sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O comércio carioca


O Rio de Janeiro como capital federal detinha a primazia dos negócios. E um grupo de empresários cariocas após longas conversas em almoços decidiu constituir um Clube que viesse reunir esforços no tocante ao crediário, a prazos longos e preços atrativos.
No dia 7 de novembro de 1955, em uma reunião-almoço realizada no restaurante do Magazine Mesbla, efetivou-se a criação do Clube de Diretores de Lojas a Varejo do Rio de Janeiro, hoje Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro.

Os fundadores foram a Exposição Modas S/A, Agostinho S/A – O Camiseiro, Casa Barbosa Freitas de Tecidos Ltda., Casa José Silva Confecções S/A, Casa Neno S/A Importação e Comércio, Companhia Brasileira de Roupas, Galeria Carioca de Modas S/A, J. Segadaes, Mesbla S/A, Ponto Frio S/A e Tavares Carvalho Roupas S/A.
A única empresa pioneira existente até hoje é o Ponto Frio, mesmo assim só no nome, pois já foi vendido e incorporado a um conglomerado de outras empresas.
Vale recordar uma dessas lojas pioneiras



Que até já praticava a política dos 9 , dos dias atuais




quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Novidades nos anos 50...


A marca carioca EUCALOL lança o creme dental.




sexta-feira, 23 de outubro de 2015

No Rio, o primeiro jornal feminino do Brasil


O ano de 1808 marca o início da imprensa no Brasil, mas até meados do século XIX só surgiam, pelo país, jornais organizados por homens com conteúdo, em geral, voltados ao público masculino.

Apenas em 1852 surgiu o JORNAL DAS SENHORAS, periódico organizado e dirigido por mulheres no Brasil, publicado na cidade do Rio de Janeiro entre os anos de 1852 e 1855.

A Corte, capital do Império, em meados do século XIX, passou por um remodelamento espacial. Com o excedente de capital resultante do fim do tráfico negreiro, houve a implantação do sistema de esgotos e da iluminação a gás e, com isso, surgiram novas formas de sociabilidade para as mulheres e crianças. As famílias de elite passaram a frequentar o Passeio Público, a rua do Ouvidor, onde havia confeitarias e lojas elegantes. Nesse contexto, o Jornal das Senhoras, propiciava às mulheres lerem folhetins franceses, como "A Dama das Camélias", de Alexandre Dumas, tocar partituras de piano, ter acesso a figurinos de moda franceses e debater a emancipação moral da mulher mediante a educação.

A criadora e primeira diretora do JORNAL DAS SENHORAS foi a argentina Joanna Paula  Manso de Noronha, que permaneceu seis meses na direção e depois  a deixou para Violante Atalipa Ximenes de Bivare Vellasco, sua colaboradora.  Defensora da inteligência feminina, Joanna queria convencer a todos de que "Deus deu à mulher uma alma e a fez igual ao homem e sua companheira".

Apesar de não ter atingido toda a sociedade carioca o JORNAL DAS SENHORAS deixou sua marca. A marca de redatoras que contestavam o domínio masculino na direção dos veículos de imprensa, com linguagem intimista buscando a aproximação das leitoras, e que embora ainda receosas com a liberdade imposta pelo jornal, a marca de mulheres que participavam do jornal mandando artigos anônimos ou usando nomes falsos.   

Pioneiro o JORNAL DAS SENHORAS sofreu oposição mesmo na capital do país. Foi alvo de críticas de ambos os sexos e encerrou suas edições em 1855, três anos após a sua fundação.

A última edição do JORNAL DAS SENHORAS foi em 30 de dezembro de 1855, que tinha o informe



“ apenas uma parada, que julgamos necessaria,
no próximo anno de 1856;
e com o favor de Deus
o Jornal das Senhoras reapparecerá em 1857"


O jornal não voltou e apesar do pouco tempo de duração foi significativo para a sociedade carioca, influenciando os costumes, com características culturais de outros países e possibilitando novas experiências. As redatoras buscaram questionar o papel das mulheres em sociedade e ao mesmo tempo expor valores que eram entendidos como os melhores a serem vivenciados no país.

O JORNAL DAS SENHORAS esteve à frente do seu tempo propondo uma emancipação moral e intelectual da mulher, destacando a importância da sua educação e criticando a ideia de que a mulher era propriedade masculina.


Vale muito a pena passear pelas edições, que estão disponibilizadas na Hemeroteca da Biblioteca Nacional.



EM TEMPO:  agradecemos ao amigo leitor do blog Vitor Floresta de Miranda. que sugeriu o tema.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Dia do Comércio... a história no Rio


Hoje é meio feriado no Rio. Dia do Comércio. 


O comércio do Rio sempre foi empreendedor e despontou como inovador e  lançador de produtos, serviços, moda e modismos.

Interessante livroImpressões do Brazil no Seculo Vinte, editada em 1913 e impresso na Inglaterra por Lloyd's Greater Britain Publishing Company, Ltd., com 1.080 páginas, nos revela um panorama do comércio carioca de então.

Aqui destacamos um trecho que nos fala de um expoente de então, a Alfaiataria Almeida Rabello,  na rua Uruguaiana, cujo proprietário Luiz Almeida Rabello é destaque no
Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro - 1891 a 1940 







"Almeida Rabello  

Esta firma individual, proprietária duma das principais alfaiatarias do Rio de Janeiro, foi fundada em 1885 com o título acima. O estabelecimento, que principiou em pequena escala, foi se desenvolvendo continuamente e hoje ocupa 7 cortadores, que trabalham sob a direção do proprietário, e 80 alfaiates em suas oficinas, dando ainda trabalho para fora a cerca de 100 pessoas.Produz mensalmente cerca de 700 peças de roupa, distribuídas entre a sua vasta freguesia, que abrange o presidente da República, os ministros e homens da mais alta posição no Brasil.O sr. Almeida Rabello acaba de inaugurar uma sucursal do seu estabelecimento para a venda de chapéus, camisas e roupa branca para homem, tudo importado dos mais afamados centros da Europa, o que também se dá com toda a sorte de fazendas e material diverso em uso na sua alfaiataria, que são recebidos diretamente das manufaturas. O estabelecimento fica situado no centro da cidade, num magnífico edifício de quatro andares, de construção moderna e bela arquitetura, propriedade do sr. Almeida Rabello.
O sr. Almeida Rabello nasceu em Vizeu, Beira Alta, Portugal, em 1863. Veio para o Brasil em 1880, e esteve empregado nas principais alfaiatarias do Rio de Janeiro até 1885, ano em que, como dissemos, fundou o seu estabelecimento. O sr. Almeida Rabello superintende e dirige a sua casa comercial. Além do edifício em que funciona esse estabelecimento, possui sete propriedades diversas. É sócio benemérito da Sociedade de Beneficência Portuguesa, do Gabinete Português de Leitura, da Caixa de Socorros D. Pedro V, da Irmandade da Candelária etc."

"Começa por elegantizar-se a si próprio,
 trocando a tesoura de uma modesta alfaiataria, no Méier,
 que é a que Viriato Correia lhe corta as roupas, 
pela do Almeida Rabelo,
grande Alfaiate, à rua do Ouvidor..."  
 

        Luiz Edmundo, em Rio de Janeiro do Meu Tempo


sábado, 17 de outubro de 2015

Rio, ontem como hoje...

ONTEM
Anos 1950, há 60 anos, engarrafamento como os atuais.




Centro da cidade. Avenida Nilo Peçanha nas imediações da Graça Aranha e Rio Branco.

Em tempo: apesar de tantos carros pretos, ainda não eram do ...UBER.