segunda-feira, 30 de maio de 2016

Um casamento, sensação no Rio


Em maio de 1961, há 55 anos,
a cidade do Rio de Janeiro viveu
um verdadeiro reboliço
no casamento de... Marta Rocha.


manchete da reportagem do jornal Correio da Manhã


Aos gritos de MARTA!MARTA!, cerca de cinco mil pessoas, à entrada da Igreja da Candelária e outras mil e duzentas no interior aguardavam a cerimônia religiosa do casamento da ex-miss Brasil com o industrial Ronaldo Xavier de Lima - marcada para as 18h30 e que começou quase uma hora depois - que seria oficiado por Dom Hélder Câmara, então Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro.

foto: jornal Correio da Manhã


foto: jornal O Globo

Mais de 150 guardas da Polícia Militar sustentavam os cordões de isolamento estendidos ao redor da igreja, tentando conter a multidão afoita pra ver Marta descer do Oldsmobile 1961, chapa GB 1946, ao lado de seu pai Álvaro Rocha.

foto: jornal O Globo


Dentre os padrinhos estavam o então governador da Bahia e senhora Juraci Magalhães, o Príncipe Dom João e a princesa Dona Fátima de Orleans e Bragança.

Destaque foi o vestido que a ex-miss vestia.

Como era viúva, ela optou por não ser branco. Ele foi azul, comprido, reto, de brocado de lamê acetinado. Confeccionado por uma conhecida peleteria da Avenida Rio Branco, a
maison d´haute couture
fez prévia combinação com a decoradora, que colocou o altar ornado de camélias azuis - tingidas -  combinando com o vestido e que, segundo levantado, tiveram um custo de mais de 500 mil cruzeiros. Ainda, sobre os cabelos louros, uma tiara de brilhantes e um véu azul-cinzento.

A recepção foi no Copacabana Palace. Marta deixou a Candelária  por volta das oito da noite, guardada por seis batedores do Serviço de Trânsito.

As revistas Manchete  e  O Cruzeiro estamparam nas suas capas, a noiva do ano.

  







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