sábado, 17 de outubro de 2015

Rio, ontem como hoje...

ONTEM
Anos 1950, há 60 anos, engarrafamento como os atuais.




Centro da cidade. Avenida Nilo Peçanha nas imediações da Graça Aranha e Rio Branco.

Em tempo: apesar de tantos carros pretos, ainda não eram do ...UBER.



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Lagoa Rodrigo de Freitas

 Cinco curiosidades:
A origem do nome
Em 1598, a Coroa vendeu o engenho para Diogo de Amorim Soares, que o chamou de Engenho do Amorim. Em 1609, virou Engenho do Fagundes, seu genro.
Rodrigo de Freitas, um oficial de cavalaria, casou-se com a bisneta de Fagundes (ela com 35 anos, ele com 18) e, em 1712, o engenho passou a levar o nome dele.
Perdeu água
Devido aos aterramentos, a Lagoa perdeu quase a metade da sua área. Em 1809, seu espelho-d’água tinha 4,48 milhões de m². No século XX, com a construção do Jockey Club e o avanço da cidade para as bandas da Zona Sul, caiu para 2,3 milhões de m².
Chácara da Bica
Havia muitas chácaras, mas só uma ficava do lado esquerdo da Rua Jardim Botânico, e as terras dela avançavam sobre a Lagoa. Nesse local  se produzia o leite que abastecia as demais chácaras e, sobretudo, a população do bairro vizinho, Botafogo.


Chácara do Lage
O Parque Lage era uma dessas chácaras, comprada pela família em 1826. Um dos descendentes, o industrial Henrique Lage construiu, nos anos 1920, o atual palacete para a cantora lírica italiana Gabriella Besanzoni, com quem se casou. Em 1941, três dias antes de morrer, Henrique, que não tinha descendentes diretos, deixou o Parque Lage para a viúva. Só que, um ano depois, o Brasil declarou guerra ao Eixo, do qual fazia parte a Itália. E o governo Vargas, por não querer o império dos Lage nas mãos de uma italiana, confiscou tudo — um ano depois, as empresas já estavam falidas.
Campus da Lagoa
Em 1936, o arquiteto Lúcio Costa sugeriu a construção da Cidade Universitária da UFRJ em cima da... Lagoa! 
Os prédios, sobre as águas, teriam pontes entre si. O projeto foi rejeitado pelo “Escritório do plano da universidade”, que alegou dificuldades técnicas e alto custo.

Ainda bem!


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Mieli, o paulista com alma carioca

  Luiz Carlos D'Ugo Miele, ou simplesmente Mieli, foi uma figura emblemática, inovadora nos shows cariocas, na bossa-nova, na TV e que nos deixa no dia de hoje.






Em terras cariocas, desde 1959, conheceu o compositor Ronaldo Bôscoli, com quem formou a dupla Miele e Bôscoli, responsável pela direção e produção de diversos espetáculos, além de programas musicais em emissoras de televisão. 





Vale registrar 
programas musicais como 

"Noite de Gala" e "Cara & Coroa" (com Caymmi e Silvia Telles), na TV Rio; 

"Dois no Balanço" (jazz e bossa nova), "Se meu apartamento falasse" (com Cyl Farney e Odete Lara), "Rio Rei", "Os 7 Pecados" (com Fernando Barbosa Lima) e "Musical em Bossa 9", na TV Excélcior;  

"O Fino da Bossa", "Show em Simonal" e "Elis Especial", na TV Record; 

 "Alô Dolly", "Dick & Betty 17" (com Dick Farney e Betty Faria), "Fantástico" (direção musical), "Elis Especial", "Praça da Alegria", "Sandra & Miele", "Cem anos de espetáculo", "Viva Marília" e "Batalha dos Astros", além de festivais de música, na TV Globo.


espetáculos de artistas como 

Roberto Carlos, Elis Regina, Wilson Simonal, Sergio Mendes, Lennie Dale, Sarah Vaughan, 

Leny Andrade/Pery Ribeiro/Bossa 3 ("Gemini V"), 

Taiguara/Claudette Soares ("Primeiro Tempo 5x0"), 

Milton Nascimento/Marcos Valle/Joyce/Wanda Sá (Sucata, RJ), 

Agnaldo Timóteo, Joanna, Angela Maria/Lucinha Lins ("Spot Light"), 

Os Cariocas, Família Caymmi, Trio Irakitan/Rosana Tapajós (Beco das Garrafas, RJ), 

 Dzi Croquettes (Monsieur Pujol, RJ)


E muito mais coisa boa,  de quem esbanjava talento, criatividade e excelente bom humor.


VIVAS,

SEMPRE,

A MIELI!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Parabéns...Cristo Redentor!

84 anos!

sábado, 10 de outubro de 2015

Aterro do Flamengo, cinquentenário!

O destino da imensa área entre o Aeroporto Santos Dumont e a Avenida Rui Barbosa começou a ser traçado em 1952. 

Com o desmonte do Morro de Santo Antônio - derrubado para dar lugar à Avenida Chile, na região que hoje abriga os prédios da Petrobras e do BNDES - toneladas de entulho ficaram sem destinação. 

Surgiu então a ideia de usar esse material para aterrar a área entre o Museu de Arte Moderna e as proximidades da Praça Paris, onde aconteceria, em 1955, o Congresso Eucarístico Internacional. A transferência do entulho prosseguiria até 1958, com o aterramento chegando próximo ao Catete.


Praia do Flamengo, sem aterro


O descampado chamou a atenção de Lotta Macedo Soares, que convenceu o então governador Carlos Lacerda a abandonar a ideia de fazer uma via expressa à beira-mar, com quatro pistas e uma mureta, e construir ali uma versão carioca do Central Park. 

Foram dois anos para criar o conceito do parque e outros três na infraestrutura, que incluiu a construção de um emissário submarino e o aterramento com entulho da obra do Túnel Rebouças e areia do fundo da Baía de Guanabara (dragada com uma máquina semelhante à usada na abertura do Canal do Panamá).



Praça do Indio e ainda com os montes de terra, 1961

No fim das contas, o Rio ganhou uma área de lazer de 1,2 milhão de metros quadrados com quadras polivalentes, campos de futebol, playground, anfiteatro, pistas de skate e de aeromodelismo, restaurante e marina. Sem falar nas 11.600 árvores, de 190 espécies diferentes. 



Aterro do Flamengo recém inaugurado

Assinando isso tudo, uma espécie de who is who da arquitetura, urbanismo e paisagismo verde e amarelos: Afonso Reidy, Ethel Bauzer Medeiros, Jorge Moreira, Carlos Werneck de Carvalho, Sérgio Bernardes, Luiz Emygdio de Mello Filho e Hélio Mamede formaram o time inicial do Grupo de Trabalho para a Urbanização do Aterrado Glória-Flamengo. O ajardinamento foi encomendado a ninguém menos que Roberto Burle Marx.

Curiosamente, cerca de 40% do projeto tombado não estão prontos até hoje. 

A área do parque, que hoje se estende até o início da Praia de Botafogo, teria, por exemplo, duas bibliotecas, que nunca foram construídas. E a atual Marina da Glória seria apenas um atracadouro.

 A inauguração só aconteceria em 12 de outubro de 1965. 

Oficialmente, trata-se de dois parques: 
.  parque Brigadeiro Eduardo Gomes (do Aeroporto Santos Dumont até o Monumento aos Pracinhas) 

e o 

. parque Carlos Lacerda (do Monumento aos Pracinhas ao Túnel do Pasmado).