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domingo, 18 de setembro de 2011

O jornal carioca "Diário de Notícias", na sua edição de 13 de setembro de 1940, publicava:



Nunca uma assistência tão brilhante correspondeu a uma estréia tão sensacional como a de Carmen Miranda ontem na Urca.
Pode-se dizer, sem favor, que sua apresentação foi impecável. Tudo esplendidamente cuidado: os cenários, a escolha das músicas, os acompanhadores, as orquestras. Finalmente precedida de um lindo bailado brasileiro, aparece Carmen Miranda.
E interpreta, melhor do que nunca, as canções de seu novo repertório. "O Dengo da Nêga", "Voltei p'ro Morro", "Os Quindins de Iaia", são alguns dos grandes sucessos da estréia de ontem. Cada canção era coberta de aplausos e pedidos de bis.
Carmen Miranda esteve, em verdade, magistral. Uma voz esplêndida, que melhorou muitíssimo sobre apresentações anteriores. Um ritmo bem marcado e bem brasileiro. Muita graça, muita brejeirice, muito equilíbrio, muita elegância. Carmen Miranda confirmou, superando, suas qualidades anteriores. O Grande Otelo foi um "partner" excelente.
O brilho da estréia de ontem excedeu a todas as expectativas.
Carmen Miranda iniciou, ontem, a sua semana triunfal na Urca.


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Mosquitos da dengue...

"... brigadas de mata-mosquitos - agentes sanitários munidos de larvicida e instrumentos apropriados para a eliminação dos focos - passaram a percorrer a cidade, lavando caixas d'água, desinfetando ralos e bueiros, limpando telhados e calhas e eliminando depósitos de larvas do inseto. Folhetos com instruções neste sentido distribuídos à imprensa, à população em geral e aos médicos."

Notícias de hoje? Não. Notícias de cem anos atrás.

Mas no início do século XX, o mosquito transmissor da dengue chegou até mesmo a ser erradicado, graças à atuação do médico e sanitarista Oswaldo Cruz, fundamental no combate à febre amarela, no século XIX, doença também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Esse foi um dos assuntos prediletos das revistas e semanários da época, sempre com caricaturas de Oswaldo Cruz e das ações implementadas.




Oswaldo Cruz em carta - em 8 de março de 1907 - ao então presidente brasileiro Affonso Penna, diz que "graças à firmeza e vontade do governo, a febre amarela já não mais devasta sob a forma epidêmica a capital da República".

Torcemos que uma nova carta, com esse mesmo teor, nos dias atuais, possa acalmar nossas apreensões.

sábado, 22 de novembro de 2008

Curiosidade carioca



Dentro de um rígido figurino militar, escondia-se um Marechal Deodoro, digamos, mais ameno.

Vaidoso na aparência e no vestir, ele gostava de usar jóias, alardeava seus conhecimentos de latim, considerava-se um bom dançarino e escrevia versinhos.

  

Mas um hábito de Deodoro da Fonseca 
não despertava simpatia: 
o de usar jóias. 

Aristides Lobo, ministro do Interior, cismava com isso. Achava de gosto duvidoso o pesado anel que o chefe do governo usava no dedo mínimo, sem contar o peito repleto de medalhas e comendas - uma delas, a Grande Dignatária da Ordem da Rosa, lhe foi conferida pessoalmente por D. Pedro II. 

Havia, também o prendedor de gravata de pérola, os chamativos botões nos punhos da farda ou do paletó e a correntona que segurava o relógio de bolso...