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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Em Ipanema, há 55 anos...





Em uma reportagem no
 dia 5 de outubro de 1966...







 




sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

O passado de Ipanema


Imagens do acervo do Arquivo Nacional
nos mostram a beleza 
do bairro de Ipanema 
em outros tempos.



A tranquilidade dos jardins e coqueiros, nos anos 1940

o casario dos anos 1920, sem edifícios

O sossego das dunas nos anos 1950

A grande quantidade de casas à beira-mar,  ainda no início dos anos 1970

 

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

O interessante projeto de arborização de Ipanema


O Bairro de Ipanema,  
apresenta um interessante 
projeto de arborização. 


Cada rua longitudinal, paralela à praia, foi arborizada com uma espécie de árvore, gerando um dossel específico, conformador de identidades visuais e espaciais diferenciadas.




Assim cada rua se caracterizava por uma imagem completamente diferente da outra, colaborando para o sentido de referência e orientação para as pessoas. As espécies são bastante distintas tanto no formato da copa, no tipo de tronco, nas folhas e na floração.

As ruas perpendiculares à praia, diferentemente daquelas longitudinais, foram todas arborizadas com a mesma espécie: a popular amendoeira. Essas ruas canalizam o vento do mar e as amendoeiras são extremamente resistentes à esta condição. As duas grandes praças existentes tiveram todo o seu perímetro marcado por espécies também diferenciadas, conformando características próprias. Trata-se de um projeto com um forte sentido de identidade, que infelizmente foi sendo desfigurado ao longo dos anos pelo plantio de outras espécies que reduziram o seu impacto visual.

Das sete espécies utilizadas, apenas duas são nativas: os oitis, espécie da Mata Atlântica, das mais resistentes e que por isso configuram a rua mais íntegra quanto ao aspecto da arborização (Rua Nascimento Silva); e a monguba, espécie amazônica, utilizada na Rua Visconde de Pirajá. Na época, contudo não existia a atual visão de ecologia que utiliza preferencialmente árvores nativas.

A marcação das espécies sobre o mapa original do loteamento do bairro mostra a caracterização do projeto. Cabe ressaltar que duas ruas longitudinais, abertas posteriormente e por isso não representadas no mapa da ilustração (Rua Redentor e Rua Barão de Jaguaripe), não obedeceram à concepção original do projeto de arborização, utilizando as amendoeiras apesar de serem ruas longitudinais.


Fonte: Sá & Almeida Paisagismo

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Em 1960... a nova cara da orla Ipanema-Leblon

 Em outubro de 1960, há 60 anos,
surgiram os novos jardins da orla.


Recortes de jornal da época nos falam sobre isso.






sábado, 25 de abril de 2020

26 de abril...ANIVERSÁRIO DE IPANEMA!





Era apenas uma vila, 
a Villa Ipanema. 
Mas sempre foi cheia de charme, 
desde 1894.


Desde o tempo em que as pessoas colocavam cadeirinhas na porta para conversar, a praia era vazia e todo mundo se conhecia. Ou o da famosa sorveteria Moraes, do Zepellin, das pacatas casas e do comércio, que se resumia a uma quitanda, um armazém, um armarinho e um sapateiro.

REMEXENDO NO BAÚ...
Recorde mais sobre o bairro... Clique e curta!















terça-feira, 3 de julho de 2018

A história sírio-libanesa de Ipanema...




...passa pela Rua Teixeira de Melo, rua de Ipanema, onde se estabeleceram imigrantes vindos da Síria e do Líbano.


Imagem relacionada
Rua Teixeira de Melo esquina da Rua Barão da Torre.
O prédio à esquerda, hoje é uma loja da rede HORTIFRUTI
foto de Augusto Malta, 1928

Diferentemente, de outras correntes migratórias – como os italianos, espanhóis e portugueses, que, em geral, vieram para o Brasil e para outros países americanos num processo de emigração dirigida ou subsidiada – os sírios e libaneses não contavam com qualquer auxílio de organizações estatais, nem emigravam trazendo toda família. A viagem era custeada pelos próprios imigrantes (o que caracterizava a chamada imigração espontânea); muitos deles saíram com pouquíssimo ou nenhum recurso que garantisse o pronto estabelecimento em seu novo destino. A decisão era do indivíduo, mas tomada com a participação da família ou com sua aprovação. A estratégia escolhida era tentar juntar o máximo de dinheiro no mínimo de tempo possível e voltar para casa.

Importante notar que, as duas nacionalidades – síria e libanesa – foram incluídas numa única categoria pelas autoridades de imigração brasileiras até 1926, ano em que o Líbano se separou da Síria. Esses imigrantes concentraram-se sim nos centros urbanos, mas nele desenvolveram atividades relacionadas ao comércio, seja primeiro como ambulantes (mascates), ou mais tarde em negócios regularmente estabelecidos.

O libanês de Beirute Wadih Nader Khoury, ilustra a presença de imigrantes levantinos em Ipanema. Nascido em 1892, Khoury chegou no Rio de Janeiro em 1910, e requereu naturalização em 1933.
O sírio João Chalhub foi outro imigrante que se estabeleceu com uma sapataria na rua Teixeira de Melo. Também o sírio Naif Cury abriu seu negócio na Praça General Osório, em Ipanema.

Wadih Nader após declarar que, em 1931, se estabelecera por conta própria à Rua da Alfândega, 276, informava residir à Rua Teixeira de Melo, 12.

João Chalhub chegou a Ipanema durante a década de 1930. Antes tinha ido para Copacabana primeiro, onde tinha parentes. Aí depois ele mascateou, vendendo tecidos. Depois que se casou  seus irmãos o ajudaram a abrir uma loja no número 21 da Teixeira de Melo. De lá ele passou para o número 41, onde ficou muitos anos, até 1969. O negócio de seu João tinha grande clientela, inclusive de pessoas da comunidade do Cantagalo.  Era um ‘boa praça’ e brincalhão; não era religioso, dizia, brincando, que se tinha que ter cuidado com o pessoal que rezasse muito. Sua mulher era muito religiosa.

 João Chalhub recebe em sua loja de Ipanema
o padre ortodoxo no início da década de 1960. 

Naif Cury conheceu uma imigrante espanhola, com quem se casou. A morte prematura da esposa fez Naif voltar novamente ao Líbano, onde se casou pela segunda vez. Com a eclosão de um conflito armado na região, o casal viajou para o Brasil. De volta a Ipanema, Naif abriu um negócio que prosperou, vindo a ficar conhecido como o ‘Rei do linho e da seda’ na Ipanema da Belle Époque. Sua história também está ligada ao início da urbanização do bairro. Naif foi adquirindo terrenos próximos à Praça General Osório que se valorizaram muito. Alguns moradores antigos de Ipanema ainda trazem na lembrança uma cena típica dos anos de grande especulação imobiliária (1965-1975) no bairro: a imagem do velho Naif Cury, de pijamas e chinelos na calçada na frente de casa, na Rua Teixeira de Melo, recebendo os corretores de imóveis. Ele gostava de negociar seus terrenos sem jamais fechar a venda, “só pelo prazer da barganha ou para ver o preço subir cada vez mais” 
Naif Cury tinha sua loja na frente e a residência atrás, durante os anos de 1930 e era proprietário de um carro conversível e na época do carnaval participava dos ‘corsos’ com a família.
Teve uma filha, que nasceu em 1920, na própria Rua Teixeira de Melo. Hoje é nome do edifício na Teixeira de Melo, 37.

O bairro de Ipanema deve aos imigrantes sírio-libaneses sua grande tradição em estabelecimentos comerciais dedicados à moda, confecções e ao comércio de roupas.


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Um dos primeiros moradores de Ipanema

Corria o ano de 1917, há 100 anos...

... quando as Companhias Construtoras Gávea e Ipanema promoveram um boom imobiliário na orla da Zona Sul. 

E o principal garoto propaganda era... o cronista João do Rio.

Resultado de imagem para joão do rio

Foi um dos primeiros moradores de Ipanema, quando o famoso bairro ainda era um imenso areal. Recebeu dois terrenos como pagamento de seus artigos louvando o local, encomendados por um incorporador imobiliário.

O plano da Companhia Construtora Ipanema de urbanização do Leblon Foto: Divulgação/Cassará Editora/Acervo SGE

Em artigo no jornal “O Paiz” ( 22 de maio de 1917), ele chamava o local de “Praia Maravilhosa”.

 Não foi à toa que ele comprou uma casa nos primórdios da Avenida Vieira Souto.












terça-feira, 21 de novembro de 2017

Duelo nas Areias de Ipanema


Quem pensa que os duelos no século XX somente aconteciam em filmes de faroeste , está enganado.

As areias de Ipanema também já serviram de local para uma duelo onde dois opositores que resolveram lavar suas honras a bala. Consta da história que o senador gaúcho Pinheiro Machado duelou com o jornalista e diretor do jornal Correio da Manhã, Edmundo Bittencourt, nas areias de Ipanema.



O fato ocorreu na manhã de 8 de julho de 1906, durante o governo do presidente Afonso Pena

Pinheiro Machado era um político conservador e sentiu-se ofendido com relação ao que o jornal Correio da Manhã escrevia sobre ele. Então desafiou publicamente o redator-chefe do Correio da Manhã, propondo um duelo em resposta às ofensas. Foi escolhido um lugar distante - àquela época era! - , e o duelo ocorreu na presença de testemunhas, nas areias de Ipanema. Ambos se posicionaram estando um de costas para o outro, e se afastaram 10 passos. 

Voltaram-se, então, um para o outro e atiraram. 

O senador Pinheiro Machado se saiu melhor e Edmundo Bittencourt ficou ferido com um tiro de pistola no ilíacoSem gravidade.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Ipanema, 1900


Ipanema, o bairro aniversariante do mês de abril, no seu início.





Praia de Ipanema, foto de José Baptista Barreira Vianna, coleção Instituto Moreira Sales



José Baptista Barreira Vianna (1860-1925) foi um comerciante português que chegou ao Rio de Janeiro em 1875. Trabalhou no comércio antes de abrir uma loja de produtos importados da Europa no largo da Carioca. Morava na Tijuca com a esposa, Laura Moreira, e seis filhos.

No final da década de 1890, adquiriu um terreno do loteamento do barão de Ipanema, exatamente na esquina das atuais avenida Vieira Souto e rua Francisco Otaviano, exatamente ao lado de onde seria construído mais tarde o Colégio São Paulo.

O projeto e a construção da nova residência, que seria a primeira na praia, e uma das primeiras do bairro, foram confiados ao arquiteto Rafael Rebecchi, ficando pronta a tempo de a família passar a virada do século em seu novo endereço.


Thumbnail

Casa de José Baptista Barreira Vianna,na Praia de Ipanema, coleção Instituto Moreira Sales





segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Nos tempos da Villa Ipanema

Rua Barão da Torre, em 1928...




O restaurante ficava à Rua  28 de Agosto número 04, hoje Rua Barão da Torre. 

Um anúncio do restaurante nos fala de seu proprietário, Coronel  Antonio José da Silva. Restaurante, hotel localizados perto das fronteiras de Copacabana, onde antes do bonde chegar na Praça Floriano, podia-se em uma trilha junto ao morro do Pavão chegar ao bucólico estabelecimento.


quarta-feira, 30 de março de 2016

Hino ao Castelinho, Arpoador, em 1966

Aconteceu em 1966, há 50 anos, na praia do Castelinho, em Ipanema.

A praia do Castelinho, na zona sul do Rio, era famosa  não só por sua beleza, como pelo aspecto belo de seus frequentadores. Gente queimada de sol, que de dia ficava nas areias da praia e, de noite, no Castelinho  - o bar propriamente dito -  batendo papo e bebendo o chopp geladíssimo lá servido.

Nesse cenário aconteceu um encontro. No Castelinho ainda deserto, à 8 da manhã, dois de seus “habitués”:
o cantor Altemar Dutra e o compositor da então corte do Rei do Castelinho, Euclides de Souza Lima.

Não teriam ido para casa? Não devia ser isso, porque, dizem, tinham o aspecto repousado dos que dormem bem, sem farras. 

A história é que estavam ali tranquilos, à espera de fotógrafos. Para serem fotografados juntos para a capa de um disco, pois Altemar  ia interpretar uma canção de Souza Lima: o hino oficial do Castelinho.

A gravação nunca saiu. A foto para a capa do disco dos dois nunca apareceu.
Fica pra testemunhar a história,  a letra, que diz

Castelinho
Castelinho do Arpoador
Onde as ondas em festa
Inspiram um poeta
A fazer versos de amor
Suas barracas coloridas
Constrastando com a areia
Seu mar cheio de vida
Beijando suas sereias
Seu sol tem mais  calor
Mas queima com carinho
Enfim tudo é amor

Em Você, meu Castelinho...


 Uma curiosidade:

Foi  durante a cerimônia de batismo de Rodrigo Otávio, filho de  Euclides de Souza Lima, realizada na Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, em pleno sábado de carnaval, que morreu Pixinguinha, que seria padrinho do menino.








segunda-feira, 25 de novembro de 2013

As ruas SILVA, em Ipanema

Já passou pela Rua Dario Silva, em Ipanema?
E pela Rua Pedro Silva? Pela Oscar Silva? Talvez pela Rua Otávio Silva?

Conhece essas ruas? Com certeza, sim.

A Dario Silva é atual Rua Aníbal de Mendonça; a Pedro Silva, atual Rua Garcia D'Ávila; a Otávio Silva, atual Rua Maria Quitéria; a Oscar Silva, atual Rua Joana Angélica. 

 As ruas Silva levaram os nomes do filho do coronel Antonio José da Silva , sócio do Barão de Ipanema na  tarefa de urbanizar a área que daria origem à Vila Ipanema. Ainda teve uma quinta rua, a Irineu Silva, que não foi renomeada, pois deixou de existir.



Nenhuma descrição de foto disponível.

Rua Maria Quitéria esquina com a Prudente de Morais, em Ipanema. 
Foto tirada em 1923 por Augusto Malta.


 
A esquina em primeiro plano é a da Rua Barão da Torre com Rua Joana Angélica, em Ipanema

Acervo Colégio Notre Dame

 Rua Garcia D´Ávila, nos anos 20.

Imagem relacionada
 Rua Garcia D´Ávila, nos tempos atuais
 
Em 1922, no governo do Prefeito Carlos Sampaio, incumbido de preparar a cidade para as comemorações do Centenário da Independência,  os nomes das ruas foram mudados, para homenagear brasileiros que tiveram participação ativa nas lutas pela Independência.    

     

quarta-feira, 3 de julho de 2013

SÓ ESSO DÁ AO SEU CARRO, O MÁXIMO... dizia o jingle


Um flagrante de Ipanema em outros tempos.
Clique para aumentar
 
O posto de gasolina na esquina do Jardim de Alah com a avenida Vieira Souto, em Ipanema - também chamado de Postinho -  que hoje não existe mais, foi um dos tantos, na cidade, que exibiam a popular oval da Esso, patrocinadora do famoso REPÓRTER ESSO, de grande credibilidade...

 Foto de Gontijo Teodoro,
que comandava o Repórter Esso, na Tv Tupi.

...E, também, um personagem de animação, a Gotinha Esso, que tornava a Esso muito simpática ao público.


Foi da Esso, o jingle mais popular dos anos 50, no ínício da TV no Brasil.

SÓ ESSO DÁ AO SEU CARRO O MÁXIMO,
SÓ ESSO DÁ AO SEU CARRO O MÁXIMO,
SÓ ESSO DÁ AO SEU CARRO O MÁXIMO,
VEJA O QUE ESSO FAZ!






domingo, 22 de abril de 2012

26 de abril, 118 anos de Ipanema


Calçadão de Ipanema -foto: Paulo Sallorenzo

 Era apenas uma vila, a Villa Ipanema. Mas sempre foi cheia de charme.
Desde o tempo em que as pessoas colocavam cadeirinhas na porta para conversar, a praia era vazia e todo mundo se conhecia. Ou o da famosa sorveteria Moraes, do  Zepellin, das pacatas casas  e do comércio, que se resumia a uma quitanda, um armazém, um armarinho e um sapateiro. 


Ipanema dos moradores  que se tornaram personagens e criadores de uma história inovadora como Tom Jobim, Vinícius de Mores, Helô Pinheiro, Leila Diniz, Petit, o Menino do Rio, Milôr Fernandes e Cia, que criaram o Pasquim, - o jornal sarcástico, de textos bem-humorados e sem cerimônias.


Ipanema de Albino Pinheiro, Jaguar, Ferdy Carneiro, Roniquito de Chevalier e Hugo Bidet e sua alegre Banda de Ipanema; a  do Asdrúbal Trouxe o Trombone, grupo de teatro que nasceu entre a pedra do Arpoador e o Píer de Ipanema.

Em homenagem aos 118 anos de Ipanema,  um passeio por paisagens que não existem mais.



A foto ao lado, da década de 1920, mostra a última das dunas ocupadas na região de Copacabana  na divisa com Ipanema. 
É a enorme área branca limitada pelas ruas Gomes Carneiro, Bulhões de Carvalho e Rainha Elisabeth.

A Praça General Osório aparece dividida em quatro quadrados arborizados junto à margem superior do quadro, visível, também, a Rua Teixeira de Melo. Do outro lado da Praça, a Rua Jangadeiros, que se inicia na Rua Gomes Carneiro.
Um pedacinho da Rua Caning aparece, junto à Rainha Elisabeth, tendo em seus fundos o extenso areal. Seguem-se a Bulhões de Carvalho, que forma um ângulo com a Conselheiro Lafaiete; a Raul Pompéia e, finalmente, a Av Copacabana, já no limite inferior da foto.
Em Ipanema, vê-se, a extensa vegetação nas areias e, claramente, a Av. Viera Souto e suas paralelas, a Prudente de Morais e a Visconde de Pirajá.


Uma excelente sequência de imagens de Augusto Malta da avenida Vieira Souto








O antigo mobiliário urbano de Ipanema


Bar Jangadeiro, antigo ponto boêmio do bairro



Primeira loja de discos de Ipanema


A loja de rádios e discos WAGNER & CIA.
ficava ali no 259 da Visconde de Pirajá e,
fundada em 1949, ficou ali até por volta de 1965.
Hoje no local está o HSBC, ao lado da histórica FUTURISTA,
esquina da velha Montenegro, atual rua Vinicius de Moraes.
( Foto: Blog da Toca )



O Surfe no Arpoador, no antigo Posto 7,
próximo à Pedra do Arpoador, no final dos anos 50.
O detalhe dos pranchões!





Era apenas uma vila... a Villa Ipanema.



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sábado, 17 de março de 2012

Anamaria, a Mulher de Branco de Ipanema



Sua história é meio fantástica: ex-mulher do compositor Marcos Vale, ela participou do circuito artístico-intelectual da bossa nova carioca, morou na Califórnia, em Nova York, cantou e encantou Sérgio Mendes. Depois de desilusões amorosas e “bad trips”, pôs-se a andar pelo bairro com seus monólogos e roupas extravagantes.

Pouca gente se lembra, mas depois de ter cantado com o Sergio Mendes,  sua voz também está na gravação da música Proton, Eletron e Neutron, de Marcos e Paulos Sérgio Vale, no LP de Viola Enluarada, de 1968. Clique para ouvir a música .

Antes de ser a “mulher de branco” de Ipanema, Anamaria de Carvalho era a “mulher de rosa” ou a “pantera cor de rosa”. Isso mais ou menos no tempo do Pier e das Dunas, em 71 ou 72. A essa época Ana já era doidinha: ficava andando pela beira d’água do Arpoador ao Pier, indo e voltando sem parar. Dizia-se, provavelmente com razão, que a piração tinha sido por causa de excesso de ácido - no tempo, o LSD era comido com farinha.

Seus looks são um caso a parte. Após anos usando somente branco e fazer jus ao nome, hoje Anamaria nos presenteia looks coloridos, variando entre o azul (predominante), amarelo e às vezes rosa. Sempre acompanhada por um carrinho de feira, cheio de tecidos e flores, ela encanta o bairro e faz da Rua Vinícius de Moraes seu habitat natural.


Os motivos que a deixaram acabada e vagueando pelas ruas, ninguém sabe. É um conjunto de fatores. Ela vive em dois mundos. Quando não está mais a fim ela começa a falar no celular imaginário dela. Ela não mora na rua, como pensam muitos. Mora num apartamento em Ipanema. Por que ela vive assim? É opção, é modo de vida. O que ela quer é "ficar perto do mar”. 


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

verão 2012...Arpoador ontem e hoje

Garimpando pela internet encontrei essa interessante foto do Arpoador.

Construções que não mais existem, tempo do acesso por uma rua estreita, sem o calçadão dos dias atuais, aquele posto de salvamento da torre, das barracas de pano, sem os camelôs e barraqueiros.

Quanta diferença... 


Hoje, do mesmo ângulo, vemos o cantinho de Ipanema, assim, como abaixo ...tão bonito e delicioso quanto antes.






sábado, 17 de setembro de 2011

Ipanema no PAN



O Rio de Janeiro será a imagem da delegação brasileira na cerimônia de abertura do PAN de Guadalajara, dia 14 de outubro.

Os atletas desfilarão com uniformes desenhados por Oskar Metsavaht, que usou como tema o belo calçadão de Ipanema, nas cores da bandeira brasileira.








terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Endereço: Av. Vieira Souto...

Início dos anos 50/ Postal /reprodução
Avenida Vieira Souto à altura do atual Posto 10


Dizem que pode existir outro endereço tão charmoso quanto.

Mas a "rua da praia de Ipanema" já definiram como a que " tem um estilo único de vida, que mistura descontração e status, grifes com chinelos de borracha, vidros blindados e água-de-coco".

Na avenida Vieira Souto tudo é superlativo. Um apartamento  para a eterna e esplêndida vista da praia, e as Ilhas Cagarras mar adentro,custa entre 3  e 30 milhões de reais e taxa de condomínio,  média, de 4 000 reais.
A Vieira Souto,  uma homenagem ao engenheiro que projetou as ruas quando o bairro foi urbanizado, no fim do século XIX, começou a nascer quando a saturação de Copacabana levou a expansão imobiliária ao que era, até então, um pacato bairro de praia.

Vieira Souto, anos 30
Foto Internet/ reprodução

As construções originais da mais cara avenida do país foram casas e depois pequenos prédios de no máximo quatro andares, onde durante anos apenas dois edifícios destoavam : o Castelinho, o casarão neomourisco do cônsul sueco Johan Edward Jansson, inaugurado em 1904, e o JK, moderno prédio de cinco andares cujo tríplex serviu de residência ao presidente Juscelino Kubitschek e sua família pouco antes de Brasília.

Castelinho

Hoje dominam  os prédios de fachadas envidraçadas. São 800 cobiçados endereços de gente tradicional  e, também, de emergentes,  e o calçadão da praia  mistura  famosos,  ipanemenses das paralelas e transversais do bairro, forasteiros que vem de longe em busca do sol e do corpo saudável, nas caminhadas e corridas ao longo de seus 2,2 quilômetros.

Recentemente o último terreno da Vieira Souto - esquina com a Epitácio Pessoa - onde funcionou durante décadas o lendário Postinho (de gasolina) também ganhou um prédio. E colado à calçada, o projeto de restauração devolveu a vegetação nativa.
Mas a tradição, na avenida, também permanece.  Lá está o palacete da família  de Álvaro Alvim, apesar da reforma ter desfigurado sua arquitetura original.



Casa da família Alvim, sua arquitetura original


Também, nos seus 12 mil metros quadrados de área verde,  o Rio de Janeiro Country Club desde 1916, que começou com um grupo de ingleses e americanos,  funcionários da Light e da Botanical Gardens, e que por sua causa, a Light levou a linha do bonde, em 1922, pelo bairro até perto do Jardim de Alá, região que mais tarde ficou conhecida como Bar 20.


Vista áerea do terreno do clube nos anos 20
e suas quadras de tênis.
Foto internet/ reprodução

A curiosidade é que a nobre avenida nunca foi o endereço do clube, pois a praia ali  em frente, à época, era tida como ruim para o banho de mar. Daí ,o endereço registrado Rua Prudente de Morais nº 1597, que se manteve. O clube que começou com vinte e poucos sócios - e não chegou aos mil -  é exclusivo e conservador. Ainda submete os candidatos a sócios, a uma avaliação. Quem não se encaixa, leva bola preta – que, aliás, é um cubo e não uma bola.

 Nessa avenida estão alguns dos prédios mais caros da cidade, como o Cap Ferrat.



Entre moradores e ex-moradores deste edifício estão André Esteves (BTG Pactual), Júlio Bozano (Bozano Simonsen) e Arthur Sendas (Sendas) e Sergio Naya, da cobertura, aquele (ir)responsável pelo desabamento do Palace II. Em 2008 um apartamento disponível para aluguel neste edifício, tinha valor mensal de módicos 140 mil reais.

No terreno que hoje é ocupado pelo edifício Cap Ferrat, entre as ruas Garcia D´Ávila e a Anibal de Mendonça existiu um lindo casarão do inicio do século XX.




Coisas da avenida mais charmosa da cidade.