terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Clarice Lispector

O Instituto Moreira Salles lançou um site em homenagem a Clarice Lispector.




Nele se encontram suas obras, vida, comentários, e-books para download, muitas fotos e um interessante mapa do Rio, onde num clique , trechos de suas obras aparecem, falando daquele local. Muito bom!

Vale visitar! É só clicar na figura abaixo.




segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Surfar já deu cadeia no Rio de Janeiro



Pioneiro: Rico de Souza 
ao lado de um carro antigo no Havaí, em 1989
(reprodução )

Parece mentira, mas surfar já foi motivo, sim, de cadeia no Rio. 

Lá no miolo dos anos 1970, pegar onda só era permitido nos cantos de praia (Arpoador, Posto 12 do Leblon etc.) e em horários determinados (antes das 8h e depois das 14h). A turma da parafina não concordava com a arbitrariedade e, num dia de ressaca assustadora no Arpex, Rico de Souza, então com 20 e poucos anos, rebelou-se contra a autoridade vigente e entrou na água. Não demorou até os policiais se juntarem na praia, esperando-o sair para levá-lo em cana. Mas o garoto partiu numa fuga fantástica, remando até o recém-inaugurado Hotel Sheraton. Ele e o lutador Relson Gracie. Os dois subiram o costão e entraram na casa do arquiteto Sérgio Bernardes, mas não teve jeito. Cerca de 15 policiais, de metralhadora e tudo, deram voz de prisão e escoltaram a dupla para uma cela no batalhão de Copacabana, onde eles mofaram por horas.

— Para a nova geração, é difícil acreditar, mas eu já fui preso por pegar onda. Este caso ilustra como o surfe era visto de forma negativa. E, ao mesmo tempo, mostra como as coisas mudaram desde então — conta Ricardo Fontes de Souza, hoje aos 60 anos, considerado o embaixador do surfe brasileiro.

O episódio será muito bem explorado no filme “Surfar é coisa de Rico”, que a produtora Sentimental Filmes está preparando e que conta a história do surfe a partir da vida do garoto que fez contato com o mar pegando jacaré no Posto 5 de Copacabana e, mais tarde, tornou-se um herói do surfe nacional.

 Mostra o Arpoador dos anos 60, a Ipanema na época do píer e as primeiras viagens do atleta nascido no Leblon,  a evolução das pranchas, a importância do Rico na formação do surfe profissional, o contexto da época em que ele cresceu, com a ditadura militar e a ebulição cultural dos anos 70. 

O carioca Rico de Souza foi várias vezes campeão brasileiro, abriu fábrica de pranchas, fundou a primeira escolinha de surfe do país e conquistou respeito no Havaí, onde a presença dos melhores do mundo não deixa qualquer um se destacar.

Fontes: Divulgação/ OGlobo online

sábado, 8 de dezembro de 2012

Antigos bistrôs do Rio

A cidade do Rio de Janeiro é um lugar onde a boa gastronomia sempre bateu ponto nos cantinhos charmosos e por vezes até escondidos dos bairros.



Esses lugares se renovam, muitos desaparecem, outros se lançam com suas novidades atraentes.

O Rio de Janeiro já acolheu as petisqueiras, que eram restaurantes com comidas tipo comidinha de pensão, onde iguarias eram preparadas com simplicidade e muita... sustância. Cabritos, carneiros, assados, ensopados em porções fartas que se podia dividir. Muitos desses pratos ouvi falar pelo meu avô, fã de carteirinha das petisqueiras do Centro da cidade.

Quando a novidade da comida italiana começou a se destacar na cidade, dois lugares,  deixaram saudades no meu paladar: o restaurante La Bella Itália, no Largo do Machado e a Spaguettilandia.


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Lá pelos anos 60 ia com meus pais à La Bella Itáliaalmoçar aos domingos. Eles tinham um receptivo simpático, que para todas as crianças eles ofereciam uma bola de gás e a amarravam nas costas da cadeira. O salão ficava alegre e colorido pelas bolas. Foi lá que comi pela primeira vez um frango a parmegiana. Ah...aquele queijo derretido e o molho...quanta delícia! A Spaguettilandia e suas massas servidas em frigideiras, que vinham do forno direto pra mesa. Um molho a bolognesa dos deuses e o parmezon ralado na hora.

Outro cantinho delicioso que conheci:  o Bar Monteiro.





Quando trabalhava nos anos 80 na Travessa do Ouvidor, ali ia por vezes no almoço.Mas estou falando do antigo estabelecimento, o fundado em 1912, antes da reforma e reinauguração de 2008, ali na rua da Quitanda. Lá costumava me deliciar com os sanduíches diferenciados, a salada de batata, o pernil fatiado.Infelizmente, fechou em 2011.



São alguns do sabores cariocas  que após tantos  parmegianas, bolognesas  e refeições ,continuam  deliciosos e presentes na minha memória.





domingo, 2 de dezembro de 2012

Nei Lopes, o samba carioca

1942 foi um ano especial para a Música Popular Brasileira. Nele nasceram muitos bambas.

70 ANOS!

 Gilberto Gil chegou em junho, Caetano Veloso em julho, Milton Nascimento em outubro e em novembro, Paulinho da Viola.
Muito se falou desses quatro compositores da nossa MPB.
Mas infelizmente a grande midia se esqueceu de dar o mesmo destaque ao compositor Nei Lopes, que também completou 70 anos.

Nei Lopes é um grande retrato da memória carioca.

Foi na convivência familiar, nas festas realizadas no bairro e no contato com os tipos populares do subúrbio de Irajá que veio o interesse para a música. Não apenas a arte como entretenimento, mas como ação política, herança do pai, o pedreiro Luiz Brás Lopes, fundador do Grêmio Pau-Ferro.

Nos anos 60 viveu entre as escolas de samba e as discussões acadêmicas na Faculdade Nacional de Direito, aprendendo a valorizar os contrastes presentes em toda a sua obra, onde o passado e o presente reclamam pontos de encontro e de diálogo. Esta estética, Nei Lopes levou tanto para o samba quanto para a literatura
.
Em 1972, nasceu o sambista com o samba Figa de Guiné, parceria com Reginaldo Bessa e gravação de Alcione. No mesmo ano, Nei visita o Senegal. O contato com as matrizes culturais africanas o aproxima mais do Brasil. Dois anos depois, Nei compartilha este sentimento com mais dois criadores da MPB: Wilson Moreira e Candeia.

Nei possui um olhar social inquieto, irônico e crítico. A partir dos anos 80 começou a dividir sua criação entre a música e a literatura, onde reflete sobre memória e identidade nos livros Incursões sobre a Pele e Casos Crioulos, entre outros. Os caminhos da pesquisa o levaram às obras-primas: Dicionário Banto do Brasil e Enciclopédia da Diáspora Africana no Brasil.

Compositor, cantor, escritor, pesquisador, advogado e administrador ele é capaz de unir o rigor acadêmico à criatividade popular.




Programa Musicograma, TV Brasil - reprodução


sábado, 1 de dezembro de 2012

2 de dezembro, Dia Nacional do Samba

E aqui vamos destacar dois grandes sambas de todos os tempos.

Começamos com Beija-me , na voz do grande Ciro Monteiro, do LP de 1943





Seguimos com Quatro Crioulos, de Elton Medeiros  Joacyr Santana. Os "Crioulos" eram Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Anescar do Salgueiro e Nelson Sargento.