Ontem Às 9: 47h entrava no ar , aqui no RIO QUE MORA NO MAR , o post sobre a curiosa história do Hino Nacional Brasileiro.
Quase 12 horas depois a mesma história era contada no Jornal Nacional, da Globo.
Pois é...o blog cria...mas tem gente que... copia.
Que feio!
Curiosidades Cariocas, Histórias do Rio de Janeiro,Rio Antigo, Turismo no Rio de Janeiro.
Mostrando postagens com marcador hino nacional brasileiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hino nacional brasileiro. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 14 de abril de 2009
Pois é...
Marcadores:
hino nacional brasileiro
Meu nome é Elizabeth,sou designer gráfica. Como carioca da gema, adoro essa cidade e gosto de compartilhar histórias vividas, ouvidas ou pesquisadas desse Rio de Janeiro.
***
Dois versos favoritos:
"Eu teria um desgosto profundo, se faltasse um Flamengo no mundo" (Hino do Flamengo) e
"Rio você foi feito pra mim" (Samba do Avião)
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Uma espera de 91 anos que valeu a pena!
Em 1831, Dom Pedro anunciou que abdicava o trono de Imperador do Brasil para seu filho e voltaria a Portugal. Foi a oportunidade que o músico Francisco Manuel da Silva estava esperando para apresentar a sua composição.
E com um verso do desembargador Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, o hino foi cantado pela primeira vez no dia 13 de abril de 1831, na festa de despedida de Dom Pedro I. Assim, o hino existiu com o nome de "Hino 7 de Abril", data do anúncio da abdicação, por muito tempo. No entanto, a letra de Ovídio Saraiva - considerada ofensiva pelos portugueses, onde foram chamados até de "monstros" - foi esquecida em pouco tempo. E só a música de Francisco Manuel da Silva foi sendo executada em todas as solenidades públicas, a partir de 1837. Para comemorar a coroação de Dom Pedro II, em 1841, o hino recebeu novos versos, de um autor desconhecido, e por determinação de Dom Pedro II, passou a melodia - sem letra - ser considerada o Hino do Império e ser tocada em solenidades
E o Brasil continuava a ter um hino sem letra. Após a Proclamação da República, em 1889, o governo provisório resolveu fazer um concurso para escolher um novo hino, com o espírito republicano. A partir de um poema escolhido, de Medeiros e Albuquerque, publicado no jornal Diário do Comércio do Rio de Janeiro em 26 de novembro de 1889 - o do verso "Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós" - vários maestros se dispuseram a musicá-lo.
Houve julgamento de 29 composições para a letra - em 4 de janeiro de 1890 - e quatro selecionadas. No dia 15 de janeiro, numa audição em homenagem a Deodoro, no Teatro Santana, o marechal jogou uma ducha de água fria na escolha e disse: "Prefiro o velho", se referindo ao hino antigo. Mas insistiram e cinco dias depois, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, com banda marcial e coro sob a regência do maestro Carlos de Mesquita as músicas finalistas chegavam à audição para escolha final. As 4 composições eram de: Antonio Francisco Braga, Jerônimo de Queirós, Alberto Nepomuceno e Leopoldo Miguez. O mais aplaudido foi o do maestro Leopoldo Miguez, que também foi escolhido pela Comissão Julgadora.
Mas o presidente Deodoro não se deu por vencido e após deixar o camarote oficial, voltou em seguida, quando o ministro do Interior, Aristides Lobo, leu seu decreto que conserva a música de Francisco Manuel da Silva como hino nacional.
E o Brasil continuava a ter um hino sem letra. Após a Proclamação da República, em 1889, o governo provisório resolveu fazer um concurso para escolher um novo hino, com o espírito republicano. A partir de um poema escolhido, de Medeiros e Albuquerque, publicado no jornal Diário do Comércio do Rio de Janeiro em 26 de novembro de 1889 - o do verso "Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós" - vários maestros se dispuseram a musicá-lo.
Houve julgamento de 29 composições para a letra - em 4 de janeiro de 1890 - e quatro selecionadas. No dia 15 de janeiro, numa audição em homenagem a Deodoro, no Teatro Santana, o marechal jogou uma ducha de água fria na escolha e disse: "Prefiro o velho", se referindo ao hino antigo. Mas insistiram e cinco dias depois, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, com banda marcial e coro sob a regência do maestro Carlos de Mesquita as músicas finalistas chegavam à audição para escolha final. As 4 composições eram de: Antonio Francisco Braga, Jerônimo de Queirós, Alberto Nepomuceno e Leopoldo Miguez. O mais aplaudido foi o do maestro Leopoldo Miguez, que também foi escolhido pela Comissão Julgadora.
Mas o presidente Deodoro não se deu por vencido e após deixar o camarote oficial, voltou em seguida, quando o ministro do Interior, Aristides Lobo, leu seu decreto que conserva a música de Francisco Manuel da Silva como hino nacional.
A orquestra tocou a música e a platéia delirou.
O hino, sem letra, continuaria a ser o oficial.Como prêmio de consolação, a obra de Medeiros e Albuquerque e de Leopoldo Miguez ficou como o Hino da Proclamação da República.
E a letra? Enfim, em 1909 surgiu o poema de Joaquim Osório Duque Estrada, não oficialmente, e que ainda levaria vários anos e mais 11 modificações para se tornar a letra oficial do hino nacional, só declarada pelo presidente Epitácio Pessoa, no dia 6 de setembro de 1922, na véspera das comemorações do Centenário da Independência . Duque Estrada ganhou 5 contos de réis pela letra e como Francisco Manoel já tinha morrido, em 1865, o maestro Alberto Nepomuceno foi chamado para fazer as adaptações na música.
Finalmente, depois de 91 anos, o Hino Nacional estava pronto!A letra do Hino Nacional compõe-se de duas partes, cada uma com vinte e cinco versos, assim distribuídos: doze decassílabos, sete tetrassílabos, dois heptassílabos, dois hendecassílabos e dois trissílabos. Outra curiosidade é a dos substantivos, adjetivos e verbos relacionados a brilho e luz: sol, raios, Cruzeiro, luz, florão, sol; fúlgidos, vívido, límpido, esplêndido, iluminado, estrelado; brilhou, resplandece, fulguras.
E a letra? Enfim, em 1909 surgiu o poema de Joaquim Osório Duque Estrada, não oficialmente, e que ainda levaria vários anos e mais 11 modificações para se tornar a letra oficial do hino nacional, só declarada pelo presidente Epitácio Pessoa, no dia 6 de setembro de 1922, na véspera das comemorações do Centenário da Independência . Duque Estrada ganhou 5 contos de réis pela letra e como Francisco Manoel já tinha morrido, em 1865, o maestro Alberto Nepomuceno foi chamado para fazer as adaptações na música.
Finalmente, depois de 91 anos, o Hino Nacional estava pronto!A letra do Hino Nacional compõe-se de duas partes, cada uma com vinte e cinco versos, assim distribuídos: doze decassílabos, sete tetrassílabos, dois heptassílabos, dois hendecassílabos e dois trissílabos. Outra curiosidade é a dos substantivos, adjetivos e verbos relacionados a brilho e luz: sol, raios, Cruzeiro, luz, florão, sol; fúlgidos, vívido, límpido, esplêndido, iluminado, estrelado; brilhou, resplandece, fulguras.
Dia 13 de abril,
DIA DO HINO NACIONAL BRASILEIRO.
Belo hino.
Ouçamos e cantemos sempre!

Marcadores:
hino nacional brasileiro
Meu nome é Elizabeth,sou designer gráfica. Como carioca da gema, adoro essa cidade e gosto de compartilhar histórias vividas, ouvidas ou pesquisadas desse Rio de Janeiro.
***
Dois versos favoritos:
"Eu teria um desgosto profundo, se faltasse um Flamengo no mundo" (Hino do Flamengo) e
"Rio você foi feito pra mim" (Samba do Avião)
Assinar:
Postagens (Atom)