terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

As 5 melhores do Carnaval 2012




De saia rendada em cetim... Portela botou o tempero na festa





Foi muito bububu no bóbóbó na São Clemente






A minha Ilha foi, sim, ouro e prata...





Não deu pra conter tamanha emoção...Cacique e Mangueira num só coração 


A paradona inédita e ousada, de quem sabe o que pode fazer, em dois momentos...


...no início do desfile



...e quando uma roda de samba rasga a bateria





Unidos da Tijuca... êta viagem arretada


Paulo Barros inovou mais uma vez e fechou em grande estilo.







sábado, 18 de fevereiro de 2012

Carnaval Carioca de Todos os Tempos_8



Há 40 anos(1972) e há 30 anos (1982)...Império na cabeça.



"É o Império Serrano que canta, dando uma de Carmen Miranda"


Império Serrano na Presidente Vargas, ao amanhecer


Esse verso repeti  inúmeras vezes, sem cansar, naquele amanhecer  de segunda-feira,  na Avenida Presidente. Vi e vivi esse grande desfile. Inesquecível!

Era um tempo de desfile em um dia só. Doze escolas e haja fôlego e animação. E aquele ano era o último ano do desfile na grande avenida. Pra lá, apesar dos protestos, nunca mais voltou. Arquibancadas montadas em madeira, que embalançavam - e muito! - sem cobertura e todos rezando pra não chover.

E foi assim, pra acordar o cansaço da noite que um pernambucano arretado, o genial Fernando Pinto acertou a receita. Um enredo de fácil identificação popular,  uma escola tradicional que estava há mais de uma década sem títulos e um samba que caiu na boca do povo.

A vida de Carmen Miranda se transformou em um espetáculo de teatro de revista em desfile, com direito a um elenco de primeira. A Pequena Notável foi representada por  estrelas,como as atrizes Marlelne, Marília Pera e  Leila Diniz.







O Império entrou rasgando a avenida com um samba de forte apelo popular, que terminava com um refrão irresistível: "Cai, cai, cai, quem mandou escorregar? Cai, cai, cai, cai, é melhor se levantar". O público levantou. Cantou junto com Roberto Ribeiro, o grande puxador, que naquele carnaval despontava nos desfile inovando com seus chamados e breques, depois tão copiados.





A multidão correspondeu em forma de aplausos. E gritou JÁ GANHOU! A escola  conquistou a avenida com muito samba de primeira, alegria e beleza.Um show de samba e de carnaval.






"Bumbum paticumbum prugurundum..."

Dez anos depois  de Carmen Miranda e de um último lugar, no ano anterior de 1981, o Império chegou em 1982 para dar a volta por cima, em grande estilo. Lá estava eu, de novo.

Pelas mãos da dupla Rosa Magalhães e Lícia Lacerda, o enredo sobre a história das escolas de samba, de autoria de Fernando Pamplona, que se chamaria "Praça Onze, Candelária, Sapecaí" , transformou-se em  "Bum Bum Paticumbum Prugurundum", citado por Ismael Silva em uma entrevista ao jornalista Sérgio Cabral.;

 E assim a escola atravessou a Marquês da Sapucaí.


Na pista, o Império foi gigante, mostrando um carnaval alegre, visualmente bem programado e com grande participação popular, mesmo entrando na Avenida quando já passavam das 10h de uma manhã ensolarada de carnaval, num calor de rachar.







sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval Carioca de Todos os Tempos_7


Um passeio pelos sucessos do 
Carnaval de 1962...há 50 anos!


Duas marchinhas e dois sambas dominaram as ruas e os salões:

GAROTA DE SAINT TROPEZ , de Braguinha, na voz de Jorge Veiga, falando da moda da calça comprida feminina de cós baixo e com umbigo aparecendo. Uma ousadia !



A letra dizia...


Uh lá lá, uh lá lá

Você é mais você

Com umbiguinho de fora
Garota de saint-tropez (BIS)



Laranja da Bahia
Tem umbiguinho de fora
Por que é que você Maria
Escondeu o seu até agora?



VOU TER UM TROÇO,  de Arnô Provenzano, Otolindo Lopes e Jackson do Pandeiro 
com Jackson de Pandeiro



 ÔBA de Oswaldo Nunes


Esse samba popularizou, de vez, os chamados blocos de embalo. Esse samba era o samba do ano do bloco Bafo da Onça, fundado no final dos anos 50 no bairro do Catumbi. Reunia cerca de 1,5 mil pessoas na Avenida Rio Branco e a voz  - e a alma -  do Bafo era Oswaldo Nunes, compositor dos lindos sambas do bloco.


Em 1962, o Bafo da Onça trouxe para a avenida  o samba ÔBA, instituindo uma paradinha especial da bateria no compasso do verso. Foi um sucesso!










 SE EU MORRER AMANHÃ, de Garcia Jr. e Jorge Martins, na interpretação de Gilberto Alves.







quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Carnaval Carioca de Todos os Tempos_6

 O CARNAVAL DE 1952


 Há 60 anos começaram a ser montadas arquibancadas para o público assistir aos desfiles,  mas sem cobrança de ingresso do público, que  foi instituída em 1961.


A escola de samba propriamente dita só completou seu ciclo de formação com as características de escola de samba, no ano de 1952.

Nesse ano, o regulamento dos desfiles obrigou as escolas de samba a virem fantasiadas, com samba de enredo e alegorias e adereços. Esses novos quesitos completaram a espinha dorsal das escolas de samba, diferenciando-se em definitivo dos blocos.


Em 1952, as agremiações passaram a desfilar em um  tablado da Avenida Presidente Vargas e se diferenciaram, em definitivo, dos blocos. As alas deixaram de vir uniformizadas, passando a saír fantasiadas. Surgiram os sambas de enredo, as alegorias e os adereços obrigatórios.

Os desfiles saíram do tablado em 1957 e chegam à Avenida Rio Branco.

 As marchinhas de 1952, entraram para a lista dos sucessos de sempre.


Nesse ano surgiram   MARIA CANDELÁRIA de Armando Cavalcanti e Klécius Caldas, na voz do "general da banda" BLECAUTE e SASSARICANDO de Armando Cavalcanti, Klécius Caldas,  e J. Junior, na interpretação de VIRGÍNIA LANE






A música em um trecho do filme Tudo Azul


 Outra cena do filme Tudo Azul, dirigido por Moacyr Fenelon.