sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Jornal carioca...QUE PRIMEIRA PÁGINA!




Um design gráfico com criatividade, 
senso de oportunidade e objetividade 
do jornal carioca EXTRA.




quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Mais uma propaganda carioca antiga


Um super som em 1955, só com uma...
Standard Electric , das Lojas Palermo!









Mais uma propaganda antiga que vale a pena saborear!



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O Samba Carioca


Em outubro de 1955, há 60 anos,
 começou a produção franco italiana de ORFEU NEGRO
lançada em 1959.






 Orfeu Negro, dirigida por Marcel Camus, ganhou os principais prêmios de Cannes (a Palma de Ouro de 1959), além do prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar e no Globo de Ouro de 1960.
UMA CURIOSIDADE:  Vinícius rejeitou o resultado cinematográfico.


sábado, 3 de outubro de 2015

Mais um centenário carioca

Nesse dia 3 de outubro se celebra o centenário do cantor carioca Orlando Silva.


Por João Máximo
"Ainda é possível discutir se ORLANDO SILVA— nascido no Rio de Janeiro em 3 de outubro de 1915 — foi ou não o maior cantor surgido no Brasil. O jeito de cantar música brasileira mudou muito, sobretudo a partir de um dos seus mais ilustres admiradores: João Gilberto.
Mesmo considerando apenas o antigo jeito de cantar, ainda é discutível se o cantor cujo centenário se comemora terá sido, mesmo, o maior. O que não se discute é que sua voz é a mais arrebatadora das quantas soaram no disco e no rádio dos últimos cem anos.Tal voz — impressionante pela perfeição com que passava por entre os graves e agudos das canções mais difíceis que compunham para ele — encanta qualquer ouvinte sensível ao antigo jeito. Não só a voz nasceu com ele, mas também o estilo. Sem estudar canto, sem seguir os passos de outros e sem ouvir conselhos, Orlando fez-se insuperável na arte do fraseado, da técnica de respiração.Pena que tudo isso tenha durado pouco mais de sete anos. Porque o Orlando que fez história, tornando-se o primeiro ídolo de massa da música e do rádio brasileiros, é o que canta e grava discos de 1935 até pouco depois de 1942.



Em sua história, há lugar para glória e drama (ou até mesmo tragédia). Orlando tem a infância pobre de quase todo menino suburbano da época. Aos três anos, perde o pai (violonista que chegou a tocar com Pixinguinha) e, aos 17, o padrasto. Com a mãe obrigada a sustentar os filhos, ele e os irmãos largam o colégio ainda no primário e vão ganhar a vida — no caso dele, como trocador de ônibus. Antes, sofre grave acidente ao ter o pé esquerdo preso no estribo de um bonde em movimento. Operado, perde três dedos.Cantou desde menino. Aos 19 anos, decidido a se profissionalizar, faz várias tentativas de emprego em rádio. Só o consegue quando, apresentado a Francisco Alves pelo compositor Bororó, impressiona o cantor que, até então, é o mais influente da vida musical carioca. Francisco Alves o ajuda. Em pouco tempo, enquanto se apresenta nas rádios Cajuti e Nacional — de cujo programa inaugural, em 1936, ele participa — Orlando começa a viver na gravadora Victor a fase áurea de sua discografia.Seu primeiro grande sucesso, gravado em 1939, é “Lábios que beijei”, valsa-canção de J. Cascata e Leonel Azevedo. Com ela, conquista o público de todo o país. Ganha do locutor Oduvaldo Cozzi o epíteto com que se consagra: “o cantor das multidões”. E então, ocorre o envolvimento com as drogas. É possível que estas tenham entrado na vida de Orlando quando, recuperando-se de dolorosa cirurgia nos dentes, ele recorreu aos mesmos derivados de morfina que o haviam aliviado quando operou o pé. A decadência do homem começa aí. A do cantor, um tempo depois. 
“COM UMA LÁGRIMA NA VOZ” 
A popularidade e o dinheiro abrem portas para o ídolo. Passa a conviver com os famosos do rádio, a conquistar o público feminino. Zezé Fonseca, a bela e culta cantora e atriz da Nacional, vive com ele um caso turbulento. Zezé é ciumenta e os dois brigam muito. Seu convívio com ele dá-se durante o problema com as drogas. Embora ela própria, no fim da vida (morreu em 1962), também estivesse entregue à bebida, sua única relação com o vício de Orlando, segundo amigos dos dois, são as inúteis tentativas de recuperá-lo.As drogas acabam levando Orlando a um estado de degradação cujo momento mais cruel bem pode ser o testemunhado pelo compositor Roberto Martins: ajoelhado aos pés de um dos irmãos Meira, pioneiros do tráfico no Rio, o cantor suplica por uma dose, enquanto o bandido, às gargalhadas, pergunta: “Cadê o cantor das multidões?”Com isso, os discos que Orlando Silva grava nesse período são de fato os seus melhores. A quase totalidade das canções de seu repertório (sambas, valsas, foxes, marchas carnavalescas) tem o mesmo acento triste. São letras de fossa, pessimistas, sobre amores frustrados, que Orlando torna ainda mais sentidas. Daí outro de seus cognomes: “o cantor com uma lágrima na voz”.É a única restrição que alguns podem fazer ao seu estilo, mesmo sabendo que seresteiros lacrimosos eram comuns na época. É que a exacerbação das lamentações acaba fazendo com que os letristas exagerem somente para ter seus versos gravados por ele. A tal ponto de um desses letristas, o nada pessimista Pedro Caetano, escrever, para valsa de Claudionor Cruz a letra de “Caprichos do destino”, responsável pelo boato sobre seu suicídio. Um dos versos: “Eu quero fugir ao suplício a que estou condenado”. Outro: “Sou um covarde, bem sei que o direito é levar a cruz até o fim/Mas não posso, é pesada demais para mim”.
São muitas as letras feitas nesse tom para Orlando.Após os discos na Victor, gravando na Odeon, na Copacabana, na mesma Victor em 1959 e em outros selos, raramente Orlando será o mesmo de antes. Vai perdendo a voz, castigada por um timbre rouco que lhe torna tudo mais difícil, até as lágrimas. Não há como saber até que ponto as drogas e a bebida lhe afetaram a voz. O certo é que, mesmo num momento melhor para o homem, casado e sossegado, o cantor das multidões deixa de existir. 
FILME, EXPOSIÇÃO E SHOWS 
Orlando morreu no Rio em 7 de agosto de 1978. Aos 62 anos, aparentava mais. Já deixara de cantar. Houve certo interesse por ele (mais curiosidade do que interesse) quando João Gilberto declarou sua admiração e gravou sambas de seu repertório. Caetano Veloso, em “Onde andarás?”, e Paulinho da Viola, em “Brancas e pretas”, prestam tributos ao seu estilo. E só. A antológica caixa de CDs que José Milton produziu para BMG, reunindo os melhores momentos na Victor, está fora de catálogo."

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Elegância e panorama no Rio


Vale curtir mais essa propaganda. O ano é 1955.