sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O ROCK NO RIO_parte 2

O rock chegou ao rádio, nos anos 50, pelas mãos de dois radialistas:  Jair deTaumaturgo e Carlos Imperial.

 Na Rádio Mayrink Veiga, Jair deTaumaturgo apresentava Hoje é dia de Rock, programa que levou para as tardes de domingo na TV Rio,mostrando os jovens talentos à procura do sucesso.

Na foto, abaixo, um Roberto Carlos,  iniciante, no programa da TV Rio.



Na Rádio Tupi, Carlos Imperial apresentava o programa Clube do Rock, onde lançava artistas desconhecidos. Imperial também passou pela  Radio Guanabara , com Os Brotos Comandam, programa que levou para a TV Continental. Também apresentou Festival de Brotos na Tv Tupi e Brotos no 13, na TV Rio. Foi um grande incentivador e descobridor de ídolos do rock nacional, padrinho de dezenas de artistas que estourariam na década seguinte.

Carlos Imperial foi contratado para apresentar e fazer o show de abertura de Bill Halley no Maracanãzinho. Levou a tropa de jovens que faziam parte do seu programa Clube do Rock.
Dentre eles... um tal de...Roberto Carlos.

 

Carlos Imperial ao violão,
Roberto Carlos, o primeiro à esquerda, de topete,  e
 Cauby Peixoto à direita de Imperial,
que gravou o primeiro rock original em português,
“Rock and Roll em Copacabana“, escrito por Miguel Gustavo




Cauby Peixoto gravou na RCA Victor em 30 de janeiro de 1957,
com lançamento em maio do mesmo ano (78 rpm ).
Curiosamente, este raríssimo registro nunca saiu em LP de vinil!



Aliás, Roberto Carlos fez parte de uma das primeiras turmas de rock genuinamente nacional: A Turma do Matoso ( da Rua do Matoso)-  vidrada no som de Elvis Presley, Chuck Berry e Little Richard -  de onde saiu uma banda denominada Tijucanos do Ritmo, que se transformaria em The Sputiniks. A formação trazia Roberto Carlos,Arlênio Livio, Welington e Tim Maia.

Tim brigou e foi cantar sozinho. Roberto também foi cantar sozinho. E o Arlenio reestruturou o grupo vocal com  Edson Trindade, Ze Roberto, China e convidou um novo amigo, Erasmo Carlos.

Daí surgiram os Snakes. Eles passaram a fazer vocal para o Tim Maia ,o Little Richard brasileiro, e para o Roberto Carlos, o Elvis Presley brasileiro, como Carlos Imperial os apresentava em seu programa.





Também foi um carioca do Catete , Sergio Murilo, o primeiro roqueiro brasileiro a mexer os quadris em frente às câmeras da tv, em 1965, apesar de ter seguido a linha de um rock romântico, cópia do estilo das baladas americanas. Versões foram seus maiores sucessos como Broto Legal , Marcianita e Querida. 





Mais um pouco das histórias do Rock no Rio...amanhã.
´


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O ROCK no RIO

Vamos passear pela história do Rock no Rio?

O pontapé inicial do rock no Rio veio na voz de uma cantora de samba-canção, Nora Ney, em outubro de 1955.
Foi ela quem regravou, por aqui - 78 RPM, gravadora CONTINENTAL - o considerado primeiro rock, "Rock around the Clock", o sucesso de Bill Haley & His Comets. Em uma semana a canção estava no topo das paradas.


"Rock around the Clock" foi a música de abertura de um filme que surpreendeu e conquistou o público jovem: Blackboard Jungle.

Batizado por aqui de Sementes da Violência, com Glenn Ford e Sidney Poitier no elenco, mostrava o professor ,o aluno rebelde e os conflitos de uma juventude em busca de seu espaço na sociedade. Curioso é que Sidney Poitier, doze anos depois trocaria de lado e viveria o professor,  no sensacional Ao Mestre com Carinho.


cartaz

cena do filme

 No entanto, o espanto da juventude diante desse filme transformou-se, menos de um ano depois, em explosão incontrolável frente a outro filme, batizado com o nome do mega-hit de Haley: “Ao Balanço das Horas”, “Rock Around The Clock”, no original.


cartaz do filme


O filme, um musical , na verdade faturava o sucesso comercial da música e de Bill Haley e amplificava ainda mais a sua explosão inicial. Sua estreia no Cine Palacio deu manchete no jornal O Globo, pois mobilizou até a Rádio Patrulha, face à situação de descontrole, brigas, quebra-quebra, jovens que destruíram poltronas e traumatizaram lanterninhas. Tal situação não agradou às autoridades que, até pediram a proibição do filme.

Resultado de imagem para FILME rock around the clock estreia no rio

Assim chegava o
Rock no Rio.


"Não ouça! Você pode enlouquecer."

A advertência  - até engraçadda nos dias atuais - circulava pelo Rio de Janeiro junto às notícias, sobre esse novo e frenético estilo musical: o Rock'n'roll.

Sob as garras dessa canção alucinógena, em 1957, aparece uma versão instrumental ,mais light, com o pianista Waldir Calmon, o músico dos bailes de então. O seu disco“Chá Dançante 3” , com a música na faixa 5, fez grande sucesso junto ao público adulto.


capa do disco


Também a cantora carioca Lana Bitencourt grava - e faz sucesso - com “Little Darling”, sucesso de The Diamonds.






E aí... esse tal de rock’n’roll... invadiu, de vez, as rádios e a televisão, que ajudaram a fomentar a cultura roqueira.






quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Copacabana nos anos 40...

... com muito glamour e elegância





segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cinema Leblon, sessentão!

Os cinéfilos cariocas devem comemorar um sessentão:  o Cinema Leblon.





Inaugurado em 29 de setembro de 1951, na Avenida Ataulfo de Paiva nº 391A, o espaço resiste como cinema de rua e preserva frequentadores fiéis. Sou um deles.

Na época da sua inauguração, um cronista do Cine Repórter escreveu:

“Sem exageros e requintes de nouveau riche, o Cine Leblon é uma casa com fachada simples. A sala de espera em mármore rosa prepara o freqüentador para o salão de projeção amplo, todo atapetado, um tapete grosso e macio.”

A primeira sala de exibição tinha platéia e balcão, que somavam  1294 lugares, e funcionou assim até 30 de setembro de 1975.

Hoje o cinema, no entanto, está dividido em duas salas menores, o  Leblon 1 e Leblon 2.
 
 
 


domingo, 18 de setembro de 2011

O jornal carioca "Diário de Notícias", na sua edição de 13 de setembro de 1940, publicava:



Nunca uma assistência tão brilhante correspondeu a uma estréia tão sensacional como a de Carmen Miranda ontem na Urca.
Pode-se dizer, sem favor, que sua apresentação foi impecável. Tudo esplendidamente cuidado: os cenários, a escolha das músicas, os acompanhadores, as orquestras. Finalmente precedida de um lindo bailado brasileiro, aparece Carmen Miranda.
E interpreta, melhor do que nunca, as canções de seu novo repertório. "O Dengo da Nêga", "Voltei p'ro Morro", "Os Quindins de Iaia", são alguns dos grandes sucessos da estréia de ontem. Cada canção era coberta de aplausos e pedidos de bis.
Carmen Miranda esteve, em verdade, magistral. Uma voz esplêndida, que melhorou muitíssimo sobre apresentações anteriores. Um ritmo bem marcado e bem brasileiro. Muita graça, muita brejeirice, muito equilíbrio, muita elegância. Carmen Miranda confirmou, superando, suas qualidades anteriores. O Grande Otelo foi um "partner" excelente.
O brilho da estréia de ontem excedeu a todas as expectativas.
Carmen Miranda iniciou, ontem, a sua semana triunfal na Urca.