Mostrando postagens com marcador MPB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MPB. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de maio de 2021

ANIVERSARIANTE DE 8 MAIO

 BILLY BLANCO


Retratou a paisagem urbana 
e os personagens do dia a dia da cidade.

Com sua batida de violão própria, melodia delicada, e letras que flertavam com a crônica de costumes, Billy Blanco (William Blanco de Abrunhosa Trindade) compôs e marcou presença na MPB por seis décadas. 

Sambas deliciosos, criados sozinhos ou em parceria com pesos pesados como Baden Powell e Tom Jobim e uma escrita era cheia de personagens do imaginário carioca, como o bon vivant que era o típico “falso malandro de Copacabana”,  de Mocinho bonito”, gravação histórica de Doris Monteiro; o chamado à atenção pelo respeito nos “Estatutos da gafieira”, que o caricaturista do samba Jorge Veiga eternizou; ou o  infeliz que “não fala com pobre, não dá mão a preto nem carrega embrulho”, de “A banca do distinto”, um obra prima. Mas também autor de belas canções de amor.

Arquiteto de formação, gravou o seu nome na galeria dos grandes da nossa MPB , e se tornou... um paraense carioca da gema.


. A BANCA DO DISTINTO, gravação original de 1959 com Dolores Duran




. ESTATUTOS DA GAFIEIRA, gravação de 1957 com Jorge Veiga



MOCINHO BONITO, gravação de 1956 com Doris Monteiro




RIO DO MEU AMOR, gravação de 1970 com Wilson Simonal



. ENCONTRO COM A SAUDADE, gravação de Peri Ribeiro










sábado, 30 de janeiro de 2021

Sábado em Copacabana, um sucesso há 65 anos!

 Em janeiro de 1956, há 65 anos...

Dorival Caymmi lançava pela gravador ODEON, em 78rpm,  a canção SÁBADO EM COPACABANA. Essa composição, em parceria com Carlos Guinle, ao longo do tempo teve dezenas de gravações. 


Vamos passear por algumas delas, nesse sábado!


disco em 78 por Dorival Caymmi


LP Sambas, que tem a faixa Sábado em Copacabana




 Em 1951, Lúcio Alves apresenta sua versão da canção



  

Sylvia Telles lança a regravação de Sábado em Copacabana
em LP de1961, 
gravado nos Estados Unidos.




gravação de Dick Farney no LP de 1978




Os Cariocas, em show


Wanda Sá, em show


Zélia Duncan, LP de 2004

terça-feira, 22 de setembro de 2020

PRIMAVERA NO RIO...


 O grande Braguinha, 
bem falou nos seus versos 
sobre a primavera no Rio.

E surgiram várias regravações dessa linda marcha, em diferentes épocas.


. A gravação pioneira, de 1934, de Carmem Miranda.



. A gravação da cantora Marlene e também da cantora Emilinha Borba




. A atriz Eliana canta no filme da Atlântida, Sinfonia Carioca em 1955



. Dalva de Oliveira também gravou a canção



. E também a cantora Miúcha








quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Anos 60...Rua Jaceguai, 27, onde nasceu boa música!


A Rua Jaceguai, 27, perto da Praça Varnhagen, 
no tradicional bairro carioca da Tijuca, 
abrigou um imóvel de dois andares 
que se tornaria importante para a MPB.





Foi por lá que nasceu -  na casa do médico psiquiatra Aluízio Porto Carreiro de Miranda  e sua esposa Maria Ruth -  um movimento artístico-cultural no final dos anos 60:  o MAU, MOVIMENTO ARTÍSTICO UNIVERSITÁRIO.

Em torno de 1961, Aluízio -  instrumentista do Cassino da Urca (década de 1940) e da Rádio Mayrink Veiga, na década de 1950 -  começou reunindo antigos companheiros e a partir daí a fama da boa música foi-se estendendo.  O casal começou a fazer rodas de violão e de bate-papo, frequentadas por Bororó, Cartola, Donga, João do Vale e Nássara.

Não demorou muito para que as filhas adolescentes, Regina e Angela, passassem a convidar os amigos. E assim, a nova geração passou a se encontrar  por lá, tendo o próprio Aluizio ao violão.

A casa foi ficando superlotada, os violões passando de mão em mão, enquanto era servida batida de maracujá feita num panelão e distribuída pelos copos com concha de feijão. Em ambiente de descontração, as pessoas cantavam em coro, até mesmo músicas proibidas na época, como "Guantanamera" e "Canção do subdesenvolvido".


As reuniões, sempre às sextas-feiras. 




Eram saraus, com violões e cantoria espontânea, nas quais os compositores mostravam suas músicas uns aos outros, em clima de incentivo à criatividade. O movimento gerou os Festivais Jaceguai, do Instituto de Educação. 

Seus principais integrantes, à época ainda universitários, foram

Ivan Lins, Gonzaguinha, Aldir Blanc, César Costa Filho, Sílvio da Silva Júnior, Sidney Mattos, Cláudio Cartier, Otávio Bonfá, Márcio Proença, Paulo Emílio, Cláudio Tolomei, Marco Aurélio, Sidney Matos e Ivan Wrigg. 
 Costumavam aparecer também
Nelson Panicali, Eduardo Lages, Ricardo Pontes, Wanderley Cunha, Darcy de Paulo, Wagner, Paulo Assis Brasil, José Mauro, Rolando Begonha Faria, Lucinha Lins, Flávio Faria, Luna Messina, Suzana Machado, Célia Vaz, Léa Penteado,  Omar, Adilson Godoy e Sílvia Maria. 

Os principais nomes do movimento participaram do Festival Universitário (que no início estava associado à TV Tupi do Rio de Janeiro), no final dos anos 60, e que foi vitrine do movimento.

Desde o início, as composições dos membros do MAU não estavam presas a um estilo fixo, ou seja, havia uma independência entre os seus membros tanto nos campos da estética quanto da política.

No I Festival Universitário da Canção Popular,  da Tupi, as 3 canções classificadas dos membros do MAU refletiram esta diferença.


  • Uma toada  - “Pobreza por Pobreza” (Gonzaguinha), defendida pelo próprio autor, continha todos os principais elementos da canção de protesto, pois tratava das dificuldades do sertanejo nordestino.
  • Um samba - “Meu Tamborim” (César Costa Filho e Ronaldo Monteiro dos Santos), conseguiu o 3º lugar, defendida por Beth Carvalho


  • Um partido alto  -  “Até o Amanhecer” (Ivan Lins e Waldemar Correia dos Santos)  que obteve o 5º lugar , defendida por Ciro Monteiro. 


Apesar das 4 edições do festival da Tupi (1968-1971) obterem pouca penetração popular e serem alvo de comentários que questionavam a qualidade musical dos mesmos, o seu papel para a divulgação dos membros do MAU foi vital.

Na segunda edição, em 1969, Gonzaguinha obteve a primeira colocação com “O Trem”, uma toada de protesto que retrata o sofrimento dos trabalhadores rurais e urbanos e dos desempregados, mas que enfrentou uma vaia estrondosa quando foi anunciada como a vencedora.



A favorita foi  a vibrante ( e para a qual eu torci!) "Mirante" , de Cesar Costa Filho e Ronaldo Monteiro de Souza, defendida por Cesar Costa Filho e a cantora Maria Creuza.





Ainda em 1969, o MAU desponta no IV FIC, Festival Internacional da Canção, realizado pela Rede Globo. Silvio da Silva Jr. e Aldir Blanc concorreram com “Serra Acima”, interpretada pelos Três Morais, que chegou à final.

Todavia, César Costa Filho conquistou o 3º lugar com “Visão Geral”, composta em parceria com Ruy Maurity e Ronaldo Monteiro de Souza.

“A rosa prosa bela
vem na primavera
e o jornal da tela
noticia a guerra” 





No Festival Universitário da Tupi de 1970, segundo Aldir Blanc e Silvio da Silva Junior, surge a canção-síntese do MAU: “Amigo é para essas coisas”, na interpretação do grupo MPB 4 e 2º lugar no Festival.


Também, os grande intérpretes da nossa MPB passaram a defender músicas do MAU nos festivais e a gravar essas e outras composições inéditas do grupo. 

Além do Soul e do Pop, a grande sensação do V FIC, em 1970,  foi o MAU. Premiados com o 2º lugar  - “O Amor é o Meu País”, de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza -  e com 4º lugar  - “Um Abraço Terno em Você, viu Mãe” , de Gonzaguinha -  e da classificação de “Diva” , de Aldir Blanc e César Costa Filho, o MAU chamou a atenção da TV Globo e das gravadoras.


Rapidamente a Rede Globo tentou recuperar o gênero musical na televisão brasileira, que estava desgastado desde o final da década de 1960. A nova empreitada global, se chamaria “Som Livre Exportação”, com a produção e direção de Solano Ribeiro, Walter Lacet e Eduardo Athayde.

Em 03 de dezembro de 1970, “Som Livre Exportação” estreava no horário nobre das quintas-feiras.

Contudo, os índices de audiência dos 4 primeiros programas desanimaram. Focar o MAU e os novos nomes não foi o suficiente para garantir uma espetacular audiência.  O principal patrocinador, a SHELL, sugeriu a contratação de Elis Regina como apresentadora fixa ao lado de Ivan Lins.

No início de 1971, a Rede Globo e a CBD (Companhia Brasileira de Discos) passam a dar uma maior atenção a Ivan Lins em relação aos outros membros do MAU e ele se tornou a imagem do programa e  alvo dos críticos, que o acusavam de “produtor musical de massa”.  Ivan Lins tornou-se um músico calcado na televisão, principalmente com a introdução de suas composições nas novelas globais.




Seu primeiro Lp “Agora” (Forma, 1971) chegou ao primeiro lugar no IBOPE, atingindo a marca de 70.000 cópias vendidas e




“Madalena”, (Ronaldo Monteiro de Souza e Ivan Lins) interpretada por Elis Regina, despontou.



Na renovação de contratos, somente Ivan Lins, César Costa Filho e Gonzaguinha foram mantidos. Com isso, o desaparecimento do MAU era previsível. No final de fevereiro, Ivan Lins anunciou a sua saída do MAU. Além de alegar falta de tempo, Ivan Lins justificou a sua saída através de criticas ao posicionamento do MAU em relação ao repertório e ao sucesso comercial.

Mas não demorou muito : o “Som Livre Exportação” foi cancelado em agosto de 1971, após o rompimento do contrato entre a emissora e Ivan Lins.

Pouco mais tarde Aldir Blanc fez a mesma trajetória e vários outros. Saíram do MAU. Estava decretado o fim do movimento, dos jovens egressos da Jaceguai  que vestiam coletes azuis( como podem ver no vídeo acima com todos em torno do piano de Ivan Lins, no Maracanãzinho,  no FIC de 1970).



quinta-feira, 6 de agosto de 2020

80 anos de Paulo Sergio Valle


São cerca de 900 músicas letradas por ele, 
que são pérolas da nossa MPB. 
Vivas aos 80 anos 
do compositor 
Paulo Sérgio Valle!


Compositor Paulo Sergio Valle relembra em livro a noite em que ... Marcos E Paulo Sérgio Valle | Discografia | Discogs

Com o irmão Marcos Valle fez sua primeira composição que foi Sonho de Maria lançada, em 1963, pelo Tamba Trio. Em parceria com o irmão, fez , dentre outras, o clássico Samba de Verão (1964) - que alcançou o segundo lugar das paradas de sucesso, nos EUA, na gravação de Walter Wanderley e teve mais tarde cerca de 80 gravações diferentes nos EUA -   a linda Preciso aprender a ser só (1965), seguiu a toada do engajamento político com a canção de festival Viola enluarada (1968), propagou a filosofia hippie no samba Com mais de 30 (1970), sentenciou que negro é lindo no soul Black is beautiful (1971) .

Muita gente não sabe que, também, em parceria com Nelson Mota e Marcos Valle compôs o tema de Natal da TV Globo, Um novo tempo.









A partir da década de 1980, Paulo Sérgio Valle soube se adequar ao tom radiofônico das canções sentimentais produzidas em escala industrial para atender demanda das gravadoras para abastecer os repertórios dos artistas mais rentáveis dos elencos das companhias.


Nessa seara mais populista, Evidências (1989) – parceria com José Augusto – virou hit blockbuster quando foi gravada pela dupla Chitãozinho & Xororó em 1990 e, ao longo dos últimos 30 anos, se tornou standard da canção brasileira.


Sem pré-conceitos musicais, Paulo Sérgio Valle fez versos para músicas de

  • Michael Sullivan  -  Abandonada, sucesso de Fafá de Belém em 1996, 
  • Herbert Vianna  - Se eu não te amasse tanto assim e A lua Q eu te dei, baladas lançadas por Ivete Sangalo em 1999 e em 2000, respectivamente
  •  e Chico Roque, com quem assinou Essa tal liberdade – sucesso lançado em 1994 pelo grupo de pagode Só pra Contrariar – e Você me vira a cabeça (você me tira do sério), hit de Alcione a partir 2001.

A lista de parceiros também inclui Ed Wilson (1945 – 2010) com Prêntice (1956 – 2005) – parceiros de Paulo Sérgio em Aguenta coração (1990), um dos maiores sucessos de José Augusto.




sábado, 5 de outubro de 2019

O som carioca e marcante do "Mago do Pop"


Ele esteve presente durante quatro décadas na indústria da música pop nacional, mas não é um nome conhecido do grande público.

Fez arranjos de alguns dos maiores sucessos de Rita Lee, Gal Costa, Roberto Carlos, Tim Maia, Jorge Ben Jor, As Paquitas, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Lulu Santos, Angélica, Moraes Moreira, Sullivan e Massadas, Sandra de Sá, Marcos Valle e Xuxa, entre centenas de outros artistas.

Esse renomado maestro, arranjador, 
instrumentista, tecladista, 
produtor musical e compositor foi
Lincoln Olivetti.


Com seu talento e marca sonora, Lincoln Olivetti modernizou a música brasileira nas décadas de 1970 e 1980 e hoje, seus clássicos são recuperados e celebrados por DJs e público nas pistas de dança.

"Acima de rótulos, Lincoln Olivetti foi artista que manteve, ao longo da obra, alto padrão técnico de qualidade, perceptível no álbum"

Resultado de imagem para Lp Robson Jorge &Lincoln Olivetti


Gravou e lançou em 1982 com o músico carioca Robson Jorge (1954 – 1993), o Lp Robson Jorge & Lincoln Olivetti, e neste disco mostrou como fazer black music à moda brasileira dos anos 1980. Um disco considerado antológico, um ensinamento do mestre dos estúdios e dos teclados.




Lincoln hoje é unanimidade pelo legado deixado como arranjador, ofício no qual o artista mostrou genialidade ao orquestrar gravações de hits como

. Fim de tarde (Cláudia Telles, 1976)



. Lança perfume (Rita Lee , 1980)




. Festa do interior (Gal Costa, 1981)




. Banho de cheiro
(Elba Ramalho, 1983)




. Estrelar (Marcos Valle, 1983)






. Palco ( Gilberto Gil, 1981)



 . Leva  (Tim Maia, 1985)



 . Amor Perfeito (Roberto Carlos, 1986)




Também participou, como compositor ou intérprete, de trilhas sonoras de novelas de sucesso, como "Dancin' days" (1978), "Baila comigo" (1981) -  na qual tocou o tema de abertura ao lado de Robson Jorge - , "Mandala" (1987), "Feijão maravilha" (1979) e "Plumas e paetês" (1980).

Considerado um dos criadores da sonoridade do pop brasileiro dos anos 1970, colocava todo mundo num formato realmente internacional. Poucos músicos brasileiros, porém, sofreram tanta perseguição da crítica musical quanto Lincoln Olivetti, sendo acusado de "pasteurizar" a música brasileira e de colaborar com uma suposta queda de qualidade artística da MPB. É preciso contextualizar as críticas que ele recebia. Era um tempo  que a indústria do disco sofria uma grave crise no Brasil. Gravadoras cortavam seus elencos e despediam artistas a rodo. A discoteca dominava as paradas, e muitos artistas veteranos se sentiram desprestigiados.

 Após um período turbulento por causa da morte de seu parceiro musical, o guitarrista Robson Jorge, Lincoln Olivetti retomou a carreira em 1993.  Foi convencido a retomar os trabalhos pelo  DJ Memê e foi uma volta de gala com a gravação do álbum Assim Caminha a Humanidade, de Lulu Santos.  

 Ele viveu a serviço da música. 
Lincoln Olivetti faleceu no dia 13 de janeiro de 2015.

"Hoje em dia, se estivesse vivo, 
ele faria tudo de forma grandiosa. 
Iria colocar mais qualidade 
do que está tocando aí".
DJ Memê


CONFIRA um single inédito, com sua filha a Dj MARY OLIVETTI.

“You & Me”... Pai e filha em um encontro bonito.



quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

A Cara do Rio!



REMEXENDO NO BAU ...vale recordar

Essa composição de Tito Madi, 
que teve sua gravação original em 1964, 
há 55 anos, e
é a cara do RIO.

Resultado de imagem para TITO MADI BALANÇO ZONA SUL


CLIQUE AQUI!



quinta-feira, 13 de setembro de 2018

110 anos sem Machado de Assis


Nesse mês  de setembro relembramos  
110 anos sem Machado de Assis.


Remexendo no baú do blog...
vale revisitar a postagem que fala de um curioso encontro de Machado e outro ilustre carioca.





CLIQUE AQUI... E CURTA!




sexta-feira, 13 de julho de 2018

Se acaso você chegasse...sucesso desde 1938





Humor espontâneo e rápido. Assim o definiu o poeta Vinícius de Morais.
Esse foi Cyro Monteiro, carioquíssimo cantor de samba que se impôs pelo estilo espirituoso, alegre, sincopado, num tempo em que tinha de competir com os vozeirões, o que não era seu caso, e sempre com uma caixa de fósforos para marcar o ritmo.

Resultado de imagem para CIRO MONTEIRO

Morreu no mesmo dia de hoje, 13 de julho, há 45 anos, em 1973.
Seu maior sucesso surgiu em 1938, com o samba “Se acaso você chegasse”, de Lupicínio Rodrigues. 

A gravação de 1938




A regravação de 1966, com o auxílio luxuoso de Caçulinha e seu regional




REMEXENDO NO BAÚ...
No seu centenário em 2013, fiz um perfil aqui no blog. Vale a pena recordar.
Clique AQUI



sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Um lendário LP carioca


Homenagem do blog à nossa cantora maior Leny Andrade, pelo seu aniversário, nesse 26 de janeiro!


55 anos do lendário LP 
A ARTE MAIOR DE LENY ANDRADE,
o primeiro álbum gravado ao vivo no Brasil, 1963,
com um trio de feras:
tendo no piano, Tenório Júnior,
no contrabaixo, Zé Bicão,
e na bateria, Milton Banana.




Faixas

1.   Samba do Avião
2.   A Morte de um Deus de Sal
3.   Baiãozinho
4.   Amor de Nada
5.   Embalo
6.   Vai de Vez
7.   O Mar e o Amor
8.   Vivo Sonhando
9.   Consolação
10. Moça Flor
11. There Will Never Be Another You
12. Influência do Jazz


sábado, 30 de dezembro de 2017

A ROSA centenária de Pixinguinha

A valsa Rosa do mestre Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha, um primor tanto na versão original, sem letra, quanto na versão mais conhecida com letra de Otávio de Souza foi composta em 1917 e possui algumas curiosidades.

O título original era Evocação. E como manda a regra e a tradição do choro, a música foi composta em três partes. Mais tarde, recebeu letra apenas para primeira e segunda partes e foi gravada e regravada muitas vezes dessa forma.

Rosa e suas três partes

 

Aliás, a letra de Rosa é um capítulo à parte. Rebuscada, parnasiana e lindíssima foi composta pelo improvável Otávio de Souza. Otávio era um mecânico de profissão, morador do Engenho de Dentro e que morreu jovem e nunca compôs nada parecido com Rosa. Um compositor de uma única música, uma obra prima.
Conta a lenda que Otávio se aproximou de Pixinguinha enquanto o Mestre bebia em um bar do subúrbio carioca para falar que havia uma letra que não saía de sua cabeça toda vez que ouvia a valsa. Pixinguinha ouviu e ficou maravilhado.
A gravação clássica é a de  Orlando Silva que foi a responsável pela popularização de Rosa, com erro de concordância e tudo no trecho "sândalos dolente". Rosa era a canção preferida da mãe de Orlando Silva, Dona Balbina. Após sua morte, em 1968, Orlando Silva jamais voltou a cantar a canção pois sempre chorava.




O desafio de regravar  Rosa foi tentado por alguns intérpretes dentre eles Marisa Monte e Caetano Veloso.







domingo, 17 de dezembro de 2017

A linda e eterna música carioca

A linda composição de Tom Jobim  e Vinícius de Moraes, Estrada Branca, composta em 1958, ao longo de quase 60 anos - desde a primeira gravação com a divina Elizete Cardoso , também em 1958 - em interpretações maravilhosas.

Vale ouvir e muito! 
Para ouvidos exigentes!











AND LAST BUT NOT LEAST...


A ESPETACULAR VERSÃO INSTRUMENTAL...














segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Começando a semana...


... ao som da música do carioca 
João Nogueira

na lindíssima interpretação 
da nova voz da MPB,
Luiz Pié.







sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Dia Nacional da MPB


A MPB, 
nossa Música Popular Brasileira 
tem agora um dia oficial!


A data é 17 de outubro e a escolha é uma homenagem ao nascimento de Chiquinha Gonzaga,  a primeira compositora popular do Brasil.

Pra comemorar desde já, a canção carioca que é o retrato dessa época. De saudades dos tempos de paz, harmonia, belezas cuidadas; dos tempos em que se sabia ouvir, dos tempos em que se sabia ver e enxergar, dos tempos em que se sabia falar, uma canção de uma cidade, que como diz o poeta...o teu corpo inteiro precisa se regenerar ... e... ainda pode se salvar da cara dessa cidade de hoje.





sábado, 30 de setembro de 2017

Leny Andrade: encontro de bambas cariocas!





Maravilhosos encontros!









sábado, 23 de setembro de 2017

Wanda Sá Cantando o Rio...

Do excelente CD CÁ ENTRE NÓS,  Wandá Sá  
cantando o Rio...




Resultado de imagem para wanda sá cá entre nós


EM TEMPO EU TE AMO   de Carlos Lyra

SAMBA PEQUENO    de Dudu Falcão


Pra ouvir e curtir!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

RIO PRA OUVIR E ...CURTIR!





Pra ouvir e curtir a bela canção carioca NESTE MESMO LUGAR , de Klecius Caldas e Armando Cavalcanti, sucesso dos anos 1950 de Dalva de Oliveira, belamente revisitado por Simoninha.





domingo, 27 de agosto de 2017

O carioca Wilson das Neves...


Resultado de imagem para wilson das neves

...não foi pouca coisa, não!

Wilson das Neves acompanhou a pianista Carolina Cardoso de Menezes, tocou  com o pianista Eumir Deodato no conjunto Os Catedráticos, e com  Durval Ferreira no grupo Os Gatos.

Acompanhou artistas como Elis Regina, Egberto Gismonti, Wilson Simonal, Elizeth Cardoso, Roberto Carlos, Francis Hime, Taiguara.

Resultado de imagem para wilson das neves

Em 1975 participou da gravação dos emblemáticos discos Lugar Comum, do músico João Donato; Meu Primeiro Amor, da cantora Nara Leão e tocou timbales no clássico África Brasil, de Jorge Ben.

Figura presente no samba, o baterista tocou ao lado de grandes nomes do gênero como João Nogueira, Beth Carvalho, Cartola, Nelson Cavaquinho, Clara Nunes, Roberto Ribeiro, dentre outros.

Era " imperiano", onde marcava presença tocando tamborim na bateria da Império Serrano.



Resultado de imagem para wilson das neves
Como compositor, foi parceiro de Aldir Blanc, Paulo Cesar Pinheiro, Nei Lopes, Ivor Lancellotti, Moacyr Luz e Chico Buarque, com quem tocava desde 1982.

Em mais de cinquenta anos de carreira como baterista, participou de mais de 600 gravações, pra nosso deleite.











RIP,
grande Wilson das Neves!


sábado, 19 de agosto de 2017

O piano vibrante de Pedrinho Mattar



Há quinze anos atrás, mais ou menos, uma tarde tocou meu telefone e do outro lado uma voz perguntou
“ É Beth?”. 
Sem reconhecer a voz, respondi
“ É ela”.
Efusivamente ouvi
“ Oi, é Pedrinho Mattar. Tudo bem com você?”.

Refeita da surpresa, bati um longo e simpático papo com alguém que não conhecia -  nem ele me conhecia –mas que um livro meu sobre a Confeitaria Colombo, recém-lançado, nos aproximou. Até o divulgou, simpaticamente, em seu programa “Pianíssimo” .

E o elegi naquela tarde meu mais recente amigo.

Pianista excepcional, o pianista da Bossa-Nova de São Paulo que fez sucesso no Rio, Pedrinho Mattar com seu estilo próprio de muitas notas, se fez admirado e copiado por seus arranjos fortes, alegres, e com um repertório de extremo bom-gosto.

Ele nos deixou em 2007 e nesse fim de semana, meu amigo Pedrinho Mattar faria 81 anos. Saudades!


Lps raros e preciosidades  de 1963, 1964 e 1965, com clássicos da Bossa Nova. Vale buscar e ouvir!


       


Pra recordar e matar as saudades, algumas músicas com seu mágico piano.







Mais Pedrinho Mattar...AQUI

terça-feira, 13 de junho de 2017

Roupa Nova, banda carioca nascida nos anos 80

Sucesso de 1987,
há 30 anos,
VOLTA PRA MIM
pra recordar e ouvir!