quarta-feira, 17 de maio de 2017

E por falar em Yolanda...


... Curiosidades cariocas, que valem a pena recordar, em tempos em que o nome Yolanda alcança as manchetes.


“Eu quero a loura infernal”. Assim se pedia Yolanda, um dos cigarros de maior popularidade do início do século passado, à venda naqueles botequins.

A “loura infernal” era a musa  inspiradora  -  a artista e modelo Yolanda D’Alencar -  do jovem imigrante português Albino Souza Cruz, fundador da Souza Cruz, que colocou em funcionamento a primeira máquina do Brasil a produzir cigarros já enrolados em papel.


Pouco se sabe sobre a artista Yolanda , mas as fotos mostram muito, pois ela chegou a posar nua para o rótulo do cigarro. Talvez o nu mais antigo da propaganda brasileira.

A loura infernal foi um grande sucesso, e muitas compositores a citaram em diversas músicas. E seu nome ficou famoso durante três décadas.

O cigarro Yolanda, lançado em 1915 permaneceu no mercado por 40 anos.

Na revista da Souza Cruz, exemplar número 2, o Papai Noel lança os cigarros Yolanda. O bom velhinho confere com malicia, ajeitando os óculos.





 
primeira embalagem com a nudez ousada de Yolanda

  

embalagens dos anos 20 e 30   


  
última embalagem  do cigarro, anos 50


A popularidade dos cigarros Yolanda era tão grande que apareceu na literatura. Pedro Nava os citou em seus livros Balão Cativo



e Beira-Mar  








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