curadoria vingarão. Outras espécies do gênero Terminalia teriam um índice de germinação muito baixo, de apenas 20%, segundo estudos. Mas não necessariamente o mesmo valeria para esta espécie. 
O tronco reto da árvore se ramifica só a uma altura considerável do chão, após a metade dos 25 metros que a espécie pode alcançar. A imponência da Terminalia   acuminata contrasta com as sementes, verdes e amarelas e facilmente confundíveis com folhas perdidas na terra do canteiro. 
O levantamento biográfico relacionado à espécie não contribuiu muito com os pesquisadores. Há dois trabalhos que a citam — de 1867 e 1876 —, ambos escritos em francês, por um cientista de nacionalidade desconhecida.
As descrições de onde era encontrada também são vagas. Em 1928, alguns exemplares foram colhidos na Estrada da Tijuca. O CNCFlora pretende descobrir o que corresponde hoje a este endereço — pode ser, portanto, que a árvore sobreviva anônima na Floresta da Tijuca. Ela também foi vista em Paty do Alferes, no Vale do Paraíba, uma região onde a Mata Atlântica foi intensamente desmatada. 
— Ficamos muito felizes em constatar em nosso levantamento que, apesar de a planta estar extinta na natureza, ainda contava com três indivíduos aqui — revela Danielli Kutschenko, bióloga do CNCFlora. — Sua redescoberta é quase como se a árvore suspirasse por socorro. 
Para Danielli, a  Terminalia   acuminata pode se tornar um símbolo do Jardim Botânico. E junta-se ao hall de plantas abatidas por séculos no país, como a araucária, o pau-brasil e o palmito jussara. 
— Quando uma espécie é dada como extinta, você desiste de seus esforços, de um plano de conservação que seria feito para ela — explica Tainan Messina, também bióloga do CNCFlora. — Por isso é preciso fazer uma busca bem exaustiva antes de dizer que uma espécie não existe mais na natureza. 
Danielli e Tainan não descartam a possibilidade de que outras espécies, também foragidas de áreas verdes, reapareçam com o amadurecimento Lista de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção. A nova edição do trabalho será publicada em meados deste ano, próximo à Rio+20. 
Enquanto o CNCFlora busca plantas desaparecidas, Reis já estuda onde plantar os futuros exemplares da  Terminalia  acuminata. Segundo o curador, alguns certamente terão como destino o próprio Jardim Botânico. Outros poderão ser cedidos para parques semelhantes em outras cidades, que ainda serão escolhidos. Talvez municípios fluminenses, visto que a espécie é exclusiva do estado. 
— Os botânicos que passaram por aqui nesses 200 anos poderiam não ter noção de que uma espécie estivesse ameaçada ou que isso poderia ocorrer, mas eles tinham um olhar técnico — destaca Reis. — Eles iam a campo colhendo amostras e, assim, transformaram de fato o Jardim Botânico em um santuário, num local muito importante para a conservação da flora."
( fonte OGlobo Online)




sexta-feira, 20 de abril de 2012



O romantismo do Rei