terça-feira, 30 de maio de 2017

Os guarda-vidas cariocas ... agora centenários.


O serviço de salvamentos no Rio 
foi oficializado no dia 1º de junho de 1917


O  hábito de ir à praia popularizou-se e então prefeito Amaro Cavalcanti ( foto abaixo) inaugurou os seis primeiros postos de Copacabana. Um fato foi importante para esse cuidado: o afogamento do jovem Mauricio França, filho de um famoso industrial da cidade, em Copacabana,que recebera grande destaque na imprensa carioca.

A procura pelo mar de Copacabana foi tão grande que o prefeito decretou regras para seu uso, com horário e vestimentas -  Decreto N. 1.143 - e o nome praia de Copacabana foi reconhecido em decreto.

Nas primeiras décadas do século XX, o poder público e a iniciativa privada percebem o potencial turístico da Praia de Copacabana. Como os afogamentos eram uma ameaça temida, o serviço de salvamento tornou-se uma prioridade no projeto de fazer da praia um cartão-postal.

Imagem relacionadaAmaro Cavalcanti em 12 de janeiro de 1917 foi nomeado prefeito da cidade do Rio de Janeiro, quando esta ainda era o Distrito Federal. Governou de 15 de janeiro de 1917 a 15 de novembro de 1918, data em que foi nomeado ministro de Estado da Fazenda, pelo então presidente Delfim Moreira.

Os seis primeiros postos de Copacabana foram postos de observação para evitar afogamentos dos banhistas, altos postes de madeira com plataforma gradeadas no topo. Esses seis postos de salvamento instalados ao longo da Praia de Copacabana, numerados a partir do Leme em direção do Forte de Copacabana, tiveram grande importância para o bairro, pois serviram com referência aos logradouros existentes nas suas proximidades.

Ao longo das décadas os postos de salvamento sofreram modificações, adaptando-os às necessidades do serviço de salvamento e agregando outras estruturas para os banhistas.


A primeira geração de guarda-vidas de Copacabana foi muito bem recebida pelos moradores. Apesar de parcamente remunerados pela prefeitura , eles desfrutavam de alto prestígio na praia.

Personagens como o popular Isidro Pacheco Soares, Edu e China tornaram-se parte do folclore das areias do bairro e muito antes do pessoal da bossa-nova e surfistas, foram os protótipos do galã praiano carioca.


Isidro Pacheco Soares, "o life-saver" mais popular da praia

Ao longo das décadas, o termo salva-vida acabou sendo substituído oficialmente por guarda-vida e o serviço passou para a alçada militar, para o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo dados da corporação atualmente são quase mil guarda-vidas na orla carioca.





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