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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Leblon em 1948... há 70 anos









recorte do jornal O GLOBO, edição de 29 de maio de 1948



domingo, 13 de abril de 2014

“Azas! Para o novo campo de aviação do Aero Club do Brasil”

Em, 1934, , há 80 anos atrás, com a grafia da época, essa foi a chamada do jornal falando do decreto do presidente Vargas, que destinava recursos para as obras de construção do aeroporto nos “terrenos da baixada de Manguinhos”, terreno que hoje faz parte do Complexo da Maré, das manchetes cariocas nos últimos dias, ocupado pelas forças de segurança.



O Aeródromo de Manguinhos, que ali funcionou, oficialmente Aeroclube do Brasil, formou as primeiras gerações de pilotos do país. Criado em 1911, o aeroclube teve como primeiro presidente de honra e sócio-fundador o aviador Alberto Santos Dumont. Na década de 1960, o aeroclube se transferiu para o Aeroporto de Jacarepaguá, na Barra da Tijuca.

Em dezembro de 1959, nas proximidades do aeroporto, um avião da Vasp se chocou com um a aeronave de treinamento da FAB e deixou mais de 40 mortos. Os destroços dos aviões caíram sobre seis casas no bairro de Ramos, matando também moradores. A tragédia, a maior da aviação brasileira na época, criou dúvidas sobre os riscos do tráfego aéreo em Manguinhos interferir em vôos dos aeroportos do Galeão e Santos Dumont.
Assim, houve o fechamento do Aeroporto de Manguinhos no início dos anos 70 e seus hangares e torre de controle foram demolidos.

Em 1982, na área do antigo aeroporto, o governo federal construiu 1.500 casas para pessoas que moravam em palafitas da favela da Maré. O novo bairro, batizado de Vila do João — em homenagem ao então presidente da República, o general João Figueiredo (1979-1985) —, fica próximo à Ilha do Pinheiro, ligada ao continente através de aterros.

Mas como não basta só construir casa, sabe-se que é preciso dar-se estrutura, equipamentos sociais e culturais, a vila se transformou em  mais uma favela
Aeroclube. Avião decola no antigo Aeroporto de Manguinhos, próximo ao Instituto Oswaldo Cruz, ao lado da Avenida Brasil

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Continuando a falar da Lagoa




O terreno onde existiu a favela da Catacumba - hoje parque - foi ocupado por uma chácara durante todo século XIX e sua proprietária, a Baronesa Rodrigo de Freitas, transferiu a posse das terras para seus escravos.

Mas a explicação do nome Catacumba tem origem em tempos ainda mais remotos: o local foi usado, pelos índios, como cemitério. Daí veio o nome Favela das Catacumbas, que depois perdeu os s.No entanto, nunca houve confirmação sobre possíveis esqueletos encontrados na região.

Por volta de 1925, o Estado dividiu a Chácara das Catacumbas em 32 lotes e os primeiros barracos da futura favela começaram a ser erguidos ainda nos anos 30. Mas a explosão demográfica só aconteceu mesmo na década de 40, com a chegada de uma leva de migrantes vindos, principalmente, do estado do Maranhão.

A Catacumba tinha 15 acessos e cerca de 1.500 barracos, a maioria de madeira. Não existia serviço de água potável na comunidade. Para os moradores, o dia começava cedo nas 15 bicas públicas que existiam já perto do asfalto.

Por ali passava o ônibus elétrico da linha 16, Largo do Machado-Ipanema, via Copacabana (circular), no começo da década de 1960. Segue, abaixo, mais uma vez a foto da coleção Marcelo Almirante .








Seus moradores foram removidos para o conjunto habitacional do subúrbio, Guaporé-Quitungo.

Outra favela que margeava a Lagoa era a favela da Praia do Pinto.




foto- Arquivo Nacional / reprodução 


Considerada a maior favela horizontal de então, era formada por moradores que viviam no terreno da família Gomes de Mattos, correspondente à Chácara do Céu, na encosta do morro Dois Irmãos, por trás do Hotel Leblon.


Por volta de 1935, a Companhia de Terras do Leblon, de propriedade da família, loteou o terreno e transferiu os moradores para um sítio próximo à Lagoa e ao campo do Clube de Regatas do Flamengo, onde mais tarde também se juntaram migrantes nordestinos e tantas outras pessoas.


Com barracos de madeira e teto de zindo, sem higiene, conforto ou água, bichos soltos - porcos, galinhas - com dejetos correndo livremente por valas e sulcos cavados no solo do antigo areal, ali, na Praia do Pinto - anteriormente Praia do Zé do Pinto - a favela resistiu até 1969 quando, antes de sua remoção, desapareceu depois de um incêndio. No seu lugar foi erguido um conjunto de prédios, conhecido como Selva de Pedra, nome dado devido a uma novela da tv, à época de sua construção.


Duas curiosidades sobre a Lagoa:

. foi cenário de uma chachada:

Rico Ri à Toa, em1957, com Zé Trindade - e Violeta Ferraz, direção de Roberto Farias e música de Sivuca - como um motorista de táxi morador da Catacumba, que acha uma mala com milhões de cruzeiros e acaba mudando de vida. Só que não sabe que o dinheiro é de um assalto a banco.






. seria cenário de um projeto ousado:

Em 1935, o arquiteto Lucio Costa sugeriu ao Ministro da Educação, Cultura e Saúde Pública, Gustavo Capanema, a construção da Universidade do Brasil na própria Lagoa, em prédios flutuantes.
Não vingou!





terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Lagoa Rodrigo de Freitas em dois tempos



Com seus contornos verdes,
anterior às favelas e aos edifícios, depois da remoção.
Lindo espelho d´água .
Esse é o exato local em que existiu a favela da Catacumba.

À esquerda a curva do Calombo.


foto de Peter Fuss - anos 30


Foto- agência Globo - 1960

Lagoa, no tempo da favela da Praia do Pinto.

Atrás, à esquerda, o Clube Monte Líbano,
com seu janelão em arco .