sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um novo astro carioca se lançava há 50 anos

Capa do LP


O cantor carioca Miltinho, nome artístico de Milton Santos de Almeida, se lançou no Rio de Janeiro, com o LP solo "Um Novo Astro", há 50 anos, em 1960, com sua voz marcante, anasalada e ritmo diferenciado.

Desde a década de 40 já havia participado como ritmista e vocalista de importantes grupos musicais, como Namorados da Lua, Anjos do Inferno e Quatro Ases e Um Coringa. e também entre 1950 e 1957 tinha sido crooner da Orquestra Tabajara, de Severino Araújo e do grupo Milionários do Ritmo, de Djalma Ferreira. Mas esse LP sedimentou, definitivamente, sua carreira.


Seu maior sucesso foi a composição de Luiz Antônio, "Mulher de Trinta".

Nesse LP, também outras faixas que foram grandes sucessos:
Ri – (Luiz Antonio)
Idéias Erradas – (Dolores Duran & J. Ribamar)
Teimoso – (Luis Bandeira & Ari Monteiro)
Menina Moça – (Luiz Antonio)
Ultimatum – (Alcebíades Nogueira & Waldemar Gomes)
Triste Fim – (Carlos Sant’anna & Jaime Storino)
Fechei a Porta – (Sebastião Motta & Ferreira Dos Santos)
Você Só Você – (Waldemar Gomes & Luis Bandeira)
Fica Comigo – (Luis Antonio)
Volta – (Luis Antonio)
Eu e O Rio – (Luis Antonio)


Ouça Eu e O Rio em recente gravação junto com Emílio Santiago.

Este disco todo pode ser buscado AQUI!


domingo, 29 de agosto de 2010

Amigo da Onça, ontem como hoje

A charge, abaixo, de 50 anos atrás - 1960 - do AMIGO DA ONÇA, no traço do genial Péricles, já retrata com muito bom humor o que dá vontade de fazer, hoje, com tanto candidato desqualificado.



Nossa lembrança saudosa da sátira,
ironia e crítica inteligente de costumes de
Péricles de Andrade Maranhão,
aniversariante desse mês de agosto.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pelas esquinas cariocas...

Esquina da Rua do Catete com Rua Benjamim Constant
(Antiga Rua Santa Isabel até 1891, quando mudou de nome)

Foto: Fanfulla, 1905

O endereço era Rua da Glória nº 100, onde foi construído o Palacete Bahia.


O Palacete pertenceu ao nobre Manuel Lopes Pereira Bahia, o Barão do Meriti, que o havia legado à sua filha Maria Carolina, então casada com o Marquês de Abrantes, Secretário dos Negócios Estrangeiros de 1862 a 1864. Algum tempo depois da morte do Marquês, em 1864, Maria Carolina casou-se com o médico Joaquim de Araújo e Silva, Barão do Catete, pelo Brasil, e Visconde de Silva, por Portugal.


Em outubro de 1869, o palacete foi alugado para a chancelaria brasileira, passando a funcionar ali a Secretaria dos Negócios Estrangeiros e, de 1891 a 1899, já com a denominação de Ministério das Relações Exteriores. Da Glória foram dirigidos os destinos da nossa diplomacia.

O prédio principal era fronteiro ao atual Largo da Glória, havendo na área extensos jardins e outras dependências. Com a expansão dos serviços diplomáticos, em janeiro de 1899 houve a transferência para o Palácio Itamaraty, na Avenida Marechal Floriano, comprado pelo governo aos herdeiros do Conde de Itamaraty, Francisco José da Rocha.


Após a saída da Secretaria, o Palacete Bahia foi ocupado pelo English Hotel, que existiu até 1908, quando foi demolido o prédio. Entre 1915 e 1918 o terreno recebeu a construção do Palácio Episcopal da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o Palácio São Joaquim.

O Palácio São Joaquim , hoje Rua da Glória 446, é um prédio em estilo eclético, projeto do arquiteto Adolfo Morales de los Rios para a residência do primeiro Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, D. Joaquim Arcoverde Cavalcanti de Albuquerque.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

24 de agosto no Rio de Janeiro

Uma data cheia de curiosidades.
Primeiro, nesta data em 1954, se deu o suicídio do presidente Getúlio Vargas, acuado após atentado contra Carlos Lacerda, à época jornalista.

E se foi construindo uma sucessão de fatos que a cada ano, o 24 de agosto se tornava representativo. Ou seja, pouco mais de um mês depois do suicídio, Lacerda derrotou outro Vargas: Lutero, seu filho e presumido herdeiro político, batido por Lacerda na eleição de 3 de outubro para a Câmara dos Deputados com uma diferença expressiva de quase 40 mil votos.

Quatro anos depois, do alto de um "caminhão do povo", Carlos Lacerda comandou a campanha que levou Afonso Arinos ao Senado, derrotando, mais uma vez, Lutero Vargas.

Fotos CPDOC/FGV - Reprodução


E aí veio a campanha majoritária para o governo carioca, em 1960. Nela Lacerda sentiria o peso do "24 de agosto" como obstáculo à conquista dos votos das zonas suburbana e rural.

No dia 22 de agosto de 1960, o jornal Tribuna da Imprensa estampou um vistoso artigo de primeira página denunciando "o plano de provocações para o dia 24". Sabedor do peso que representava para a sua candidatura a rejeição dos getulistas, Lacerda queria passar pela data-símbolo.

E passou. Elegeu-se governador do Estado da Guanabara.

No ano seguinte, em 1961, já na condição de governador da Guanabara, ocupou a televisão, justamente no 24 de agosto, para denunciar o suposto plano golpista de Jânio Quadros - de quem disse "Nunca vi um político brasileiro mentir tanto a tanta gente em tão pouco tempo" - , que acabou resultando na renúncia do presidente e reforçando o dito segundo o qual, na política brasileira, agosto rima com desgosto.

Em 1963, o anúncio de que o presidente Goulart estaria presente ao grande comício a ser realizado na Cinelândia no dia 24 de agosto, em lembrança do nono aniversário da morte de Vargas, levou Lacerda a denunciar que se estaria tramando uma "agostada", com intervenção na Guanabara e seu afastamento do governo.


domingo, 22 de agosto de 2010

Avenida Atlântica bem diferente

Já há 60 anos, pouco mais de vinte anos após as imagens de ontem, outra Avenida Atlântica, já com seus arranha-céus.





Vídeo Youtube/ Reprodução


Interessante reparar a moda à beira-mar.