quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Três saudades

Essa foto, de 1967, me traz três boas recordações:

Foto enviada em pps, pelo amigo do RIO QUE MORA NO MAR, Pedro Calmon Filho


Dos confortáveis ônibus elétricos e seus motoristas elegantes e educados, de gravata azul celeste; do Edifício Brasília - ao fundo da foto, na curva com a Presidente Wilson - que eu frequentava, quando ía ter aulas de piano, lá no terraço e via aquela vista sen-sa-ci-o-nal; e da oval da Esso, dos comerciais criativos, que a transformavam em desenhos variados - me lembro da oval virando Carmem Miranda, que luxo! - e para a qual me avô trabalhava e dele ganhava brindes lindos da gotinha. Tenho até hoje um baralho de cartas em uma embalagem branca de napa crespa.

Ótimas saudades!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ontem como hoje

Parece cena dos dias atuais. Mas a foto é de ...1934.

Hoje é Posto Nove, Barra. Naquela época, Praia do Flamengo.

Carioca sempre gostou de praia!




domingo, 22 de novembro de 2009

Recordações de Domingo

As imagens abaixo mostram o ontem e o hoje em um endereço: Praia do Flamengo, 66.

Antes, a primeira sede do Clube de Regatas do Flamengo. Depois, o Flamengo Park Tower, que nos dias atuais, seu bloco A, após um projeto ousado de retrofit já tem novo inquilino: o empresário Eike Batista.




sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Um dia pra ter consciência e memória




O Rio de Janeiro, pioneiramente, foi a primeira cidade a ter o DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA entre seus feriados.


Dia pra realmente se respeitar, comemorar e exercitar a memória. Lenbrar de tantos que tanto fizeram por essa cidade e igualmente pelo Brasil.

O RIO QUE MORA NO MAR aqui se curva com muito orgulho
e reverencia alguns desses grandes cariocas negros.
Muitos que a falsa história e o tempo tentam embranquecer e outros, infelizmente, pouco falados, esquecidos e até desconhecidos.


Nós os lembramos e os homenageamos!


João Candido Felisberto, o Almirante Negro; Afonso Henrique de Lima Barreto, uma das maiores expressões da literatura brasileira; organista da Capela Imperial, padre José Maurício Nunes Garcia, notável músico e compositor; Mestre Valentim(Valentim da Fonseca e Silva), escultor, entalhador, ourives e arquiteto; artista plástico Arthur Bispo do Rosário;compositor e maestro Antônio Francisco Braga; José Vieira Fazenda, historiador e pesquisador de lendas e histórias populares; o médico psiquiatra Juliano Moreira; João Machado Guedes, João da Baiana, compositor; jurista, parlamentar e político brasileiro, Antônio Pereira Rebouças; compositor, músico, organizador e regente de várias bandas do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Anacleto Augusto de Medeiros; cantora Araci Teles de Almeida, Araci de Almeida; jogador de futebol Leônidas da Silva, o inventor do gol de bicicleta ; compositor, ritmista e pintor Heitor dos Prazeres, autor de sucessos como "Gosto que me enrosco"; cantora Vicentina de Paula Oliveira , Dalva de Oliveira; cantor e compositor Monsueto Campos Menezes; cantor Jorge de Oliveira Veiga, Jorge Veiga; o jogador de futebol Thomas Soares da Silva, o Zizinho; maestrina e compositora Chiquinha Gonzaga.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Salve, símbolo augusto da paz!

Nesse dia que se comemora o Dia da Bandeira, quero falar sobre o Hino à Bandeira dos cariocas Francisco Braga e Olavo Bilac.

Antonio Francisco Braga - que muitos nem identificam quando vêem seu nome na rua ,ali pelos lados do Bairro Peixoto - foi criado no Asilo de Meninos, em Vila Isabel - depois Instituto João Alfredo e atual Colégio Estadual João Alfredo - de onde saiu aos 21 anos, e a partir daí se tornou o brilhante músico, maestro, compositor sinfônico. A clarineta aprendida na banda escolar do asilo, despertou seu talento para a música, e lhe deu a trilha da vida. Através de bolsa, estudou música e composição na Europa , e assim surgiu uma obra exuberante de maiores proporções, utilizando recursos cênicos, vocais e orquestrais. Como Jupira, baseado em novela de Bernardo Guimarães, ópera em um ato, que dirigiu pela primeira vez no Teatro Lírico do Rio de Janeiro em 1900, ano da sua volta ao Brasil; a partir de temas nacionais, a música para O contratador de diamantes, drama de Afonso Arinos, ou em 1909, na inauguração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, seu poema sinfônico Insônia, apresentado em primeira audição.
A curiosidade fica por conta de seu apelido - Chico dos Hinos - devido a inúmeras composições de marchas e hinos.
Para completar a dupla do Hino à Bandeira, só poderia ser o não menos genial Olavo Bilac.
Jornalista, poeta, cronista, contista, frequentador das rodas boêmias e literárias do Rio, além da vasta obra como poeta parnasiano, deixou também na imprensa do tempo do Império, e dos primeiros anos da República, vasta colaboração humorística e satírica, assinada com os mais variados pseudônimos, entre os quais os de Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, ...

E foi atendendo a um pedido do Prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos, que o poeta Olavo Bilac compôs o poema em homenagem à Bandeira.
A idéia surgiu quando da inauguração da Escola Tiradentes, no Rio de Janeiro, em 1905, onde em meio a altas autoridades, após a execução do Hino Tiradentes, Pereira Passos, entusiasmado, determinou à Diretoria da Instituição Pública, que diariamente se fizesse homenagem ao Pavilhão Nacional, seu hasteamento e que fosse entoado um hino. O Diretor Geral, então incumbiu o maestro Francisco Braga e Olavo Bilac de tal missão.
Assim, surgiu, em 1906, o belíssimo Hino à Bandeira Nacional , divulgado no Boletim da Intendência Municipal e executado pela primeira vez no início das aulas do antigo Instituto Profissional - Colégio Estadual João Alfredo - em homenagem a Francisco Braga, ex-aluno e mestre do educandário e o Hino à Bandeira passou, então, a ser cantado diariamente em todas as escolas públicas.
Que pena que isso não ocorra ainda hoje!
A 29 de Dezembro de 1918, em bela homenagem, foi o Hino à Bandeira entoado pelos escoteiros, durante a guarda dos restos mortais do imortal poeta Olavo Bilac, expostos no Salão Nobre da Academia Brasileira de Letras.
Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
poderoso e feliz há de ser!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Vale ver e ouvir aqui a bela interpretação do Hino à Bandeira
por um outro carioca, Ivan Lins.

Clique
e se emocione!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A volta da MESBLA

A Mesbla, a famosa e querida loja de departamentosm que o carioca não esquece, prepara uma volta ao mercado brasileiro, desta vez em um serviço de comércio eletrônico focado exclusivamente na comercialização de produtos para mulheres.

Uma empresa chamada TeleMercantil, formada exclusivamente para montar uma operação de e-commerce focada no universo feminino, fechou contrato com a família Mansur, detentora da marca Mesbla, para explorar o nome em um site com previsão de lançamento para testes no final de novembro

O primeiro estágio da operação da Mesbla online será aberto para cerca de 75 mil consumidoras selecionadas que poderão testá-lo. A Mesbla usará este período como um exercício para a entrega e envio de produtos

“Existe uma grande preocupação, já que a força da marca Mesbla é muito grande. Não queremos errar”.

O grupo será selecionado entre leitoras do portal Bolsa de Mulher.

Após os testes, o acesso da Mesbla para o público em geral deverá se dar em abril de 2010.

A Mesbla online "não terá eletrodomésticos da 'mulher na cozinha', mas aparelhos para o bem estar feminino, como depiladores, celulares, tocadores de MP3 e chapinha" e contará com conteúdos complementares às informações dos produtos, com dicas sobre moda, decoração, cosméticos, perfumaria, maquiagem e cabelo.

A idéia é transformar a Mesbla em um portal da ‘mulher-ponto-com’.

VAMOS AGUARDAR!

Um mirante no Corcovado

Antes da estátua, assim era o alto do Corcovado: um belvedere.



Fotos enviadas ao RIO QUE MORA NO MAR pelos amigos do blog Clarice Bagrichevsky e R Reich.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Vamos voltar à pilantragem

Essa frase marca um movimento na nossa MPB.
Citei no post passado a cantora Regininha .

Pois é, ela foi a voz inovadora de 69. Há 40 anos com seu timbre grave e rouco, despontou e ficou conhecida nos tempos do conjunto "Turma da Pilantragem", comandada por Nonato Buzar.

Primeiro Lp da Turma da Pilantragem

A " pilantragem" foi um movimento musical que transformava sucessos em um ritmo marcado e característico - Uni-du-ni-tê , Escravos de Jó, Não tenho lágrimas, Gosto que me enrosco... quem lembra?- idealizado pelo irreverente Carlos Imperial e com a pitada genial de Wilson Simonal, à época apresentador do programa Show Em Si… monal, na TV Record de São Paulo. O gênero se tornou um sucesso tal, que nele embarcaram, também, Cesar Camargo Mariano, Nonato Buzar, Antonio Adolfo, Tibério Gaspar, com inéditas e ótimas músicas no mesmo embalo, como Vesti Azul, Ana Cristina, Samarina, e outras.
A palavra pilantragem, sem a agressividade de sua original conotação, rotulou o movimento a partir das conversas da turma, já que ela surgia na brincadeira entre Cesar Camargo Mariano, Simonal e Imperial. Daí, foi oficialmente apresentada na gravação da música Nem vem que não tem, quando na abertura Simonal fala : "vamos voltar à pilantragem".

A voz de Regininha foi um must da época e Primavera, de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes se tornou um clássico, novamente, em outra roupagem. Há poucos anos, na gravação para o CD de Claudete Soares, comemorativo de carreira, no Mistura Fina, com ela fez dueto cantando e repetindo sua clássica frase.


Regininha, no seu Lp solo

Aliás a linda canção Primavera é personagem de várias histórias.
Mas isso fica pra um outro post, breve.