terça-feira, 2 de julho de 2019

2 de julho, Dia do Bombeiro


Pra homenagear a data 
vamos falar do bonito lado musical da instituição,
 que começou com 
o maestro Anacleto de Medeiros.

Compositor e regente, o maestro Anacleto de Medeiros (1866-1907) adaptou, em pauta e em disco, o sincopado buliçoso do maxixe, o melodismo fluente da modinha e o timbre grave e brejeiro do violão à linguagem das bandas de música. Sem dúvida, sua capacidade inventiva estará registrada na memória da música brasileira pelo balanço de seus ritmos, expressividade de suas melodias e requinte de seus arranjos. Aliás, suas obras serviram até de inspiração para outros compositores.

Foi um dos maiores compositores de choro de todos os tempos.

Sua vocação musical e seu talento profissional legaram ainda à posteridade um dos patrimônios históricos e culturais mais representativos da música brasileira: a Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

Organizada em 1896, com a seguinte ressalva: “sem ônus para os cofres públicos”, esse conjunto musical teve que contar com a ajuda financeira de comerciantes e empresários em seus primeiros anos, conforme averiguamos nos jornais da época. Mesmo assim, logo alcançou prestígio no cenário musical carioca, pois foi uma das primeiras bandas militares convidada para gravar discos no Brasil.

O Catálogo da Casa Edson de 1902 está repleto de gravações com esses gêneros musicais, “executadas pela Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro sob a regência de seu mestre, maestro Anacleto de Medeiros”
Apesar de toda essa contribuição significativa à música brasileira, a verdade é que seus dados biográficos ainda são muito escassos e dispersos.

Anacleto nasceu em Paquetá a 13 de julho de 1866. Com alguns músicos da extinta banda de Paquetá fundou o ‘Recreio Musical Paquetaense’. Convidado em 1896, pelo tenente-coronel Eugênio Jardim, que era, então, comandante interino do Corpo de Bombeiros, para dirigir a banda de música, dedicou todos os seus esforços no aprimoramento da referida organização. Carlos Gomes quando esteve hospedado na ilha de Paquetá, era incansável em elogiar o talento musical de ‘seu caboclo’, como o tratava, o grande maestro.

Compôs o dobrado Jubileu, oferecido ao Corpo de Bombeiros no ano de seu jubileu de ouro, em 1906.

Durante seus dez anos de comando (1896-1906), Anacleto de Medeiros arregimentou músicos famosos no cenário musical da época, contribuindo efetivamente para que a sonoridade ríspida e marcial das bandas de música ganhasse um colorido suave e fluente. À frente da banda gravou os discos pioneiros no Brasil.

Infelizmente, no dia 14 de agosto de 1907, a notícia de seu falecimento, vitimado por um colapso cardíaco, interrompeu, de maneira abrupta, sua carreira musical.





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