quinta-feira, 23 de maio de 2013

Os primeiros...no Rio de Janeiro

A construção do primeiro elevador no Brasil, foi no Palácio das Laranjeiras, no prédio hoje sede oficial do Governo do Rio de Janeiro, em 1906.

Foi um elevador importado da Otis Elevator Company, , empresa do americano  Elisha Graves Otis, primeiro elevador elétrico que se encontra com exemplar conservação até hoje, com suas características estéticas originais.
 
Mas, em funcionamento, o o elevador mais antigo em funcionamento situa-se no Castelo Mourisco, precisamente na fundação FIOCRUZ. O elevador tem cabine de mogno, cúpula de espelhos e portas internas de cristal bisotado. Foi instalado em 1909.


O primeiro hospital de tísicos do Brasil é o Hospital Nossa Senhora das Dores, no Rio de Janeiro.O hospital , em estilo suíço foi inaugurado em 1884 pelo Barão do Cotegipe.

Ele adquiriu uma chácara em Cascadura, na época considerada zona rural com sítios e propriedades para descanso. A velha mansão da chácara foi adaptada e aparelhada para atender tuberculosos carentes.

 Em 1914, sob supervisão de Oswaldo Cruz, foi inaugurado um novo prédio com 6 pavilhões. Em sua primeira solenidade teve a presença do Presidente da República, Marechal Hermes da Fonseca, do Cardeal Arcebispo Dom Joaquim Arcoverde Cavalcanti, além de ministros e várias outras eminências. Pioneiro no atendimento aos tuberluosos e inclusive na medicina preventiva da doença, até 1965, permaneceu voltado somente para esse fim.


 foto - reprodução internet - Caminhos de Cascadura


pavilhões construídos posteriormente


capela

Durante vinte anos as Irmãs de caridade do corpo do hospital juntaram doações e até o dinheiro da venda das frutas produzidas pelas árvores que havia no terreno do Hospital para o erguimento da Capela. Em 1913 a nova capela foi erguida.
Uma placa na sacristia data a inauguração de 1917. A Capela é uma obra de arte em estilo arquitetônico com vitraux e imagens trazidos da França.


Ainda cabem outros registros para esse local:

  •  lá funciona  o primeiro elevador de carga do Estado do Rio de Janeiro
  •  hoje permanece além do marco histórico, como reserva ecológica de Cascadura, com muitas árvores frutíferas. 
  • Nos arquivos do Hospital consta um trabalho precioso sobre o bairro de Cascadura.  

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O "caminho da roça" carioca

Torneio de quadrilhas esquenta grupos juninos na abertura da temporada dos arraiás cariocas


 Anarriê! 

Quem estava com saudades de dançar ao som das marcações do ‘caminho da roça’ já pode ter uma prévia neste fim de semana.
Torneio-ensaio na Imperatriz Leopoldinense vai esquentar as disputas — que ocorrem em junho e julho — de 32 quadrilhas que fazem parte da associação Festrilhas do Rio e vai premiar os três primeiros grupos colocados e, principalmente, preparar os integrantes para o desafio que está por vir.


Foto:  Paulo Araújo / Agência O Dia

Os  espetáculos que ocorrerão no sábado e no domingo têm regras diferentes dos tradicionais: o concurso não terá categorias, ou seja, quadrilhas de roça e de salão disputam de igual para igual.
Não serão usadas fantasias. Quesitos como animação e dança serão os mais importantes para garantir o caneco. Cada quadrilha terá 15 minutos para defender seu arraiá, com o tema escolhido.
 A disputa é muito quente.

Meninos e meninas da quadrilha Corações Unidos, de São João de Meriti, se preparam para fazer bonito
Foto:  Paulo Araújo / Agência O Dia

sábado, 18 de maio de 2013

NOITE DO AMOR DO SORRISO E DA FLOR e a Bossa Nova


No dia 20 de maio de 1960 aconteceu a famosa NOITE DO AMOR DO SORRISO E DA FLOR, no anfiteatro da Faculdade Nacional de Arquitetura, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ.

Apesar da foto acima ser publicada fartamente , como sendo da Noite, ela mostra o show de 22 de setembro de 1959, no 1.º Festival de Samba Session.

O lider e apresentador dessa noite especial foi RONALDO BÔSCOLI, que na abertura anunciou:

"Esta é a noite do amor, do sorriso e da flor. 
E este é realmente o primeiro festival de bossa nova mesmo. 
Não se espantem. É bossa nova mesmo". 

Muitos sabiam que o anúncio de Bôscoli era uma resposta a outro show que aconteceria no mesmo dia, na PUC. Ele e Carlos Lyra vinham se desentendendo desde que Lyra gravou um disco solo pela Philips, abandonando os companheiros da bossa, que se reuniam para gravar pela Odeon. Segundo Bôscoli, Carlinhos só programara o show na mesma data para atrapalhar.
Cacá Diegues, presidente do diretório acadêmico de Direito da PUC, viu logo que em matéria de atrações a Faculdade de Arquitetura ganhava de goleada. Daí que prrevendo falta de público, Diegues autorizou a entrada de uma escola de samba na universidade.

Os dois shows lotaram. Mas foi o da Faculdade de Arquitetura que entrou para a história como o primeiro festival de bossa nova. 

Aberto pela cantora Claudette Soares, que cantou as três primeiras canções, participaram do evento Johnny Alf, Elza Soares, Norma Benguell, Trio Irakitan, Os Cariocas, Caetano Zama, Sérgio Ricardo e um time de jovens músicos no acompanhamento, como Roberto Menescal, Hélcio Milito, Bebeto e Luiz Carlos Vinhas. O ponto alto da noite foi a apresentação de João Gilberto. Ele interpretou "Samba de uma nota só" e "O pato" -  do seu LP O Amor, o sorriso e a flor , que teve texto da contracapa de Tom Jobim - depois acompanhou Astrud Gilberto. Finalizou o evento cantando "Meditação", cujos versos inspiraram o nome do primeiro festival de bossa nova...


"Em janeiro, não aguentei mais e subi a serra. Todos sabem como foram as águas em 60. Como choveu! Cheguei à fazenda, meti-me numas calças velhas e esperei a chegada daquela burrice calma que nos dá nove horas de sono sem sonhos. O mau tempo e o barro mantinham a todos presos em casa. Bom era quando odia amanhecia melhorzinho e eu e meu filho, ainda de pijama, íamos ver o trabalho das formigas cortando as roseiras do jardim. Mas qual! Quando o sol começava a querer esquentar vinha logo a chuva e nós corríamos para dentro. Uma noite, já ia apagar os lampiões, quando ouvi o motor de um carro que pelejava para subir a rampa. João Gilberto e Sra. estavam chegando. Tínhamos combinado que ele viria, mas, devido ao mau tempo já não acreditávamos que Joãozinho chegasse, e logo de taxi! Depois ele me contou que, atolado na lama, esperou um trator puxar o carro. Vinha cansado e descansou uns dois dias.
Então começamos a trabalhar. Fugíamos da sala onde brincavam as crianças prêsas pela chuva. Íamos para um dos quartos vazios, com fôrro de madeira, que aliás dão boa acústica. Lá, longe da cidade e do telefone, trabalhamos sossegados uns dez dias. De vez em quando o trabalho era interrompido pelas crianças que irrompiam no quarto trazendo algum filhote de tico-tico ou de coleiro "caído" do ninho. Nessa época do ano a trepadeira da varanda fica cheia desses ninhos de passarinhos pequenos. Às vêzes também as patroas entravam com um café cheiroso, biscoitos, e ficavam alí um pouco. Quando o tempo melhorava vinha o sol quente. Tomávamos banho de cachoeira e íamos flanar um pouco pelas redondêzas. Aí Joãozinho partiu. Dias depois recebo um recado; o disco estava atrazado e o Aloysio havia marcado a gravação. Desci também e começou a correria: estúdio, cópias, músicos. E tudo foi feito num ambiente de paz e passarinhos.

P. S. - As criancas adoraram "O Pato".




João Gilberto finalizou o evento cantando "Meditação", cujos versos inspiraram o nome desse primeiro festival de bossa nova...

Meditação
Tom Jobim

Quem acreditou
No amor, no sorriso, na flor
Entao sonhou, sonhou...
E perdeu a paz
O amor, o sorriso e a flor
Se transformam depressa demais
Quem, no coraçao
Abrigou a tristeza de ver tudo isto se perder
E, na solidao
Procurou um caminho e seguiu,
Já descrente de um dia feliz
Quem chorou, chorou
E tanto que seu pranto já secou
Quem depois voltou
Ao amor, ao sorriso e à flor
Então tudo encontrou
E a própria dor
Revelou o caminho do amor
E a tristeza acabou



 Naquela época, gravadores de som não eram muito comuns nas mãos de não-profissionais. Uma das poucas pessoas que possuíam gravador era Jorge Karam, amigo de toda a turma da Bossa Nova e um apaixonado por música. Graças ao hobby de Karam ficaram preservados importantíssimos momentos da vida do movimento e de seus participantes. Do show da Arquitetura e da Escola Naval, como tantos outros, o único registro que existe são as preciosas gravações de Karam a quem a história da Bossa Nova muito deve.

Pra ouvir o registro dessa noite antológica é só clicar AQUI,  e salvar no seu computador .

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Igreja Santo Antônio dos Pobres, no Centro do Rio

Igreja Santo Antônio dos Pobres, na Rua dos Inválidos, no Centro do Rio, ficou fechada três anos e meio para obras e será inaugurada no próximo dia 26 de maio.

A atual igreja foi concluída em 1940 e tem a curiosidade de ter sido construída a 1,20m do piso original da rua, pois ela, já àquela época, alagava constantemente em dias de chuvas fortes.





 A primeira Capela de Santo Antônio dos Pobres começou a ser construída em 1810. em estilo barroco, com a autorização de D. João VI. Ela teve piso em ladrilho hidráulico, que agora, na reforma foi redescoberto.




As obras contemplaram conserto de rachaduras -  provocadas pela construção de um prédio vizinho - , restauração dos vitrais, imagens e dos quatro sinos, que hoje funcionam programados por computadores.


O órgão da igreja, data de 1953, foi feito por uma família alemães e reformado desde 2009, quando a igreja foi interditada por causa das rachaduras.




Fotos:  Gabriel Paiva / reprodução

terça-feira, 14 de maio de 2013

15 Anos sem Frank Sinatra

Há 15 anos  ficávamos órfãos da sua voz e seu carisma.

O Rio e sua tradição de sediar grandes eventos, ofereceu a Frank Sinatra, o grande palco: o Maracanã.
E ali se deu o grande show em 1980. Inesquecível!

Vale recordar !







domingo, 12 de maio de 2013

O Rio e os sucessos musicais de sempre

Músicas lançadas em 1963,  de compositores cariocas e que dominaram o cenário musical daquele ano, permanecem como sucessos de sempre, após 50 anos.
 

Mais Que Nada - Jorge Ben



Samba do Avião - Tom Jobim



Também, duas músicas lançadas em 1983, composições de três cariocas, permanecem como sucessos de sempre, após 30 anos.


Lulu Santos e Nelson Motta - Como uma Onda




Tim Maia - Descobridor de Sete Mares