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domingo, 6 de agosto de 2017

Edifício Marajoara, art déco carioca



Edifício Marajoara localizado na Rua Prudente de Morais nº 814, em Ipanema é um belo exemplar do ART DÉCO na arquitetura carioca.




Projetado pelo arquiteto Alcides Cotia teve sua construção iniciada nos primeiros anos da década de 1940. Na época, em meio à segunda guerra mundial, o prédio acabou ganhando um abrigo antiaéreo em seu subsolo, que hoje é usado como depósito. Em 1945 os moradores começaram a ocupar os 32 apartamentos de três quartos, distribuídos em oito andares. O grande destaque dessa construção, que já foi a mais alta do bairro, é a inspiração marajoara espalhada pela fachada, entrada e até no nome do prédio.

Resultado de imagem para Fernando Ferreira Botelho, o dodô do Flamengo
Dentre eles está Fernando Ferreira Botelho, também conhecido como Dodô, o primeiro goleiro profissional do time do Flamengo, na década de 1930. Nascido em três de março de 1913, ele vive no mesmo imóvel há 72 anos. Quando ele encerrou a carreira o Flamengo lhe pagou uma indenização, que quitou cerca de 65% do valor do imóvel. Nessa época, segundo Dodô, o Marajoara, tinha vista até da Avenida Niemeyer.


Portão de ferro e vidro e lindas faixas trabalhadas em baixo relevo, com motivos que nos remetem a um grafismo de espírito indígena marajoara; corrimão em ferro

Nos fundos do Edifício Marajoara, a circulação de ar é completa por se tratar de uma construção feita em centro de terreno. Ao fundo temos o mar de Ipanema entre os prédios!

As janelas têm venezianas e sob os vãos das janelas aparecem lindas faixas trabalhadas em baixo relevo, com motivos que nos remetem a um grafismo de espírito indígena marajoara.


  

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Achados arqueológicos do Centro do Rio

As obras de modernização da cidade do Rio,
ao mesmo tempo que constroem  o futuro,
revelam o rico passado da história da cidade.

 As escavações em vários sítios  nos mostram isso.

Cais do Valongo

Considerado um dos mais ricos e completos acervos sobre negros escravos já descoberto no mundo, o material recolhido no Cais do Valongo ajuda a contar a história da escravidão no Brasil. Foram encontradas centenas de milhares de peças, entre objetos das classes dominantes (faianças e peças de adorno) e aqueles associados aos escravos (cachimbos, aneis de piaçava, seixos e conchas. Na primeira etapa do estudo, foram contabilizados 325 mil itens, mas ainda há material para ser catalogado e contabilizado. Foi escavada uma área em torno de 4.000 metros quadrados.


Sítio das Marrecas

Nos arredores das ruas Evaristo da Veiga e Marrecas, no Centro do Rio foram encontrados os alicerces do Hospício de Jerusalém, que pertenceu aos padres da Terra Santa e existiu no século XVIII, a partir de 1733. Próximo a um dos alicerces, foi encontrada uma área com cerâmicas indígenas tupis-guaranis e ossos de animais e conchas de moluscos, além de grande concentração de carvões, faianças portuguesas, porcelanas chinesas e telhas coloniais. Também foram recolhidos objetos de africanos escravizados, como defumadores de cerâmica. Para os arqueólogos, os achados são uma evidência de que os grupos formadores da população carioca - índios, negros e brancos – interagiram em um mesmo espaço nos primeiros séculos da colonização.


Rua Primeiro de Março

Há fortes indícios de que a primeira casa que existiu no terreno tenha pertencido a Manuel de Brito, nobre português que chegou ao Brasil com Estácio de Sá, fundador da cidade. A partir do século XVII, a área original foi dividida em lotes menores, passando a compor um quarteirão. Em frente ao prédio dos Correios há marcas de estacas das casas de estuque do século XVI, estruturas construídas de casas do século XVII, cachimbos nativos e africanos, faianças portuguesas e espanholas dos séculos XVI, XVII e XVIII, fragmentos de potes afrobrasileiros e europeus, balas de canhão e cerâmica nativa. 

Igreja de Santo Antônio e entorno

Num quarteirão de 100 metros quadrados, com três áreas, as escavações revelaram não apenas os hábitos de consumo dos moradores e comerciantes que habitaram aquele pedaço da cidade, mas a própria ocupação urbana. Naquela área, foram feitos muitos aterros de ruas. Foi encontrado o piso e parte das fundações da antiga igreja, de 1811. Ossadas de 226 pessoas enterradas no antigo cemitério, além de moedas do século XIX, ossos de boi, garrafas e vidros de perfumes e de elixir e faianças.


Cine Plaza

Ao iniciar o trabalho na área do antigo Cine Plaza (construído na década de 1930 e fechado desde os anos 1980), as equipes surpreenderam-se ao achar as estruturas de um imóvel. Pelos registros históricos, concluíram que se trata dos alicerces do Palacete de Antônio Araújo de Azevedo (1754-1817), primeiro conde da Barca. O imóvel foi construído em 1811 e demolido em 1937, após um incêndio. Ele veio para o Brasil na esquadra que transportou a família real. Ao desembarcar no Rio, o conde trouxe na Nau Medusa sua livraria, mais tarde adquirida pela Biblioteca Nacional; uma tipografia completa, que deu origem à Imprensa Régia; uma rica coleção mineralógica; além de instrumentos para estudo de química. Ele se instalou na Ilha Larga d’Ajuda 42, hoje Rua do Passeio, onde montou um laboratório de química.



É a cidade redescobrindo sua origem.

 

 Fonte:  GLOBO on line

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Achados arqueológicos no Rio

Escavações no
Sítio Arqueológico Matadouro Imperial

revelam preciosidades

São quase 200 mil objetos e fragmentos achados. Uma preciosidade histórica a estudar.
É a cidade enterrada sendo redescoberta.
São muitos os objetos que resistiram em profundidades de 50 centímetros a três metros.

Relevante é  a área exata onde funcionou, entre 1853 e 1881, o Matadouro Imperial, local oficial de abate do gado que abastecia a cidade.

QUE TAL?
Tudo para “limpar e conservar os dentes e as gengivas”, diz uma embalagem, e “free from acid” (livre de ácido).
Recipientes de pasta de dentes feitos em louça.


O design anatômico, abaixo,  lembra as escovas de dentes vendidas nas farmácias. No lugar do plástico e das cerdas macias, porém, marfim cuidadosamente esculpido e espaços para tufos de pelo de porco. No cabo, uma inusitada inscrição em francês: “S M L’Empereur du Brésil” (sua majestade o imperador do Brasil).
A cerda de pelo de porco se perdeu, mas a escova sobrou .

O item de higiene bucal e imperial muito provavelmente foi usado por dom Pedro II. Estava guardado há mais de um século no subterrâneo do terreno atrás da antiga Estação Leopoldina, no Centro.


Caixa de fósforo
Outro recipinete de pasta de dente

Como não havia coleta de lixo, moradores cavavam buracos em seus quintais para enterrar resíduos. Quando não existia espaço no terreno, outros pontos eram escolhidos, em geral os baixos, que precisavam de aterro. Foi o caso da região conhecida hoje como Leopoldina, que já foi ocupada até por índios temiminós liderados por Arariboia antes de serem levados para Niterói no século XVI.

 A região entre a Cidade Nova e São Cristóvão era muito suscetível a alagamentos antes dos vários aterros feitos ao longo do século XIX. Quando dom João VI foi para o palácio de São Cristóvão, atual Museu Nacional, a solução foi criar um aterro, já que existia um grande pântano do Centro até lá.

Esse alagado o incomodava. Em princípio era um passadiço, que virou rua e depois o chamado Caminho das Lanternas.


Algumas maravilhas de outros tempos, agora redescobertos.

Fonte:
O Globo , MetroRio