Mostrando postagens com marcador quarta-feira de cinzas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador quarta-feira de cinzas. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Rio... hora de virar a página, recomeçar





***
. Frases em negrito, versos da MARCHA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS, de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes.

. Minha aquarela COLOMBINA, de 2003, pintada para a exposição FOLIA CARIOCA, no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

ACABOU-SE...



Quarta-feira de cinzas e o anúncio intitulado “Acabou-se!”, da Bayer,
publicado no final do carnaval de 1925.


 

O pierrô se rendeu ao cansaço.

O texto nos diz

"Passou o Carnaval!  Já não resta mais em nosso espírito senão a doce lembrança da alegria passada. Assim é a Ventura! Passa depressa e custa caro...

E o pior é que nos sentimo cançados, tristes  com o corpo mole e a cabeça a doer...

Mas fossem assim todos os males do mundo. Essa ao menos tem remedio prompto e imediato..."



 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quarta-Feira de Cinzas é Dez...Nota Dez


Já falamos, por aqui,   na Quarta-Feira de Cinzas, sobre o lendário bloco Chave de Ouro  e da linda marcha rancho de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes.

Mas a quarta também é dia de apuração de resultados.

E tomou uma característica especial no carnaval de 1984, quando o compositor Carlos Imperial, o locutor oficial da apuração, ao ler as notas dos jurados e para dar ênfase à nota máxima,  lançou o bordão...
DEZ, NOTA DEZ!

Na época, vereador no Rio e designado pelo governo de Leonel Brizola para comandar a Comissão de Carnaval dos primeiros desfiles do sambódromo,  Carlos Imperial  - auto-entitulado Rei da Pilantragem- era conhecido por sua irreverência e daí amado e odiado. Por vários anos, como grande fanfarrão que era, participou dos tradicionais desfiles de fantasias luxuosas do carnaval, cujo símbolo era Clovis Bornay, só para debochar dos concorrentes.

 No livro  “Dez! Nota Dez! Eu Sou Carlos Imperial, o autor  Denilson Monteiro descreve

“… Na Quarta-feira de Cinzas, por volta das 17h, Imperial, guiado pelo leal Russão, se dirigiu ao Maracanãzinho, onde seria realizada a apuração do Carnaval de 1984. As notas seriam lidas por ele, que pontualmente às 18 horas deu início ao trabalho. O ginásio Gilberto Cardoso ficava bem próximo do morro da Mangueira. Por isso, os torcedores da Estação Primeira se encontravam em número muito maior que as demais. A escola já iniciou o primeiro quesito com nota máxima, o que fez com que Imperial optasse por improvisar uma mudança na forma como estava conduzindo a apuração. Decidido a mexer com a platéia, anunciou com sua garganta privilegiada:
- Estação Primeira de Mangueira: dez! Nota dez!..."

Não precisa dizer o que aconteceu com os mangueirenses. Delírio!

Carlos Imperial logo percebeu que a maneira diferente de anunciar o resultado havia agradado e repetiu a fórmula nas outras notas máximas de todas as agremiações. Assim a novidade agradou,  se espalhou e permanece até hoje.