quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Em tempos de 15 de novembro...

Após a Proclamação da República no Brasil, descobriu-se mais de um carioca muito especial, que foi D. Pedro II.



Quatro dias após o 15 de novembro, a legislação brasileira recebia o seguinte decreto:


"Considerando que o senhor D. Pedro II pensionava, de seu bolso, a necessitados e enfermos, viúvas e órfãos, para muitos dos quais esse subsídio se tornava o único meio de subsistência e educação;
Considerando que seria crueldade envolver na queda da monarquia o infortúnio de tantos desvalidos;
Considerando a inconveniência de amargurar com esses sofrimentos imerecidos a fundação da República;
Resolve o Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil:
 
Artigo 1° - Os necessitados, enfermos, viúvas e órfãos, pensionados pelo Imperador deposto continuarão a perceber o mesmo subsídio, enquanto durar a respeito de cada um a indigência, a moléstia, a viuvez ou a menoridade em que hoje se acharem. 
Artigo 2° - Para cumprimento dessa disposição se organizará, segundo a escrituração da ex-mordomia da casa imperial, uma lista discriminada quanto à situação de cada indivíduo ou à quota que lhe couber. 
Artigo 3° - Revogam-se as disposições em contrário. 
Sala das sessões do Governo Provisório, em 19 de novembro de 1889  - Manuel Deodoro da Fonseca - Aristides da Silveira Lobo - Rui Barbosa - Manuel Ferraz de Campos Sales - Quintino Bocaiúva - Benjamim Constant Botelho de Magalhães - Eduardo Wandenkolk".
( publicada na "Revista da Semana", do Rio de Janeiro, número especial, de 28 de novembro de 1925)
Pois é... D. Pedro II pensionava, de seu bolso, a necessitados e enfermos, viúvas e órfãos, para muitos dos quais esse subsídio se tornava o único meio de subsistência e educação.
Uma pergunta que fica é se o decreto foi cumprido e por quanto tempo.
Nenhum documento esclarece o fato.
Aliás, D. Pedro II  morreu pobre. Nobre de berço e alma,  recusou a ajuda que o governo da república lhe ofereceu, mesmo não tendo nem sequer conta na Suíça, mas desejou boa sorte ao governo do país que, apesar de tudo, ele denominava “meu país". 
Antes de morrer, disse “Que Deus faça feliz o meu Brasil".
Em tempos de falsos heróis, aproveitadores travestidos de verde e amarelo, nacionalistas de discurso, D Pedro II um grande brasileiro esquecido e mal estudado nos bancos escolares.  O político mais progressista que tivemos em 511 anos de história.

UM GRANDE BRASILEIRO! UM GRANDE CARIOCA!



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