quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O ROCK no RIO

Vamos passear pela história do Rock no Rio?

O pontapé inicial do rock no Rio veio na voz de uma cantora de samba-canção, Nora Ney, em outubro de 1955.
Foi ela quem regravou, por aqui - 78 RPM, gravadora CONTINENTAL - o considerado primeiro rock, "Rock around the Clock", o sucesso de Bill Haley & His Comets. Em uma semana a canção estava no topo das paradas.


"Rock around the Clock" foi a música de abertura de um filme que surpreendeu e conquistou o público jovem: Blackboard Jungle.

Batizado por aqui de Sementes da Violência, com Glenn Ford e Sidney Poitier no elenco, mostrava o professor ,o aluno rebelde e os conflitos de uma juventude em busca de seu espaço na sociedade. Curioso é que Sidney Poitier, doze anos depois trocaria de lado e viveria o professor,  no sensacional Ao Mestre com Carinho.


cartaz

cena do filme

 No entanto, o espanto da juventude diante desse filme transformou-se, menos de um ano depois, em explosão incontrolável frente a outro filme, batizado com o nome do mega-hit de Haley: “Ao Balanço das Horas”, “Rock Around The Clock”, no original.


cartaz do filme


O filme, um musical , na verdade faturava o sucesso comercial da música e de Bill Haley e amplificava ainda mais a sua explosão inicial. Sua estreia no Cine Palacio deu manchete no jornal O Globo, pois mobilizou até a Rádio Patrulha, face à situação de descontrole, brigas, quebra-quebra, jovens que destruíram poltronas e traumatizaram lanterninhas. Tal situação não agradou às autoridades que, até pediram a proibição do filme.

Resultado de imagem para FILME rock around the clock estreia no rio

Assim chegava o
Rock no Rio.


"Não ouça! Você pode enlouquecer."

A advertência  - até engraçadda nos dias atuais - circulava pelo Rio de Janeiro junto às notícias, sobre esse novo e frenético estilo musical: o Rock'n'roll.

Sob as garras dessa canção alucinógena, em 1957, aparece uma versão instrumental ,mais light, com o pianista Waldir Calmon, o músico dos bailes de então. O seu disco“Chá Dançante 3” , com a música na faixa 5, fez grande sucesso junto ao público adulto.


capa do disco


Também a cantora carioca Lana Bitencourt grava - e faz sucesso - com “Little Darling”, sucesso de The Diamonds.






E aí... esse tal de rock’n’roll... invadiu, de vez, as rádios e a televisão, que ajudaram a fomentar a cultura roqueira.






quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Copacabana nos anos 40...

... com muito glamour e elegância





segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cinema Leblon, sessentão!

Os cinéfilos cariocas devem comemorar um sessentão:  o Cinema Leblon.





Inaugurado em 29 de setembro de 1951, na Avenida Ataulfo de Paiva nº 391A, o espaço resiste como cinema de rua e preserva frequentadores fiéis. Sou um deles.

Na época da sua inauguração, um cronista do Cine Repórter escreveu:

“Sem exageros e requintes de nouveau riche, o Cine Leblon é uma casa com fachada simples. A sala de espera em mármore rosa prepara o freqüentador para o salão de projeção amplo, todo atapetado, um tapete grosso e macio.”

A primeira sala de exibição tinha platéia e balcão, que somavam  1294 lugares, e funcionou assim até 30 de setembro de 1975.

Hoje o cinema, no entanto, está dividido em duas salas menores, o  Leblon 1 e Leblon 2.
 
 
 


domingo, 18 de setembro de 2011

O jornal carioca "Diário de Notícias", na sua edição de 13 de setembro de 1940, publicava:



Nunca uma assistência tão brilhante correspondeu a uma estréia tão sensacional como a de Carmen Miranda ontem na Urca.
Pode-se dizer, sem favor, que sua apresentação foi impecável. Tudo esplendidamente cuidado: os cenários, a escolha das músicas, os acompanhadores, as orquestras. Finalmente precedida de um lindo bailado brasileiro, aparece Carmen Miranda.
E interpreta, melhor do que nunca, as canções de seu novo repertório. "O Dengo da Nêga", "Voltei p'ro Morro", "Os Quindins de Iaia", são alguns dos grandes sucessos da estréia de ontem. Cada canção era coberta de aplausos e pedidos de bis.
Carmen Miranda esteve, em verdade, magistral. Uma voz esplêndida, que melhorou muitíssimo sobre apresentações anteriores. Um ritmo bem marcado e bem brasileiro. Muita graça, muita brejeirice, muito equilíbrio, muita elegância. Carmen Miranda confirmou, superando, suas qualidades anteriores. O Grande Otelo foi um "partner" excelente.
O brilho da estréia de ontem excedeu a todas as expectativas.
Carmen Miranda iniciou, ontem, a sua semana triunfal na Urca.


Radio Nacional, 75 anos




Criada no Rio de Janeiro em 1936 a partir da compra da Rádio Philips, por 50 contos de réis, nasceu a Radio Nacional.

Seu primeiro prefixo, "Luar do sertão", de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, era tocado em vibrafone por Luciano Perrone e em seguida um locutor anunciava o prefixo da emissora: PRE-8.
Mas foi nos anos 40 e 50 que se tornou a principal emissora do país e verdadeiro símbolo da chamada "Era do Rádio".

 
Que tal ouvir alguns jingles e vinhetas