quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O BRASIL ESPERA QUE CADA UM CUMPRA O SEU DEVER(*)

"A ignorância é uma calamidade pública como a guerra, a peste, os cataclismos, e não só uma calamidade, como a maior de todas, porque as outras devastam e passam, como tempestades seguidas de céu bonança; mas a ignorância é qual o câncer, que tem a volúpia da tortura no corroer célula a célula, fibra por fibra, inexoravelmente o organismo; dos cataclismos, das pestes e das guerras se erguem os povos para as bênçãos da paz e do trabalho: na ignorância se afundam cada vez mais para a subalternidade e a degenerescência.

Imaginemos - quod Deos avertat - que somos surpreendidos um dia por uma irrupção inimiga.

Que faremos?

Do nada tudo até eliminá-la do solo sagrado. Por que pois a passividade ante as tremendas conseqüências da ignorância? Ou o Brasil a encara como uma calamidade nacional e lhe acode com o socorro imediato ou estará irremediavelmente batido na concorrência com as nações cultas. (...)"


Essas palavras são do Dr. Miguel Couto, primeiro ministro da Saúde do Brasil. Poliglota e ícone da medicina, que além de sanitarista tinha uma visão espiritual incomum.

Carioca, morou muitos anos no palacete na Praia de Botafogo, localizado próximo à Rua Marquês de Olinda.

Casa onde morou Miguel Couto


Hoje, em frente à rua, há um monumento, no jardim central da Praia de Botafogo, em sua homenagem.
Foto/Reprodução antigo jornal Diário de Notícias


O monumento a Miguel Couto foi idealizado e executado pelo escultor Heitor Usal. Mede quase sete metros desde a base, tendo a estátua de bronze, três metros e meio de altura. A base foi trabalhada em granito, trazido de Petrópolis.

(*)o título desse post é a frase célebre de Almirante Barroso.