Mostrando postagens com marcador sabores cariocas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sabores cariocas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Remexendo no baú do 
RIO QUE MORA NO MAR 
vale recordar alguns lugares que marcaram. 

Antigos bistrôs do Rio

Clique 


A cidade do Rio de Janeiro é um lugar onde a boa gastronomia
sempre bateu ponto nos cantinhos charmosos
e por vezes até escondidos dos bairros.

Rio De Janeiro - Rua Da Quitanda - Bar Monteiro:* Foto

 (Re)visite, (re) leia!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Crônicas cariocas de Todos os Tempos...

Mais uma, nos lembrando de sabores de outros tempos.
Publicada em janeiro de 1997.
Há 20 anos!





recorte jornal O GLOBO/ 17.1.1997

Em tempo: esses sanduichinhos a que o jornalista se refere são os deliciosos  sanduiches de pão de miga, de origem argentina (parecido com o pão de forma nosso, porém sem a casca), tradicionais no cardápio  - de outrora - da Confeitaria Colombo.



quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ainda falando de sabores cariocas...

Cervantes Sessentão

            

" Quando foi inaugurado, em junho de 1955, o Cervantes era uma mercearia, mas já vendia os sanduíches que fizeram a fama da casa. Dez anos depois, o fundador, um certo Halmuss Zalman, vendeu o estabelecimento para dois irmãos espanhóis que transformaram a mercearia da Avenida Prado Júnior, em Copacabana, em restaurante, sem abrir mão dos sandubas.
 
 
Em sua nova condição, o Cervantes passou a
abrir ao meio-dia e a fechar de madrugada.
A proximidade do Canecão, do finado Cinema 1
e do teatro Villa-Lobos era uma mão na roda
para o povo que gostava de estender a noite.
Pronto, o bar ganhou a justificada fama de boêmio.
 
E estava criada mais uma tradição carioca.

 




O Cervantes já não fica aberto até de manhã, como nos tempos em que Fausto Fawcett podia ser visto no balcão quase toda noite, observando a fauna em busca de material para seus shows. 

Mas os sanduíches continuam os mesmos: preparados no célebre pão de leite, jamais perderam o recheio fartíssimo e o sabor, que atravessa décadas exatamente igual. Idem, idem para o patê de fígado e o abacaxi em conserva, que só tem ali, como todo carioca sabe, a obra-prima é o de pernil com queijo e abacaxi, seguido de perto pelo de filé-mignon, outro clássico local. 

Fechando a Santíssima Trindade, salada russa, servida em pequenas porções, salvadora na hora em que bate a fome braba da madruga.

O sucesso levou a casa a investir em filiais —Cervantes no Via Parque já conta 21 anos,  e na Av. das Américas, 10 anos.


Planos de reformar em Copacabana, o que será uma pena perder as cenas de Dom Quixote, que emprestam um quê de sofisticação intelectual ao restaurante."

 Se não mexerem nos sanduíches...


Fonte: Globo on line

terça-feira, 21 de julho de 2015

10 Clássicos sabores cariocas de dar água na boca!













HUMMMMMMM!!!!!!


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Com ou sem molho?

Com salsicha ou linguiça? 

Não importa se a escolha é pelo tradicional (apenas com pão e salsicha) ou pelo completão (com ketchup, mostarda, maionese, milho, queijo ralado e o que mais tiver).  

Há 130 anos, o cachorro-quente conquista os corações — e os paladares — de muita gente pelo mundo. 

A história conta que, no dia 9 de setembro de 1884, o sanduíche foi inventado na Alemanha, passou pelos Estados Unidos e chegou ao Rio, em 1926,
quando o empresário Francisco Serrador lançou o cachorro-quente em seus cinemas no Rio de Janeiro.


A novidade até inspirou Lamartine Babo e Ary Barroso, a criarem em 1928, a marchinha “Cachorro-quente”.

Comer
Cachorro quente lá no bar
Por certo a moda vai pegar
Por não ser vulgar...
Comer
Vai toda a gente ao "quarteirão"
Pois há lingüiça em profusão
Pra comer com pão...
Que bom lamber...
Trincar... Comer...
Um cachorrinho tentador
No "Quarteirão do Serrador"
Comer
É bem melhor do que beber,
Pois dá sustância e faz crescer
Todo e qualquer ser...
Comer
É verbo bom de conjugar
Quando queremos conquistar
Um "pirão" no bar...

 
Em 1945, a iguaria de popularizou.

Ah...bons tempos do cachorro quente das Lojas Americanas... o cachorro quente da Mesbla... o cachorro quente das carrocinhas da Geneal nas praias...

 Hoje, aqui no Rio, há 765 barraquinhas legalizadas que vendem sanduíches com preços que vão de R$ 3 a R$ 8.
Apesar da idade avançada, o cachorro quente foi se modernizando e ganhando novos ingredientes: o cachorro especial para vegetarianos, talvez com abacaxi no lugar da salsicha; com  linguiça de pernil  e por aí vai. 

OUTRA VERSÃO:
Em 1904, nos Estados Unidos, um vendedor de salsichas quentes oferecia luvas de algodão para os clientes não queimarem as mãos (só que eles se esqueciam de devolvê-las). Seu cunhado, que era padeiro,então sugeriu que o salsicheiro começasse a usar pão.

UMA OU OUTRA HISTÓRIA, NA VERDADE É QUE SURGIU UMA DELICIOSA IGUARIA.





quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sexta-feira Santa era dia de...zorô


Na casa de minha avó  a Semana Santa era também sinônimo de pratos que iam à mesa só nesses tempos.
O rebuliço começava bem antes  na busca e compra dos ingredientes.
Mais que almoço de Páscoa, havia o almoço da Sexta-Feira da Paixão. E Sexta-feira Santa era dia de...zorô.

Zorô era um prato típico do interior do Rio - onde a tradição portuguesa se somou à tradição africana.

Uma iguaria!



     

Hoje poucos conhecem . Feita com camarões secos, quiabos, azeite e certos temperos, azeite de dendê e o protagonista, o mulato velho. (O mulato velho é  o peixe bagre salgado e defumado e  confundido com o bacalhau. A diferença dele para o bacalhau é que ele é muito mais aguado e daí mais macio, e com poucas espinhas)

Como acompanhamento, o zorô tinha um creme de arroz e uma farofa de dendê, mais, molho de pimenta pra os que apreciavam e claro o arroz branco, que muitos dispensavam. E a sobremesa também era especial: paçoca de amendoim com banana picada ou goiabada. Feita pelo meu avô, que fazia questão de moer o amendoim manualmente.

Eu, aqui confesso: desde criança, sempre detestei aquele cheiro forte do azeite de dendê e  -  acreditem! -  nunca provei o tal do zorô, repetido e amado por todos os convidados e os que se convidavam pro almoço daquela sexta-feira, e dele falavam ao longo do ano.

Apesar de não saber o sabor do zorô, ficou na memória o sabor da lembrança daqueles almoços, dos tilintar dos talheres, das belas toalhas brancas, dos guardanapos dobrados em leque, dentro das taças, da satisfação do meu avô da reunião e presença de todos em torno da mesa comprida.

Mas eu não ficava órfã no almoço, não. Um filé de peixe com molho de camarões vinha especialmente pra mim. E ficava aguardando, ansiosamente... a paçoca! A paçoca que meu avô fazia batendo manualmente. 

Depois de um tempo, quem passou a fazer o zorô foi minha mãe. Meu pai não dispensava o dito, que adorava. E como! E todo ano ía ela ao largo de São Francisco comprar o mulato velho. Só vendia por lá. E precisava comprar com antecedência, já que era preciso deixar o bagre de molho, trocando a água algumas vezes.

E aí ao invés de irmos à casa da vovó, ela e o vovô vinham à nossa casa. O ritual era o mesmo, a mesma mesa bonita, meu avô à cabeceira.

O zorô voltou à memória, hoje, de novo, porque passei na Casa Pedro.  E aí fui pesquisar na internet e fiquei pasma pela total falta de informação do que seja zorô. Uma tradição que se perdeu.

Achei, curiosamente, uma música gravada por Francisco Alves, em 1929, chamada Zorô e falando da comida.

Zorô, oi, zorô,
É camarão com bocado de quibombô.

O zorô para ser bom,
Deve de levar pimenta,
Quem temperou o zorô,
Foi uma baiana ciumenta.
Zorô, ai, zorô, etc…

Baiana não, o seu zorô
Tem pimenta malagueta,
Eu comi tanto zorô,
Depois vi as coisas pretas.


Hoje só se fala em carurú, outra comida de origem africana. Que fique, claro, não é zorô, mas um primo, já que é de quiabo, camarão e dendê. A grande diferença é a inserção do tempero e dos ingredientes portugueses.

ZORÔ coisa de um outro tempo. 
De um outro Rio de Janeiro!


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O cafezinho carioca

Confeitaria sempre foi uma grande tradição carioca.

No início surgiu sob a forma de café com mesas.
O Café Braguinha, na  Praça da Constituição com Rua do Sacramento - atual praça Tiradentes esquina com av. Passos - foi o primeiro café, na forma de confeitaria que servia lanches.

 Foi fundado em 1824 . Podemos vê-lo abaixo em dois momentos:


 

Gravura de Carlos Linde, de 1861



 Foto de  Henry Revert Klumb, de 1870

 A história do prédio da Café Braguinha  soma  boas histórias.

No século XIX, Manuel Luís Ferreira construiu sua casa, que depois pertenceu a José Bonifácio.
 D. Pedro I utilizou-a por várias vezes para despachar. Anos depois, é que se instalou, na parte baixa, o Café do Braguinha, ponto de encontro de intelectuais e artistas. 

Hermeto Lima , na edição de 14 de março de 1937, do Jornal do Brasil, em interessante crônica sobre a Praça Tiradente conta:


"No café do Braguinha, muitos anos depois Café Criterium, reuniam-se diariamente médicos, advogados, homens de letras e de teatro. O Braga, um português gordo, baixo e atarracado, era de uma bondade extrema e de uma atraente simpatia. Dotado de alguma inteligência, era amigo dos escritores e íntimo de João Caetano. Por sua influência junto ao grande trágico, foram representadas peças de autores ainda então desconhecidos. Os anúncios do café do Braguinha, que começavam sempre por — A fama do café com leite, — eram feitos pelos homens de letras que frequentavam a casa. Dizem que Machado de Assis e Laurindo Rabelo foram autores de muitos desses anúncios, que enchiam as colunas dos jornais do tempo. Estávamos então no tempo dos lundus, e um desses anúncios foi posto em música e cantado. Começava assim:
 "O Braga, dono de fama/ Participa à freguezia/ Que descobriu um café/ Que cura a paralisia".
   E terminava sempre com o estribilho: 

"E o Braguinha,/ Sempre cortês/ Com todo o gosto/Serve o freguês".


Demolida a casa, surgiu ali no novo prédio, o Café Criterium.  Por ali, em meio à agitação, ao vozerio, aos brados de saudação, apinhavam-se políticos, atores, poetas, jornalistas e toda a sorte de intelectuais iniciando um hábito que haveria de contagiar : a mania de, por esse ou aquele motivo, tomar um cafezinho.

Por ocasião das obras de alargamento da avenida, como se obedecesse a uma tradição, um novo café é aberto na esquina, o Café Capital, no mesmo  Largo, que ainda conservava o antigo bosque, de folhagens pouco tratadas, com ruazinhas de pedras escuras e mal varridas.  

O Café Capital  acabou abrindo sua própria torrefação e virou marca de sucesso, com um jingle que se tornou um clássico.
Café Capital hoje ainda existe, mas na Av Marechal Floriano, também no Centro, em formato mais moderno como uma cafeteria. Mas servindo, sempre, o mesmo sabor desde 1943.



 

CLIQUE AQUI e ouça! 


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Sabores Cariocas tão distantes


Anúncios no jornal O GLOBO, de 1958, 
nos dão conta de  sabores cariocas tão distantes.


A elegante SORVETERIA AMERICANA, da esquina da Rua do Passeio com Senador Dantas, no Edifício Serrador, comunica a inauguração da nova loja  em Laranjeiras.




Hoje nem a do Centro, nem a da Zona Sul existem mais.  A sorveteria apesar de ter o conceito americano de servir, era elegante e muito bonita. E cara! Ficava do outro lado da calçada que seguia pra Mesbla, que também tinha uma lanchonete, mas mais popular.

Abaixo, a foto da do Centro.



Foto  - reprodução  - anos 50


Outro anúncio exibe um classificados de restaurantes que deixaram saudade.




A Manon e a Spaghettilândia ainda existem, mas sem o glamour daqueles tempos e também não em todos os endereços anunciados. Infelizmente.
A Manon está somente  na Rua do Ouvidor. E a Spaghettilândia somente na Rua Álvaro Alvim, no Centro.

Sabores cariocas que existiam há 55 anos!


sábado, 8 de dezembro de 2012

Antigos bistrôs do Rio

A cidade do Rio de Janeiro é um lugar onde a boa gastronomia sempre bateu ponto nos cantinhos charmosos e por vezes até escondidos dos bairros.



Esses lugares se renovam, muitos desaparecem, outros se lançam com suas novidades atraentes.

O Rio de Janeiro já acolheu as petisqueiras, que eram restaurantes com comidas tipo comidinha de pensão, onde iguarias eram preparadas com simplicidade e muita... sustância. Cabritos, carneiros, assados, ensopados em porções fartas que se podia dividir. Muitos desses pratos ouvi falar pelo meu avô, fã de carteirinha das petisqueiras do Centro da cidade.

Quando a novidade da comida italiana começou a se destacar na cidade, dois lugares,  deixaram saudades no meu paladar: o restaurante La Bella Itália, no Largo do Machado e a Spaguettilandia.


Resultado de imagem para spaghettilandia cinelandia rio de janeiro

Lá pelos anos 60 ia com meus pais à La Bella Itáliaalmoçar aos domingos. Eles tinham um receptivo simpático, que para todas as crianças eles ofereciam uma bola de gás e a amarravam nas costas da cadeira. O salão ficava alegre e colorido pelas bolas. Foi lá que comi pela primeira vez um frango a parmegiana. Ah...aquele queijo derretido e o molho...quanta delícia! A Spaguettilandia e suas massas servidas em frigideiras, que vinham do forno direto pra mesa. Um molho a bolognesa dos deuses e o parmezon ralado na hora.

Outro cantinho delicioso que conheci:  o Bar Monteiro.





Quando trabalhava nos anos 80 na Travessa do Ouvidor, ali ia por vezes no almoço.Mas estou falando do antigo estabelecimento, o fundado em 1912, antes da reforma e reinauguração de 2008, ali na rua da Quitanda. Lá costumava me deliciar com os sanduíches diferenciados, a salada de batata, o pernil fatiado.Infelizmente, fechou em 2011.



São alguns do sabores cariocas  que após tantos  parmegianas, bolognesas  e refeições ,continuam  deliciosos e presentes na minha memória.





sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Copacabanas




Ficou para trás o tempo do 'spumoni', o tijolo de sorvete colorido na Colombo. Mas o banana split e o ice cream soda sobrevivem no Cirandinha, quase em frente à deliciosa Paradis, onde o francês Pierre Cornet-Vernet expõe sua coleção de macarons, biscoitinhos que a Rainha Catherine de Medicis já devorava no século 16.

É assim Copacabana: tradicional e contemporânea, múltipla e exclusiva. Com o faro apurado, as doçuras se revelam.




Foto Pedro Landim

Na Boulangerie Guerin, do francês Dominique Guerin, que também escolheu Copacabana para seus pães e doces que parecem joias, a tartelete de frutas vermelhas e o eclair de baunilha, a popular bomba, justificam parada para um café com 'pâtisserie'.

Foto Pedro LandimSeguindo a Nossa Senhora em direção ao Leme, paramos no Cirandinha, desde 1957 servindo delícias que sumiram dos menus, como os sundaes preparados pelo sorveteiro Antonio Pinto, há 30 anos na casa. Com sorvete Kibon, há clássicos como o Caribe, com bolas de abacaxi, morango e coco, caldas de morango e caramelo, chantilly, castanhas e biscoitos waffle. O ice cream soda Hollywood tem chocolate, calda, chantilly e soda limonada.

Do outro lado da avenida, além dos macarons em sabores como chandon rosé, gorgonzola com nozes, frutas vermelhas e limão siciliano, a Paradis tem trufas de chocolate francês Valrhona e os Picoluxos, grandes macarons recheados com sorvete no palito, sabores como cassis, manga e doce de leite.

Na Domingos Ferreira, a caminhada prossegue até as tortas e salgados da Genova, que começou em 1964 a fazer os melhores casadinhos de amêndoa com doce de leite da praça, assim como os petit fours com damasco.

Foto Pedro Landim

Descendo a Rodolfo Dantas, as mesinhas de mármore da Biscuit, do Polo Lido, recebem belezas como a Charlotte de morango com chocolate, ou a torta Biscuit, com musse e suspiro de chocolate.

Ai de nós, Copacabana...

Foto Pedro Landim

ODia Online - reprodução
Boca no mundo por Pedro Landim

sábado, 13 de outubro de 2012

Sabores Cariocas de outros tempos



Vale passear, de novo, pelos caminhos dos sabores cariocas
que se foram...

...do Restaurante Nino, 
na Rua Domingos Ferreira, 242

Em uma loja do edifício Santa Cecília, o lema deste pequeno restaurante em Copacabana -  que funcionava de terça a domingo do meio-dia até o último cliente  -  era "da carne-seca ao caviar".
 Também teve um carro-chefe no cardápio: o paillard com fettuccine 





...do Restaurante Penafiel, 
na Rua Senhor dos Passos, 121, no Centro

O restaurante inaugurado em 1913 tinha como atração à parte o interior do imóvel, 
tombado pelo Patrimônio Cultural do município. 
Ele guardava vetustas geladeiras de madeira e ventiladores italianos. 
O mocotó à portuguesa, desossado e ensopadinho, com paio, azeitona e rodelas de pão frito era servido só às sextas-feiras.
 Havia pratos fixos, como o filé de cherne com purê de batata 
e o imperdível  doce de laranja-da-terra, feito na própria casa.


 O salão era reto e comprido, com pé-direito alto, paredes de azulejos brancos, ventiladores italianos da década de 40 e lustres de lâmpadas fluorescentes. 
“As primeiras do Rio de Janeiro. Compradas na Galeria Silvestre!”, diziam.
No fundo do salão, os pratos do dia ficavam expostos em um balcão 
para que fosses mostrados aos clientes, 
como o arroz de lula com brócolis ou a especialidade portuguesa 
língua defumada com feijão manteiga. 



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sabores Cariocas

Um pesquisa antiga do RIO QUE MORA NO MAR, antes do blog, quando era distribuído por e-mail , agora descobri no youtube, como um filme. Alguém copiou e botou por lá. Mas está incompleto. Mas vale aos que não conheciam, pra curtir algumas delícias cariocas.

Coisas da internet.







sábado, 29 de janeiro de 2011

Relíquia Culinárias de Machado de Assis


Não há dúvidas de que além de poeta, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário, Machado de Assis também era gastrônomo.

A obra de Machado de Assis ganhou um outro olhar. O apurado em banquetes, confeitarias e cafés que moldaram o paladar da sociedade carioca, no período entre o segundo império e o início da República.

A socióloga Rosa Belluzzo após dois anos de pesquisas em toda a obra do autor,além de obras literárias e relatos de viajantes como Jean-Baptiste Debret, Carl Seidler, Adèle Toussant-Samson, Ina von Binzer, Daniel Kidder, Maria Graham e John Luccock escreve sobre o olhar na gastronomia – restaurantes, confeitarias, cardápios, iguarias e livros de receitas da época, tema tão presente em seus romances e crônicas. Fala da presença marcante da alimentação como mediadora das transformações, de uma etnografia do gosto na obra do maior nome da literatura nacional.

“Machado de Assis, relíquias culinárias” (Ed. Unesp), com prefácio de Carlos Lessa,  apresenta o bruxo do Cosme Velho como um crítico gastronômico ácido atento às mudanças na vida urbana carioca. Avesso aos estrangeirismos culinários, acompanha a tendência de publicação de livros de culinária como “Cozinheiro Nacional” e “Dicionário do Doce Brasileiro”. Critica a introdução do roast beef, do croquete, do sandwich e das bouchées de dames. Preferia os sabores da terra e as velhas tradições de seu país. Comentava com sarcasmo as influências francesas e inglesa nos hábitos da elite.

Quando o assunto era o resgate das tradições culinárias do Rio, Machado enaltecia com fervor o lançamento de mais um título brasileiro. Um ano antes do lançamento de “O Confeiteiro Popular”, o escritor publicou em 2 de junho na revista O Cruzeiro a seguinte crítica: “É fora de dúvida que a literatura confeitológica sentia necessidade de mais um livro em que fossem compediadas as novíssimas fórmulas inventadas pelo engenho humano para o fim de adoçar as amarguras deste vale de lágrimas”. No mesmo texto ele diz que “o princípio social do Rio de Janeiro é o doce de coco e a compota de marmelos”.

Rosa passeia por Machado pinçando evidências que comprovam que a alimentação é capaz de dar conta de fenômenos socioculturais. Durante os séculos XIX e XX, a então capital do Brasil passou por uma profunda evolução gastronômica. E tal mudança não passou despercebida ao boêmio e frequentador privilegiado da boa mesa.
O livro também reúne 25 receitas que compõe uma miscelânea da influência européia que tanto combateu o autor. Do croquete de carne ao bouillabaisse; dos pastéis de nata ao sorvete de pitanga. Não há dúvidas de que além de poeta, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário, o também bruxo do Cosme Velho era gastrônomo. Suas sobremesas preferidas eram cocada amarela e mãe-benta, chocolat à la creme ou bouchées des dames.

Nessa abordagem do cotidiano, a cozinha doméstica tradicional foi sacudida pela inovação, com jantares de cerimônia adornados com toalhas de linho bordadas e louças de faiança (forma de cerâmica branca). De acordo com a socióloga, era na sala de jantar onde repercutia a educação e o refinamento dos anfitriões. “Também afloraram, na capital brasileira, os restaurantes, acompanhando o projeto civilizador que acompanhou as transformações urbanas e sociais entre Segundo Império e da República”, explica.

A autora conclui que Machado de Assis reflete em sua obra o estado de espírito e uma virada na história do gosto da sociedade carioca do século XIX. “As suas crônicas e romances fornecem um reflexo da sensibilidade gastronômica e as mudanças de hábito”, completa. Da mesma forma que Machado era um entusiasta das publicações nacionais, é pertinente se alegrar com mais esta publicação por reconstruir a memória e a identidade alimentar no Brasil. Ao valorizar títulos como estes de Rosa, tem-se a oportunidade de preservar tradições, reconhecer tendências, inovar e consolidar a gastronomia local


Fonte:Pimenta Malagueta

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Comida carioca


Os pratos típicos cariocas, influência  da colonização portuguesa  estão sumindo dos nossos restaurantes. Infelizmente. O fast food, cardápios europeus e orientais são facilmente encontrados no Rio. No entanto, o gosto das nossas tradições lusas, das receitas dos nossos antepassados estão sumidos.
Como é difícil encontrar uma boa rabada, língua ensopada, bife de fígado, sardinhas fritas, ensopadinhos, picadinhos, dobradinha, mocotó, bife de panela,...

Nada contra kebabs, temakis, yaki, wok (sobas) , hots, shakes, burguers, e outras diversas opções. Mas perde-se a tradição dos sabores de 445 anos de história. Sabores nos dias de hoje muito escassos, principalmente pela  morte de estabelecimentos centenários, como um Penafiel -   e sua deliciosa gastronomia portuguesa -  que não se sustentaram aos modismos.

Atualmente, estão querendo tombar a culinária francesa como Patrimônio Imaterial da Humanidade. E com razão, pois as tradições dos paladares, da mesa, mostram muito bem a história de um lugar.

Muitos da cidade ou que vêm à cidade não comem mais ou nunca comeram, provaram ou sequer ouviram falar dessas delícias, que hoje só existem nas mesas de famílias, que preservam as receitas das vovós. Algumas iguarias ainda resistem em cardápios de poucos bares e restaurantes tradicionais da cidade, como o Lamas no Flamengo, ou o Bar Brasil, o Bar Luiz, e o Nova Capela no Centro.

Uma pena...

Mas pra quem provou e ainda come... vai aí um ensopadinho de chuchu com camarão?



Que tal? Hummmmmm.....

domingo, 16 de maio de 2010

Sabores cariocas

Hoje recebi um e-mail a respeito de um dos primeiros RIO QUE MORA NO MAR, o sobre o tema SABORES CARIOCAS, de agosto de 2008, que ainda navega por aí, internet a fora, fase pré-blog, quando só era enviado a amigos, por e-mail.

Pra quem não conhece é um passeio por diversas delícias cariocas cuja maioria, infelizmente, só existe nas nossas lembranças e paladares.

O simpático e-mail me lembrava do slogan do Açúcar Pérola (citado e mostrado lá nos sabores cariocas): Saco azul, Cinta encarnada.

A usina do Açúcar Pérola ficava perto da Estação da Leopoldina. Perola chegou a ser (anos 70) o açúcar número 2, sendo o União o nº 1. Quando por ali se passava, tinha um cheiro muito forte de algo queimado. Era o processo do refino.

Antiga fábrica de açucar "Perola"
fábrica


Açúcar Pérola #anos20 #vintage | Vintage

l - 290/g ) propaganda antiga açucar pérola | Propagandas antigas ...





Fica registrado.
Quem lembra?


domingo, 14 de setembro de 2008

Histórias de sabores de um Rio de outros tempos.

Resultado!
Acertou quem disse Avenida Presidente Vargas esquina com Praça da República!
E a foto é de 1958.


Faço um destaque para o grande luminoso da foto,
da Gordura de Côco Cristal.

Gordura de côco era ingrediente básico dos quitutes caseiros. Vinda após a banha, uma gordura de porco, era um banha alternativa, vegetal. Por muito tempo condenada , a gordura de côco - seu óleo extra virgem - hoje volta à tona, porquanto a descoberta que seus elementos naturais fazem muito bem à saúde e é melhor que os óleos tradicionais mais usados, como o da soja - que é transgênica; da canola - que ninguém sabe que planta é essa - ??? - ou milho, cheio de pesticida.

A Gordura de Côco Cristal era fabricada pela UFE, União Fabril Exportadora, fundada em 1922, no Rio de Janeiro, e ainda existente . Hoje é a mais antiga fábrica de sabão do Brasil e seu produto mais tradicional é o famoso "Sabão Portuguez".



A UFE tem uma grande ligação com a cidade . Na década de 50 foi pioneira em ações promocionais nos meios de comunicação , marcando presença no rádio, onde patrocinou o programa “A felicidade bate a sua porta”, na Rádio Nacional ; e na televisão, onde esteve no primeiro programa da “A Praça é Nossa” , da TV RIO, de Manoel de Nóbrega.

Suas concorrentes:
  • Gordura de Côco Carioca, produto da Cia. Carioca Industrial, empresa pioneira no mercado de óleos vegetais, de propriedade de Raymundo Ottoni de Castro Maya, empresário bem-sucedido, incentivador dos esportes, pioneiro da preocupação ecológica, editor de livros, colecionador, fundador de museus e sociedades culturais e defensor do patrimônio histórico, artístico e natural.

foto: anos 60/ revista Receitas Tia Maria - fotolog Ana Lúcia
  • Gordura de Coco Du Norte que era um produto da Indústria de Comércio Dunorte, do Grupo Moraes, do empresário José Basto Correia, conhecido como Zequinha, feita no bairro da Ribeira, na Ilha do Governador, em um grande terreno, ao lado do complexo da Shell. Após 1968, com a morte de Zequinha, aos 46 anos, e a entrada da gordura sintética no mercado - criada pelos americanos - a empresa começou a perder clientes importantes e faliu.
FOTO AÉREA DO TERRENO ONDE FUNCIONAVAA GORDURA DE COCO DUNORTE, NA RIBEIRA, ILHA DO GOVERNADOR.
À ESQUERDA, SEPARADA POR COQUEIROS, PARTE DO COMPLEXO DA SHELL
foto: Golfinho on line


Histórias de sabores de um Rio de outros tempos.