Mostrando postagens com marcador chanchadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chanchadas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

E surgiu a Atlântida...


No dia 18 de setembro de 1941,
 a Atlântida Empresa Cinematográfica do Brasil, 
que criou a chanchada, 
foi fundada no Rio de Janeiro 
por Moacir Fenelon e José Carlos Burle.


Pra conhecer mais do gênero carioca de comédia, três clássicos inteiros para saborear!


Carnaval Atlântida - 1952






Matar ou Correr- 1954




É de Chuá - 1958







sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

No escurinho do cinema...carioca


Depois do carnaval e antes do ano começar pra valer,
 nada melhor que uma boa sessão de cinema.


Então... que tal assistir  BARNABÉ, TU ÉS MEU, 
comédia da Atlântida,
e o elenco clássico das chanchadas?
Barnabé Tu És Meu - Sebo Querelle

Oscarito (Barnabé)
Grande Otelo  (Abdula)

Fada Santoro(Zulema)

José Lewgoy  (Garcia)

Cyll Farney  (Mário)

Emilinha Borba (Rosita)

Renato Restier (Salomão)
Adelaide Chiozzo (Antonieta)
Pagano Sobrinho (Homem do pirulito)


Lançado em 1951, há 65 anos. 

UM CLÁSSICO!


parte 1




parte 2



parte 3



parte FINAL




ou se preferir, veja tudo de uma vez , ampliando
AQUI


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O carioca CARLOS MANGA

José Carlos Aranha Manga, ou simplesmente
CARLOS MANGA ,
o inovador da comédia no cinema brasileiro
aniversaria nesse mês de janeiro. 

85 anos.



Seu talento criou  as comédias que divertiram minha infância.

O humor sobre as coisas do cotidiano, a sátira  política, a música e os ídolos do momento eram os ingredientes que faziam a receita que deu certo. Tudo, claro, com o cenário desta nossa Cidade Maravilhosa.

Os filmes que Manga dirigiu ficaram para a História. O cineasta soube muito bem aproveitar o talento irresístivel de atores como Oscarito e Grande Otelo, que o ajudaram a fazer, de suas obras, clássicos do cinema brasileiro.

Apaixonado por cinema, Manga começou nos filmes como contra-regra, passou a assistente de montagem e de direção, depois diretor musical em filmes da Atlântida, o que o qualificou para a sua primeira empreitada como diretor e se tornou um dos mais destacados diretores, um dos criadores do gênero "chanchada".

Da imensa lista de sucessos, vale saborear alguns trechos de filmes clássicos da chanchada.

  • 1952 - Carnaval Atlântida (direção das cenas musicais)
  • 1952 - Amei um Bicheiro (assistente de direção)
  •  1953 - A Dupla do Barulho (roteiro, direção e montagem)
  • 1954 - Matar ou Correr (direção e montagem)
  • 1955 - Nem Sansão nem Dalila (direção e montagem)
  • 1955 - Colégio de Brotos (diretor e montador)
  • 1956 - Guerra ao Samba (direção e montagem)
  • 1956 - Vamos com Calma (roteiro, direção e montagem)
  • 1956 - O Golpe (roteiro e direção)
  • 1957 - Garotas e Samba (roteiro e direção)
  • 1957 - Papai Fanfarrão (direção)
  • 1957 - De Vento em Popa (direção)
  • 1958 - É a Maior (direção)
  • 1959 - O Homem do Sputnik (direção)
  • 1959 - Esse Milhão É Meu (direção)
  • 1960 - Quanto Mais Samba Melhor (direção)
  • 1960 - O Palhaço o que É? (direção)
  • 1960 - O Cupim (direção)
  • 1960 - Pintando o Sete (direção)
  • 1960 - Cacareco Vem Aí (roteiro e direção)
  • 1960 - Os Dois Ladrões (direção)
Um dos momentos antológicos da chanchada com Oscarito e  Eva Todor 


  • 1961 -  Entre Mulheres e Espiões (direção)
  • 1962 - As Sete Evas (direção)
  • 1974 - O Marginal (roteiro, produção e direção)
  • 1974 - Assim Era a Atlântida (roteiro e direção)
MAIS DIVERSÃO?

Então, assista, abaixo, na íntegra, Assim Era a Atlântida, uma criativa montagem, aproveitando o mote do sucesso americano That's Entertainment (Era uma vez em Hollywood)

Clique abaixo, (re)veja  e se divirta!

VIVA CARLOS MANGA!



reprodução do youtube

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Saudades da Atlântida...sempre!

No dia 18 de setembro de 1941, a Atlântida Empresa Cinematográfica do Brasil, que criou a chanchada, foi fundada no Rio de Janeiro por Moacir Fenelon e José Carlos Burle.


Abertura dos filmes da Atlântida, no cinema


Durante quase dois anos ela produziu somente cinejornais, o primeiro deles, o Atualidades Atlântida.

O primeiro grande sucesso da empresa, por incrível que pareça foi um drama, Moleque Tião , lançado em 1943, baseado na vida do ator Grande Otelo e por ele estrelado. Hoje, infelizmente, não existe nenhuma cópia do filme.

Aos poucos a linha dos filmes da produtora foi se modificando e ficando mais leves, trazendo o humor inocente e a influência dos musicais da Broadway.

Dois pontos foram importantes na trajetória da Atlântida: o filme Tristezas Não Pagam Dívidas, de 1944, quando Oscarito e Grande Otelo atuaram juntos pela primeira vez e a estréia de Watson Macedo, em 1945, que se transformou num dos grandes diretores da companhia.

Mas é com Este Mundo é um Pandeiro, de 1947, que a chanchada transforma-se na marca registrada da companhia. Nele, Watson Macedo delineia com grande precisão as características fundamentais das chanchadas como a paródia à cultura estrangeira, Hollywood em particular, e crítica às mazelas da vida pública e social do país.

Desse filme, consta a cena clássica em que Oscarito imita Rita Hayworth no fime Gilda.

Com a saída e Watson Macedo, estréia na Atlântida, em 1953, outro jovem diretor, Carlos Manga. Seu primeiro filme na companhia, A Dupla do Barulho, foi um grande sucesso.

E depois, vários outros vieram... Nem Sansão Nem Dalila, paródia do clássico Sansão e Dalila, de Cecil B. DeMille, Matar ou Correr, sátira do longa Matar ou Morrer, de Fred Zinnemann, famoso nos anos 50 pelo gênero faroeste; Carnaval Atlântida, uma brincadeira contando a história da produtora de um tal "Cecílio B. de Milho". Também curtimos Colégio de Brotos, De Vento em Popa - com Oscarito dançando rock´roll- , O Homem do Sputnik, Os Dois Ladrões, e a impagável "cena do espelho" com Oscarito imitando os trejeitos de Eva Todor e vários outros. A lista é longa: 66 filmes até 1962.

Cena do espelho em Os Dois Ladrões


Que bom que vi muitos e muitos deles. E revi vários!

Ah! filmes da Atlântida...
... de doces lembranças de Oscarito e Grande Otelo, Cyll Farney, Anselmo Duarte, Eliana, Fada Santoro, Adelaide Chiozzo, Sonia Mamede, José Lewgoy, Renato Restier, Jaime Filho, Violeta Ferraz, Zezé Macedo e várias estrelas de uma constelação especial que encantava minhas matinês de infância.

domingo, 11 de outubro de 2009

Recordações de Domingo

Há 50 anos, em 1959, na reta final das chanchadas era lançado mais um de seus clássicos:
o Homem do Sputnik





Mesmo sem os tradicionias números musicais, é uma divertida comédia - sob a sempre genial batuta do diretor Carlos Manga - que fala da "guerra-fria", com a crítica ao imperialismo norte-americano.

Através das peripécias de um homem simples que pensa que o satélite russo Sputnik caiu no telhado do galinheiro de sua casa ,e das perseguições por espiões de todos os tipos, damos boas gargalhadas até que a verdade venha à tona.

Com elenco primoroso- Oscarito, Cyll Farney ( também o produtor) , Zezé Macedo, Alberto Perez , Neide Aparecida , Hamilton Ferreira , Luis Gilberto Tozzi, Fregolente , Heloísa Helena , Grijó Sobrinho , Abel Pêra , Labanca, César Viola , Tutuca , Riva Blanche , Nestor de Montemar -teve ainda dois coadjuvantes especiais: Jô Soares, em sua primeira aparição no cinema e que nos créditos aparece como Joe , vivendo um espião americano; e Norma Benguell , então com 24 anos, uma clone de Brigite Bardot, em plena "era BB".


Eu já vi várias vezes. E você? Imperdível!

sábado, 10 de outubro de 2009

Dez anos sem Zezé Macedo...

Carlito de saia foi o apelido que recebeu de Oscarito e Grande Otelo, companheiros de impagáveis cenas de humor. De um tempo em que antes das tão aguardadas chanchadas da Atlântida, víamos notícias filmadas da semana, nas Atualidades Atlântida eos melhores do futebol no Canal 100 .
Zezé Macedo fez parte da troupe divertida que povoou minha infância, pois não perdia uma chanchada. Era quase sempre a arrumadeira, a camareira atrapalhada. Lembro, em especial, de uma cena do filme "De vento em popa", em que ela faz uma ricaça - das poucas vezes em que largou o companheiro espanador - e canta trechos de ópera com letras inventadas, junto com Oscarito. Sensacional!

No mesmo filme, em outra cena, com Heloisa HelenaFotos: reprodução/ internet


Zezé Macedo estreou no cinema em 1954, na fita "O Petróleo é Nosso",de Watson Macedo, atuou em quase cem filmes, e é, com certeza, um dos maiores mitos do cinema nacional.
A partir dos anos 80 viveu , na tv, as divertidíssimas " Biscoito" e "Dona Bela", essa na Escolinha do Professor Raimundo, onde repetia o o bordão "ele só pensa naquilo".

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Continuando a falar da Lagoa




O terreno onde existiu a favela da Catacumba - hoje parque - foi ocupado por uma chácara durante todo século XIX e sua proprietária, a Baronesa Rodrigo de Freitas, transferiu a posse das terras para seus escravos.

Mas a explicação do nome Catacumba tem origem em tempos ainda mais remotos: o local foi usado, pelos índios, como cemitério. Daí veio o nome Favela das Catacumbas, que depois perdeu os s.No entanto, nunca houve confirmação sobre possíveis esqueletos encontrados na região.

Por volta de 1925, o Estado dividiu a Chácara das Catacumbas em 32 lotes e os primeiros barracos da futura favela começaram a ser erguidos ainda nos anos 30. Mas a explosão demográfica só aconteceu mesmo na década de 40, com a chegada de uma leva de migrantes vindos, principalmente, do estado do Maranhão.

A Catacumba tinha 15 acessos e cerca de 1.500 barracos, a maioria de madeira. Não existia serviço de água potável na comunidade. Para os moradores, o dia começava cedo nas 15 bicas públicas que existiam já perto do asfalto.

Por ali passava o ônibus elétrico da linha 16, Largo do Machado-Ipanema, via Copacabana (circular), no começo da década de 1960. Segue, abaixo, mais uma vez a foto da coleção Marcelo Almirante .








Seus moradores foram removidos para o conjunto habitacional do subúrbio, Guaporé-Quitungo.

Outra favela que margeava a Lagoa era a favela da Praia do Pinto.




foto- Arquivo Nacional / reprodução 


Considerada a maior favela horizontal de então, era formada por moradores que viviam no terreno da família Gomes de Mattos, correspondente à Chácara do Céu, na encosta do morro Dois Irmãos, por trás do Hotel Leblon.


Por volta de 1935, a Companhia de Terras do Leblon, de propriedade da família, loteou o terreno e transferiu os moradores para um sítio próximo à Lagoa e ao campo do Clube de Regatas do Flamengo, onde mais tarde também se juntaram migrantes nordestinos e tantas outras pessoas.


Com barracos de madeira e teto de zindo, sem higiene, conforto ou água, bichos soltos - porcos, galinhas - com dejetos correndo livremente por valas e sulcos cavados no solo do antigo areal, ali, na Praia do Pinto - anteriormente Praia do Zé do Pinto - a favela resistiu até 1969 quando, antes de sua remoção, desapareceu depois de um incêndio. No seu lugar foi erguido um conjunto de prédios, conhecido como Selva de Pedra, nome dado devido a uma novela da tv, à época de sua construção.


Duas curiosidades sobre a Lagoa:

. foi cenário de uma chachada:

Rico Ri à Toa, em1957, com Zé Trindade - e Violeta Ferraz, direção de Roberto Farias e música de Sivuca - como um motorista de táxi morador da Catacumba, que acha uma mala com milhões de cruzeiros e acaba mudando de vida. Só que não sabe que o dinheiro é de um assalto a banco.






. seria cenário de um projeto ousado:

Em 1935, o arquiteto Lucio Costa sugeriu ao Ministro da Educação, Cultura e Saúde Pública, Gustavo Capanema, a construção da Universidade do Brasil na própria Lagoa, em prédios flutuantes.
Não vingou!